sábado, 21 de março de 2026

Vítima e Vitimista

 

 
Ricardo: A maioria que fica julgando os outros de vitimistas, na real, são os verdadeiros vitimistas
  Na maioria das vezes que vejo algum ser humano usando essa palavra pra criticar uma outra pessoa quase sempre passando por um problema válido de reclamar, a maioria deles que usam essa palavra tem essa mentalidade de "mas eu ou fulano que nem conheço me fudi/se fudeu mais na vida, logo você não tem direito de reclamar". 
  Foda é quando essa pessoa usa exemplo de Africano passando fome pra comparar o teu problema.    
  Pergunta a essa pessoa quantos reais ela já doou pra algum Africano e vê o falso moralismo, não é porque tu tomou um tiro que os outros são obrigados a tomar um tiro, quem tem caráter de verdade sabe a dor de tomar um tiro e não quer que ninguém passe por isso.
  Reconhecer a própria dor não é um problema e nem significa que tu é um egocêntrico, o problema é quando tu usa isso como se fosse passe livre pra ser babaca com os outros ou diminuir a dor alheia.

William: Você confunde ser vitima de alguma coisa com "se fazer de vitima".
   Se alguém levou tiro de um assaltante, com certeza é vitima.
   Se em confronto com a policia o assaltante foi baleado e quiser se "passar por vitima" da policia ... ai já é vitimismo.
  Quando ele se dispôs a assaltar (e atirar caso achasse necessário) assumiu o risco de revide.

  Africanos, o que não falta nos países africanos é CORRUPÇÃO.
  Ou seja, eles mesmos se roubam a nível governamental, tipo Brasil.
  Veja o caso do Burundi, a média de filhos por mulher é 5, a casal é pobre lascado e continua tendo filhos.
  Pelo menos no Brasil estamos mais civilizados que eles, temos no máximo 2.
  Meu ponto é:
  Uma nação passar por tragédia tipo terremoto, ou seca prolongada ... é vitima de fatalidades da natureza, devemos ser solidários.
  Agora, a nação vive em guerra civil como o Sudão, procria irresponsavelmente tipo o Burundi ou é altamente corrupta como Gana e outro povos que tem que socorre-los!?
  Ai é vitimismo, os caras vivem irresponsavelmente e querem que o mundo seja a babá deles.😠

Ricardo: Não, não foi isso que eu quis dizer, a analogia do tiro seria um sofrimento intenso, a pessoa que tomou um tiro seria a pessoa que julga os outros e acha que as pessoas tem que tomarem um tiro também porque se não ninguém merece dizer que sofreu.

William: Cara nunca ouvi alguém falar isso com relação a tiro.
  Ou mesmo passar fome.
  Não é porque eu passei fome que acho que outro também tem que passar.
  Não sei que ambiente você vive que falam esse tipo de coisa.
  O que eu vejo é em relação a trabalho, exemplo o filho não quer ir trabalhar de busão e o pai fala que ele passou por isso e o filho vai ter que aguentar, não dá para disponibilizar um carro, o pai até gostaria, mas não tem  como.
  O filho diz que não é porque o pai ia trabalhar de ônibus que ele também tem que ir...
  (Só um exemplo.)

Ricardo: A coisa do tiro é analogia/metáfora, não literal.

William: E eu segui sua analogia.
   Podemos usar varias.
   A moça que foi violentada é vitima.
   A moça que transou por espontânea vontade, engravidou por não usar anticoncepcional, se reclamar é vitimista.


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 Resumo:


1.  A Diferença entre Fato e Comportamento: Você estabelece uma linha clara entre ser "vítima" (alguém que sofreu um dano real e involuntário, como um assalto ou uma violência) e o "vitimismo" (o ato de tentar se passar por vítima para esquivar-se de responsabilidades ou consequências de seus próprios atos).

 

2.  Assunção de Risco e Consequência: Para você, o vitimismo ocorre quando um indivíduo que assumiu deliberadamente um risco (como um assaltante em confronto) tenta posar como parte prejudicada após o revide, ignorando que a situação foi fruto de suas próprias escolhas.

 

3.  Responsabilidade Coletiva e Governamental: Ao analisar o contexto de nações (como o exemplo da África e do Brasil), você argumenta que problemas decorrentes de corrupção sistêmica e guerras civis internas não devem ser classificados como fatalidades externas, mas como reflexos de escolhas e gestões locais.

 

4.  Causalidade vs. Fatalidade: Você diferencia tragédias naturais (terremotos ou secas), que geram vítimas legítimas merecedoras de solidariedade, de crises geradas por irresponsabilidade social ou política, as quais classifica como uma forma de vitimismo coletivo que espera que o mundo atue como "babá".

 

5. Critério da Planejamento e Previdência: O argumento utiliza indicadores demográficos (como a média de filhos por mulher) para ilustrar que a falta de planejamento e a "procriação irresponsável" em contextos de pobreza extrema transformam a reclamação em vitimismo, uma vez que há uma negligência quanto às consequências futuras.

 

6. Contextualização do Sofrimento Geracional: Você contrapõe a ideia de que o reconhecimento do esforço passado (como um pai que trabalhou de ônibus) seja um desejo de que o outro sofra, mas sim uma demonstração de limites da realidade. O vitimismo, nesse caso, seria a negação da realidade prática em favor de uma reclamação sem fundamento nas possibilidades atuais.

 

7. Vontade Própria e Consequência: O ponto final reforça que o vitimismo se manifesta quando alguém exerce sua vontade e liberdade (como no exemplo do sexo consensual sem prevenção), mas recusa-se a aceitar o resultado natural dessa escolha (a gravidez), transformando a própria negligência em uma narrativa de sofrimento injusto.


  



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