sábado, 16 de maio de 2026

Princesa Isabel

 



Comentarista: Eu defendo que a afirmação de que o Brasil foi o último país a abolir a escravidão é uma farsa histórica. 
  Países como Chile (1966), Arábia Saudita (1962) e Mauritânia (1981) o fizeram muito depois; fomos apenas o último dos impérios atlânticos. 
  Essa narrativa busca esvaziar a grandeza do 13 de maio e apagar a coragem da Princesa Isabel, que sacrificou o trono pela liberdade alheia. 
  Para mim, a verdadeira desonra nacional não está na Lei Áurea, mas sim no completo abandono dos recém libertos promovido pela República que se seguiu.

William: O comentarista estava indo bem até querer colocar totalmente na conta da República a situação dos negros pós abolição.
  Mas é compreensível visto que é monarquista.

  O isolamento dos negros é superestimado.

  O século XIX e o início do século XX contaram com homens negros e mestiços que alcançaram o topo da pirâmide social e cultural do país. 
  Eles não eram exceções isoladas, mas faziam parte de um universo letrado ativo. 
  Alguns exemplos:

  Nilo Peçanha: Eleito vice-presidente em 1906, assumiu a presidência em 1909. Era de origem humilde e mestiço (filho de um padeiro do interior fluminense).

  Machado de Assis: O maior nome da literatura brasileira, fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.

  André Rebouças: Um dos engenheiros mais brilhantes do Império, responsável por grandes obras de infraestrutura ferroviária e portuária, além de articulador do movimento abolicionista.

 José do Patrocínio: Jornalista e escritor conhecido como o "Tigre da Abolição", uma das vozes políticas mais influentes do Rio de Janeiro.

 Cruz e Sousa: O principal poeta do Simbolismo no Brasil.

  Até onde sabemos muitos negros já eram livres devido a leis anteriores e compra de cartas de alforria.
  Com a Lei Aurea a maioria deles saíram das fazendas e foram para as cidades, um movimento natural até hoje, não importa a cor de pele.
  Entretanto as narrativas escolares focam só naqueles que por N motivos continuaram nas fazendas em situação precária, porem menos ruim que a situação anterior.

  "Pra mim" a Izabel agiu com a emoção, não com a razão e deu no que deu."

   A transição tinha N maneiras de ser mais suave.
   Já tinha a lei do ventre livre.
   Poderia por exemplo libertar os negros com mais de 40 anos.
   Possivelmente não perderia o trono e teria controlado melhor o processo.
  

    "O caminho para o inferno está pavimentado de boas intenções."


  Isabel não fez boa análise da situação, depois fica fácil culpar os Republicanos por todos os perrengues que surgiram.

Comentarista: No ano do estabelecimento da República, iria ser votado a reforma agrária, mas gente como Ruy Barbosa e cia, mudaram o destino do Brasil com a fajuta República de bananas.

William: Não dá para nos basearmos no que “iria” ser feito.
  Exemplo atual:
  Disseram que o problema da Selic alta era o Campos Neto e com o indicado de Lula isso “iria” mudar.






✧✧✧

 

 Resumo:


1. A narrativa do "último país a abolir" é contestável: Países como Chile, Arábia Saudita e Mauritânia aboliram a escravidão depois do Brasil. A afirmação corrente serve a uma agenda de diminuição histórica, não à precisão factual.

2. O isolamento e marginalização dos negros pós-abolição é superestimado: O século XIX e início do XX contaram com figuras negras e mestiças no topo da vida social, cultural e política , Machado de Assis, Nilo Peçanha, André Rebouças, José do Patrocínio e Cruz e Sousa são exemplos que contradizem a narrativa de exclusão total.

3. A migração campo-cidade foi um movimento natural, não apenas consequência do abandono: Muitos libertos foram para as cidades após a Lei Áurea, um fenômeno que ocorre independentemente de raça ou época. Reduzir isso a tragédia é simplificar a história.

 4. A narrativa escolar é tendenciosa: O ensino foca seletivamente nos que permaneceram em situação precária nas fazendas, ignorando os que ascenderam ou migraram com relativo sucesso.

5. Isabel agiu com emoção, não com razão: A abolição imediata e sem planejamento foi uma decisão impulsiva. Havia caminhos mais graduais e politicamente viáveis , como já existia a Lei do Ventre Livre, uma liberação progressiva por idade (ex: maiores de 40 anos) poderia ter sido o próximo passo.

 6. A transição mal gerida não pode ser inteiramente debitada aos Republicanos: Culpar só a República pelo abandono dos libertos é conveniente para monarquistas, mas ignora que a própria forma como a abolição foi conduzida criou o vácuo , a responsabilidade é compartilhada.

 7. "O caminho para o inferno está pavimentado de boas intenções": Boas intenções sem análise estratégica geram consequências ruins. Isabel pode ter agido com nobreza moral, mas sem visão política , e isso tem um custo histórico real que não deve ser omitido por reverência sentimental.

  


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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Tecnologia e Drama




Comentarista:  Neste vídeo, discuto como estamos perdendo a capacidade de pensar profundamente ao terceirizarmos funções cognitivas para a tecnologia.    
  Argumento que o cérebro precisa de uma "academia" constante para não atrofiar. 
  Cito Cal Newport para destacar que nossa atenção hoje é apenas um terço do que era em 2004, prejudicada pelo vício em conteúdos curtos e pela onipresença dos smartphones.
  Com base nas ideias de Miguel Nicolelis, defendo que a inteligência artificial não é verdadeiramente inteligente; o risco real não é a máquina nos substituir, mas nosso cérebro se nivelar por baixo ao automatizar o pensamento crítico. 
  Minha tese central é que a leitura de livros, especialmente de ficção, é o melhor exercício para fortalecer a concentração e a empatia, protegendo nossa mente no atual cenário digital.

William: Não sei porque tanto drama!
  Eu tenho debates bem profundos na Internet.
  Muitos gostam do Tik Tok?
  Muitos gostavam de revistas como Capricho, Mad, Play Boy...

  Livros “água com açúcar” estavam em todas livrarias.
  Cinquenta Tons de Cinca era o quê?
  Uma história de ficção que turbinava nossa mente!?😉

  Acham Instagram ruim?
  Revistas em quadrinhos também eram basicamente imagens com poucos textos, porque eram tão melhores!?

  Meu ponto é:
  A mente que é atraída para pensamentos profundos nunca esteve tão bem servida quanto com a ascensão da Internet.

  Mentes atraídas pelo imediatismo e frugalidades vão existir como sempre existiram.

   Você pai é leitor de livros físicos e quer passar isso para seu filho?
   Ele te ver lendo é um bom exemplo, no início as crianças se interessam em copiar os pais.
   Depois é com a criança, não tem muito o que possamos fazer.
   Cada um é cada um.
   Os pais de Einstein não tinham a genialidade do filho.
   Os filhos de Einstein não tiveram a genialidade do pai.
   Cada um de nós é um evento único, nossa capacidade cerebral varia ao infinito... dentro de uma faixa.
  O valor máximo oficial já registrado em testes supervisionados de QI fica na faixa entre 210 a 230.
  Um QI abaixo de 70 indica limitação grave provocada por alguma doença ou anomalia.

Tecnologia e drama.
Por que cada inovação vira catástrofe 
antes de virar rotina?"

✧✧✧

 

 Resumo:


1. O alarmismo é desproporcional , Você questiona o "drama" excessivo em torno da tecnologia, sugerindo que o pânico moral diante de inovações é um padrão histórico, não uma análise equilibrada.


2. Mídias superficiais sempre existiram, TikTok, Instagram e YouTube não são uma novidade em termos de conteúdo leve: revistas como Capricho, Mad e Playboy, além de livros populares como *Cinquenta Tons de Cinza*, já ocupavam esse espaço antes.


3. A internet é um paraíso para quem pensa profundamente, Ao contrário do argumento do comentarista, você defende que nunca houve tanta disponibilidade de conteúdo intelectualmente rico quanto hoje, para quem tem essa inclinação.


4. O perfil cognitivo é anterior à ferramenta , Mentes atraídas pelo imediatismo sempre existiram, independente da tecnologia disponível. O problema não está no meio, mas na predisposição individual.


5. A capacidade intelectual é intrínseca e não se herda , Os exemplos de Einstein (genial, mas com pais e filhos sem o mesmo nível) ilustram que inteligência não é transmitida nem pelo ambiente familiar nem pela genética de forma previsível.


6. Cada indivíduo é único e irredutível , Você rejeita generalizações sobre o impacto da tecnologia ao destacar que a variação cognitiva humana é enorme e individual, tornando inválidas as conclusões coletivizantes.


7. A responsabilidade parental tem limites naturais , Dar o exemplo é válido, mas você argumenta que, depois de certa idade, a trajetória intelectual da criança pertence a ela mesma , e isso sempre foi assim.



  



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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Anvisa

 








  A Anvisa proibiu a venda da pasta Colgate Clean Mint após relatos de lesões bucais, queimação e inchaço ligados à nova fórmula com fluoreto de estanho.
   A interdição cautelar vale por 90 dias para todos os lotes. 
   A Colgate recorreu da decisão e obteve a suspensão automática da medida, afirmando que o produto é seguro e que os sintomas refletem sensibilidade individual a certos ingredientes.   
  Enquanto outras versões da marca seguem liberadas, a agência realizará análises técnicas para validar a segurança da composição antes de uma decisão definitiva.

  Poder 360  Março 2025




   A Colgate pertence a Palmolive Company.


  Algum problema com a medida?

  Nenhum, houve uma denuncia popular que se mostrou procedente.

  O produto pode ser bom, mas o componente que esta provocando reação deve ser retirado, diminuído ou feito um alerta na embalagem.


  A Palmolive tem outras marcas: Sorriso, Palmolive (sabonete),Protex, Pinho Sol, Ajax, Hill's Pet Nutrition (ração para pets).

  As vendas continuaram normais.


  Eu uso a Colgate Total Whitening, fiquei sabendo do foco da Anvisa em determinado produto a Clean Mint, não era o que eu consumia e tudo bem.


  De jeito nenhum eu vou passar pano para Ypê ou qualquer outra empresa.

  Mas ela merecia no mínimo o mesmo tratamento dado a Palmolive e tantas outras.


  Eu tenho lava louças com final 1 e vou continuar usando, me parece normal.

  NÃO descarto algum problema de qualidade, minha esposa reclamou do amaciante Ipê por não estar dissolvendo na água como de costume.


  Toda linha de produção pode dar algum problema e de jeito nenhum devemos ignorar.


  Mas o tipo de “campanha” que estão fazendo parece ser para quebrar a empresa.

   Será que é para tudo isso mesmo!?

   Ou usaram uma ocorrência isolada para perseguir a empresa?


  No tempo de “Democracia Relativa” que vivemos é preciso ter cautela.


  Aqui em São Paulo tem o detergente Minuano.

  A marca é fabricada pela Flora Cosméticos e Limpeza, uma empresa de bens de consumo que faz parte da holding J&F Investimentos.

  O GRUPO J&F É CONTROLADO PELA FAMÍLIA BATISTA, a mesma que detém a JBS.

  Com a Ypê fora do mercado ... mais grana para os amigos do PT.


   Se a ANVISA tem certeza que os produtos oferecem graves riscos é uma emergência nacional.

   Se não tem certeza não deveria ter tomado uma atitude dão drástica.

  Estou analisando como cidadão.

  Nosso poder judiciário já está desacreditado faz tempo, não me serve como referência ética ou de justiça mesmo.


  Por tudo que li acho que a Ypê precisa adequar alguns processos?

  Sim, a ANVISA não iria se arriscar a fazer uma ação tão espalhafatosa baseada em nada.


  É motivo para proibir a venda de todos os produtos da marca o que praticamente quebraria a empresa?

  Até onde sei é uma empresa 100% nacional que emprega 7 mil pessoas e rende muito imposto para o Governo.

  A Ypê não tem como conseguir algum socorro "multinacional", mas pode ser comprada a preço baixo com um escândalo dessa monta.


  Será que se o mesmo tipo de inspeção for feita na fabricante da Minuano os resultados serão diferentes?


   Vamos acompanhar...





✧✧✧

 

 

 Resumo:


1. Legitimidade da Intervenção Técnica: Você reconhece que a atuação da Anvisa é correta quando fundamentada em denúncias procedentes, defendendo que o foco deve ser a correção do problema (ajuste de fórmula ou alertas na embalagem) para garantir a segurança do consumidor.


2. Crítica à Proporcionalidade: Você questiona se a proibição de toda uma linha de produtos é uma medida técnica necessária ou uma reação "espalhafatosa" que ignora o histórico de qualidade da marca e a possibilidade de falhas isoladas em linhas de produção.


3. Impacto Socioeconômico: Destaca-se a preocupação com a sobrevivência de uma empresa brasileira que emprega 7 mil pessoas e é grande geradora de impostos, argumentando que sanções extremas podem levar à quebra da empresa ou à sua venda por valores depreciados.


4. Interesses de Mercado e Políticos: O texto levanta a hipótese de que a saída da Ypê do mercado favoreceria diretamente concorrentes vinculados a grupos econômicos com fortes conexões políticas, sugerindo que a regulação pode estar sendo usada como ferramenta de perseguição.


5. Ceticismo Institucional: Em um cenário de "Democracia Relativa", você expressa descrença nas instâncias judiciárias e éticas, defendendo que o cidadão deve analisar as ações estatais com cautela para identificar possíveis agendas ocultas por trás de decisões técnicas.


6. Binômio Certeza vs. Drasticidade: Seu argumento lógico estabelece que, se a Anvisa tem certeza de riscos graves, a ação deve ser uma emergência nacional; se não há essa certeza absoluta, não se justifica uma atitude tão drástica que coloque em risco a existência de uma indústria nacional.


  

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terça-feira, 12 de maio de 2026

Jihadistas na África

 





Mas então responde uma coisa:

👉 Se isso era apenas um “comércio voluntário”…

por que a Europa precisou construir dezenas de fortalezas militares armadas ao longo da costa africana?

Por que navios negreiros viviam em revolta?

Por que milhares preferiram morrer… do que viver escravizados?

Por que a Rainha Nzinga passou QUARENTA ANOS lutando contra os portugueses?

E por que os Igbo escolheram entrar no mar e tirar a própria vida… em vez de aceitar as correntes?

Porque a verdade é muito mais brutal do que te contaram.

A escravidão atlântica nunca foi apenas comércio.

Foi uma operação militar.

Foi invasão.

Foi desestabilização.

Foi chantagem econômica.

Foi violência organizada durante séculos.

Sim, alguns líderes africanos participaram.

Mas reduzir tudo para “africanos venderam africanos” apaga uma verdade essencial:

👉 A África nunca foi um país só.

Era — e continua sendo — um continente com milhares de povos, reinos, idiomas e nações diferentes.

Dizer “africanos venderam africanos” é como dizer:

👉 “Europeus venderam europeus” durante as guerras da Europa.

Não faz sentido.

Essa narrativa existe por um motivo:

Ela diminui a responsabilidade europeia.

Ela transforma um sistema global de terror em um simples “problema africano”.

E, acima de tudo…

Ela faz você parar de perguntar:

👉 Quem criou o sistema?

👉 Quem lucrou com ele?

👉 Quem armou, financiou e expandiu essa máquina durante 400 anos?

Porque no momento em que um povo oprimido começa a acreditar que foi o único culpado pela própria opressão…

o verdadeiro responsável desaparece da história.

Mas os registros históricos mostram outra coisa:

Mostram resistência.

Constante.

Violenta.

Corajosa.

E deliberadamente apagada.

A história da escravidão não é apenas sobre correntes.

É também sobre luta.

Sobre povos que resistiram até o último instante.

E talvez essa seja a parte que menos querem que você conheça.

💭 Então a verdadeira pergunta não é se alguns africanos participaram…

A verdadeira pergunta é:

👉 Por que você só aprendeu a versão que absolve o colonizador?

Se essa história precisa ser contada com honestidade, comenta: RESISTÊNCIA ✊🏿





William: Porque nesse longo texto não tem nenhuma menção sobre os árabes!?
  O tráfico de escravos realizado por árabes muçulmanos começou por volta do século VII, durando mais de um milênio (muito antes da expansão marítima europeia no século XV).
  O volume de pessoas traficadas pelas rotas transaarianas e pelo Oceano Índico foi massivo, muitas vezes ignorado pelos livros didáticos tradicionais.
   O destino de mulheres era haréns e homens, frequentemente castrados para servirem como eunucos ou destinados ao exército e agricultura.

  Conhece o mercador Tippu Tib, que exemplifica o poder e a influência dos comerciantes árabes-suaílis no interior do continente africano?

 

  


   Até o final do século XIX, grande parte da África Oriental e Central não estava sob controle direto de Estados europeus, mas sim sob a influência de redes comerciais árabesuaíli como a de Tippu Tip.

  Sua presença ajudou a estruturar rotas de comércio, construir postos comerciais e estabelecer relações de dominação econômica e política locais, preparando o terreno para que, quando os europeus avançaram (alemães, britânicos, belgas), acabassem não apenas ocupando territórios, mas também herdando  redes comerciais já existentes.

 

  A trajetória de Tippu Tip mostra como a elite árabe‑suaíli foi o eixo central das rotas econômicas africanas antes da partilha colonial, operando um sistema de comércio pautado por escravidão, marfim e especiarias que antecedeu e, em certos aspectos, facilitou a penetração imperial europeia.

 

https://www.wikiwand.com/en/Tippu_Tip

 


 

  Evidente que ninguém queria ser escravo e quem conseguia se rebelava.
  Muitos pensadores deveriam meditar sobre as consequências dos seus pensamentos...

  Vejam bem, nós sapiens surgimos na África.
  O Egito fica na África e manteve um império de 3 mil anos.
  A dedução lógica é que africanos NÃO são nossos irmãos "caçulas" e menos experientes, muito pelo contrário.

  Mesmo assim os árabes chegaram e os subjugaram.
  Os europeus chegaram e os subjugaram.

  A colonização acabou há décadas, são independentes e na maioria das nações africanas (inclusive o Egito) ... são lugares "problemáticos" para morar.

  Mesmo nós latinos, com todos nossos problemas, quem trocaria uma Venezuela por Moçambique?

  Eu NÃO!

  Quando os africanos entenderem que o problema esta neles mesmos e se corrigirem, tudo vai melhorar.
  Enquanto continuarem com o vitimismo vai ser só ladeira abaixo.

  Vejam o caso do Mali.
  Se os caras fossem menos corruptos e tivessem um senso maior de nação, já teriam se livrado da influência francesa faz tempo.
  Mas o que fizeram?
  Preferiram se aliar aos russos, o resto é o de sempre...


   O vídeo detalha o colapso da segurança no Mali após a junta militar expulsar as forças francesas e contratar mercenários russos (ex-Wagner). 
  Enquanto as operações francesas (Serval e Barkhane) continham o avanço extremista com apoio multilateral e estratégia política , a presença russa tem focado na extração de recursos e carece de efetivo militar suficiente. 
    A situação atual é crítica: rebeldes e jihadistas já controlam mais de 70% do território, e o regime sofre baixas importantes, como a morte do ministro da defesa e retiradas humilhantes de cidades estratégicas como Kidal. 
  O autor alerta que a brutalidade russa e a ausência de um projeto político podem transformar o Sahel em um cenário de desastre similar ao Afeganistão de 2021. 

  
  Mas o problema foi a colonização europeia, "acredite quem quiser"...



 

  

Comentarista: Acredito que para falar do árabes, teria um outro texto, e que teria todo um deboche tbm .

Chegaria até os mouros, que tem pé na arquitetura francesa e Portuguesa. que insiste em falar que é europeu 100%

Mais chegaremos nesse assunto ,tbm

 

William: Se os africanos são subjugados por todos a dedução lógica é que realmente são “inferiores”, é isso que quer provar?

  Senão as contas não fecham.

 

 

 


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 Resumo:


 1. Omissão do tráfico árabe-muçulmano

O texto original ignora completamente que o tráfico árabe começou no século VII, séculos antes da expansão europeia, e durou mais de um milênio, com volume massivo de pessoas traficadas por rotas transaarianas e pelo Índico.

 

2. O papel central de Tippu Tib e as redes árabe-suaílis

Comerciantes como Tippu Tib estruturaram rotas de dominação econômica e política na África Oriental e Central *antes* da partilha colonial europeia, e em certos aspectos facilitaram a posterior penetração imperial.

 

3. A África não é vítima de inexperiência

Sendo o berço da humanidade e sede de civilizações milenares como o Egito (3 mil anos de império), africanos não são povos "caçulas". A subjugação por árabes e europeus não se explica por ingenuidade histórica.

 

4. Crítica ao vitimismo como obstáculo ao desenvolvimento

Décadas após a independência, a maioria das nações africanas ainda enfrenta graves problemas internos. Enquanto a narrativa de culpa externa persistir, a autocrítica necessária para o progresso fica bloqueada.

 

5. O caso do Mali como exemplo concreto

A junta maliana expulsou forças francesas e contratou mercenários russos (ex-Wagner), que priorizam extração de recursos sem projeto político. O resultado: jihadistas controlam mais de 70% do território, com perdas militares humilhantes.

 

6. Corrupção e falta de senso de nação como causas estruturais

O Mali poderia ter superado a influência francesa com menos corrupção e maior coesão nacional. A escolha pela dependência russa ilustra como problemas de governança interna perpetuam a vulnerabilidade externa.

 

7. A narrativa de culpa exclusiva do colonizador encobre responsabilidades múltiplas

Atribuir todos os males africanos ao colonialismo europeu apaga a participação árabe, as elites locais corruptas e as falhas de governança pós-independência, impedindo um diagnóstico honesto e soluções reais.


  

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Analfabetismo e Crime

 



William: A "direita" no Congresso vai votar a favor do fim da escala 6 por 1.
  “Eu” defendo o direito de ter carteira assinada a partir dos 14 anos ganhando pelo menos salário mínimo, proporcional às horas trabalhadas.
  O programa “Menor Aprendiz” é exploração, quando minha filha entrou ganhava 300 reais por mês.
  O salário mínimo estava em 998 reais.(2019)
  Eu comecei trabalhar registrado com 14 anos, metalúrgica, salário integral, 7 ás 17.
  Entrava na escola as 19 horas.

Jonas: 5 VERDADES que não te contam (William) sobre educação e crime no BR. 

1️⃣ "É obrigatório" desde 1824. Mas em 1970, 57% das crianças nem tavam na escola. Lei sem escola é piada.
2️⃣ SP tinha escola, NE não tinha. Censo 1970: SP capital 75% na escola. Interior do NE: 18%. Aí 20 anos depois um virou polo econômico, outro polo de homicídio. Coincidência? Não.
3️⃣ Tinha escola boa e escola ruim DE PROPÓSITO.
Escola de capital = formava pra concurso.
Escola de interior = ensinava assinar nome.
MOBRAL = certificado que nem pra gari servia.
Mesmo nome "fundamental", valor diferente.
4️⃣ O tráfico foi o único que contratou sem diploma. Estado não deu escola em 70. Mercado exigiu diploma em 80. Crime falou "vem como tá" em 90. E você faria o quê com fome?
5️⃣ Só consertou com DINHEIRO + MULTA. FUNDEF 1996: ou bota aluno na sala ou perde verba. Bolsa Família 2003: ou bota filho na escola ou perde o auxílio. Aí sim virou "pra todos" de verdade.
Resumo em 1 frase: Plantaram analfabetismo em 1970, colheram bala em 1990.
   
   Salva pra rebater quem fala que "bandido é porque quer" 🎯
   E manda no grupo da família. 😉


William: Não observo que basta ser analfabeto para ser criminoso. (exagerando um pouco seu ponto)
  Isso tem mais a ver com o caráter da pessoa  e o “meio” (cultura predominante).
  Se fosse assim não tinha tantos diplomados corruptos.
  Minha “teoria” é outra.

  NA NOSSA CULTURA ENTROU FORTE O CONCEITO DE “OPRESSOR OU OPRIMIDO”.

  O problema da criança nascer em situação precária é a irresponsabilidade dos pais, excesso de filhos ou mal planejados, mas começamos a semear “ódio dos mais endinheirados”.
  Nem precisa ser rico, basta ser classe média para ser chamado de “burguês”, um ser abjeto que “merece” ser assaltado pelo pessoal da “comunidade” ...




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 Resumo:


1. Direito ao Trabalho Formal Precoce: Você defende que jovens a partir dos 14 anos tenham o direito de trabalhar com carteira assinada, garantindo-lhes direitos trabalhistas plenos desde cedo.


2. Remuneração Justa e Proporcional: Propõe que o pagamento para esses jovens seja baseado no salário mínimo nacional, ajustado proporcionalmente às horas trabalhadas, em vez de valores simbólicos.


3. Crítica ao Programa "Menor Aprendiz": Você classifica o atual modelo de aprendizagem como uma forma de exploração, citando o exemplo real da baixa remuneração recebida por sua filha em comparação ao salário mínimo da época.


4. O Caráter acima da Escolaridade: Argumenta que o analfabetismo não é a causa direta da criminalidade. Para você, o crime está mais ligado ao caráter do indivíduo e à cultura na qual ele está inserido do que à falta de diploma.


5. Exemplo dos "Diplomados Corruptos": Utiliza a existência de pessoas com alto nível de instrução que cometem crimes (corrupção) para refutar a ideia de que apenas a falta de escola leva à delinquência.


6. Crítica à Narrativa "Opressor vs. Oprimido": Aponta que a disseminação dessa dicotomia na cultura brasileira gera um "ódio aos mais endinheirados", o que acaba sendo usado para justificar ou validar crimes contra a classe média e ricos.


7. Responsabilidade Familiar e Planejamento: Sustenta que situações de precariedade na infância muitas vezes decorrem da irresponsabilidade parental e da falta de planejamento familiar (excesso de filhos), contestando a visão de que a culpa é exclusivamente estrutural ou do Estado.


  

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