domingo, 5 de julho de 2026

Professora e o Vidro





William: Salários dos professores, vou falar só da escola pública e de São Paulo para evitar subjetividades.
 Cerca de 53% dos professores de São Paulo são temporários com contrato máximo de 3 anos.
  O salário final é proporcional ao número de horas atribuídas na escola. 
  O Piso é de R$ 5.130,63 para a jornada completa de 40 horas semanais, pagando o valor proporcional se o docente pegar uma carga horária menor (como 12h, 24h ou 30h).

  Gente!
  Escala 5 por 2, com direito a todos os feriados, mais o dia do Professor.
  Férias de 30 dias em Janeiro mais em geral 2 semanas de recesso escolar em Julho.


Adriana: Seus dados estão corretos, mas sem contexto, eles dizem muito pouco.
  Você fala como se a classe de professores não fosse também trabalhadora, como se nunca tivéssemos passado por outros trabalhos antes desse. 
  Ninguém é mesmo obrigado a ser professor, e é por isso que logo mais vai rolar o apagão de professores na nossa sociedade, porque está bem difícil pra muitos dos meus amigos docentes. 
  Às pessoas estão saindo da profissão esgotadas em um nível que, mesmo trabalhando em shopping, eu nunca vi em outras profissões. 
  Trabalhando em shopping eu nunca vi uma história de pessoas que tiveram vidro colocados em suas águas, por exemplo, mesmo com histórias terríveis de assédio moral de patrões.
  Agora, me preocupa muito você achar que o problema do brasileiro é a mistura genética e que as IAs são maravilhosas. 
  Eu sinto muito é por você, sendo bem sincera, pra não dizer outra coisa.
  Insisto de novo: é pela falta de contexto que a gente critica gente de fora da educação falando dela.

William: Se era melhor trabalhar no Shopping, volta para ele.
  Quem não tem vocação para ser professor é melhor que saia mesmo, é uma profissão de muita responsabilidade.

  Sobre IAs, o exagero é da sua parte, eu apenas acho uma boa tecnologia, não idolatro nada nem ninguém.

  No último concurso publico organizado pela VUNESP ao todo foram 295.215 pessoas que se candidataram para serem professores.
  Segundo nota divulgada pelo governo estadual, superou a expectativa inicial de 200 mil inscritos.
  Pretendentes a vaga não faltam.
  Esse apagão que professores falam tanto é só mais uma chantagem emocional.
  Cai nessa quem tem preguiça de pesquisar.


   
  “Após checagem de imagens das câmeras de segurança, a escola identificou os envolvidos.   
  As famílias de três alunos envolvidos foram convocadas pela direção, e os estudantes foram suspensos até o fim do semestre. 
   Uma reportagem mais recente atualiza que os alunos permanecerão suspensos até o fim de julho, e dois deles terão a matrícula transferida para outras escolas da rede, a pedido das próprias famílias. 
   O caso foi registrado como tentativa de lesão corporal e, por envolver menores de idade, foi encaminhado à Delegacia de Polícia da Infância e Juventude (DIJU/DPJI) de São José dos Campos. 
  Segundo análise jurídica citada pela CNN Brasil, como os envolvidos são menores, não há responsabilização penal, mas pode haver responsabilização por ato infracional, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com medidas socioeducativas que vão de advertência até internação, dependendo da gravidade apurada.”

   
  Em primeiro lugar, outros alunos avisaram a
professora.
  Porque os pestinhas representam a juventude e os que avisaram não!?
  Quem me explica?

  Segundo, vejam que houve providências “possíveis” pelo ECA.
  Eu sou a favor da redução da maioridade penal para 14 anos, os professores que reclamam (com razão) da violência também são?
   A enorme maioria que eu tive contato são contra qualquer mudança no ECA.



Nota: Nós enquanto povo temos que voltar ao "feijão com arroz",
EDUCAR é função da família.
  Os professores precisam entender que o trabalho deles é
ESCOLARIZAR.
  Enquanto categoria profissional, precisam criar meios de
restabelecer o poder na sala de aula.
  A escola deve ter normas técnicas e comportamentais que
se desrespeitadas tem que possibilitar punições.
  Câmeras ficaram muito baratas, armazenar imagens também.
  Professores (a maioria que conheço) são radicalmente 
contra câmeras na sala de aula porquê !?
  O mal comportamento da criança será registrado oficialmente, se a família não der jeito ... suspensão, expulsão.
  O adolescente com mais de 14 anos que cometer agressão, vai responder criminalmente.



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 Resumo: 
1. Contextualização salarial dos professores em SP — você apresenta dados concretos: piso de R$ 5.130,63 para 40h semanais (proporcional à carga horária), argumentando que, à luz da realidade brasileira, trata-se de um bom emprego, especialmente considerando a escala 5x2, feriados garantidos, férias de 30 dias em janeiro e recesso escolar em julho.

2. Quem não tem vocação deve sair da profissão — resposta direta à Adriana: se ela considerava melhor o trabalho no shopping, deveria voltar para ele; reforça que ser professor é uma profissão de muita responsabilidade e que a falta de vocação não deveria sustentar a permanência na carreira.

3. Alta demanda contradiz o discurso de "apagão de professores" — você usa o dado de 295.215 candidatos inscritos no último concurso da Vunesp (superando a expectativa de 200 mil) como evidência de que não faltam pretendentes à vaga, classificando o discurso do apagão como "chantagem emocional" para quem "tem preguiça de pesquisar".

4. Questionamento sobre a reação da turma no caso do vidro — você destaca que, apesar de o episódio ser grave, outros alunos avisaram a professora, e questiona por que apenas os "pestinhas" (autores do ato) seriam representativos da juventude, e não os que alertaram.

5. Coerência entre discurso e defesa da redução da maioridade penal — você aponta uma possível contradição: os professores reclamam da violência escolar e defendem as medidas "brandas" do ECA, na sua percepção, a maioria se opõe à redução da maioridade penal para 14 anos — o que você atribui à impunidade que, na sua visão, "estraga o país".

6. Defesa de câmeras em sala de aula — você propõe o uso de câmeras (justificando o barateamento do armazenamento) como ferramenta de registro oficial do comportamento dos alunos, questionando por que a maioria dos professores que você conhece seria contra essa medida.

7. Separação de papéis entre família e escola — você defende que educar é função da família, enquanto a escola e os professores devem focar em "escolarizar", restabelecendo o poder em sala de aula por meio de normas técnicas e comportamentais com punições claras (suspensão, expulsão) para o mau comportamento.

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