Provérbio Árabe: “A árvore quando está sendo cortada, observa com tristeza que o cabo do machado é de madeira.”
William: Se alguns povos olhassem para a própria Cultura sentiriam a mesma tristeza?
“Manal al-Sharif, que se tornou o rosto de
um movimento underground pelos direitos da mulher na Arábia Saudita ela postou
um vídeo em que dirigia um carro.
Apesar de ter se empenhado em proclamar, no
vídeo, sua lealdade ao rei e ao país, tudo isso foi inútil.
Líderes religiosos conservadores a condenaram
como uma pessoa promíscua e imoral; sua família foi perseguida e ela ficou
presa por nove dias.”
Porque apoiam tanto o regime que as trata como cidadãs de segunda classe?
Sugere que
enquanto o Papa senta em trono de ouro crianças passam fome na África.
"Do
ponto de vista religioso, o continente africano apresenta uma rica variedade
que reflete tanto o profundo espírito religioso de seus habitantes como a
tolerância com que aceitam e assumem as propostas religiosas.
A população da África ultrapassa os 800
milhões, que por religiões, estão distribuídas assim: 316 milhões são
muçulmanos, mais da metade deles nos países árabes do norte do continente, 256
milhões são cristãos, dentre os quais 124 milhões são católicos, aproximadamente 200
milhões seguidores das religiões tradicionais africanas, o restante se reparte
entre as chamadas “Igrejas Independentes” ou de origem africana, muitas delas
são separadas das igrejas cristãs históricas, e as numerosas seitas
fundamentalistas que surgem constantemente, especialmente nas cidades."
Vejam essa foto
que circula na Internet:
Dos 800 milhões de habitantes da África apenas 124
milhões são católicos. (Ano 2012)
Com esses números
eu não tenho como associar diretamente a figura do Papa ou do Catolicismo as
dificuldades econômicas na África.
Os críticos
da Cultura judaica/cristã poderiam sugerir que a África se convertesse ao judaísmo
ou cristianismo, mas não, sugerem que a igreja Católica se desfaça de todos os
seu bens e entregue a pessoas de outras correntes religiosas!!
A Igreja Católica se
desfazer de todo seu patrimonio vai acabar com a fome na África?
Com certeza não.
A criança da foto
“talvez” seja da Somália, vocês sabiam que 98% da população daquele país se
declara MUÇULMANA.
Diante
dos FATOS apresentados, no lugar da foto do Papa deveria estar a foto de um
Aiatolá montado em seus petrodólares.
Porém, como defendo
o Estado Laico acredito que os africanos deveriam deixar em segundo plano livros sagrados e ler mais Adam Smith.
💥"Não é da
benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia
o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu "auto interesse".💥
Adam
chegou a ser professor de Lógica.
Ele nunca foi
idolatrado como Karl Marx ... ainda bem!
O
Liberalismo Econômico não pode ser uma convicção ideológica cega é melhor que
seja uma eterna busca da eficiência econômica “enriquecendo os cidadãos”.
✧✧✧
Resumo:
1. Autocrítica Cultural A abertura com o provérbio árabe serve de gancho para sua pergunta central: povos que reprimem seus próprios membros (como Manal al-Sharif) usam sua própria cultura como instrumento de opressão — o cabo do machado é de madeira.
2. Desproporcionalidade da crítica ao Papa Você usa dados concretos — apenas 124 milhões de africanos são católicos num continente de 800 milhões — para desmontar a narrativa da foto viral que associa o Papa à fome africana. A lógica numérica invalida a causalidade implícita.
3. O verdadeiro retrato deveria ser outro Seu argumento mais provocativo: se a lógica da foto fosse honesta, no lugar do Papa estaria um Aiatolá sobre petrodólares, dado que a maioria dos africanos pobres vive em países de maioria muçulmana — como a Somália, com 98% de muçulmanos.
4. Desfazer o patrimônio católico não resolve nada Você questiona diretamente a proposta dos críticos: entregar o patrimônio da Igreja a pessoas de outras correntes religiosas não acabaria com a fome. É uma crítica à superficialidade do argumento anticatólico.
5. Defesa do Estado Laico Você não defende nenhuma religião — sua posição é que todas devem ficar em segundo plano. A solução para a África não está em trocar uma fé por outra, mas em separar religião de política e economia.
6. Adam Smith como alternativa real Sua proposta concreta é que africanos lessem mais Adam Smith: o auto-interesse bem orientado gera prosperidade de forma mais eficaz e sustentável do que benevolência religiosa ou caridade institucional.
7. Liberalismo sem idolatria Você encerra distinguindo liberalismo econômico de ideologia cega — ao contrário de Marx, Smith não deve ser idolatrado, mas encarado como busca contínua por eficiência que efetivamente enriquece cidadãos.
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