Platão: "O livro é um mestre que fala,
mas que não responde."
William >> Pensamento provocativo.
Para Platão, o "verdadeiro conhecimento" surge do diálogo vivo, dialética.
Por esse ponto de vista mais concordo com ele do que discordo.
Não gosto desse termo "verdadeiro" aplicado a maioria das coisas.
Verdadeiro amor.
Verdadeira democracia.
Verdadeiro conhecimento.
Eu participo de debates diariamente, a pessoa se diz leitora de livros e eu acredito, mas não consegue defender argumentos sobre sua opinião!?
Ao invés de comentar pede que eu vá ler o livro que ela leu ... me manda estudar mais.
Caraca, estou dialogando com ela não com o autor do livro.
Mas se ele estiver disponível peça para participar do debate.
E aqui já entramos na questão do "mestre".
Livro é tinta e papel, as ideias ali foram
desenvolvidas por uma pessoa.
Essa pessoa só por publicar um livro é "mestre"!?
Em qual sentido?
Frank >> Eu nunca li nenhum livro, logo não tenho nenhum argumento para debater coisa alguma, mas quanto ao pensamento creio que esta correto "o livro é um mestre que fala, mas não responde"
William >> Se o livro fala (emite voz) então é um audiolivro ...😂
Deixando de lado a quinta série ...
O desagradável para muitos é que no debate entre pessoas existe a réplica que pode ser falada, escrita ou ilustrada.
"Pra mim" a réplica é o que mais me agrada, opinião todo mundo tem e pode colocar em um livro.
Defender bons argumentos exige inteligência, sabedoria.
Ler livro é como ouvir um palestrante que sobe no palco e não pode ser interrompido.
Na hora da "coletiva de imprensa" é que as falas, as escritas, as imagens ... são postas a prova.
Lutar contra um inerte saco de pancadas que está ali só para absorver os impactos é uma coisa, enfrentar outro humano com capacidade igual a sua de revidar é bem outra.
Um é treino do “ego”, outro é o “embate” de fato. (fatos)
Nota: O leitor é o saco de pancadas que esta disposto a absorver o conteúdo do livro.
O conteúdo é o ego do autor.
Nota da nota 😉: É só um pouco de DRAMA para tentar me fazer entender.
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Resumo:
1. Concordância parcial com Platão, mas rejeição do termo "verdadeiro" — você concorda que o conhecimento vivo surge do diálogo, mas questiona o uso de "verdadeiro" em expressões como "verdadeiro amor", "verdadeira democracia", "amizade verdadeira" e "verdadeiro conhecimento".
2. Crítica a quem se esconde atrás do livro — você relata debater com pessoas que se dizem leitoras, mas não conseguem sustentar suas próprias posições, e em vez de argumentar mandam você "ir ler o livro" — deslocando o debate do interlocutor real para um autor ausente.
3. Questionamento da autoridade de "mestre" — você desconstrói a ideia de que o livro seja um "mestre": é apenas tinta e papel, e as ideias vêm de uma pessoa; publicar um livro, por si só, não confere automaticamente esse status.
4. Ironia sobre o livro "falar" — você brinca que, se o livro emitisse voz, seria um audiolivro, reforçando que o livro é estático por natureza.
5. Valorização da réplica como teste real do argumento — para você, a réplica (falada, escrita ou ilustrada) é o que mais importa, pois opinião qualquer um tem, mas defender um bom argumento exige inteligência e sabedoria.
6. Comparação entre ler e debater — ler um livro é como assistir a um palestrante que não pode ser interrompido; é na "coletiva de imprensa" — no confronto direto — que as ideias são efetivamente postas à prova.
7. Metáfora central do texto (treino do ego vs. embate real) — bater num saco de pancadas inerte é diferente de enfrentar um oponente humano capaz de revidar: um é apenas "treino do ego", o outro é o embate de fato.
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