quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Universidade Federal da Bahia

 




  Postagem :  "Após 215 anos, Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA) tem o primeiro diretor negro."



João >> Custa crer.😡
  Depois dizem que o mundo é justo e (nós pretos) somos vitimistas.

William >> Você conhece bem a história dessa Universidade e conhece todos os médicos que já passaram por lá?
  Cite o nome de algum que você acha que foi injustiçado?
  Ou bastaria ser negro?
  Esse primeiro diretor negro está por cota ou competência?
  Porque o nome dele não está na postagem, se fosse um branco estaria?
  Está vendo como podemos problematizar qualquer coisa?
  A postagem foi racista?
  Ao invés de parabenizar o novo diretor, fica se "vitimizando" com uma injustiça que nem sabe se aconteceu.

João >> A postagem não foi racista e também não quer dizer que não esteja feliz, estou, mas já se perguntou porque só depois de dois séculos?

William >> A universidade foi fundada em 1811 (2026 - 215).
   A libertação total dos escravos no Brasil aconteceu em 1888.
   Qual a possibilidade de um ESCRAVO (independente da cor) ser diretor de uma Universidade em qualquer nação do Mundo?
   Aconteceu em Angola, algum escravo chegar a um posto desse?
   Estou perguntado sério, não conheço profundamente a história da sua nação.

  A taxa de analfabetismo no Brasil só ficou abaixo dos 50% na década de 1960.
  É uma dedução lógica (embora eu não tenha encontrado dados especificamente por cor de pele) supor que em média o analfabetismo nos descendentes de escravos fosse acima da média.
  Estamos falando da faculdade de medicina onde a pessoa precisa ter boa ou ótima base escolar e considerável recursos financeiros.

  O regime militar criou o Programa de Crédito Educativo (PCE/CREDUC) em agosto de 1975 (Decreto nº 76.119), durante o governo de Ernesto Geisel, passando a funcionar no início de 1976.

  Ou seja, pessoas pobres, independente da cor da pele ou região, começaram a ter algum subsidio do governo em 1976.

  2026 - 1976 = 50 anos

  Cinquenta anos é o que, uma geração dependendo da métrica usada?

  Veja que não é nenhuma aberração, para quem conhece HISTÓRIA.

João >> Eu tenho que te falar o que parece óbvio?
Sim não sei nada sobre essa Universidade, mas a pergunta é porque só agora?
  O ano passado por exemplo me apercebi que o número de pretos no Brasil como médicos é tão reduzido que até quando um médico é preto é motivo de estranheza, eu só to a juntar as peças.
  Estamos a falar de questões sociais e raciais sim.
  Agora se vc não vê isso aí já é problema teu.

William >> Eu também tenho que falar o óbvio.
  Segundo nossos dados mais recentes, menos de 11% da população brasileira é de pretos.
  Que matemática é essa que pretos tem que ser pelo menos 50% em qualquer instituição!?
  Vamos completar com pretos de Angola ou Haiti!? 😂
  Aqui decidiram que pardos são pretos.
  Já falei sobre isso várias vezes.
  Eu sou preto, minha esposa é branca.
  Porque devo ignorar a contribuição genética da minha esposa com relação a nossas duas filhas?
  Quem me explica?

   Meus amores ...💖💖


João >> Não é que VC deve ignorar a procedência branca de alguém ou parda.
  Mas porque pessoas pretas são ignoradas mesmo quando têm habilidades e capacidade pra fazer certas coisas no mundo profissional?

William >> Você esta falando da "sua" realidade em Angola?
  Nunca estive em Angola, você é mais habilitado para falar sobre isso que eu.
  Até onde sei menos de 2% da população ai é branca.
  É da sua cultura trata-las como seres superiores?

  Voltando ao Brasil...
  Eu me acho com grande habilidade para escrever.
  Sinceramente, faz pelo menos uns 5 anos que me acho um dos melhores pensadores do Brasil.
  Será que sou mesmo?
  Devo acreditar que sou ignorado só por ser preto?
  Você "João" só não concorda comigo por eu ser preto?
  É verdade ou vitimismo da minha parte?
  Você decide.
  Saudações Democráticas ... fui!



  Se 100% dos africanos combateram o sistema escravagista, e mesmo assim foram tão escravizados ... são ruins de luta hein!?
  Guerras não são só força, são também estratégias.

✧✧✧



Resumo:

1. Questionamento à acusação de injustiça: Contesta o vitimista imediato ao perguntar se João conhece a história da UFBA e os médicos envolvidos, questionando se bastaria ser negro para o cargo ou se o novo diretor está ali por competência.

2. Crítica ao foco da reação: Aponta que, em vez de parabenizar o novo diretor, a atitude foca em problematizar o caso e em se vitimizar por uma injustiça sem provas de ter ocorrido.

3. Contexto histórico do século XIX: Argumenta que até 1888 a escravidão era oficial no Brasil, tornando inviável historicamente que um escravizado (de qualquer cor) ocupasse a direção universitária na época.

4. Educação e base socioeconômica: Lembra que o analfabetismo no Brasil só caiu de 50% nos anos 1960 e que a faculdade de medicina exige boa base escolar e recursos, algo historicamente escasso para a população vulnerável.

5. Acesso recente ao financiamento: Destaca que o crédito educativo para pessoas pobres só surgiu em 1976 (regime militar) — ou seja, há cerca de 50 anos (apenas uma geração) —, explicando o tempo do processo histórico sem ser uma "aberração".

6. Proporcionalidade demográfica: Argumenta que a população de pretos no Brasil é inferior a 11% e questiona a lógica de se exigir uma presença de 50% em todas as instituições.

7. Diferenciação entre preto e pardo: Critica a junção estatística de pardos e pretos e defende o reconhecimento da miscigenação, citando seu próprio casamento e suas filhas para contestar a negação da herança genética.




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