Sun Tzu: “Se você conhece o
inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas.
Se você se conhece, mas
não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota.
Se você não conhece nem
o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas.”
William: Para ser um bom
Filosofo acredito que é indispensável ter amplo conhecimento de História.
Senão nem
conseguimos identificar o que nos é favorável, contrario ou irrelevante.
“Quem é
o inimigo, quem é você?” ♫♫♫♫
Evidente que são
muitos povos e por consequência muita História.
É impossível
saber tudo em detalhes, mais que isso, é difícil saber se as informações
disponíveis são “confiáveis”.
Se hoje com
sofisticados aparelhos de gravação de imagem e som ainda encontramos deformação
nas notícias imaginem antigamente.
Uma grande dificuldade em debater História
é que as pessoas escolhem o ponto de onde querem começar analisa-la.
Não há nenhum
grande problema em fazer isso desde que a pessoa não ignore completamente a
ORIGEM, os pontos anteriores, o que levou a situação observada.
Vamos a uma
ilustração mental.
Eu falo para
vocês: Um
filho matou o pai.
Sem maiores
informações o SENTIMENTO geral é de indignação contra o filho, um monstro que
matou o santo pai.
Voltando um ponto:
“O pedreiro João
da Silva tentou matar sua esposa, foi impedido pelo filho que correu em defesa
da mãe, acidentalmente o pai veio a falecer.”
É a mesma História,
mas de certo o SENTIMENTO de indignação muda de lado.
Voltando outro
ponto:
“O pedreiro João
da Silva sempre foi um cidadão trabalhador e honesto, sua esposa o traia com
vários homens ela se apaixonou por um de seus amantes e planejou a morte do marido
para ficar com a casa.”
É a mesma História,
a indignação muda de lado e o filho é quase uma “vitima” inocente da História,
ele pegou o bonde andando, viu apenas que seu pai iria matar sua mãe, não viu
outra opção senão fazer o que “achava certo”.
O problema da indignação é que ela provoca
grande RAIVA, em muitos casos ÓDIO e os indivíduos não RACIOCINAM
eficientemente dominados por esses SENTIMENTOS.
Conflito
na Palestina
Para povos ou pessoas que estão diretamente
envolvidas em uma guerra as indignações são mutuas, o raciocínio lógico é
difícil.
O Israelense que
teve um filho morto em ataques a ônibus por homem bomba, quer todas as
retaliações possíveis para que isso não volte a acontecer, quer que um
palestino também perca seu filho para que experimente o mesmo sentimento de
indignação.
Um palestino que
teve seu filho morto em uma retaliação de Israel fica indignado, afinal não foi
ele que se explodiu no ônibus ou lançou o míssil contra Israel.
Indignado ele
quer que outros homens bombas e outros mísseis vinguem a morte de seu filho.
Que os povos
diretamente envolvidos estejam em um estado de “passionalidade” é aceitável,
compreensível.
O que eu acho
difícil aceitar é a passionalidade espalhada pelo mundo sobre essa questão.
Não somos judeus,
não somos palestinos, sabemos que nenhum dos lados é composto de santos ou
demônios, ao menos de outros povos era de se esperar uma análise mais RACIONAL
da situação.
Vejam esse desenho que circula pela Internet.
Do lado de Israel um míssil que cai e nem explode.
Do lado palestino crianças e mulheres atingidas, cadáver no chão...
É um retrato fiel da realidade?
Até onde sabemos não fica muito distante.
Mas e aí, devemos ficar com raiva dos militares israelenses por serem mais eficiente em proteger a população!?
Se o Hamas é tão ineficiente em proteger o próprio povo e causar danos a Israel seria de se esperar que eles fossem os mais interessados em evitar a todo custo o conflito armado, mas não é o que vemos...
Antes da criação de Israel (1948), a região era conhecida como Palestina, sob domínio britânico.
Judeus, cristãos e muçulmanos viviam ali então, judeus que viviam na região antes de 1948 eram considerados palestinos no sentido geográfico.
O termo "palestino" era usado para todos os habitantes da região, independentemente de religião ou etnia.
Inclusive, havia jornais e organizações judaicas com o nome “palestino” antes da fundação de Israel.
*Wikipédia*
“O Plano de retirada unilateral de Israel, oficialmente, "Lei de Implementação do Plano de Retirada", foi uma proposta do primeiro ministro de Israel, Ariel Sharon, adotada pelo governo e decretado em Agosto 2005, para remoção de toda presença permanente de Israel da Faixa de Gaza e de quatro colônias no norte da Cisjordânia.
Israel ocupou a Faixa de Gaza, Jerusalém Oriental e a Cisjordânia durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.”
*Wikipédia*
Ariel Sharon estava retirando os assentamentos.
E quando isso aconteceu os moradores da faixa de Gaza fortaleceram o Hamas com apoio iraniano.
Se preferem guerra … é guerra que tiveram.
A vida não é feita de anjos e demônios.
Não tem essa de santos judeus e demoníacos islâmicos e vice versa.
Cada caso é um caso.
Faço análises lógicas, tento deixar (o máximo possível) emoções de lado.
Não gosto de guerras, mas se acontecem sempre torço para o lado mais CIVILIZADO... no caso da guerra fria preferia os americanos, no Oriente Médio prefiro Israel.
Comentarista: "Tanta selvageria em nome de Deus!"
William: Guerras em nome de Deus!?
Tem certeza disso?
O que Stalin queria?
O que Gengis Khan queria?
O que Hitler queria.
O que tribos indígenas queriam?
O que vejo são guerras
por territórios e poder.
Religiosidade ou “desigualdade
social” servem como aquela ação do ilusionista para desviar nossa atenção.
Quando muçulmanos invadiram a
Europa queriam territórios e poder.
Quando romanos estabeleceram
seu império queriam territórios e poder.
Claro que cada povo tem sua
cultura (e religiosidade), mas as guerras em geral são por TERRITÓRIO E PODER - Link.
Nota: “A taxa média de filhos por família em Gaza é de 5,5, bastante elevada, mesmo se comparada com países da região: a taxa da Jordânia é 3,3; na Síria, 2,5; e no Líbano, 2,8.” BBC
Com tantas crianças naquele pequeno território, como evitar que muitas sejam atingidas, mesmo que essa não seja a intenção dos israelenses!?
✧✧✧
Resumo:
1.A importância do conhecimento histórico integrado: Você argumenta que, para uma análise filosófica e lógica correta, é indispensável conhecer a História e, fundamentalmente, a origem dos acontecimentos. Analisar um fato histórico isolando-o de seus antecedentes e causas anteriores impede uma compreensão real da situação.
2. A ilustração do "Filho que mata o pai": Você utiliza essa metáfora de forma muito eficaz para provar seu ponto sobre a contextualização. Mostra como o sentimento e o julgamento moral das pessoas mudam radicalmente à medida que novas camadas do passado e a origem da situação são reveladas, reforçando que conclusões precipitadas geram visões distorcidas.
3. O perigo da indignação e do domínio emocional: Você aponta que sentimentos intensos como a indignação, a raiva e o ódio bloqueiam a capacidade de raciocínio eficiente. Isso impede que os indivíduos façam análises lógicas, gerando reações puramente passionais.
4. Crítica à passionalidade de observadores externos: Enquanto considera compreensível que os povos diretamente envolvidos no conflito (israelenses e palestinos) reajam com base na emoção devido ao sofrimento mútuo, você critica severamente a falta de racionalidade do resto do mundo, de quem se esperava uma análise neutra e lógica, e não a tomada de lados de forma cega.
5. Responsabilidade política e a dinâmica do conflito em Gaza: Você traz dados históricos (como a retirada unilateral de Israel da Faixa de Gaza em 2005 por Ariel Sharon) para argumentar que a ascensão e o fortalecimento do Hamas, apoiado pelo Irã, foram escolhas locais que priorizaram a guerra. Diante disso, argumenta que o Hamas demonstra ineficiência em proteger o seu próprio povo ao insistir no conflito armado.
6. Desmistificação da "Guerra Santa": Ao responder ao comentarista, você recusa o argumento de que as guerras ocorrem "em nome de Deus". Citando exemplos históricos como Stalin, Hitler e Gengis Khan, você defende a tese de que a religiosidade e as desigualdades sociais são apenas ferramentas de distração (como o truque de um ilusionista) e que o verdadeiro motor de todas as guerras é a busca por território e poder.
7. Fatores demográficos e a fatalidade civil: Ao encerrar o texto citando a alta taxa de natalidade na Faixa de Gaza, você apresenta um argumento pragmático e geográfico: a altíssima densidade populacional infantil naquele pequeno espaço torna estatisticamente quase impossível evitar que crianças sejam atingidas em um cenário de guerra, independentemente da intenção militar de Israel.
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Bom dia ao sr.
ResponderExcluirEstive escrevendo até agora há pouco,um texto de "fundo histórico" que será publicado mais tarde,ou amanhã.
Então,de noite,irei replicar seu textão de hoje.
Por coincidência,eu falei sobre "pais e filhos" também.
Muito bom dia a todos.
°°°°°°°°°°°°
ResponderExcluirtouceira de petúnias
A Maldição
ResponderExcluir“Renda anual de vinte libras, despesa de dezenove libras, dezenove xelins e seis pence, resultado: felicidade. Renda anual de vinte libras, despesa anual de vinte libras e seis pence, resultado: desespero.” [Dickens]
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Da série “eu não entendo o mundo” acompanhei meio de longe o pedido de Obama para aumentar o teto da divida. Sabem aquele filme que só tem bandido e você acaba escolhendo o bandido “bonzinho”, aquele menos violento, que até pensa em abandonar sua vida de crime?
Pois é, nesta historia Americana não consigo enxergar nem ao menos o bandido bonzinho…HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
Nesta coisa de “filme” sou bem infantil, gosto de ver o bem detonando o mal, a justiça vencendo a injustiça, algo tão difícil de observar na vida real.
Flash Back
Boa madrugada aos que verem.(hahaha!)
ResponderExcluirFaz tempo não acompanho mais as notícias sobre o conflito entre Israel e Palestina.
Que sempre me pareceu uma briga de jugo desigual.
Como se fôsse entre um senhor bem armado,e um mendigo.
Lembro de já ter dito que Israel deveria assimilar culturalmente esse povo,mas deve ser difícil lidar com um grupo que persistentemente,nunca vai querer fazer parte da nação maior que ocupa um território onde o mesmo grupo teve um dia,a sensação de viver isolado.
O sr.deve ter começado a trabalhar fora,de carteira registrada,lá por 1.980.
Em 1.984,quando comecei,precisei tirar "cpf" às pressas,para abrir conta corrente,pois essa era uma regra do serviço.
O salário sempre ia ser depositado lá.
No último em que eu trabalhei,quando eu saía para realizar tarefas "exteriores" e ia em bancos,isso,bem antigamente, costumava ficar em longas filas,...surpreendentemente...para pagar contas.
(veja o absurdo)
Ao final de duas horas,eu já não me aguentava mais na mesma posição física.
Escutava reclamações revoltadas dos clientes.
Sui-gêneris,eram os aposentados,que podiam usar qualquer fila de qualquer caixa eletrônico,por horas.
Uma vez,cheguei a ficar na agência até às dezoito horas.
Haviam uns três na fila,e o senhor ali na frente,"despachando" interminavelmente.
Os serviços todos agilizaram-se muito nos últimos dez anos.
Algumas operações atualmente,só são realizáveis via internet.
Mas ainda temos às vezes,dificuldades no uso do cartão eletrônico.
Depois de três tentativas mal sucedidas de uso,ele é bloqueado.
Se num lugar ou noutro,o caixa está com algum problema, me dirijo logo a outro shopping.
Ou depois,preciso ir na agência bancária,pedir novo cartão.
Outra dificuldade chata,é com a mudança do endereço do cliente.
Muitas vezes,mesmo depois da comunicação, por mais de um ano,as faturas ainda continuam indo para o antigo,e voltando.
Mas,o setor bancário é um nicho da sociedade,onde tudo evolui,depois de algum tempo.
Outros em outros locais,nem com "dez anos de carência" costumam ser solucionados.
Tem coisas no país que ainda funcionam como funcionavam quando eu tinha dezessete anos.
Isso também vale para o restante do mundo.
Acabei de ler o "Flash Back".
ResponderExcluirObama foi reeleito,mas eu prefiro ver ele na presidência daquele país,do que qualquer outro menos competente.
Duvido que atualmente,haveria alguém melhor do que o mesmo para o cargo.