domingo, 3 de março de 2013

Genro e Genra

Seu filho revela que é gay.
  Você:

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a) O apoia.
Não importa qual seja a orientação sexual dele, ele é seu filho e você o ama.
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  Que tipo de apoio?
  Eu não espero e não quero que minha filha seja lésbica, seria muita falsidade minha dizer o contrário, porque devo fingir ou mentir para minha filha em uma questão dessa!
  Se ela foi sincera em dizer sua condição sexual eu serei sincero em dizer que não é o que eu gostaria que ela fosse.
  Ficaria igualmente chateado se minha filha fosse prostituta.

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b) Fica desolado(a), mas procura apoiá-lo.
  Ele já deve sofrer muito com o preconceito fora de casa para ter de aturar isso da própria família
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  Desolado eu ficaria se ela morresse, tivesse uma doença grave, apanhasse do marido e continuasse apaixonada, fosse uma criminosa, se perdesse nas drogas...
  Não sei em que poderia apoiar minha filha lésbica ... indicando uma moça para ela, virando homossexual também!?
  Não noto muito preconceito, uma empresa que trabalhei parecia que ser homossexual contava pontos a favor.

  Os homossexuais se protegem muito, se seu superior é homossexual pode ter certeza que ele dará preferência para promover alguém igual ele.

 Na “minha” experiência de vida não notei a mesma coisa com relação aos chefes héteros se o indivíduo é capaz, a homossexualidade não dá nem tira pontos.

  Já me senti em desvantagem por ser hétero sem que as pessoas se dessem conta que eu fui prejudicado...isso que é pior.

Como sou hétero serviços mais braçais ficavam por minha conta enquanto os homossexuais eram poupados, o salário era o mesmo.
  Algumas vezes em dia de muito movimento na loja uma gerente me colocava na “linha de frente” por que como “homem” eu impunha mais respeito.
  Dois colegas homossexuais eram deslocados para serviços administrativos mais tranquilos.

Li um artigo em que homossexuais lutaram pelo “direito” de ir para a guerra (se alistar nas forças armadas) participando de um exército! 
  Para nós héteros sempre foi uma OBRIGAÇÃO moral/legal ir para guerra.
  Aqui no Brasil o alistamento militar é obrigatório, até pouco tempo atrás se você se dissesse gay era dispensado.
  Hoje o “politicamente correto” impede TEORICAMENTE que isso aconteça.
  De qualquer forma vejo como vantagem alguém não ser obrigado a servir o exército.

  Certa vez ganhei em segundo lugar num concurso de modelos, ficou bem claro que para “talvez” conseguir bons trabalhos eu teria que me envolver com um diretor, como não me dispus a isso nunca fui chamado para nenhum.
  Um colega que ficou em terceiro e foi mais “libidinoso”, conseguiu contratos.

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c) Procura a ajuda de um psicólogo.
   Quem sabe ele só esteja confuso
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  Não sou Freudiano, não sei em que um psicólogo poderia ajudar.
  Quando um filho chega para o pai e diz que é gay seu período de dúvida já passou faz tempo.
  Não existe mais confusão com o que está sentindo.
  
  “Em 1985, a ABP foi seguida pelo Conselho Federal de Psicologia, que deixou de considerar a homossexualidade um desvio sexual e, em 1999, estabeleceu regras para a atuação dos psicólogos em relação às questões de orientação sexual, declarando que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão" e que os psicólogos NÃO colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e/ou cura da homossexualidade.”

  Percebem?
  Se eu levar minha filha para um Psicólogo reclamando da sua homossexualidade o Psicólogo libera minha filha e começa o tratamento em mim, eu sou o doente ...
  Sou eu que preciso de tratamento ou cadeia por homofobia.

  Se minha filha se sentir incomodada com sua atração por mulheres o psicólogo a incentivará ao lesbianismo, esse “com certeza” é o melhor caminho, o que vai fazer minha filha “feliz”.
  A palavra “gay” em inglês quer dizer “alegre”.
 
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d) Toma uma medida drástica, como parar de falar com ele ou pedir que ele saia de casa.
   Simplesmente não há como aceitar algo assim.
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  A relação com minha filha continuaria normal.
  Confesso que não gostaria que a namorada dela frequentasse a casa, “o que o olhos não veem o coração não sente”, então eu preferia não ver.
  Não concordo muito com essa frase, mas ela tem um efeito paliativo muito bom.
 A princípio não gostaria de ter com a moça nenhum contato além da civilidade.
  Antes de me acharem um monstro saibam que eu também não gostaria de ter um genro morando na minha casa.
  Se um casal não tem condições de pagar aluguel ou adquirir um imóvel na minha opinião NÃO DEVE SE CASAR.

  Um genro legal eu até poderia enxergar como um “meio filho”, isso dificilmente ocorreria com uma “genra”.

  Se minha filha nasceu lésbica e eu tenho que aceita-la...eu nasci preferindo relações heterossexuais e ela tem que me aceitar.

  Essa Lógica entra em sua mente?




Ufa! Demorou para eu encontrar o Godzilla.



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