sexta-feira, 15 de março de 2013

Personalidades Compatíveis

  Seu parceiro diz que está infeliz com a relação e propõe que vocês experimentem um relacionamento aberto, em que os dois possam sair com outras pessoas.
  Você:

a) Inicialmente se assusta, mas acaba aceitando.
    Companheirismo e amor é que importam, e eles não são sinônimo de exclusividade.

b) Promete pensar.
   Mas você não sabe se terá desapego suficiente para não sofrer com a infidelidade,

c) Recusa.
   Amor implica necessariamente em fidelidade.

d) Recusa.
     Fidelidade é, antes de tudo, questão de respeito. E não existe relacionamento sem respeito.



  Essa questão precisaria de um livro, vamos ver o que dá para fazer.
  A pergunta é:

  Essa "infelicidade" na relação é só referente ao sexo?

  Para a grande maioria dos casais é normal que a relação sexual esfrie.
  Já conversei com inúmeras pessoas sobre isso, é difícil encontrar um casal que esteja junto há mais de 5 anos e mantenha o mesmo "animo" sexual.
  Principalmente com relação aos homens encontrei muitos mentirosos...
  O cara diz que está muito ativo com a parceira, mas não está.
  Como eu sei?
  Não sei como era no passado, mas desde que me conheço por gente as mulheres não são muito discretas ao falarem sobre sexo umas com as outras.
  Se o homem não satisfazer a mulher na cama ela acaba falando com a melhor amiga, que fala com outra melhor amiga... que comenta com você.

  Lembrei de um caso:
  Uma colega disse que estava chateada com o marido porque ele colocava filmes pornográficos e queria que ela fizesse tudo que a atriz fazia no filme, mas ele não era tão resistente quantos os atores, a desculpa que ele dava é que era tudo montagem.
  Isso ela disse em uma roda de 4 pessoas e pediu conselhos...

  Companheiro homem, não tenha dúvidas de que seu desempenho sexual “provavelmente” é conhecido pela amiga ou familiares de sua esposa, tia confidente, irmã, prima...
  Pense nisso antes de ficar mentindo abestado ...
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  O grande problema é que ao casar você não passa a ser "um só", como não podia deixar de ser,
continuamos "indivíduos".

  No começo, principalmente na juventude, os dois estão ávidos por sexo, mas com o passar do tempo é difícil que os dois mantenham o mesmo nível de interesse.
  Se o relacionamento foi baseado em algo mais que sexo como amor ou compatibilidade de personalidades o problema não será tão grande, mas se foi baseado principalmente no desejo sexual o casamento tem tudo para ser desfeito.

  Lá pelos 18 anos quando estamos sendo bombardeados por hormônios sexuais é complicado identificar onde termina o desejo sexual e onde começa o amor ou mesmo uma compatibilidade de personalidades.
  Eu já ouvi de tudo que vocês possam imaginar.

  [As pessoas gostam de ouvir o que eu tenho para dizer, mesmo que não sigam meus conselhos.]

  Uma colega acreditava que era ninfomaníaca porque ela transava com o namorado, mas sempre queria mais.
  Pelo que ela descreveu [era seu primeiro namorado] eu disse que ele estava sendo pouco habilidoso, muito rápido.
  Ela deveria sugerir que ele mexesse mais com ela antes de partir para penetração.
  Se ele estava apaixonado iria atender sua sugestão porque homem apaixonado quer agradar a parceira.

  O que vou falar a vocês eu não disse a ela, mas mesmo que o rapaz estivesse basicamente apenas com desejo sexual, mesmo nessa situação a sugestão seria aceita, o cara não iria querer parar de transar.
  Se o homem tem INTERESSE em manter a relação seja amorosa ou seja sexual a tendência é ele aceitar a sugestão da parceira.
  Se a parceira diz que quer mais “carinho” ele vai fazer mais carinho.
  Se a mulher diz que quer um lubrificante ele vai comprar.
  Se a mulher disser que quer pagar o motel ... que bom seria hein

  Minha colega não teve coragem de falar, não seguiu meu conselho, as mulheres preferem que os parceiros "adivinhem” o que elas querem ou sentem.
  Umas por pudor, acham que se pedirem alguma coisa parecerá que elas não são “moças direitas”.
  Outras porque acham que já estão fazendo a parte delas “dando” e o homem tem obrigação de saber como satisfaze-las, mesmo que elas não digam nada...

  Destaquei esse caso porque ele teve um desdobramento interessante.
  A moça terminou o namoro e começou a sair com outro rapaz, ela se apaixonou perdidamente porque aquele sim "sabia fazer direito".
  Casaram e depois de 2 anos mais ou menos o cara reclamou que a mulher tinha esfriado muito. [Eu era amigo dos dois]
  Geralmente depois que a mulher tem o primeiro filho isso pode acontecer, crianças exigem muita atenção.
  Eu não falei nada para ele [nem tudo dá para comentar], mas eu sabia que a reclamação da esposa dele é que ela tinha até enjoado de sexo porque o cara queria todo dia, houve dia dela transar mesmo menstruada.

  Isso obviamente não seria problema para uma ninfomaníaca, mas ela descobriu que não era.

  Uma coisa é você namorar uma pessoa que gosta muito de sexo, vocês irão se encontrar ou ter possibilidade de fazer sexo mais nos finais de semana.
  Outra coisa é conviver com essa pessoa que gosta muito de sexo.
  Principalmente para mulher, transar por obrigação, só para agradar o parceiro é TERRÍVEL.
  Faz anos perdi contato com o casal, mas eu apostaria que já estão separados.
  A mulher estava em um ponto que a simples presença do marido já a incomodava, ela só conseguia pensar no desagradável ato sexual “sagrado” todo dia.
  Só no final da gravidez ela teve "um pouco de paz” palavras literais dela.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  Para essa questão do relacionamento aberto ser “útil” não vai dar para simplesmente responder os itens, vamos ter que entrar em uma análise da realidade que poucos se atrevem a fazer.

  Audaciosamente ir onde poucos vão.
  Limpe sua mente ou fuja enquanto é tempo.
  Aqui a Filosofia é levada até as últimas consequências.

  Para minha colega já era tarde, ela tinha desenvolvido uma aversão ao marido de difícil reversão.
  Mas vamos supor que o sexo fosse só um detalhe, ela realmente sentisse amor por ele, mais que amor houvesse uma grande compatibilidade de personalidades, ele sendo um ótimo provedor do lar, bom pai, uma pessoa de agradável convivência, enfim alguém que ela não quisesse de jeito nenhum que saísse de sua vida.

  Se o problema fosse só sexo seria aceitável ela fechar os olhos para alguma amante do rapaz?

  Lembram-se da pergunta que eu fiz:

  Essa "infelicidade" na relação é só referente ao sexo?

  A qualidade da resposta depende da qualidade da pergunta.
  Você defenderia como “Lógico” minha colega colocar a exclusividade sexual acima de tudo?
  Meditem sobre isso, depois continuamos.
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  Já assisti muita novela, sou da geração que cresceu em frente a TV.
  Uma novela inesquecível foi Vale Tudo.



  Em uma trama paralela o marido da poderosa Odete Roitman mantinha uma amante e alguém que ficou sabendo do caso passou a chantageá-lo.

  Até aí nada de muito diferente, uma situação recorrente nas novelas, há uma traição e o telespectador fica na ansiedade para ver quando o infiel será apanhado.
  O surpreendente/diferente ocorreu quando o marido de Odete não tendo mais como ceder à chantagem não conseguirá evitar que ela fique sabendo da amante.
  Audiência total quando foi revelado a Odete que seu marido tinha um caso.
  Ela recebe a notícia e ...






[A Globo me sacaneou, vou sacanear você também ]


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