Antônio: Sinceramente, ao meu ver, tanto esquerda quanto direita estão bem fracos; só tem palhaço de circo com ego frágil querendo fazer show.
William: Sinceramente, ao meu ver, acho bem fraco quem confunde Direita e Esquerda como sendo representada por políticos específicos.
Bolsonaro sugeriu fuzilar Fernando Henrique por algumas privatizações.
Fernando Henrique, esquerdista histórico, fez privatizações.
Eu foco em ideias.
Analiso a medida que esta sendo proposta, se aumenta a burocracia (intervenção) do Estado ou se diminui.
Se a intervenção é justificável, como no caso da pandemia, ou se é abusiva como mudar o Marco Civil da Internet na canetada ignorando o Legislativo.
Se é para personificar Direita e Esquerda, Adam Smith e Karl Marx cumprem bem esse papel.
Vejo pessoas que não conhecem o básico do básico, pegam o bonde andando.
Fiz até um quadro explicativo:
Conhecimento básico para debater economia atual.
"Conceitos extremos."
Socialismo = Estado Máximo(Esquerda)
Capitalismo = Estado Mínimo (Direita)
Comunismo = Ausência de Estado (Ausência de propriedade)
Anarquia = Ausência de Estado (Propriedade privada)
Felipe: Concordo com a primeira afirmativa, mas apenas em parte.
Por um lado, é óbvio que não dá para reduzir todo o movimento histórico-teórico-político a alguns rostos; por outro, certas figuras representam a culminação de movimentos de forma generalizada.
O caráter desse último reside em um amálgama dos anseios da massa; o "rosto" é, de certo modo, tão geral quanto o exame de seus adeptos.
Claro, a função de representação é variável para cada indivíduo e grupo.
Sobre o restante: para além da representação de uma visão, não me importo com ideias por si mesmas; elas não têm poder sem finalidades.
São estas que devemos vigiar.
Burocracias ou intervenções são vazias até que assumam um propósito moral; outro perigo é reduzir essa função a um maniqueísmo, como se a atuação humana fosse um termômetro que apenas sobe ou desce.
William: Meu ponto é que muitos falam em apenas 17 anos de esquerda no Brasil como se Lula e o PT fossem a personificação dessas ideias.
Falam em 500 anos de direita.😂
Outros acham que Jair Bolsonaro ou no máximo Olavo de Carvalho são os grandes idealizadores das ideias de liberdade econômica ou sua modernização...😂😂
Vejam que "caras importantes" nasceram antes de 1900:
A Escola Austríaca é uma linha de pensamento econômico que defende a liberdade individual, o livre mercado e a propriedade privada.
Seus pilares fundamentais são:
• Individualismo metodológico: Fenômenos sociais resultam das ações de indivíduos.
• Subjetivismo do Preço: O valor de um bem depende da utilidade que a pessoa atribui a ele, não do custo de produção.
• Rejeição à forte intervenção estatal: O governo não deve fixar preços ou emitir moeda sem lastro, o que evita inflação e ciclos de crise.
Os principais fundadores e expoentes da Escola Austríaca são:
• Carl Menger (1840–1921): O pai da escola.
Fundou a vertente com o livro Princípios de Economia Política (1871), onde introduziu a teoria da utilidade marginal (o valor é subjetivo e determinado na margem).
• Eugen von Böhm-Bawerk (1851–1914): Desenvolveu a teoria do capital e dos juros, explicando como o tempo e a preferência temporal influenciam o valor e a produção.
• Ludwig von Mises (1881–1973): Sistematizou a Praxeologia (o estudo da ação humana) e demonstrou a impossibilidade do cálculo econômico sob o socialismo.
• Friedrich Hayek (1899–1992): Discípulo de Mises e vencedor do Prêmio Nobel de Economia (1974). Destacou-se pela teoria dos ciclos econômicos e pela análise de como os preços transmitem informações descentralizadas no mercado.
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Resumo:
1. Erro de personalizar ideologias em políticos — Reduzir Esquerda e Direita a figuras como Lula, PT, Bolsonaro ou Olavo de Carvalho demonstra desconhecimento. As ideias transcendem qualquer político específico.
2. Foco em ideias, não em pessoas — William analisa propostas concretas pelo critério objetivo de intervenção estatal: se uma medida aumenta ou diminui a burocracia do Estado, independentemente de quem a propõe.
3. Contradições políticas confirmam o argumento — O exemplo de Fernando Henrique (esquerdista histórico que fez privatizações) e Bolsonaro (que sugeriu fuzilá-lo por isso) ilustra como políticos não representam fielmente as ideologias que alegam defender.
4. Intervenção estatal tem graus e justificativas — Nem toda intervenção é igual: a da pandemia pode ser justificável; já alterar o Marco Civil da Internet por decreto, ignorando o Legislativo, é abusiva.
5. Quadro conceitual básico como pré-requisito do debate — William propõe um mapa ideológico claro: Socialismo = Estado Máximo, Capitalismo = Estado Mínimo, Comunismo e Anarquia como ausência de Estado (com diferença quanto à propriedade privada).
6. Adam Smith e Karl Marx como referências legítimas — Se for para personificar as ideologias, que sejam os pensadores fundadores, não políticos contemporâneos de lastro intelectual questionável.
7. A Escola Austríaca como base do pensamento liberal moderno — Menger, Böhm-Bawerk, Mises e Hayek estruturaram o arcabouço intelectual da liberdade econômica, nascidos antes de 1900, evidenciando que as ideias de direita liberal têm profundidade histórica e teórica sólida, ignorada por quem "pega o bonde andando."
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