quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Cerveja e Capitalismo



 Hugo Chávez:  “Cerveja é algo que só serve para nos deixar barrigudos.
  É uma das armas do Capitalismo para causar vícios na população.”
 
William: 😂😂  Francamente, cada coisa que a gente lê...
  A cerveja surgiu há aproximadamente 6.000 anos (por volta de 4.000 a.C.) na região da Mesopotâmia, sendo creditada ao povo Sumério.
  O capitalismo veio depois do Mercantilismo, se firmou por volta de 1900.



 Lembrei do meu debate mais recente...


Milton: “Você (William) não entendeu meu comentário sobre dinheiro.
   Eu não disse que o dinheiro é descartável, pelo contrário.
   Eu disse que o dinheiro é uma necessidade aparente. Só isso.”
   
William:  Fazer o sinal da cruz antes de sair de casa é uma necessidade aparente.
  Agradecer a Deus por mais um dia é uma necessidade aparente.
  Precisar sair sábado à noite é uma necessidade aparente.
  O Corinthians ser campeão mundial é uma necessidade aparente.
  Ter que ficar com aquela garota de qualquer jeito é uma necessidade aparente.

  Ter dinheiro... bem, como pegar ônibus ou colocar gasolina na moto sem ter dinheiro?
  Porque trabalhar 22 dias no mês se não for para ganhar dinheiro?
  Sei, sei dirão que dinheiro é uma convenção.
  Eu digo que é uma convenção aceita por todos que ele representa um produto ou serviço em forma de papel.
  Considero isso um FATO.
  Eu produzo óculos e quero trocar por arroz e feijão, ficaria muito difícil realizar esse tipo de transação com a variedade de produtos e serviços existentes.
  Quantos óculos valeriam uma entrada de cinema?

  O DINHEIRO FOI UMA FACILIDADE QUE ENCONTRAMOS PARA TROCAR BENS E SERVIÇOS.

  Se o indivíduo ganha 700 reais por mês e compra um tênis nesse valor na realidade os 700 reais em papel ou cartão são só um SÍMBOLO, na realidade ele está trocando um mês de TRABALHO por um PRODUTO.

  O Dinheiro foi uma grande invenção da humanidade, não é uma necessidade aparente é uma necessidade REAL. 


Nota: Um comentarista disse que eu não critico o Capitalismo.
 Já escrevi textos dizendo o que eu melhoraria.
 Mas penso que é mais útil defender o capitalismo.
 Críticos já tem até demais.






✧✧✧

 

 Resumo:


1. -A cerveja não é invenção ou “arma” do capitalismo- 

   A cerveja existe há cerca de 6.000 anos (por volta de 4.000 a.C.), criada pelo povo Sumério na Mesopotâmia — muito antes do surgimento do capitalismo.

 

2. -O capitalismo é muito mais recente que a cerveja- 

   O capitalismo surgiu depois do Mercantilismo e se firmou por volta de 1900. Portanto, é cronologicamente impossível que a cerveja seja “uma das armas do Capitalismo para causar vícios na população”, como afirmou Hugo Chávez.

 

3. -A fala de Chávez é absurda e risível- 

   Você reage com ironia (“Francamente, cada coisa que a gente lê…) à declaração de Chávez de que a cerveja só serve para “nos deixar barrigudos” e que seria uma ferramenta capitalista de vício.

 

4. -Dinheiro não é uma “necessidade aparente”- 

   Diferente de rituais ou desejos subjetivos (fazer o sinal da cruz, agradecer a Deus, torcer para o Corinthians ser campeão, etc.), o dinheiro é uma -necessidade real- na vida prática.

 

5. -Sem dinheiro, a troca de bens e serviços se torna impraticável- 

   Em uma economia com grande variedade de produtos, seria extremamente difícil realizar trocas diretas (ex.: quantos óculos valem uma entrada de cinema? Ou trocar óculos por arroz e feijão?).

 

6. -O dinheiro é uma grande invenção da humanidade- 

   Ele funciona como um símbolo aceito por todos, representando trabalho, produtos ou serviços em forma de papel ou cartão. É uma convenção prática que resolve o problema da troca direta.

 

7. -O dinheiro representa troca real de esforço por bens- 

   Quando alguém ganha 700 reais e compra um tênis, na verdade está trocando -um mês de trabalho- por um produto. O dinheiro facilita essa troca e não é mera ilusão ou “necessidade aparente”.

 

Esses são os argumentos mais fortes e centrais que você apresenta no texto, tanto na crítica direta à fala de Chávez quanto na defesa da utilidade e realidade do dinheiro (e, por extensão, do sistema econômico que o utiliza de forma eficiente).


 

  

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