"Meu pai um dia me falou pra que eu nunca mentisse
Mas ele também se esqueceu de me dizer a verdade
Da realidade do mundo que eu ia saber
Dos traumas que a gente só sente depois de crescer
Falou que os pesadelos são algum problema adormecido
Durante o dia a gente tenta com sorrisos disfarçar
Alguma coisa que na alma conseguimos sufocar
Mas aqueles anjos agora já se foram depois que eu cresci
Da minha infância agora tão distante aqueles anjos no tempo eu perdi
Meu pai sentia o que eu sinto agora depois que cresci
Agora eu sei o que meu pai queria me esconder
Às vezes as mentiras também ajudam a viver
Pra enfeitar os caminhos que ele um dia vai seguir
Meu pai tentou encher de fantasia e enfeitar as coisas que eu via
Mas aqueles anjos agora já se foram depois que eu cresci."
"Meu pai tentou me encher de fantasias e enfeitar as coisas que eu via."
Essa música do Roberto é muito bonita.
A fruta de plástico só enfeita o olhar, não sustenta o corpo.
É uma cena bonita, comovente.
Nunca disse coisas assim a minhas filhas.
Nunca passei nenhuma fantasia a elas com relação a morte ou qualquer outra coisa.
Nunca disse que Papai Noel existia, sempre ficou bem claro que eu e minha esposa comprávamos os brinquedos.
Nunca amedrontei minhas filhas com o homem do saco que pega crianças.
Nem com crendices de espelho quebrado ou sapatos virados.
NÃO, não fui aquele pai chato que cortava a brincadeira das meninas.
Apenas “se perguntado” preferia falar a verdade.
Vejam o caso da morte, porque minhas filhas não podem entender o ciclo da vida desde cedo?
Nascemos, vivemos e morremos.
Minha esposa voltou a trabalhar após a licença maternidade, minha cunhada cuidou de cada uma das meninas até uns 2 anos de idade.
Já tinham algum entendimento, falei a elas da importância de ir para escolinha.
Falava que para nós termos boas coisas em casa papai e mamãe precisavam trabalhar e a parte delas era se comportar direito na escolinha, era o “trabalho” delas.
Na primeira semana foi aquela choradeira das meninas e da minha esposa, é sempre difícil para uma mãe deixar as crianças na creche.
Na segunda semana tudo já estava bem ajustado.
Eu e minha esposa fazíamos nossa parte, as crianças as delas.
Acordavam no horário e cumpriam seus compromissos.
Quero aplicar isso ao texto anterior sobre Escola Espontaneísta.
Defendo que a criança seja exposta a realidade que escola não tem que ser divertida.
O espontaneísmo prega que o professor deve desenvolver meios para que a criança aprenda por ela mesma.
É uma teoria bonita (Canto de Sereia), romântica, mas pouco eficiente no ensino fundamental.
Prefiro a escola tradicional.
Não vejo decorar tabuada como algo que prejudique a criança.
Nem todos tem dom para a matemática assim como nem todos tem dom para pintura ou música.
Acontece que conhecer o básico de matemática é importante mesmo para o pintor e o musico.
Quanto é 9 X 9?
81
Quanto é 5 X 7?
35
Eu nem penso nesses resultados, eles vem automaticamente em minha mente, consequência de muita repetição.
Imaginem o tempo economizado.
Foi divertido fazer lição de casa?
Não.
Foi divertido dominar esses cálculos para prova?
Não.
Mas eu sempre tive consciência que adquirir conhecimento seria importante para minha vida adulta.
Brincadeira fica para antes ou depois da aula, devemos conscientizar nossas crianças que estudo é coisa séria.
Pode até ser, mas em geral trabalhamos porque precisamos.
Pelo menos no ensino "basico", a base do conhecimento humano, a criança tem que fazer porque precisa.
Ler e escrever bem, isso exige muita repetição.
Não defendo como importante a “gramática profunda” tão chata e tão exigida por nossos educadores.
Meu lema é menos gramática e mais interpretação de texto.
Não sei qual a importância de saber a sílaba tônica ou o adjunto adverbial de lugar, deixemos isso para quem desejar no futuro se desenvolver no estudo do idioma.
Ler bem/interpretar textos é fundamental para adquirirmos novos conhecimentos.
Dominar "de cor e salteado" as operações básicas, repeti-las a exaustão.
No ensino fundamental nada daquela álgebra pra lá de complicada.
No futuro se o aluno tiver aptidão matemática poderá se aprofundar optando por uma profissão na área de “exatas”.
Enfim, definiríamos um currículo que serviria de base para o indivíduo optar por coisas de seu interesse.
Acontece que a vida não é brincadeira, logo não dá para todo aprendizado ser prazeroso.
Não adianta fantasiar que a vida é uma festa, viver não é brincadeira.
Por cerca de 4 horas defendo que a criança deva ser introduzida nessa parte séria da vida, que ela desenvolva responsabilidade e aprenda a importância de adquirir conhecimento nem que seja o básico
Sou a favor até de separar meninas e meninos.
Não sou radicalmente contra o espontaneísmo apenas defendo que a base da escolarização deve ser a linha tradicional.
Sabiam que no Japão os livros de matemática são os mesmo há mais de 100 anos?
Chega de colocar em nossas crianças a fantasia que elas podem aprender tudo com prazer, que o professor tenha que preparar uma aula que se adapte a cada indivíduo.
Sempre passei a minhas filhas que são elas que devem se adaptar ao ambiente escolar.
É a qualidade de vida futura delas que está em jogo, não a do professor.
Minhas filhas podem contar com o apoio da família e da escola, mas as principais responsáveis pela vida delas são elas mesmas, essa é a realidade.
Minha ressalva a esse pensamento é que a realidade muitas vezes não pode ser mudada.
No caso desse texto ... aprender tudo com prazer considero uma utopia (sonho impossível).
Mesmo que você goste muito de mecânica ou medicina sempre haverá matérias ou situações que você gostaria de pular, mas não pode.
E também ...
Você acha bom mudarmos essa realidade e transferir a responsabilidade para o Estado?
“Decifra-me ou te Devoro!”
EDUCAÇÃO ou DOUTRINAÇÃO?
O que pais, alunos e professores de escolas públicas e particulares brasileiras pensam sobre o assunto.
Segundo pesquisa da CNT/Sensus.
Paulo Freire - Link
Não defendo que a escola deva ser um campo de concentração, mas não vejo como pode ser um campo de diversão.
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https://terapiadalogica.blogspot.com/2016/06/encher-de-fantasias.html
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Resumo:
1. A beleza de certas ideias pode ser enganosa — Como uma "fruta de plástico" que enfeita, mas não sustenta.
Fantasiar a realidade para as crianças pode ser bonito (como em filmes, novelas e músicas), mas não ajuda na vida real, que exige verdades, mesmo que menos agradáveis.
2. Contra encher crianças de fantasias e mentiras "carinhosas" — Você rejeita práticas como dizer que o avô morto "foi para um lugar melhor com anjinhos no céu", ou inventar Papai Noel, homem do saco, crendices etc. Crianças já têm imaginação fértil naturalmente e não precisam de amplificação artificial dessas fantasias.
3. A verdade desde cedo ameniza decepções futuras e "vacina" para a vida — Ensinar o ciclo simples da existência ("Nascemos, vivemos e morremos") ajuda a preparar as crianças para a realidade, evitando choques maiores mais tarde. Você aplicou isso com suas filhas e defende que é melhor do que ilusões temporárias.
4. A escola não precisa (nem deve) ser sempre divertida — Critica o espontaneísmo de Piaget como uma teoria romântica e bonita ("canto de sereia"), mas pouco eficiente no ensino fundamental. Aprendizado sério exige compromisso, disciplina e repetição, não apenas prazer.
5. Ensino fundamental como "linha de montagem" para base sólida — Deve transmitir conhecimentos básicos (tabuada decorada, operações automáticas, leitura e interpretação de texto) sem viés ideológico, por repetição exaustiva. Isso economiza tempo e permite que a criança, mais tarde, escolha áreas de interesse real.
6. Estudo é compromisso sério, como o trabalho adulto — Não é diversão; brincadeira fica antes ou depois da aula. A criança precisa entender que a escola é sua "parte" (responsabilidade), assim como os pais trabalham para sustentar a casa. Fantasiar que tudo pode ser prazeroso é utopia.
7. Crianças devem se adaptar à escola, não o contrário — Defende resgatar disciplina, separar meninos e meninas se necessário, e priorizar a qualidade de vida futura delas (não a do professor). Aprender tudo com prazer é um sonho impossível; a realidade inclui partes desagradáveis que precisam ser enfrentadas.
Esses pontos capturam o cerne da sua posição realista, anti-ilusionista e pró-disciplina tanto na educação familiar quanto escolar. O texto é coeso em torno da ideia de que a verdade e a seriedade preparam melhor para a vida do que fantasias bem-intencionadas.




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