sexta-feira, 1 de março de 2013

Pronto Socorro

  “Entender a dinâmica do Capitalismo é entender a dinâmica dos interesses individuais e coletivos.
   Defenda seus interesses sem deixar de se colocar no lugar dos outros.”
[William Robson]



  Vamos fazer um exercício prático.
  Não temos interesse em ficar doente, mas doenças acontecem.
  Se eu quebrasse o braço agora meu interesse seria ter um pronto atendimento médico.
  Acredito que esse é o interesse da coletividade.
  A prefeitura tem interesse em atender a coletividade da maneira mais eficiente e econômica possível.

  Se temos todos esses interesses compatíveis porque nossos Pronto Socorros são um caos!?

  Eu não tenho dúvidas que se chegar no Pronto Socorro seja lá com que problema for devo estar preparado para horas de espera, no caso de um braço quebrado tenho que torcer para ter ali um ortopedista e maquinas de raio X funcionando.

  Um dos motivos é que todos tem interesse em ter o pronto atendimento perto de casa, então colocamos diversos postos de saúdes pela cidade.
  Acontece que não dá para colocar muitas especialidades em um posto de saúde, o espaço físico também não permite muitos equipamentos.
  Se você coloca equipamentos caros em um posto de saúde, como um bom computador, a segurança tem que ser reforçada... aumentam os gastos.
 
  O que eu faria?

  Claro que gostaria de ter atendimento perto de casa, mas não seria um grande transtorno que esse atendimento ficasse há 20 ou 30 quilômetros de distância desde que eu realmente tivesse um pronto atendimento de qualidade.

  A princípio eu não construiria mais um único posto de saúde até fecharia alguns, os postos de saúde são estruturas muito ineficientes.

  A medicina avançou muito é difícil um médico fazer um bom diagnostico sem bons exames complementares.
  Pense em uma dor de cabeça.
  São tantas coisas que podem provocar que não dá para o médico identificar o problema no “achômetro”.
   A dor de cabeça pode ser problema dental, oftálmico, pressão arterial, neural...

  Antigamente uma família ter carro era raro, hoje praticamente todo mundo tem, em caso de emergência, se deslocar 20 quilômetros não é muito complicado.
  Em todo caso podemos melhorar os serviços do SAMU.

  Eu proponho edifícios que sejam só Pronto Socorro e UTI.

  No caso da necessidade de internação o paciente seria transferido para outro Hospital.
  Isso chamamos de “ganho de escala”.

   “Economia de escala é aquela que organiza o processo produtivo de maneira que se alcance a máxima utilização dos fatores produtivos envolvidos no processo, procurando como resultado baixos custos de produção e o incremento de bens e serviços.”
[Wikipédia]

  No meu entendimento as necessidades de um Pronto Socorro são diferenciadas das necessidades de um Hospital.

 Em Campinas temos apenas uma grande rodoviária, temos apenas um grande aeroporto porque não podemos ter 1 ou 2 grandes Pronto Socorros?
  Onde era a antiga Rodoviária poderia ser construído um grande Pronto Socorro que atendesse toda demanda da cidade.
  Um ambiente amplo com ar condicionado, médicos em uma escala confortável de trabalho, bons equipamentos, equipe de manutenção e segurança.
  O caso dos médicos e demais profissionais da saúde que trabalham em unidades de emergência é emblemático.

  Pense bem, você rala pra caramba para se formar médico para depois ser jogado em lugares desconfortáveis com macas espalhadas por todo lado em um constante clima de guerra!

  Não sei como ainda tem médico que aceita trabalhar no pronto atendimento.
  O cara tem que ser muito vocacionado ou estar precisando muito de dinheiro.
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  Observem como a Filosofia Matemática nos traz respostas muito satisfatórias administrando todos os INTERESSES.



  O Mário Gatti realiza cerca de 600 atendimentos diários no seu Pronto Socorro.
  É um hospital bem localizado, tem bom espaço físico, porque não tirar os leitos de internação e focar só na UTI e Pronto atendimento?

  [O prédio que hoje é usado para internação seria separado administrativamente, mudaríamos até o nome]

  Manteremos a UTI por motivos óbvios, o cidadão chega tão estropiado que não suporta uma remoção, mas assim que ele estiver em condições de internação normal ele deve ser removido para um hospital ESPECIALIZADO em internações.

  Elevemos a capacidade do Pronto Socorro para 2000 atendimentos dia, equipes especializadas, bom ambiente de trabalho para os funcionários, conforto para os pacientes.

  Um grande problema é a rotatividade dos médicos, mas essa rotatividade acontece porque o ambiente de trabalho no PS é um clima de guerra constante.
  Nossos médicos ficam doentes emocionalmente.

  “Precisamos tratar melhor nossos médicos para que eles possam tratar bem de nós.”



  Isso serve para qualquer funcionário.
 
  Nós só pensamos em salários, mas o ambiente de trabalho deveria ser melhor avaliado, é fonte de muito estresse.

  Aqui no Bairro São Bernardo “estão” construindo mais um posto de saúde.
  Bem, as obras começaram não lembro quando, foi gasto uma dinheirama, estão paradas a quase um ano por falta de verbas.
  Um dia quem sabe a verba chegue, terminaremos o postinho e ele consumirá uma dinheirama com pessoal, limpeza, segurança, equipamentos... todos gastos mensais sem prazo para terminar.

  Se toda essa dinheirama fosse empregada no Mário Gatti ou em um grande Pronto Socorro na antiga rodoviária...

  Seriam satisfeitos tantos INTERESSES de maneira tão pratica, EFICIENTE!

  Essa lógica entra em sua mente?







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