sábado, 7 de março de 2026

Narciso

 

Sofia: Das ideias que você repete, quantas vieram realmente de você?

William: Principalmente nos dias de hoje, não sei que importância tem isso, mas vou aceitar a provocação mental... pode ser interessante para outros ...

   Se partirmos dos Sumérios temos cerca de 6.000 anos de "civilização". 
   Estamos vivendo na continuação direta dessa linhagem que começou lá na Mesopotâmia sul, com eles inventando praticamente tudo o que associamos a “civilização”: escrita, roda, cidades, governo centralizado, matemática básica, astronomia, leis, etc.

   Tanta água (ideia) já passou por essa ponte que é difícil pensar em algo original que ninguém nunca pensou antes.
   Por esses dias escrevi sobre pensadores negros com os quais me identifico, Walter Willians e Thomas Sowell.

   O interessante é que apenas encontrei um "espelho" de conclusões que eu já havia chegado bem antes de conhece-los.

   Dizem que Narciso acha feio o que não é espelho...😉

   Meu ponto é que mesmo quando achamos que uma ideia é original, ela já vem de séculos, simplesmente no passado alguém chegou a uma conclusão semelhante a nossa.

  Mas e se eu li algo, gostei e concordei?
  Evidente que quero divulgar essa ideia.
  Por bastante tempo não pensei em economia, meu interesse filosófico era mais religioso (espiritual) e comportamental.
  Li Adam Smith e preferi ele que Karl Marx.
  Divulgo ideias de Centro Direita.

  Ideias são como vírus.
  Se eu tenho gripe e você é contaminada por entrar em contato comigo... nós temos gripe.😉
  É uma cepa nova ou algo que vem de milênios?
  O que importa?

Nota: Gripe tem uma conotação negativa, as ideias não necessariamente.

✧✧✧

 

 

 Resumo:


1. A originalidade absoluta é irrelevante nos dias de hoje

   Você começa afirmando que, na era atual, não vê grande importância em questionar se as ideias são "realmente suas", mas aceita a provocação porque pode ser interessante para outros.

 

2. A civilização tem ~6.000 anos de continuidade direta desde os sumérios 

   Partindo da Mesopotâmia sul, onde praticamente tudo associado à "civilização" foi inventado (escrita, roda, cidades, governo centralizado, matemática básica, astronomia, leis etc.), o que existe hoje é uma continuação dessa linhagem longa.

 

3. Com tanto acúmulo histórico, é quase impossível criar algo verdadeiramente original

   Tanta "água" (ideias) já passou por essa ponte que é difícil imaginar algo que ninguém nunca tenha pensado antes — a maioria das ideias tem raízes ou paralelos em séculos passados.

 

4. Mesmo conclusões "próprias" frequentemente encontram ecos no passado

   Ao escrever sobre Walter Williams e Thomas Sowell, você descobriu que eles chegaram a conclusões idênticas às suas **bem antes** de você conhecê-los — servindo como um "espelho" das suas próprias reflexões, não como fonte inicial.

 

5. A metáfora de Narciso resume o viés de valorização

   "Narciso acha feio o que não é espelho"  tendemos a valorizar e achar bonito apenas o que reflete nossas próprias conclusões, mesmo quando elas já existiam em outros.

 

6. Absorver e concordar com ideias alheias é legítimo e desejável divulgar 

   Se você leu algo, gostou e concordou (ex.: preferiu Adam Smith a Karl Marx), é natural e positivo querer divulgar essa ideia — não há problema em propagar o que se considera verdadeiro/valioso.

 

7. Ideias funcionam como vírus: contagiosas e cumulativas, independentemente da "cepa original"

   Comparação forte: ideias se espalham por contato, como um vírus (gripe). Não importa se é uma cepa nova ou milenar — o que importa é a transmissão e o efeito, e a conotação negativa da "gripe" não se aplica necessariamente às ideias (que podem ser positivas).

 

    Esses pontos capturam o cerne da sua defesa: a originalidade não é o critério principal; o conhecimento é cumulativo, contagioso e deve ser avaliado pelo conteúdo e utilidade, não pela exclusividade autoral.


  


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