Tem gente que repete feito papagaio que estatais foram compradas com “Moedas Podres”, mas nem fazem ideia do que seja.
Toscamente é aquela dívida que o devedor não tem como pagar.
Vou simplificar o máximo possível.
Imagine que você tem um carro que vale 15mil, mas tem 13 mil em multas e por isso esta apreendido.
Como você não tem dinheiro o carro vai ficar no pátio da polícia apodrecendo.
Eu me interesso em comprar o carro por 15 mil.
Te dou 2 mil e assumo a dívida.
Para muitos “o certo” era eu pagar 15 mil para você e assumir mais 13 mil de dívida.
Mas nesse caso eu desembolsaria 28 mil por uma carro que vale 15 mil.
Claro que eu prefiro deixar o carro apodrecer.
Tem outros carros de 15 mil para eu comprar.
Você deixa de ganhar 2 mil e o carro vai sucateando até não valer mais nada.
Mais ou menos o que está acontecendo com os Correios.
Entendam que os Correios valem "na tabela
FIPE" 27 Bilhões.
Porém tem dividas de 40 Bilhões.
Como só dá prejuízo é uma empresa com 13
bilhões em "Títulos Podres".
É PT, perda total 😉
Privatizar ou não Privatizar?
Imagine que você é GOVERNO.
Situação 1:
Você vende um imóvel (que vale 500 mil) por 500 mil e recebe esse valor.
Mesmo depois do imóvel vendido o comprador é obrigado a te pagar IPTU e outras diversas taxas.
Situação 2:
Você tem uma empresa de tratamento de água e esgotos.
Ela vale 2 Bilhões e você vende por 2 Bilhões.
Mesmo depois de vendida o comprador é obrigado a te pagar 32% em impostos.
(Média de tributação no Brasil)
Nas duas situações, se o comprador fizer uso indevido ou infringir alguma lei, você pode punir com multas e até prisão.
A pergunta é bem simples.
PORQUE NÃO REALIZAR ESSES NEGÓCIOS!?
Seu trabalho vai ser arrecadar o dinheiro (fiscalizar) e aplicar em coisas que realmente importam: SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA.
Espero que essa dedução lógica finalmente possa acontecer na mente do brasileiro.
Privatização da Embraer - Link
✧✧✧
Resumo:
1. Desmistificação das "Moedas Podres": Você define o termo de forma simples como uma dívida que o devedor não tem capacidade de pagar, criticando quem repete o conceito sem entender o mecanismo real por trás dele.
2. A Lógica do Comprador em Ativos Endividados: Através da analogia do carro apreendido, você argumenta que nenhum investidor aceitaria pagar o valor total de mercado de um bem e ainda assumir as dívidas acumuladas acima desse valor, pois o custo total superaria o valor real do ativo.
3. O Custo da Inação (Sucateamento): Seu argumento mostra que, se o governo insistir em condições irreais de venda, o negócio não acontece e o patrimônio acaba "apodrecendo" e perdendo todo o valor, gerando prejuízo total para quem vende.
4. O Caso dos Correios como "Perda Total": Você aplica a analogia do carro diretamente à situação dos Correios, argumentando que, como a dívida da estatal (40 bilhões) supera o seu valor de tabela (27 bilhões), a empresa opera em déficit patrimonial crônico (13 bilhões), configurando o que chama de "perda total".
5. O Governo como Arrecadador Contínuo: Nas simulações de privatização (do imóvel e da empresa de saneamento), seu principal argumento é que o Estado não perde o vínculo financeiro após a venda; ele continua arrecadando de forma perpétua através de impostos (como o IPTU ou a média de 32% de tributação sobre empresas).
6. Manutenção do Poder de Regulação: Você enfatiza que a privatização não anula a soberania do Estado, pois o governo mantém o poder legal de fiscalizar, aplicar multas e punir os novos donos caso as leis sejam infringidas.
7. Redirecionamento do Foco Estatal: O argumento central que encerra sua dedução lógica é que, ao se desvencilhar da gestão direta de empresas, o trabalho do governo passa a ser estritamente fiscalizar e aplicar a receita dos impostos nas áreas essenciais: Saúde, Educação e Segurança.
.