segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Árabes e Africanos

 

Provérbio Árabe: “A árvore quando está sendo cortada, observa com tristeza que o cabo do machado é de madeira.”

 

William:  Se alguns povos olhassem para a própria Cultura sentiriam a mesma tristeza?


 “Manal al-Sharif, que se tornou o rosto de um movimento underground pelos direitos da mulher na Arábia Saudita ela postou um vídeo em que dirigia um carro.
  Apesar de ter se empenhado em proclamar, no vídeo, sua lealdade ao rei e ao país, tudo isso foi inútil.
  Líderes religiosos conservadores a condenaram como uma pessoa promíscua e imoral; sua família foi perseguida e ela ficou presa por nove dias.”


  Mulheres são maioria em países islâmicos, são tão ou mais devotas que os homens.
  Porque apoiam tanto o regime que as trata como cidadãs de segunda classe?




 "Do ponto de vista religioso, o continente africano apresenta uma rica variedade que reflete tanto o profundo espírito religioso de seus habitantes como a tolerância com que aceitam e assumem as propostas religiosas.
  A população da África ultrapassa os 800 milhões, que por religiões, estão distribuídas assim: 316 milhões são muçulmanos, mais da metade deles nos países árabes do norte do continente, 256 milhões são cristãos, dentre os quais 124 milhões são católicos, aproximadamente 200 milhões seguidores das religiões tradicionais africanas, o restante se reparte entre as chamadas “Igrejas Independentes” ou de origem africana, muitas delas são separadas das igrejas cristãs históricas, e as numerosas seitas fundamentalistas que surgem constantemente, especialmente nas cidades." 

  Vejam essa foto que circula na Internet:


  Sugere que enquanto o Papa senta em trono de ouro crianças passam fome na África.

  Dos 800 milhões de habitantes da África apenas 124 milhões são católicos. (Ano 2012)
  Com esses números eu não tenho como associar diretamente a figura do Papa ou do Catolicismo as dificuldades econômicas na África.

  Os críticos da Cultura judaica/cristã poderiam sugerir que a África se convertesse ao judaísmo ou cristianismo, mas não, sugerem que a igreja Católica se desfaça de todos os seu bens e entregue a pessoas de outras correntes religiosas!!   

  A Igreja Católica se desfazer de todo seu patrimonio vai acabar com a fome na África?
  Com certeza não.
  A criança da foto “talvez” seja da Somália, vocês sabiam que 98% da população daquele país se declara MUÇULMANA.

   Diante dos FATOS apresentados, no lugar da foto do Papa deveria estar a foto de um Aiatolá montado em seus petrodólares.

   Porém, como defendo o Estado Laico acredito que os africanos deveriam deixar em segundo plano livros sagrados e ler mais Adam Smith.

 💥"Não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu "auto interesse".💥

   Adam chegou a ser professor de Lógica.
   Ele nunca foi idolatrado como Karl Marx ... ainda bem!
   O Liberalismo Econômico não pode ser uma convicção ideológica cega é melhor que seja uma eterna busca da eficiência econômica “enriquecendo os cidadãos”.


✧✧✧

 

 Resumo: 


1. Autocrítica Cultural A abertura com o provérbio árabe serve de gancho para sua pergunta central: povos que reprimem seus próprios membros (como Manal al-Sharif) usam sua própria cultura como instrumento de opressão — o cabo do machado é de madeira.

2. Desproporcionalidade da crítica ao Papa Você usa dados concretos — apenas 124 milhões de africanos são católicos num continente de 800 milhões — para desmontar a narrativa da foto viral que associa o Papa à fome africana. A lógica numérica invalida a causalidade implícita.

3. O verdadeiro retrato deveria ser outro Seu argumento mais provocativo: se a lógica da foto fosse honesta, no lugar do Papa estaria um Aiatolá sobre petrodólares, dado que a maioria dos africanos pobres vive em países de maioria muçulmana — como a Somália, com 98% de muçulmanos.

4. Desfazer o patrimônio católico não resolve nada Você questiona diretamente a proposta dos críticos: entregar o patrimônio da Igreja a pessoas de outras correntes religiosas não acabaria com a fome. É uma crítica à superficialidade do argumento anticatólico.

5. Defesa do Estado Laico Você não defende nenhuma religião — sua posição é que todas devem ficar em segundo plano. A solução para a África não está em trocar uma fé por outra, mas em separar religião de política e economia.

6. Adam Smith como alternativa real Sua proposta concreta é que africanos lessem mais Adam Smith: o auto-interesse bem orientado gera prosperidade de forma mais eficaz e sustentável do que benevolência religiosa ou caridade institucional.

7. Liberalismo sem idolatria Você encerra distinguindo liberalismo econômico de ideologia cega — ao contrário de Marx, Smith não deve ser idolatrado, mas encarado como busca contínua por eficiência que efetivamente enriquece cidadãos.

  


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domingo, 30 de dezembro de 2012

Para Judeus

 

 “Todos à passeata em solidariedade à heroica resistência palestina e de repúdio ao genocídio do Estado de Israel.” 



  Vivemos em um país maravilhoso sem problema nenhum na área de educação, saúde ou segurança, então senhor Otário e senhora Babaca participem dessa passeata em favor da causa Palestina, não temos coisa melhor para fazer.          

  Se não temos vínculo emocional com uma das partes envolvidas instintivamente torcemos para o lado que supomos ser o mais fraco.

  Se a seleção brasileira jogar contra Porto Rico você torcerá pelo Brasil devido a ligação emocional com nossa seleção.
  Se Porto Rico jogar contra a Alemanha você instintivamente torcerá contra a Alemanha.
  Supondo que você não tem ligação emocional com nenhuma das duas seleções, por gostar de futebol, deveria apenas apreciar o espetáculo e torcer para que ganhe quem jogar melhor, quem apresentar o melhor futebol.

  Se você pretende ser um Livre Pensador tem que ficar atento para essas armadilhas dos instintos.

  O mais forte não está sempre errado assim como o mais fraco não está sempre certo.

  Quem gosta de futebol sabe que nem sempre quem joga melhor sai vencedor.
  Outra coisa importante é saber que quanto mais a situação é complexa menos é provável que uma das partes esteja 100% certa porque é raro a outra estar 100% errada.
  Dito isso...



  Por que os judeus conseguiram ter um Estado?

  Porque instintivamente torcemos pelos mais fracos.
  Depois da 2ª Guerra Mundial quando a forte Alemanha Nazista matou milhões de judeus todo mundo virou simpatizante dos judeus desde sempre.
  Foi certo ceder aquele território [que era uma concessão Britânica] aos judeus?
  Agora é tarde! Deveríamos ter RACIOCINADO sobre isso na época que ocorreu, mas agimos por paixão, com o instinto de ajudar o mais fraco.
  Se foi justo ou não permitir um Estado Judeu naquela região NÃO VEM MAIS AO CASO.
  Israel está lá, existe, é um FATO.

  Se os Árabes tivessem vencido a guerra dos Seis Dias Israel não teria se firmado.


  “A Guerra dos Seis Dias foi um conflito armado que opôs Israel a uma frente de países árabes - Egito, Jordânia e Síria, apoiados pelo Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão.
   O crescimento das tensões entre os países árabes e Israel, em meados de 1967, levou ambos os lados a mobilizarem as suas tropas.” [Wikipédia]


  Israel venceu ao Acaso? 
  Foi obra de Deus?

  O “se” é sempre uma especulação.
  Se não tivéssemos permitido o Estado de Israel, se os árabes tivessem ganhado a guerra, se todos vivessem em paz e prosperidade ... o “se” pode tudo.

  O importante nesse texto é você se perguntar se instintivamente é mais simpático aos Palestinos só porque Israel se tornou uma nação forte?
  Se os árabes tivessem vencido a guerra e os israelenses estivessem em uma situação de fragilidade você seria mais simpático a eles só porque seriam o lado fraco.

  Em uma guerra sempre há o lado derrotado que fica em um situação delicada e sofre restrições para que não se anime a um nova empreitada, em um guerra a derrotado sempre quer vingança.
  No entanto Palestinos não foram enviados para campos de concentração, para câmaras de gás ou foram escravizados.
  Japoneses e alemães também foram derrotados em guerras e se reorganizaram.
  Quero dizer que por conta própria e com ajuda de estados Árabes os Palestinos poderiam se organizar como uma nação próspera e o reconhecimento de sua soberania seria uma consequências natural.
  Insistir no confronto militar me pareceu burrice, só forçou Israel a se militarizar cada vez mais.
  Os Palestinos continuam agindo por paixão/vingança e a paixão/vingança é má conselheira.


  Esse texto não é para Árabes e Muçulmanos faz, tempo que eles não tem sido muito espertos, a lógica não entra na mente deles, se aparecesse lá um grande Líder Capitalista e Democrático seria uma grata surpresa.

  Esse texto é para judeus e para você que gosta de Filosofia.
  Notei mais uma subversão da lógica.
  Subversão da Lógica eu falo quando o quê tem grande de chance de acontecer não acontece.

  A subversão aparece no lado judeu...explico:
  Os caras são inteligentes, muito racionais, mesmo em meio tantos conflitos conseguiram construir uma nação próspera, porque são tão burros quando falamos de um acordo com os palestinos!?


  “E disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas EU LHE ENDURECEREI O CORAÇÃO, para que não deixe ir o povo.” [Êxodo 4:21]

  Percebem?
  É como se alguma “interferência” endurecesse a mente dos judeus!
  Os Israelenses não precisam de um acordo eles podem simplesmente seguir a LÓGICA unilateralmente.
  O território demarcado para eles pela ONU em 1948 foi bastante razoável:






  Mas vamos supor que eles não abram mão de uma faixa de terra Israelense que chegue até Jerusalém.
   [Jerusalém continuaria ser área internacional ou uma espécie de “Vaticano”].
  Oras, sem acordo nenhum isso poderia ser imposto por Israel e ser aceito por boa parte do Mundo.
  Israel sairia de todas as áreas ocupadas, em troca ficaria com uma faixa de terra que a ligasse diretamente a Jerusalém ... se fazem mesmo questão disso.
  Me parece algo razoável, se abrisse mão dessa ligação de terra com Jerusalém e apenas lutasse para manter Jerusalém como área internacional seria melhor ainda.
  De qualquer forma quero dizer que Israel não precisa dos Palestinos para fazer o que é lógico, então porque não faz!?



  Os cidadãos de Israel deveriam ser mais “israelenses” e menos “judeus”.
  Por “paixão” querem integralmente a terra prometida pelo Deus de Abraão!?

  Meus irmãozinhos de Israel está mais uma vez na hora de questionar a vontade de seu Deus e sua sede de sangue.


"Tiveste sede de sangue, e eu de sangue te encho."   
(Dante Alighieri)





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sábado, 29 de dezembro de 2012

Filho mata o Pai




  Sun Tzu:    “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas.
  Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota.
  Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.” 




William:  Para ser um bom Filosofo acredito que é indispensável ter amplo conhecimento de História.
  Senão nem conseguimos identificar o que nos é favorável, contrario ou irrelevante.

  Quem é o inimigo, quem é você?” ♫♫♫♫

  Evidente que são muitos povos e por consequência muita História.
  É impossível saber tudo em detalhes, mais que isso, é difícil saber se as informações disponíveis são “confiáveis”.
  Se hoje com sofisticados aparelhos de gravação de imagem e som ainda encontramos deformação nas notícias imaginem antigamente.

   Uma grande dificuldade em debater História é que as pessoas escolhem o ponto de onde querem começar analisa-la.
   Não há nenhum grande problema em fazer isso desde que a pessoa não ignore completamente a ORIGEM, os pontos anteriores, o que levou a situação observada.

  Vamos a uma ilustração mental.
 
  Eu falo para vocês:  Um filho matou o pai.
  Sem maiores informações o SENTIMENTO geral é de indignação contra o filho, um monstro que matou o santo pai.

  Voltando um ponto:
  “O pedreiro João da Silva tentou matar sua esposa, foi impedido pelo filho que correu em defesa da mãe, acidentalmente o pai veio a falecer.”

 É a mesma História, mas de certo o SENTIMENTO de indignação muda de lado.

  Voltando outro ponto:

  “O pedreiro João da Silva sempre foi um cidadão trabalhador e honesto, sua esposa o traia com vários homens ela se apaixonou por um de seus amantes e planejou a morte do marido para ficar com a casa.”

  É a mesma História, a indignação muda de lado e o filho é quase uma “vitima” inocente da História, ele pegou o bonde andando, viu apenas que seu pai iria matar sua mãe, não viu outra opção senão fazer o que “achava certo”.

  
  O problema da indignação é que ela provoca grande RAIVA, em muitos casos ÓDIO e os indivíduos não RACIOCINAM eficientemente dominados por esses SENTIMENTOS.



Conflito na Palestina

   Para povos ou pessoas que estão diretamente envolvidas em uma guerra as indignações são mutuas, o raciocínio lógico é difícil.

   O Israelense que teve um filho morto em ataques a ônibus por homem bomba, quer todas as retaliações possíveis para que isso não volte a acontecer, quer que um palestino também perca seu filho para que experimente o mesmo sentimento de indignação.

  Um palestino que teve seu filho morto em uma retaliação de Israel fica indignado, afinal não foi ele que se explodiu no ônibus ou lançou o míssil contra Israel.
  Indignado ele quer que outros homens bombas e outros mísseis vinguem a morte de seu filho.

  Que os povos diretamente envolvidos estejam em um estado de “passionalidade” é aceitável, compreensível.
  O que eu acho difícil aceitar é a passionalidade espalhada pelo mundo sobre essa questão.
  Não somos judeus, não somos palestinos, sabemos que nenhum dos lados é composto de santos ou demônios, ao menos de outros povos era de se esperar uma análise mais RACIONAL da situação.

  Vejam esse desenho que circula pela Internet.


  Do lado de Israel um míssil que cai e nem explode.
  Do lado palestino crianças e mulheres atingidas, cadáver no chão...

   É um retrato fiel da realidade?

   Até onde sabemos não fica muito distante.
   Mas e aí, devemos ficar com raiva dos militares israelenses por serem mais eficiente em proteger a população!?

   Se o Hamas é tão ineficiente em proteger o próprio povo e causar danos a Israel seria de se esperar que eles fossem os mais interessados em evitar a todo custo o conflito armado, mas não é o que vemos...


 
  Antes da criação de Israel (1948), a região era conhecida como Palestina, sob domínio britânico.
  Judeus, cristãos e muçulmanos viviam ali então, judeus que viviam na região antes de 1948 eram considerados palestinos no sentido geográfico.
  O termo "palestino" era usado para todos os habitantes da região, independentemente de religião ou etnia.
  Inclusive, havia jornais e organizações judaicas com o nome “palestino” antes da fundação de Israel.
   *Wikipédia*

  “O Plano de retirada unilateral de Israel, oficialmente, "Lei de Implementação do Plano de Retirada", foi uma proposta do primeiro ministro de Israel, Ariel Sharon, adotada pelo governo e decretado em Agosto 2005, para remoção de toda presença permanente de Israel da Faixa de Gaza e de quatro colônias no norte da Cisjordânia.
  Israel ocupou a Faixa de Gaza, Jerusalém Oriental e a Cisjordânia durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.”
  *Wikipédia*

   Ariel Sharon estava retirando os assentamentos.
   E quando isso aconteceu os moradores da faixa de Gaza fortaleceram o Hamas com apoio iraniano.
   Se preferem guerra … é guerra que tiveram.
   A vida não é feita de anjos e demônios.
   Não tem essa de santos judeus e demoníacos islâmicos e vice versa.
   Cada caso é um caso.
   Faço análises lógicas, tento deixar (o máximo possível) emoções de lado.

   Não gosto de guerras, mas se acontecem sempre torço para o lado mais CIVILIZADO... no caso da guerra fria preferia os americanos, no Oriente Médio prefiro Israel.

   Ariel Sharon - Link




 
Comentarista: "Tanta selvageria em nome de Deus!"

William: Guerras em nome de Deus!?
 Tem certeza disso?

  O que Stalin queria?
  O que Gengis Khan queria?
  O que Hitler queria.
  O que tribos indígenas queriam?

  O que vejo são guerras por territórios e poder.
  Religiosidade ou “desigualdade social” servem como aquela ação do ilusionista para desviar nossa atenção.
  Quando muçulmanos invadiram a Europa queriam territórios e poder.
  Quando romanos estabeleceram seu império queriam territórios e poder.

  Claro que cada povo tem sua cultura (e religiosidade), mas as guerras em geral são por TERRITÓRIO E PODER - Link.




Nota: “A taxa média de filhos por família em Gaza é de 5,5, bastante elevada, mesmo se comparada com países da região: a taxa da Jordânia é 3,3; na Síria, 2,5; e no Líbano, 2,8.” BBC

    Com tantas crianças naquele pequeno território, como evitar que muitas sejam atingidas, mesmo que essa não seja a intenção dos israelenses!?


✧✧✧

 

 Resumo: 


  1.A importância do conhecimento histórico integrado: Você argumenta que, para uma análise filosófica e lógica correta, é indispensável conhecer a História e, fundamentalmente, a origem dos acontecimentos. Analisar um fato histórico isolando-o de seus antecedentes e causas anteriores impede uma compreensão real da situação.

2. A ilustração do "Filho que mata o pai": Você utiliza essa metáfora de forma muito eficaz para provar seu ponto sobre a contextualização. Mostra como o sentimento e o julgamento moral das pessoas mudam radicalmente à medida que novas camadas do passado e a origem da situação são reveladas, reforçando que conclusões precipitadas geram visões distorcidas.

3. O perigo da indignação e do domínio emocional: Você aponta que sentimentos intensos como a indignação, a raiva e o ódio bloqueiam a capacidade de raciocínio eficiente. Isso impede que os indivíduos façam análises lógicas, gerando reações puramente passionais.

4. Crítica à passionalidade de observadores externos: Enquanto considera compreensível que os povos diretamente envolvidos no conflito (israelenses e palestinos) reajam com base na emoção devido ao sofrimento mútuo, você critica severamente a falta de racionalidade do resto do mundo, de quem se esperava uma análise neutra e lógica, e não a tomada de lados de forma cega.

5. Responsabilidade política e a dinâmica do conflito em Gaza: Você traz dados históricos (como a retirada unilateral de Israel da Faixa de Gaza em 2005 por Ariel Sharon) para argumentar que a ascensão e o fortalecimento do Hamas, apoiado pelo Irã, foram escolhas locais que priorizaram a guerra. Diante disso, argumenta que o Hamas demonstra ineficiência em proteger o seu próprio povo ao insistir no conflito armado.

6. Desmistificação da "Guerra Santa": Ao responder ao comentarista, você recusa o argumento de que as guerras ocorrem "em nome de Deus". Citando exemplos históricos como Stalin, Hitler e Gengis Khan, você defende a tese de que a religiosidade e as desigualdades sociais são apenas ferramentas de distração (como o truque de um ilusionista) e que o verdadeiro motor de todas as guerras é a busca por território e poder.

7. Fatores demográficos e a fatalidade civil: Ao encerrar o texto citando a alta taxa de natalidade na Faixa de Gaza, você apresenta um argumento pragmático e geográfico: a altíssima densidade populacional infantil naquele pequeno espaço torna estatisticamente quase impossível evitar que crianças sejam atingidas em um cenário de guerra, independentemente da intenção militar de Israel.



  

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Meu Defeito

“No Capitalismo oferecer algo de graça deve ser analisado com muito cuidado, é mais complexo do que parece a primeira vista, na dúvida é melhor cobrar.”
 [William Robson]
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 “Imagine um aposentado saudável que se levanta da cama com tempo de sobra.
  Ele faz o quê? Vai a médicos.
  Se for hipocondríaco? Vai a médicos.
  Há ainda gente que quer se internar toda hora sem indicação médica.
  É de 25% a 30% o índice de exames laboratoriais a que os pacientes se submetem e depois nem pegam o resultado.”    [Edson de Godoy]
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  No Capitalismo, filosoficamente falando, essas estruturas são incrivelmente complexas, muito fascinantes.
  O preço é fundamentado no CUSTO.
  O valor é fundamentado na NECESSIDADE. 

  Quando você oferece algo “grátis” quem recebe tem a ilusão que o produto ou serviço teve custo zero.
  E como não teve custo ... é gasto até sem necessidade.      
  É evidente que o produto teve um custo e alguém pagou por ele.

  Na empresa que trabalho os papéis toalhas são de “graça”.
  Calma, não estou propondo que sejam cobrados.
  Apenas entenda que a empresa compra esses papéis e paga por eles.
  Como é uma Estatal ... é dinheiro dos impostos.
  Tem gente mais “consciente” que usa com comedimento, não desperdiça ou faz uso indevido só porque aparentemente é de “graça”.
  No entanto há pessoas que usam uma quantidade absurda de papel para enxugar as mãos.
  Outras até criam novas “utilidades.”
  Tem um indivíduo que após tomar banho usa no mínimo umas 50 folhas de papel para forrar o chão e secar os pés.
  Todo dia ele sozinho consome ao menos um fardo de refil de papéis toalha.
  Quando ele está no vestiário chega a me doer na alma tanto desperdício.
  Mas o que eu posso fazer a não ser desabafar nesse texto para que outros não façam isso.
  Se eu falar com o cidadão vem aquela resposta clássica:
  “-É você que esta pagando?”

  Como é uma Estatal todos nós estamos pagando, mas não acredito que esse entendimento entre na cabeça do indivíduo. 
  E se não fosse uma Estatal?
  Em nome do que dá para justificar o desperdício e uso indevido!?
  Eu não consigo e você?

  E se acontece o desperdício na sua casa?

  Certa vez uma única ligação para celular me custou 30 reais e nem foi eu que fiz, foi um visitante.
  Para o visitante de certo foi uma conversa prazerosa ele não pagou nada por ela, foi “de grátis”.

  É evidente que não vou cobrar de minhas filhas o que elas comem ou usam, mas me sinto na obrigação de evitar o desperdício.
  Um exemplo:
  Uma filha gosta de farofa, sempre que vou ao mercado não deixo de comprar.
  O problema é que minha filha estava comendo só metade da farofa que colocava no prato 😲
  Caraca! Coloca um pouco de farofa, se quiser pega mais, mas jogar fora ... deixei claro para minha filha que não compraria mais.

 Quando um produto ou serviço não nos custa nada tendemos ao DESPERDÍCIO.

  Em um planeta com 7 bilhões de habitantes e pessoas querendo cada vez um padrão melhor de vida...evitar o desperdício não está tendo a atenção necessária.

  Logo, oferecer produtos e serviços de graça para qualquer um que seja é algo a ser muito bem analisado.

  O aposentado está sem nada para fazer então que tal dar uma volta de ônibus? (É grátis)

  Se ele pagasse só sairia se tivesse necessidade, mas é de graça ... ou melhor, outros estão pagando por ele.
  Sei, sei você está resmungando que o idoso tem direito a dar um passeio, claro que tem, caminhe pelo bairro, vai conversar com algum vizinho, se quer ir até o centro da cidade ou a um bairro mais distante que pague por isso, me parece justo.
  Se ele está prestando algum serviço autônomo que coloque isso em seus custos.
  Visualize o ridículo de uma situação real:
  Um colega idoso ganha uns trocados cuidando do jardim de uma “madame”, ela mora em um bairro nobre.
  Meu colega não paga a condução então pode cobrar menos da madame que outro jardineiro que tivesse que pagar o ônibus ou o combustível do automóvel.
  A madame economiza uns trocados, alguém com menos de 60 anos perde uma oportunidade de trabalho, e toda sociedade paga a conta do ônibus...
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  “Imagine um aposentado saudável que se levanta da cama com tempo de sobra.
  Ele faz o quê? Vai a médicos.
  Se for hipocondríaco? Vai a médicos.”
  [Edson de Godoy]



  No caso do serviços médicos “grátis” o problema que se apresenta é gravíssimo quando a população não tem consciência dos custos, exames custam caro.

  O custo de um Raio X do tórax fica em torno de 90 reais.
  Uma tomografia fica em torno de 400 reais.
  Vamos supor que uma pessoa pague 600 reais mensais por um convênio médico, se ela vai muito ao médico esse valor embora alto pode dar prejuízo a operadora facilmente.

   Lembrem-se que nenhuma empresa Privada ou Estatal pode operar com prejuízo ou déficit sem que isso gere graves consequências.
  Imagine você ganhando 1000 reais por mês e gastando sempre 1200, alguém tem que te bancar ou a dívida fica inviável.

  Você deve entender que ao defender o direito de uma pessoa ir quanto quiser ao médico pagando a mesma mensalidade, o custo final tem que ser rateado entre todos, mesmo você não indo muito ao médico tem que pagar pelos que vão provocando distorção nos preços.

  Você paga mais do que deveria pagar e o outro paga menos do que custa para o convênio.
  Pense bem, se a pessoa pagar 40 reais por um exame de Raio X vai se interessar ao menos em pegar o resultado e fará o exame apenas se sentir que é necessário segundo o aconselhamento do médico, agora se for de graça ou estiver incluído na mensalidade...

  Sei que esse assunto está deixando Freudianos e “Socialistas” revoltadíssimos então vou seguir por outro caminho, pessoas com muita raiva raciocinam pouco, esse Blog precisa de leitores que raciocinem.
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  Meu primeiro emprego registrado foi na Usimec uma metalúrgica que ficava no Jardim do Trevo em Campinas.

  Era comum as empresas terem um espaço reservado para fumantes.
  O indivíduo sentia vontade de fumar ia atrás do barracão e fumava seu cigarro sossegado, durante o turno um fumante “comum” passava de 30 a 40 minutos fumando.
  Eu tinha 14 anos e ficava um tanto indignado com isso, eu levava desvantagem por não fumar!
  Se eu fumasse teria de 30 a 40 minutos a mais de folga durante o turno. [Matemática básica]

  Será que se o tempo fumando fosse descontado do salário os caras fumariam tanto?

  Vejam bem, não estava e não estou fazendo uma pregação xiita contra o fumo ou o direito de quem quer que seja de fazer os exames que acha necessário, estou defendendo MEUS INTERESSES.

  Quero entender porque EU tenho que pagar a conta.
  Meu “defeito” é não fumar, não ser hipocondríaco!?
  Meu defeito é ter saúde? Ser honesto? Ser adulto?

  Quando eu digo que é fácil ser Deus segundo o conceito que construímos dele [O Deus de Abraão] as pessoas dizem que estou blasfemando, mas quantos já ouviram e concordaram com aquela historinha de cada um carregar a própria cruz?
  Aplaudem como uma pérola de grande sabedoria.

  Entretanto quando falamos de “Socialismo” a historinha é outra: “Todos temos que cuidar de todos.”

  A historinha de carregar a própria cruz que é tão festejada na Religião de repente na vida em sociedade vira um conto de terror!

 “Um Filosofo não pode ignorar os extremos, mas tem que se ater aos meios.”

  Devemos ter uma “rede de proteção”, auxiliar quem está "NECESSITADO", em alguns casos extremos teremos que carregar pessoas nas costas garantido o mínimo de condição para que sobrevivam.


  Hoje em dia só escuto falarem em um tal de “Bem estar Social” onde utopicamente todos podem viver como ricos sem nos preocuparmos com quem vai pagar a conta... REPENSE!




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