Reginaldo: “Se as pessoas não fossem doutrinadas desde crianças em uma única crença, haveria bem menos cristãos.
Acho que toda criança deveria ser exposta a várias religiões e filosofias, com pais de visões diferentes, cuidadores diversos e colegas de múltiplas crenças na escola.
Na minha experiência, nesse cenário a maioria dificilmente seria cristã.
Basta uma convivência real e profunda com outras visões para abalar ou mudar a fé de muitos, já que todas as vertentes cristãs se dizem ‘a única verdade’.
Eu vim de lar católico, fiz primeira eucaristia e acreditava de verdade.
Na adolescência virei ateu (e pretendo continuar assim).
Minha irmã mais nova, criada na igreja, ouviu minhas críticas ao cristianismo e virou agnóstica: concorda com várias contestações, mas ainda vai à igreja por conveniência social e curiosidade.”
William: Olhando para o mundo qual a vantagem de uma nação ter "menos cristãos"?
A maior potência do mundo é de maioria cristã.
"Eu" não trocaria pela segunda maior potência que incentiva a adoração ao Estado.
Tem os islâmicos, nem sei o que será deles quando o petróleo perder a importância.
A URSS persistiu com o ateísmo por 70 anos e nem existe mais.
Hinduísmo é interessante, mas não curto a cultura indiana.
Xintoísmo é legal, japoneses melhoraram bastante depois da segunda guerra.
Da sua proposta, o pior pra mim é a escola ficar ensinando religião.
Prefiro que "escolarize", passe para as crianças conhecimentos básicos de matemática, geografia, gramatica, história, geometria ...
Educação é função da família, que cada pai ensine ao filho as religiões que quiser.
Na adolescência o cidadão escolhe seu próprio caminho.
✧✧✧
.
