quarta-feira, 20 de junho de 2012

A Próxima Vitima

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  Algo muito difícil para um Filosofo é escrever sobre um sentimento que ele busca no mais profundo de sua alma e não encontra, pelo menos a um nível facilmente detectável.

  Não gosto de estar em uma situação que as pessoas tenham dó de mim.

  Nem é tanto pelas pessoas estarem sentindo dó, mas porque provavelmente a situação não me é favorável, doença, depressão, desemprego, morte na família...

  Também não cultivo o orgulho, se estou em situação difícil e alguém se oferece para me ajudar aceito de bom grado.

  Prefiro estar em situação de ajudar que precisar ser ajudado, no entanto a situação ideal, a que eu mais gosto, é que todos sejam independentes tanto quanto possível.

  Tenho 3 irmãs e 1 irmão, cuidam bem de suas vidas, são independentes e eu acho isso magnifico.
  Não preciso ter dó de nenhum deles e eles não precisam ter dó de mim.

  Quero dizer que esse PRAZER que as pessoas sintam dó de mim, não encontro em meu íntimo.
  Não sou a medida de todas as coisas, ninguém é.

  Há pessoas que gostam que todos a sua volta sintam pena delas.

  Elas se deixam “escravizar” por filhos, cônjuge, amigos para ouvir:

  “Coitado, como ele sofre e é explorado, uma pessoa tão boa!”

  Esse tipo de pessoa que gosta de se fazer de vítima eu identifico facilmente pena que nem todos tenham essa percepção e se deixem enganar.
  Se você forçar a memória tenho certeza que conhece pessoas com esse tipo de comportamento sempre se fazendo de vítima, talvez você mesmo seja uma delas.
  Gostaria de citar nomes, mas não será possível vou falar de um caso comum que presenciei em vários casais.

  Um colega muito trabalhador estava sempre em dificuldades financeiras, perguntei como ele conseguia ficar sempre com sua conta bancaria no vermelho se fazia tantas horas extras!?
  [O cidadão não tinha nem tempo para gastar o dinheiro.]
  Ele falou o diabo da esposa, que ela gastava por ele.
  Perguntei onde ela trabalhava e ele disse que ela não trabalhava.
  Como ela obtinha o dinheiro?
  Ele dava praticamente todo o salário dele para ela administrar!

  Percebem que toda situação está desenhada?
  Ninguém é obrigado a casar ou ter filhos, esta é uma decisão sempre muito difícil, mas PARTICULAR.
  Esse meu colega era um cara de boa aparência e bom papo, não tinha dificuldade para conseguir garotas.
  Se ele se envolveu com a “gastadora” a ponto de casar é porque seu comportamento era agradável a ele, por mais incrível que possa parecer para uma pessoa como eu ou você.
  Vi casos da esposa arranjar um trabalho cansada de tanta reclamação do marido e ao se tornar mais independente o marido ficar “P” da vida, a criticando pela nova situação, justo ele que reclamava da esposa ser um peso em sua vida.
  O reclamão “explorado” passa a acreditar que está sendo corneado, que pode ser dispensável, na cabeça do indivíduo a esposa só lhe será fiel se depender dele para morar e comer.
  Se a mulher termina tudo e começa um novo relacionamento passa até a ser ameaçada de morte, o cara quer o “peso” de volta de qualquer jeito.
  É.
  Por vezes tomados apenas pela emoção, vendo a superfície das situações sentimos dó da pessoa errada, a vítima é o outro.

  Pense nisso quando encontrar a próxima vítima!




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