sábado, 22 de dezembro de 2012

Em nome do Amor

  Meu mês favorito sem dúvida nenhuma é Dezembro, é um mês que respiramos festas e alegria.



  Apesar de toda beleza desse mês não falta “cultuadores de sofrimento” tentando nos encher de culpa.

  O alvo principal deles é nos acusar de consumistas o outro é dizer que 25 de Dezembro é uma armação da Igreja Católica.
  Jesus não nasceu nesse dia e tudo não passa de exploração comercial do monstruoso sistema Capitalista destruindo o “espirito do Natal”.
  Sei lá, qual o espirito do Natal?
  Lembrar que há crianças passando fome?
  Lembrar de Jesus todo ensanguentado na cruz?
  Pegar tudo que temos e dar ao pobres?
  Ficar o dia todo louvando ao Deus Bíblico?

a) Crianças famintas?
  Principalmente nessa época fazemos muitas doações, aqui em Campinas ocorre algo extremamente agradável, está ficando difícil encontrar quem esteja passando fome, antigamente sempre tinha um vizinho necessitado hoje em dia é uma situação bem mais rara, pelo menos o que comer o cidadão tem.
  Sei que essa não é a realidade do país inteiro, mas aqui em SP é.
  Mesmo nossas cidades do interior são muito prósperas, o cidadão que precisa de refeição pode bater em muitas portas de assistência e será atendido.

b) Jesus ensanguentado na Cruz!?
  Isso ocorreu na Sexta feira da paixão entre Março e Abril, lembra da Páscoa?
  A Sexta-Feira Santa, ou 'Sexta-Feira da Paixão', é a Sexta-Feira antes do Domingo de Páscoa.
   É a data em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos.
  O Natal simboliza o nascimento de Jesus, é meio estranho imagina-lo na cruz no dia do seu nascimento 😲!    

 c) Dar tudo que temos aos pobres?
  E ficarmos mais pobres também!?
  Há pessoas que são desorganizadas financeiramente, por mais que recebam sempre conseguem perder tudo, a partir de certo ponto é jogar dinheiro fora.
  Se você der 1000 reais para um usuário de crack estará só dando dinheiro para o traficante.

 d) Passar o dia louvando a Deus?
  Oras, isso não te impede de realizar outros afazeres.
  Agradeça a Deus pela farta alimentação, a possibilidade de dar presentes, sua família estar em paz...
  Vejo alguma lógica em agradecer por ter boas condições de vida, agradecer pelas dificuldades e miséria... não cultuo o sofrimento.
  Seu filho está doente e você agradece a Deus!?
  Está todo endividado e agradece a Deus!?
  Perdeu o emprego e agradece a Deus!?

  Mas deixemos dogmas religiosos de lado... vamos adiante.
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  Ter uma vida com fartura é consumismo?

  Comprar mais coisas do que você pode pagar tem mais a ver com irresponsabilidade/infantilidade que um “enfeitiçamento do produto” como dizia Marx.

  “Marx afirma que o fetichismo da mercadoria é algo intrínseco à produção de mercadorias, já que na sociedade capitalista, o processo de produção se autonomiza com relação à vontade do ser humano.
  Tal autonomia desaparecerá apenas quando o ser humano controlar de maneira consciente o processo de produção, numa livre associação de indivíduos, o que só é possível de ser feito abolindo a propriedade privada dos meios de produção e transformando-os em propriedade coletiva; acabando com o caráter mercantil dos bens e preservando somente seu valor de uso.
  Isso significa uma revolução nas relações de produção e de distribuição dos meios de vida." [Boas Intenções]

 Marx é um tanto complicado somado ao Freudianismo fica ainda mais intragável, mas resumindo bem:

 Marx é contra qualquer forma de “propaganda” e diversificação do produto.

 O cidadão “comum” é um idiota/ignorante que deve ser protegido pelo Estado.
  O produtor de sapatos deve pensar só em como o sapato será usado e não em vende-lo ou conseguir algum LUCRO com a venda de sapatos.
  Logo, sapatos não precisam ser bonitos, a beleza enfeitiça o “proletariado”.
  As embalagens não precisam ser atraentes, o objetivo de quem produz não pode ser destacar seu produto, afinal no sistema Comunista não há concorrência.

  A grosso modo o Capitalismo é um sistema baseado na produção com direito a propriedade individual, compra e venda com lucro.

  O Comunismo é produção nas mãos do Estado com o indivíduo sem direito a propriedade “tudo é de todos”, troca sem lucro, “o lucro é a exploração do homem pelo homem.”

   Como podem perceber, algo bem semelhante ao proposto por Reis e Papas.
  Para marxistas a burguesia “cheira” [Fede] a liberdade e variedade.
  Para eu liberdade e variedade é um gostoso perfume...

  No casamento do meu sobrinho Leonardo presenciei muita burguesia, ainda bem
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  A imagem mais antiga que tenho do meu sobrinho Leonardo é o de um bebê incrivelmente lindo, cabelos cacheados semelhante a imagem que temos do anjinho do cupido, enfeitiçando nossos sentidos.

  Ele tinha cerca de 2 anos e dançava uma música dos Engenheiros do Hawaí.
  Não sei se foi a primeira vez que ouvi aquela música, mas foi a primeira vez que prestei atenção, som e letra muito bons.
  Aquele bebezinho cresceu e casou no dia 15/12/2012.

  Uma bela chácara, propriedade privada, seu dono a aluga com intenção de LUCRO.
  Ótimo som, belas luzes, comida de boa qualidade, vários tipos de petiscos e bebidas, uma festa de embalagens, luz, brilho e cores.
  Uma bela cerimonia Protestante, aquela corrente do Cristianismo que insurgiu contra o domínio dos Papas, contra a cobrança de indulgencias.
  Os protestantes defendiam o direito ao LUCRO.

  O estacionamento cheio de carros, um mais bonito que o outro.
  Pessoas com seus modernos celulares e tabletes, roupas bonitas.

  E o vestida de noiva?

  “De início, as cores eram variadas, contanto que os vestidos fossem suntuosos, luxuosos.
  Até porque o casamento era visto como um arranjo comercial e o vestido da noiva servia justamente para mostrar à sociedade que as famílias tinham posses.
  "Os vestidos podiam ser de qualquer cor, inclusive muito se usou vermelho em épocas mais remotas, como na Idade Média (entre 476 d.C. e 1453 d.C.) e em culturas diferentes, como no Japão, Índia e China", conta Míriam Costa Manso, professora do curso de Design de Moda da UFG (Universidade Federal de Goiás).
  A discrição nem sempre foi sinônimo de bom gosto na moda, tanto que a noiva romana, por exemplo, podia usar um véu vermelho escuro, quase em tom de vinho, sobre uma túnica amarela cor de açafrão.
  Na Grécia antiga, as mulheres usavam cores escuras, inclusive estampados.” [Terra]

  Percebem?
  Antigamente o casamento girava em torno de uma transação comercial, hoje em dia as transações comerciais giram em torno do casamento.

  O AMOR entre Leonardo e Juliana é o centro de tudo, o AMOR de familiares e amigos por eles é o espetáculo da festa.

  Dinheiro, mercadorias... são bênçãos conquistadas com TRABALHO e RESPONSABILIDADE, não temos porque nos culparmos ou ficarmos envergonhados, não imagino um Deus amoroso desejando que seus filhos vivam na miséria ou com grande dificuldades.
  Se Deus “é dono do ouro e da prata” não vejo porque seus bons filhos não podem ter uma vida de muita fartura.
  Juliana e Leonardo são excelentes filhos, desejo que tenham tudo que a vida possa lhes dar do bom e do melhor, em nome do “Pai, do Filho e do Espirito Santo.”

  Uma vida longa e próspera em nome do “Trabalho, Responsabilidade e AMOR”.


  AMÉM?




Presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada.
A história se repete mas a força deixa a história mal contada...
E o fascismo é fascinante deixa a gente ignorante e fascinada.
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer...♫♫♫♫

[Só quero lembrar do que for bom!]


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