Comentaristas >> Uma gigante chinesa fechou um acordo para comprar toda a produção de uma cooperativa de açaí do Amapá pelos próximos cinco anos!!
Reacendendo o debate sobre o avanço do mercado chinês sobre produtos estratégicos brasileiros.
O contrato prevê o fornecimento de 15 mil toneladas de açaí até 2031.
Muitos internautas demonstraram preocupação com o crescimento da influência chinesa na compra de commodities e alimentos produzidos no Brasil.
O caso voltou a levantar uma discussão, a entrada de grandes compradores internacionais fortalece a economia brasileira ou aumenta a dependência do país do mercado externo, visto que os produtos são exportados e depois importados novamente já prontos…
William >> Nem sabia que açaí era um produto estratégico ... 😂
O que eu sei?
O açaí estraga em pouquíssimas horas, o fruto do açaizeiro é muito perecível.
Assim que é colhido começa a estragar no máximo em 2 dias.
A viagem de navio para China dificilmente dura menos de 1 Mês.
Por isso todo o processamento inicial acontece no Brasil, principalmente no estado do Pará, que lidera a produção mundial.
As indústrias brasileiras fazem a despolpagem, pasteurização e o congelamento do açaí logo após a colheita.
É essa polpa (ou o açaí em pó) que é enviada para o resto do Brasil e exportada para o mundo.
O Brasil exporta para a China (e para os EUA, Europa e Japão) a polpa de açaí já congelada ou o produto em pó.
O que pode acontecer e que às vezes gera confusão na internet , é que empresas estrangeiras compram a polpa brasileira e a utilizam para fabricar produtos finais locais (como cosméticos, barras de cereal, suplementos ou bebidas energéticas) que eventualmente voltam ao mercado global.
Mas o beneficiamento da fruta em si é totalmente brasileiro.
Análise lógica:
A China esta COMPRANDO, não esta recebendo como DOAÇÃO.
Até onde sei é boa pagadora e paga o preço de mercado.
Com a compra garantida, quem produz fica mais tranquilo e estimulado a produzir mais, não porque é bonzinho ....
"Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos nosso jantar, mas dá atenção que eles dão ao seu próprio interesse.
Apelamos não à sua humanidade, mas ao seu amor-próprio, e nunca lhes falamos de nossas próprias necessidades, mas das vantagens deles."
Parabéns aos paraenses e amapaenses!
Voltem sempre China, Estados Unidos, Japão... é uma satisfação tê-los como clientes.
É preciso entender que “riqueza” enterrada não adianta nada para sociedade.
✧✧✧
Resumo:
1. Ironia quanto ao status de "estratégico": Você questiona com humor a classificação do açaí como um produto estratégico no debate geopolítico.
2. Impossibilidade logística de beneficiamento externo: Destaca que o açaí é altamente perecível (fere em até 2 dias) e que o transporte de navio até a China leva cerca de um mês, tornando inviável exportá-lo in natura para ser processado lá fora.
3. Beneficiamento 100% nacional: Argumenta que o processamento inicial — despolpagem, pasteurização e congelamento — é feito obrigatoriamente no Brasil (com destaque para o Pará).
4. Clarificação sobre o que é exportado: O que sai do Brasil é a polpa congelada ou o produto em pó, enviada para a China, EUA, Europa e Japão.
5. Origem da confusão na internet: Esclarece que o que retorna ao mercado global são produtos finais derivados (como cosméticos, barras de cereal e suplementos) feitos por empresas estrangeiras usando a polpa brasileira, e não o beneficiamento da fruta em si.
6. Visão econômica positiva do comércio: Enfatiza que a China é uma cliente pagadora que adquire o produto a preço de mercado, e que essa compra garantida traz estabilidade e incentivo ao produtor local.
7. Princípio do interesse próprio (Adam Smith): Aplica a lógica do mercado para explicar que a produção e o comércio do açaí funcionam motivados pelo interesse mútuo e vantagens econômicas dos envolvidos, concluindo com uma mensagem de celebração aos produtores e de boas-vindas aos compradores internacionais.
.
