As mortes oficiais por Covid durante a pandemia no mundo não são cofiáveis por serem políticas.
Em países como o Brasil e Estados Unidos havia pressão para ampliar os números como forma de atacar quem estava na Presidência, com uma mídia mais livre o Governo tinha que assimilar os ataques.
Em países como Rússia e China o interesse do governo em diminuir os números prevalecia.
Era a mídia que tinha que assimilar a repressão dos governos.
Dito isso...
Vi algumas tabelas onde as mortes são contabilizadas de acordo com o excedente de mortes no período.
Exemplo:
Em um país morreram em 2017, 2018, 2019 uma média de 10 mil pessoas.
Em 2020, 2021 e 2022 a média subiu para 11 mil.
Isso que dizer que no mesmo período de 3 anos houve um excedente de mortes de 3 mil pessoas, provavelmente provocado diretamente pela pandemia Covid.
É a forma mais lógica (sensata) de avaliar de maneira realista o número de mortes em função da pandemia.
Não necessariamente pelo vírus em si, mas também por falha na infraestrutura do atendimento como falta de leitos por exemplo.
O Brasil era o sexto pais mais populoso.
Estudos publicados por centros internacionais de epidemiologia estimam que o excesso de mortes na China apenas no inverno de 2022-2023 tenha ficado entre 1,4 milhão e 2,5 milhões de pessoas.
Se esses números forem consolidados futuramente em relatórios oficiais e comparáveis, a China ocuparia o 2º lugar absoluto mundial em mortes em excesso atrás apenas da Índia.
Gemini
a) Nossa contagem oficial não foi tão inflada quanto “até eu” pensava.
b) Como a China se recusou a fornecer seus dados, deduzimos que o Brasil seria “naturalmente” o sexto colocado.
O Brasil em números proporcionais ao tamanho da população ficou na trigésima colocação em número de mortos, lamentável, mas bem longe da "incompetência" que tantos alardeiam.
Essa lógica entra em sua mente?
Bolsonaro não teve chance real de ser avaliado.
Jair Bolsonaro governou apenas 4 anos, sendo 2 deles sob uma pandemia mundial.
O pouco que se viu (estatais dando lucro e Selic abaixo de 4% antes da crise) já foi melhor que o desempenho histórico do PT, mas a pandemia impediu uma avaliação completa do “bolsonarismo” no poder.
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Resumo:
1.Inconfiabilidade das contagens oficiais por motivações políticas: Os dados oficiais de mortes por Covid no mundo foram distorcidos pela política local. Enquanto em democracias como Brasil e EUA havia pressão para inflar os números a fim de atacar o governo, em países autoritários como China e Rússia o interesse estatal era diminuir as estatísticas para esconder a gravidade da situação.
2.O excesso de mortalidade como métrica mais lógica: A análise do excedente de mortes (comparando os óbitos totais do período da pandemia com a média histórica de anos anteriores) é o método mais realista para avaliar o impacto real do período. Esse cálculo abrange tanto o vírus diretamente quanto falhas na infraestrutura de saúde, como a falta de leitos.
3.Inclusão do impacto real da China no ranking absoluto: O fechamento de dados pela China mascara seu impacto real. Quando estimativas internacionais de excesso de óbitos na China (entre 1,4 e 2,5 milhões no inverno de 2022-2023) são consideradas, a China assume o 2º lugar absoluto no mundo, empurrando a posição relativa do Brasil para o 6º lugar em números brutos.
4.Revisão da tese sobre os dados brasileiros: A análise por essa metodologia demonstra que a contagem oficial brasileira não foi tão inflada ou fora da realidade quanto se supunha inicialmente.
5.A colocação do Brasil em termos proporcionais: Ao ajustar o total de mortes pelo tamanho populacional, o Brasil ocupa a 30ª posição global. O número é lamentável do ponto de vista de perdas humanas, porém afasta a narrativa de incompetência desmedida que costuma ser associada à gestão do país.
6.Defesa do contexto sobre a oferta inicial da vacina da Pfizer: A recusa inicial do contrato da Pfizer é justificada por razões pragmáticas e logísticas da época, visto que o lote de 70 milhões era uma promessa futura (já que os EUA haviam comprado a produção inicial) e o imunizante exigia refrigeração complexa a -70°C.
7. Avaliação desfavorável das cláusulas contratuais da Pfizer: As exigências do contrato original — que custava o dobro da Coronavac e quatro vezes mais que a AstraZeneca, além de impor isenção total de responsabilidade da fabricante por efeitos colaterais — tornavam a assinatura do acordo juridicamente desvantajosa e inviável sob a perspectiva do gestor público.
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