sábado, 29 de dezembro de 2012

Filho mata o Pai

  “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas.
  Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota.
  Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas...” 
[Sun Tzu]



  Para ser um bom Filosofo acredito que é indispensável ter um amplo conhecimento de História.
  Senão nem conseguimos identificar o que nos é favorável, contrario ou irrelevante.

  “Quem é o inimigo, quem é você?” ♫♫♫♫

  Evidente que são muitos povos e por consequência muita História.
  É impossível saber tudo em detalhes, mais que isso, é difícil saber se as informações disponíveis são “confiáveis”.
  Se hoje com sofisticados aparelhos de gravação de imagem e som ainda encontramos deformação nas notícias imaginem antigamente.

  Estive em um agradável debate no Google+ sobre a questão entre israelenses e palestinos, foi muito longo não dá para reproduzir na integra aqui, nem seria interessante, vou apenas dar alguma noção de História para os leitores com o máximo de ISENÇÃO possível.
  Se quiserem detalhes há muitos livros escritos por simpatizantes dos palestinos e outros tantos escritos por simpatizantes de Israel, aqui resumidamente vou me ater apenas ao raciocínio lógico, uma visão HOLÍSTICA dos fatos “confiáveis” disponíveis.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  Uma grande dificuldade em debater História é que as pessoas escolhem o ponto de onde querem começar analisa-la.

 Não há nenhum grande problema em fazer isso desde que a pessoa não ignore completamente a ORIGEM, os pontos anteriores, o que levou a situação observada.

  Vamos a uma ilustração mental.
 
  Eu falo para vocês:  Um filho matou o pai.
  Sem maiores informações o SENTIMENTO geral é de indignação contra o filho, um monstro que matou o santo pai.

  Voltando um ponto:
  “O pedreiro João da Silva tentou matar sua esposa e foi impedido pelo filho que correu em defesa da mãe, acidentalmente o pai veio a falecer.”

 É a mesma História, mas de certo o SENTIMENTO de indignação muda de lado.

  Voltando outro ponto:

  “O pedreiro João da Silva sempre foi um cidadão trabalhador e honesto, sua esposa o traia com vários homens ela se apaixonou por um de seus amantes e planejou a morte do marido para ficar com a casa.”

  É a mesma História, a indignação muda de lado e o filho é quase uma “vitima” inocente da História, ele pegou o bonde andando, viu apenas que seu pai iria matar sua mãe e não viu outra opção senão fazer o que “achava certo”.

Outra ilustração.

  Certa vez minha esposa não conseguiu receber o salário na Caixa Federal, teve que resolver problema de nome na documentação.
  O fato é que ela ficou na agência por mais de 3 horas, ficou indignada e qualquer um que ouça esse breve relato fica indignado também.

  “Que falta de respeito, onde já se viu tratar um cliente dessa maneira, tem uma lei proibindo tanta demora, é muita burocracia...”

  De certo a Caixa deve rever seus procedimentos, no registro da minha esposa naquele banco constava o nome de solteira, acrescentar apenas mais uma partícula nos registros deveria ser algo mais fácil uma vez que tantas mulheres se casam e alteram seus nomes.
  Porque empresas usam Bancos para pagar salários?
  Voltando um pouco no tempo:
  No meu primeiro emprego o pagamento era feito em dinheiro que vinha em um envelope.
  Os assaltos as empresas começaram a ficar constantes no famoso dia 10 tão esperado pelos pobres... e bandidos.
  Logo, houve um motivo [origem] para as Empresas começarem a pagar salários usando os bancos mesmo que fossem cobradas por esse serviço.
  Minha esposa reclamou com razão pela demora no Banco, mas não muito tempo atrás essas demoras eram muito mais frequentes, pelo menos uma vez por mês era uma enorme dificuldade em sacar nosso pagamento em intermináveis filas.
  Depois surgiram os cartões e caixas eletrônicos e hoje concordamos que nossas vidas seriam um caos sem eles, a população aumentou bastante.

  Vejam que em uma análise HOLISTICA da História bem recente sobre nosso relacionamento com Bancos, nós fomos de uma indignação total a uma constatação que houve grandes avanços, nossa situação pode melhorar no entanto já foi bem pior.

  O problema da indignação é que ela provoca grande RAIVA, em muitos casos ÓDIO e os indivíduos não RACIOCINAM eficientemente dominados por esses SENTIMENTOS.



Conflito na Palestina

   Para povos ou pessoas que estão diretamente envolvidas em uma guerra as indignações são mutuas, o raciocínio lógico é difícil.

   O Israelense que teve um filho morto em ataques a ônibus por homem bomba, quer todas as retaliações possíveis para que isso não volte a acontecer e quer que um palestino também perca seu filho para que experimente o mesmo sentimento de indignação.

  Um palestino que teve seu filho morto em uma retaliação de Israel fica indignado, afinal não foi ele que se explodiu no ônibus ou lançou o míssil contra Israel.
  Indignado ele quer que outros homens bombas e outros mísseis vinguem a morte de seu filho...

  Que os povos diretamente envolvidos estejam em um estado de “passionalidade” é aceitável, compreensível.
  O que eu acho difícil aceitar é a passionalidade espalhada pelo mundo sobre essa questão.
  Não somos judeus, não somos palestinos, sabemos que nenhum dos lados é composto de santos ou demônios ao menos de outros povos era de se esperar uma análise mais RACIONAL da situação.

  Audaciosamente vamos para essa análise... no próximo texto.


  Para aquecer os motores leia esse texto e desenho de alguém “Isento”.
  (Em amarelo destaquei sua isenção)


   “Após 22 dias de guerra contra o povo de Gaza, que causou a morte de mais de 1.300 palestinos, Israel decretou um “cessar fogo” unilateral, mas não encerra o genocídio.

  A ocupação militar, o criminosa e nazista bloqueio das fronteiras de Gaza e da Palestina, bloqueio que se constituiu na prática em prisão de 1,5 milhões de pessoas – que não podiam (nem ainda podem) sair da Faixa – fazem parte de uma “política” do imperialismo norte-americano e do Estado terrorista de Israel para intimidar e exterminar o povo palestino.

  Por que toda essa “política” de intimidação e extermínio?
  Um somatório de fatores contribuiu para invasão de Israel em Gaza: as próximas eleições em Israel, teste de novas armas e interesses econômicos na militarização, troca de presidentes nos EUA no dia 20 de janeiro, entre outros.

  Mas há um fator decisivo, de fundo, para mais este massacre nas condições específicas em que foi perpetrado – a conjuntura internacional de aprofundamento da crise mundial do capitalismo, com a agudização das contradições do sistema imperialista e intensificação da exploração, da opressão, da fascistização, da militarização e da barbárie para fazer frente à crise e à resistência do proletariado e dos povos contra o desemprego, a miséria e em defesa de condições dignas de vida e pela liberdade.

  A tentativa do imperialismo de esmagar a resistência palestina, o povo palestino, exemplo de heroísmo, combatividade, determinação na luta contra a dominação e a exploração, se dá em uma região estratégica (Oriente Médio) do mundo, palco de uma intensa luta de classes e de disputas interimperialistas por zonas de influência para a valorização do capital e pelo controle e o transporte de matérias-primas, principalmente gás e petróleo.

  Agora, com o discurso da “trégua”, o Estado de Israel (com o apoio do imperialismo norte-americano) espera contar com a indiferença, com o esquecimento, com a banalização, com o “olhar cego” que não quer ver que nesses 22 dias de ataque à Faixa de Gaza, território mais densamente povoado do planeta, com 1,5 milhão de habitantes para uma área de 360 km²:

  Mais de 1.300 palestinos morreram e 5.400 ficaram feridos
  Dos mortos, 700 eram civis e cerca de 400 eram crianças
  22 mil edifícios palestinos foram destruídos
  5.000 casas, 20 mesquitas, 16 prédios do governo foram destruídos
  Outras 20 mil casas também foram danificadas
  Cerca de 50 mil pessoas ficaram sem casa na faixa de Gaza
  400 mil palestinos estão sem acesso a água encanada

  Para fazer frente à barbárie imperialista é fundamental a mobilização popular em solidariedade à heroica resistência palestina, pelo fim da ocupação e do bloqueio pelo Estado terrorista de Israel da Faixa de Gaza e de apoio irrestrito à criação do Estado Palestino, da Palestina Livre.

– Repúdio ao genocídio do Estado terrorista de Israel
– Pelo fim do bloqueio
– Abertura das fronteiras da Faixa de Gaza
– Pela criação do Estado Palestino, a Palestina Livre
– Abaixo o imperialismo
– Viva a heroica resistência do povo palestino” [*Cecac]

*O link não funciona mais.


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