segunda-feira, 11 de março de 2013

Levamos Fumo dos Índios

  “As Universidades e Escolas deveriam ser um templo da ciência, da transmissão de conhecimentos, não entendo porque são um templo das ideologias.”
[William Robson]


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Napoleon Chagnon entrou pela primeira vez em uma aldeia ianomâmi em 28 de novembro de 1964.
  Tinha 26 anos e ESPERAVA SER RECEBIDO POR UM "NOBRE SELVAGEM", VISÃO DA VIDA PRIMITIVA APRENDIDA EM SETE ANOS DE ESTUDOS NA UNIVERSIDADE DE MICHIGAN.”
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   Em 1964 os USA já eram uma grande potência com as Universidades mais conceituadas do Mundo, a Universidade de Michigan é uma das que estavam e estão na primeira linha.
  Isso não impediu que ensinassem por lá uma imagem romanceada dos índios onde eles moralmente são muito superiores aos homens das cidades.

   Mais uma vez estamos diante da dificuldade da Lógica penetrar na mente das pessoas.
  Descobrir essa dinâmica “elevou” minha Filosofia a entender estruturas de pensamento que antes eram só mistério.
  Alguém ou um grupo de pessoas querem que a vida seja de um jeito teórico e se a pratica não confirma a teoria tentam apagar do conhecimento tudo que não dê sustentação a IDEOLOGIA.
  Se a realidade não é do jeito que eles querem... ignoram a Realidade!
  Pessoas na Universidade de Michigan por preguiça o ou má Fé “inventaram uma realidade” para cultura indígena.
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   “Para espanto de Napoleon Chagnon, um fio de muco verde escorria do nariz dos índios até o peito, RESULTADO DA INALAÇÃO DE UMA DROGA ALUCINÓGENA chamada ebene.”
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  Como eu digo a vocês a humanidade se droga há muito tempo, o que não falta na Bíblia é bebedeira, os Romanos tinham um dia dedicado só a Baco o deus do vinho e dos excessos.

  Se lermos as histórias de tribos indígenas nas mais diversas culturas, parece que o pajé ficava revirando a floresta atrás de qualquer planta que tivesse efeito alucinógeno.

  Não estarei cometendo nenhum “sacrilégio” filosófico se disser que o pajé era o “drogado” das tribos.

  Engraçado que o pajé era tão temido e respeitado quanto o cacique, em algumas situações até o cacique ficava abaixo da autoridade do Pajé.
 Tem um texto muito antigo que perdi, mas falava sobre diversas tribos, o contato "espiritual” conseguido através do consumo de drogas me chamou a atenção.

  Não! Os livros não falavam sobre isso, “EU” percebi a relação.

  Até ler ritos indígenas, as drogas para eu agiam de forma apenas a provocar alucinações/alienação ou ainda como estimulantes.
  Entretanto...

  Um dos efeitos das drogas é facilitar uma comunicação com “espíritos”.
[Entenda como outras formas de vida presentes nesse planeta]

  Por favor!
  Não estou incentivando ninguém a usar drogas em busca de “iluminação espiritual”, apenas estou mostrando que é uma REALIDADE OBSERVÁVEL, mesmo que vá contra as teorias predominantes.

  “As pitonisas não faziam previsões sem estar sobre efeito de substancias tóxicas.
  Isto é fascinante por ser um padrão que se repete ao longo da história da humanidade.”


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 “Chagnon afirma que os IANOMÂMIS VALORIZAM A VIOLÊNCIA E A GUERRA.
  Nos primeiros dezessete meses que passou entre os indígenas, ele estimou que 40% dos ianomâmis já tinham matado outro índio.”
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  Com essa cultura de violência é bem provável que tribos mais pacificas existentes seriam subjugadas ou varridas do mapa pelos ianomâmis.
  Possivelmente foram e nós não ficamos sabendo, apenas porque não foi registrado.

  Ler o relato desse estudioso da cultura ianomâmi deve ser um choque para os adoradores de índios. 😄
   Observamos que o contato com os “homens da cidade” diminuiu a violência entre os “moradores da floresta.”

  É como se supostos demônios levassem CIVILIDADE a supostos anjos.
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  “As disputas mais frequentes — e essa é a segunda tese de Chagnon — eram por mulheres.
  O antropólogo declara que a violência era uma forma de os homens garantirem a transmissão de seus genes.
  UM ASSASSINO, SUJEITO ADMIRADO PELA TRIBO, TEM MAIS FILHOS QUE OS HOMENS SEM SANGUE NAS MÃOS.”
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  Como dizer que essas mulheres não eram tratadas como objetos a serem tomados a força se necessário?
  A mulher nunca esteve em uma situação de tanta igualdade com o homem como nas sociedades modernas.
  Hoje a mulher tem uma proteção legal e em último caso pode comprar um revolver para se defender, duvido que uma índia ianomâmi vivia um paraíso feminino na Terra.
  Mais uma vez os demônios brancos levam civilidade aos angelicais índios.
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  “A segunda afirmação contraria outra idéia cara aos intelectuais, a de que a violência humana decorre da distribuição desigual de riquezas.”
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  A tribo ianomâmi vivia de maneira rudimentar, não tinha industrialização, shopping, mídia, empresários, não tinham nem o conceito de “nacionalidade”.
  Se pensadores como Rousseau estivessem certos os índios deveriam viver na mais completa paz, sem nenhum traço de drogas ou violência.
  Mas claramente não foi o conceito de propriedade privada que trouxe a violência, ela já existia e era corrente.
  Uma tribo se achava dona de um território e não raro tentava o expandir.

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  Na maioria dos livros de história você encontrará o malvado “homem branco” levando doenças e destruindo os “bons selvagens.”

  Isso é porque nunca houve estudos sobre doenças transmitidas dos índios para o homem branco.
  É muita ingenuidade nossa acreditar que os navegadores ao retornarem à cidade natal não levassem com eles agentes infecciosos vindos de outros continentes.
  Sei, sei, você vai argumentar que foram os “europeus” que foram até os índios e não os índios até eles.
  Já passamos dessa fase não é mesmo?

  Todos os estudos apontam que nós Sapiens surgimos na África, logo a curiosidade, a exploração do planeta não começou com os europeus, é da natureza humana.

  Veja o caso do cigarro, foi uma “contaminação” da cultura indígena ocorrida na cultura europeia.

   “De acordo com as pesquisas voltadas para o assunto, a descoberta do cigarro deve ser atribuída aos nativos que moravam no continente americano.
  Alguns indícios arqueológicos apontam que o consumo de cigarro já acontecia há mais de oito mil anos.
  Os astecas fumavam o tabaco enrolado em folhas de junco ou tubos de cana.
  Outros povos preferiam a velha, e ainda conhecida, casca do milho.”

   Eu não vejo ninguém creditando a morte de tantas pessoas usuárias de cigarro a “herança ancestral dos índios” que desenvolveram o produto.
 A cultura indígena é tudo de bom.
 O demônio é a indústria de cigarros, a mídia Capitalista Burguesa, a cultura do homem branco...



  No texto anterior escrevi como os pais enchem seus filhos de fantasias.
  Não é o meu caso.

  PERMITO A FANTASIA EM MINHAS FILHAS, MAS NÃO AS ALIMENTO.

  Sei da ótima intenção dos pais que mentem para seus filhos.
  Entretanto penso que se alguns “traumas” são inevitáveis é melhor que eles sejam fruto da realidade e não de ilusão e mentiras.
 
  E nossas escolas, porque enchem nossas crianças com fantasias!?
  “Decifra-me ou te Devoro!”


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