Mariana: Qualquer economista sério, independente de linha de pensamento, vai te falar exatamente a mesma coisa, os dados de impostos no Brasil mostram que ricos pagam proporcionalmente menos imposto.
William: O Brasil sempre foi fisiológico, mas em 1994 um partido genuinamente de esquerda chegou ao poder.
O PSDB de Fernando Henrique e José Serra.
Depois veio o PT.
Se ricos (pessoa física) pagam proporcionalmente menos impostos devemos creditar a qual grupo politico?
O que falar dos que vivem do dinheiro dos impostos?
Os dependentes do Bolsa Família.
A pessoa recebe 600 reais (só um exemplo).
Cerca de 200 reais gasta em impostos embutidos.
Ainda fica com 400 reais a dever a quem produz.
Mariana: Essa é uma opinião bastante ignorante pq já há estudos que:
1. O BF gerou um aumento na média de educação da população mais pobre - a ponto de ser sentido no IDH
2. uma quantidade enorme de beneficiários sai do programa exatamente pq conseguem outras fontes de renda
3. O retorno $ do BF é enorme.
William: Não sou contra o Bolsa Família.
Falei que esses pobres recebem impostos, não pagam.
Sou responsável pelo que escrevo, não pelo que "você" quer entender.😉
Mariana: O ROI do BF é elevado e estimula economias locais.
Sério, pra quem usa uma imagem do Spock, suas opiniões faltam base em dados reais, seus textos são cheios de clichês.
William: Se é assim então vamos aumentar o Bolsa Família para 5 mil e virar a maior potência mundial.😉
Vamos meditar sobre "clichês"?
Clichê é uma ideia, frase, situação ou expressão que foi tão repetida que perdeu sua originalidade, força e impacto, tornando-se previsível e banal.
Originalmente, o termo vinha da tipografia (uma placa de metal usada para imprimir textos idênticos em massa).
(Dicionário)
Primeiro, evidente que uma ideia ou frase não esta errada apenas por ser muito repetida.
"Se beber não dirija".
Todos entendemos que é bebida alcoólica, nos meus zilhões de debates ainda não vi alguém ser contra essa ideia.
Se for possível testes rápidos, deveria se estender ao uso de entorpecentes.
Dito isso ...
Um clichê sobre os que dependem "exclusivamente" de auxílios sociais é que eles também pagam impostos.
Com os impostos embutidos nos produtos e serviços é fácil usar o "sofisma" que eles pagam.
Mas lembrem-se que todo dinheiro que eles recebem já vem dos impostos.
Sabe aquele presente do dia dos pais que sua filha criança te dá, mas sua esposa usou o seu cartão de crédito?😉
Então, o Governo (Sociedade produtiva) dá 600 reais para a Maria José, ela vai no supermercado compra tudo em mantimentos.
O imposto embutido nas mercadorias dá um total de 200 reais.
Sim, por um ponto de vista ela esta pagando 200 reais de impostos.
Acontece que ela recebeu 600 reais que veio do dinheiro dos impostos.
Na pratica ela não pagou nada, apenas devolveu parte do que recebeu.
Outro clichê é que o Bolsa Escola (depois de algumas alterações renomeado de Bolsa Família) diminuiu a concentração de renda.
É difícil imaginar como poderia ser diferente.
De 2003 até hoje, a produtividade brasileira ficou praticamente estagnada.
Embora o PIB tenha crescido, a produtividade por trabalhador avançou a passos lentos (menos de 1% ao ano, em média) e até recuou em vários períodos, mantendo o país distante das economias desenvolvidas.
Gemini
"Em 2003, o peso dos impostos estava na casa dos 31% do PIB.
Após oscilações ao longo das duas últimas décadas, o indicador seguiu uma trajetória de alta recente e atingiu o recorde histórico de 32,40% do PIB em 2025."
É matemática da mais básica.
Se o Estado cria dificuldades para o cidadão produtivo prosperar, ele não prospera, fica no mínimo estagnado.
Nota: Precisamos urgentemente melhorar o ambiente de negócios, levar o país para centro direita.
E óbvio, sermos menos tolerantes com a CORRUPÇÃO, seja você improdutivo ou produtivo.
✧✧✧
Resumo:
1. Receber ≠ pagar impostos: seu argumento central é que quem depende de auxílios sociais não "paga" impostos de fato — apenas devolve parte do que já recebeu do Estado via impostos embutidos no consumo. O dinheiro tem origem na arrecadação, então não há contribuição líquida real.
2. A analogia do presente: você ilustra essa ideia com a comparação do presente do Dia dos Pais pago com o cartão de crédito do próprio pai — reforçando que "devolver parte do que se recebeu" não é o mesmo que contribuir.
3. Questionamento da atribuição política: você provoca Mariana perguntando a qual grupo político se deve atribuir a regressividade tributária brasileira, lembrando que tanto o PSDB (FHC/Serra) quanto o PT governaram o país desde 1994.
4. Redução da concentração de renda é matemática, não mérito: você argumenta que é natural que o Bolsa Família/Bolsa Escola tenha reduzido a concentração de renda, já que isso decorre diretamente da redistribuição tributária — não sendo, portanto, um mérito exclusivo do programa.
5. Dados sobre carga tributária: você cita que a carga tributária saiu de cerca de 31% do PIB em 2003 para o recorde de 32,4% em 2025, associando isso à estagnação da produtividade por trabalhador (menos de 1% ao ano) no mesmo período.
6. Ambiente de negócios e fuga de empregos: seu argumento é que o aumento da carga tributária e a falta de um ambiente de negócios favorável desestimulam a prosperidade das empresas, levando setores produtivos e "bons empregos" a migrarem para outros países, sobrando apenas trabalhos saturados como os de aplicativos.
7. Proposta final: você conclui pedindo uma mudança de rumo para o centro-direita, com melhoria do ambiente de negócios e combate à corrupção — tanto de "produtivos" quanto de "improdutivos" — encerrando com a frase "errar é humano, persistir no erro é brasileiro".
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