Profeta
era o homem que atuava como intermediário entre o povo de Israel e Deus.
Anunciava a vontade e
ensinamentos divinos.
Ser reconhecido
pelo povo como profeta não era simples.
O indivíduo tinha
que de alguma forma dar demonstrações que Deus (A Força) era com ele.
“Elias
foi um profeta de Deus, que viveu em Israel no tempo do rei Acabe.
Deus usou Elias para fazer milagres e trazer julgamento sobre a nação de
Israel por sua adoração ao deus Baal.
No final de sua vida, Elias foi arrebatado para o Céu em um carro de fogo.
Seu sucessor foi Eliseu.”
Tem uma relato bíblico
“desconcertante” sobre Eliseu.
“Então subiu Elise dali a Betel;
no caminho uns meninos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhe:
Sobe, calvo; sobe, calvo!
Eliseu olhou para trás e os amaldiçoou no nome do SENHOR; então duas
ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos.”
[2 Reis 2:23-25]
Garotos zombaram
de Eliseu por ele ser careca e a “punição adequada” foi matar 42!?
A explicação mais
“razoável” que li para essa ocorrência foi que Eliseu não era respeitado como
profeta e foi necessária essa grande demonstração de poder.
Caraca!
Sei lá, para alguém
tão poderoso tinha tantas opções, deixar os garotos carecas, mudos, provocar
uma forte diarreia ... (só exemplos).
Mas preferiu
matar 42 crianças!
Para piorar a “explicação”
sabemos que Eliseu foi reconhecido como profeta assim que Elias partiu:
“E
sucedeu que, indo Elias e Eliseu andando e falando, eis que um carro de fogo,
com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.
Eliseu, clamou:
- Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros!
E nunca mais o viu.
Eliseu pegou a capa de Elias, que dele caíra; e, voltando-se, parou à
margem do Rio Jordão.
Encostou a capa nas aguas do rio e disse:
-Onde está o SENHOR Deus de Elias?
Ao fazer isso as aguas do rio se dividiram e Eliseu passou.
Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que
estavam defronte em Jericó, disseram:
-O espírito de Elias repousa sobre Eliseu.
E vieram-lhe ao encontro, e se prostraram diante dele em terra.”
[2 Reis 2:10-16]
(Tirei os excessos do texto para torna-lo mais
compreensível)
Fica claro que
Eliseu teve sua autoridade de profeta reconhecida pela parte do povo que mais
importava.
Não precisava de
um assassinato em massa para convencer alguns poucos que tinham dúvidas.
Pelo menos se
estamos falando de um profeta que falava em nome de um Deus justo e amoroso.
Mas essa
meditação é sobre a “morte” de Elias, me empolguei com a introdução, as vezes
acontece.
Começo escrevendo
um texto e sai outro.
Vamos ver se
agora vai. 😊
Pensadores
Cristãos enchem a boca para falar que Elias não morreu, foi “arrebatado”.
Se ele não morreu
fisicamente temos que admitir que ele vive em carne e osso no reino Celestial.
Isso é uma
contradição pois é dito na Bíblia que carne e sangue não herdarão o reino do
Céu.
Deve ser difícil
para Elias continuar vivendo na carne negligenciando todas as suas
necessidades.
Elias seria mais
especial até que Jesus uma vez que Jesus morreu fisicamente.
Os pensadores
cristãos argumentam que se Deus pode tudo, pode criar essa exceção...
Essa linha de
raciocínio é uma faca de dois gumes, uma linha muito frágil e perigosa filosoficamente.
Ela sugere que as
regras são variáveis, muito flexíveis, logo, deveriam descartar todo e qualquer
livro sagrado uma vez que tudo que estiver nele pode ser alterado a qualquer
momento unilateralmente.
Exemplo: “Jesus é o único caminho.”
Mas se Deus cria
exceções ... Jesus pode não ser o único caminho.
Claro que as
“exceções” trazem consequências.
Imaginem a
situação desconfortável de Elias, ele é o único com um corpo biológico limitado
em um mundo de corpos espirituais...isso é prêmio ou castigo?
Imagine que você
fosse arrebatado para morar em um lugar maravilhoso com um detalhe, é no fundo
do mar.
Como seus pulmões
não seriam alterados você teria que usar constantemente traje de mergulho ou
ficar em recintos pressurizados, sua vida seria muito limitado em relação aos
outros habitantes.
Percebem que a ideia de que Elias está vivendo em osso, carne e sangue em um mundo espiritual
é “fantasiosa” demais?
Considerando que
o arrebatamento aconteceu é mais lógico teorizar que Elias foi direto para um
reino celestial, sem necessidade de dormir, passar por purgatório ou audiência
de juízo.
No entanto é
evidente que sua morte física ocorreu, seu corpo biológico foi decomposto,
desintegrado para que ele vivesse em um corpo espiritual.
Isto não é nada
difícil para Deus, nós mesmos conseguimos fazer esta proeza, em uma explosão
nuclear o calor gerado é tão grande que se você estiver próximo vira cinzas
instantaneamente.
Quando os
pensadores Cristãos enchem a boca para falar que Elias não morreu deveriam usar
a Dialética e admitir que ninguém nunca morreu... é IMPOSSÍVEL MORRER explico:
Pelo
Protestantismo minha vida iniciou com minha fecundação a partir deste momento
“espiritualmente” estou VIVO.
Quando meu
coração parar de bater, eu tiver morte cerebral, espiritualmente eu continuarei
vivo, ficarei adormecido até o dia do juízo final.
No juízo final
acordarei e serei lançado ao inferno ou encaminhado para um reino celestial.
Nos dois lugares
continuarei VIVO eternamente, sofrendo no caso do inferno ou regozijando no
caso de um reino celestial.
Logo, depois que
nascemos (segundo o Catolicismo e o Protestantismo) é impossível
morrermos a única diferença entre nós e Elias é que passaremos um tempo
adormecidos e teremos um dia do juízo.
Fora o
arrebatamento, Elias está envolvido em outra passagem muito interessante.
Transfiguração
“Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a
Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte,
E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto
resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.
Eis que lhes apareceram Moisés e Elias,
falando com ele.
Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus:
- Senhor, bom é estarmos aqui; se queres,
façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias.
Estando Pedro ainda a falar, eis que uma
nuvem luminosa os cobriu.
Da nuvem saiu uma voz que dizia:
- Este é
o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.
E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre
os seus rostos, e tiveram grande medo.
Aproximando-se Jesus, tocou-lhes, e disse:
- Levantai-vos,
e não tenhais medo.
Erguendo eles os olhos, ninguém viram senão
unicamente a Jesus.
Descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou,
dizendo:
- A ninguém conteis a visão, até que o Filho do
homem seja ressuscitado dentre os mortos.
E os seus discípulos o interrogaram, dizendo:
- Por que dizem então os escribas que é preciso que
Elias venha primeiro?
E Jesus, respondendo, disse-lhes:
- Em verdade Elias virá
primeiro, e restaurará todas as coisas;
Mas
digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que
quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem.
Então entenderam
os discípulos que lhes falara de João o Batista.
[Mateus 17:1-13]
Jesus disse que
os apóstolos viram Elias, mas não o reconheceram, me parece “possível” dizer
que o espirito de Elias estava reencarnado no corpo de João Batista.
Elias foi
arrebatado, ficou um tempo em algum reino celestial e reencarnou na figura de
João Batista.
A outra hipótese
é insatisfatória:
Elias estava vivo
em carne e osso vivendo entre os apóstolos!
Elias estaria
vivendo até os dia de hoje como um Highlander?
Então seu
arrebatamento foi uma mentira, ele não subiu ao reino dos Céus?
Quando Jesus
falou com Elias ele não estava encarnado, se lembrarmos que João Batista havia desencarnado
por aqueles dias ... filosoficamente é muito mais aceitável, satisfatório,
admitir que João Batista foi a reencarnação de Elias.
Por favor, vocês
que que não acreditam em reencarnação e aceitam a Bíblia como 100% a palavra de
Deus não se sintam ofendidos comigo.
Confiram os versículos, leiam a Bíblia.
Jesus realizou
seu ministério por apenas 3 anos se nesse curto período o Espirito Santo de
Deus (supostamente o autor da Bíblia) achou por bem deixar registrado que Jesus
falou com dois “desencarnados” ... reclame com ele!
Se a reencarnação é
mais uma das “exceções” bíblicas quem pode afirmar com certeza que a exceção
não virou regra.
A salvação dos
gentios era uma exceção e virou regra.
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