sexta-feira, 14 de junho de 2013

Meus Valores



 “O que é ensinado em escolas e universidades
 não representa educação, mas 
são meios para obtê-la.”
  (Ralph Emerson)




  Não nascemos folha em branco.

  Todo pai passa para seus filhos a SUA visão da vida, no entanto inevitavelmente o filho verá a vida com seus próprios olhos.

  Os filhos podem pensar semelhante ao pai ou muito diferente dele, pai e filho pensarem exatamente a mesma coisa em todas as questões...é pouco provável.

  Tenho consciência que minhas filhas não absorverão todos os MEUS valores, mesmo assim não posso abrir mão de tentar passa-los a elas.
  Dificilmente minhas filhas encontrarão na vida um homem que queira tanto o bem delas quanto eu.

  Se os meus valores não são os melhores para minhas filhas, pelo menos são fruto das melhores intenções.

  São valores os quais EU ACREDITO, não vou abrir mão do que acredito em nome do que a “escola” de minhas filhas acredita ou em nome do que os amigos delas acreditam.
  Evidente que democraticamente respeito a opinião de todos e posso mudar de opinião.

 Vamos a uma ilustração mental.

  Sei que no currículo escolar brasileiro é destacado para minhas filhas a Revolução Francesa.

  Eu valorizo muito mais a Revolução Gloriosa.
  (É essa que destaco para minhas filhas)
  


 

    “A Revolução Gloriosa foi um dos eventos mais importantes na longa evolução dos poderes do Parlamento do Reino Unido e da Coroa Britânica.

  A aprovação, pelo parlamento, da Bill of Rights (declaração de direitos), tornou impossível o retorno de um católico à monarquia e acabou com as tentativas recentes de instauração do absolutismo monárquico nas ilhas britânicas, ao circunscrever os poderes do rei.

  O evento marcou a submissão da coroa ante o parlamento.

  A partir de então, os novos monarcas devem a sua posição ao parlamento.”

  (Wikipédia)

 



  Na escola nossos professores colocam “cacos” na descrição da Revolução Gloriosa dizem que foi a “Burguesia e Latifundiários” oprimindo o povo. 
  Como se a Monarquia garantisse uma grande qualidade de vida a população enquanto os “burgueses” eram os grandes vilões da Sociedade.



 

    Burguês - A palavra burgo vem do latim burgus, que significa "pequena fortaleza, povoado" que, pelo germânico burgs, ficou cidadela fortificada.

   Os burgos surgiram na Baixa Idade Média, na época da decadência feudal e crescimento comercial e urbano.

   Os burgos desenvolveram-se pelo processo de troca de produtos entre um feudo e outro.

  Os produtores levavam seus produtos até o burgo (que ficava "dentro" de um feudo) e lá faziam uma espécie de feira trocando seus produtos por outros ou por dinheiro.

  Os habitantes dos burgos dedicavam-se ao comércio e à produção artesanal, que era realizada pelo mestre em sua oficina.

  Seus habitantes eram chamados de burgueses, crescendo em poder econômico de modo que no século XIX formaram a burguesia.

  (Wikipédia)

 


 (Formavam uma classe média que ficava entre nobres e camponeses.)

  Não procure perfeição ou santidade na Revolução Gloriosa porque não irá encontrar, ela simplesmente foi a MELHOR RESPOSTA contra o “Absolutismo/Totalitarismo”.

  Na escola são passados a minhas filhas conceitos Marxistas, em casa eu passo conceitos Capitalistas.
  Minhas filhas escolherão por si o caminho a seguir.


 

   “A argila fundamental de nossa obra é a juventude.

   Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber ideias para moldar nosso futuro.”

   Che Guevara

 


  É evidente que não sou um alienado.
  Encher minhas filhas de valores Capitalistas em uma Sociedade socialista/comunista seria como joga-las aos tubarões.

  Meu conselho a minhas filhas é que escutem o que o professor fala e nas provas respondam O QUE ELE QUER OUVIR.

  Mesmo que o livro adotado na escola escreva algo fora da realidade como sobre a "pureza" do índio...é a resposta que está no livro que elas tem que escrever.
 


 

  “Em 1964 os USA já eram uma grande potência com as Universidades mais conceituadas do Mundo, a Universidade de Michigan é uma das que estavam e estão na primeira linha.

  Isso não impediu que ensinassem por lá uma imagem romanceada dos índios onde eles moralmente são muito superiores ao homens das cidades.”

 Levamos Fumo dos Indígenas - Link

 



  Mesmo que o livro adotado na escola escreva algo fora da realidade sobre a escravidão no Brasil ... é a resposta que está no livro que elas tem que escrever.

  Eu mais que ninguém sei como a Sociedade é dura com quem se atreve ao Livre Pensamento.

  Nenhum homem deseja mais o bem de minhas filhas do que eu.
  Estou lhes passando valores, conhecimentos, ferramentas que lhes permitirão estar sempre à frente da atual Sociedade que as cerca.
  Essa visão diferenciada pode lhes garantir maior eficiência e sucesso.

  Enquanto outros ficam esperando tudo de Deus ou do Estado elas assumirão suas responsabilidades individuais e construirão as bases para uma vida longa, próspera e muito satisfatória.

  Mas como sabem, elas não nasceram folha em branco, não sou só eu que quero passar valores para elas, logo não tenho como obriga-las a dar espaço em SUAS vidas para os MEUS valores ... faço minha parte e fico na torcida.

  
  


 

  

Mariana: “Se o mundo fosse um local somente dos que conquistam por merecimento, não teríamos tantas desigualdades e corruptos no poder.”

 

William:  A defesa da MERITOCRACIA cabe a todas as pessoas que acreditam nela, delegar isso a um professor que muitas vezes não acredita só complica a questão.

  Nossos professores são na maioria socialistas/progressistas, se eu esperar que minhas filhas aprendam valores capitalistas/conservador na escola...estou perdido.


 

 








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Resumo:

 

1. Você transmite seus valores às filhas mesmo sabendo que elas não os absorverão integralmente — pois não nascemos "folha em branco", elas verão o mundo com seus próprios olhos, mas você não abre mão de tentar passar o que acredita, já que ninguém deseja mais o bem delas do que você.

 

2. Seus valores podem não ser os "melhores" objetivamente, mas são fruto das melhores intenções — você enfatiza que age pelo amor e pelo desejo genuíno de prepará-las para a vida, acima de qualquer outra influência (escola, amigos etc.).

 

3. Você prioriza valores capitalistas em casa contra os conceitos marxistas/socialistas predominantes na escola — explicitamente contrasta os dois sistemas e defende que em casa passa uma visão capitalista, enquanto a escola impõe a marxista.

 

4. A Revolução Gloriosa é muito mais valorizada por você do que a Revolução Francesa — esse é um dos argumentos mais desenvolvidos: você a considera a melhor resposta histórica contra o absolutismo/totalitarismo (submissão da coroa ao parlamento, Bill of Rights), e critica a visão escolar que a distorce como opressão burguesa.

 

5. Defesa da burguesia como classe média produtiva, não como vilã — você reabilita o termo "burguês" historicamente (surgimento nos burgos medievais, comércio, artesanato, posição entre nobres e camponeses), contrapondo-se à narrativa marxista que domina o ensino.

 

6. Conselho pragmático às filhas para sobreviverem na sociedade atual — escutem o professor, respondam nas provas o que ele quer ouvir (mesmo que o conteúdo seja irreal, romantizado ou distorcido, como a "pureza do índio" ou visões sobre escravidão), mas mantenham internamente uma visão crítica e diferenciada para se darem vantagem competitiva.

 

7. Defesa forte da meritocracia e responsabilidade individual — você argumenta que a defesa da meritocracia não pode ser delegada a professores majoritariamente socialistas/progressistas; cabe a quem acredita nela (como você) transmiti-la, para que as filhas assumam responsabilidades próprias em vez de esperar tudo de Deus ou do Estado, visando uma vida próspera e eficiente.

 

Esses pontos capturam o cerne da sua posição: um pai que, com realismo e sem ilusões, tenta equipar as filhas com ferramentas intelectuais e valores (capitalistas, conservadores, meritocráticos) para navegarem e superarem uma sociedade que, na sua visão, as bombardeia com ideologia oposta.


  

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