terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Tradição

b) Homossexuais devem ter direito à união civil, no caso da adoção, é preciso avaliar qual o impacto, para uma criança, de crescer em uma família não convencional.

  Certas coisas me parece que não tem mais volta e quando isso acontece devemos procurar maneiras de adaptarmos nossos costumes e leis.
  Eu preferia que não existisse homossexualismo, mas uma vez que existe não dá para ignorar.
  Se dois homens ou duas mulheres decidem de livre espontânea vontade viverem juntos não vejo onde estão infringindo algum direito coletivo.
  O casamento de homossexuais tecnicamente é quase indiferente para a sociedade.
  É claro que se vai contra a doutrina de alguma religião ela tem todo o direito de se negar a realiza-lo.

  Antes de prosseguir quero deixar bem claro que não tenho e nunca tive problemas com colegas homossexuais
  Um abraço para tantos homossexuais que já passaram pela minha vida no trabalho e na escola.
  Nesse Blog eu exponho PENSAMENTOS e FATOS.

  Como é a vida de crianças e adolescentes nos abrigos?

  “Um fator que dificulta a adoção de crianças e adolescentes é que apenas 10,7% deles estão judicialmente em condições de ser adotados.
  Mais da metade ficam nas instituições por um período superior a 2 anos – sendo que 20,7% fica por mais de 6 anos - a grande maioria desses meninos e meninas vive a paradoxal situação de estar juridicamente vinculada a uma família que, na prática, já abrira mão da responsabilidade de cuidar deles ou, então, não recebia o apoio necessário do Estado para conseguir trazer os filhos de volta para casa.”

  “A investigação sobre os motivos que levaram esses meninos e essas meninas aos abrigos mostrou que a pobreza era o mais recorrente, com 24,1% dos casos.
  Em seguida vinha o abandono (18,8%), a violência doméstica (11,6%), a dependência química dos pais ou responsáveis, incluindo alcoolismo (11,3%), a vivência de rua (7%) e a orfandade (5,2%).




  É preciso: “Descobrir onde o mal nasce e destruir sua semente.”

  No caso das crianças em abrigo a maior parte do mal nasce da PATERNIDADE IRRESPONSÁVEL.

  Nossa sociedade ainda trata qualquer mulher que engravida como uma grande heroína, inclusive as mães solteiras.

  Analisando a história por vezes deparo com essa situação de pendulo.
  Querem reparar o “exagero da tradição” fazendo a sociedade se movimentar em direção totalmente oposta como se estivesse querendo resgatar uma culpa.
  Como “tradicionalmente” mães solteiras eram marginalizadas e coisas horríveis aconteceram por conta disso a sociedade vai para uma tradição oposta de santificação da maternidade em qualquer situação e claro que coisas horríveis acontecem por conta dessa nova situação de exagero.
  Onde falta o bom senso distorções morais com consequências legais acontecem.

  Visualize a seguinte cena.
  Por um descuido qualquer você deixa álcool perto de uma fonte de calor o incêndio acontece, começa a se alastrar, você e os vizinhos começam a jogar água.
  O fogo já apagou e continuam jogando água, inundam a casa estragando até os aposentos que não foram atingidos pelo fogo, não satisfeitos, proíbem a utilização de álcool na vizinhança.

  Deixar o álcool perto do fogo foi um erro.
  Inundar o imóvel foi um erro.
  Proibir a utilização de álcool é um erro.

  Havia uma tradição de desprezar totalmente uma mulher que transasse antes do casamento.
  Ficar mãe solteira era motivo de grande desonra para qualquer família, acontecimento a ser escondido a qualquer preço.
  Histórias e acontecimentos terríveis ocorreram por força dessa tradição.
  Essa tradição de “demonizar mães solteiras” não existe mais.
  Claro que ocorre um grande desconforto familiar, uma decepção por parte dos pais, mas nada comparado ao que ocorria há algumas décadas.
  Sinceramente não entendo essa santificação da maternidade em qualquer situação.
  Sim, acho maravilhoso uma mulher ajuizada decidir ter um filho e cuidar de todos os preparativos para traze-lo ao mundo junto com seu companheiro.
  Da mesma forma acho terrível uma mulher irresponsavelmente ficar gravida, não ter condições aceitáveis de cuidar de uma criança e mesmo assim acreditar que está fazendo um grande bem para a sociedade.

  Uma das melhores contribuições da ciência contra a paternidade irresponsável nos últimos tempos foi o desenvolvimento e barateamento dos testes de DNA.
  As consequências da gravidez indesejada que basicamente atingia só a mulher, hoje em dia afeta profundamente a vida do homem levando ele também a tomar mais cuidado.

  As consequências da paternidade irresponsável são abrigos cheios e maior ocorrência da criminalidade.
  Embora ainda tenhamos muitas crianças em creches e orfanatos a situação já esteve bem pior, hoje nosso maior problema é com menores são os infratores.

  O Geraldo Alckmin falou de um projeto interessante de aumentar a pena para menores infratores dos atuais 3 anos para 8 anos, já escrevi aqui que eu seria muito mais rigoroso, mas de qualquer forma seria um avanço.

  Para concluir o texto sem mais delongas eu digo que crescer em um orfanato é algo muito desagradável.

  Se eu estivesse morando em um orfanato e um “casal” homossexual decidisse me adotar, acredito que seria uma melhora de vida muito grande.

  Não acredito que nascemos uma folha em branco então não observo que os pais tenham uma influência tão grande na personalidade das crianças como prega o Freudianismo.

  No entanto QUALIDADE DE VIDA faz uma grande diferença.
  Uma criança que vive em um lar amoroso e com acesso a boa educação tem um futuro mais promissor que uma morando em um lar desestruturado e sem qualidade de vida ou sendo apenas mais uma criança em algum orfanato.

  Uma criança que nasça sem muito respeito pela vida do próximo pode caminhar rapidamente para o mundo do crime se nascer em um lar onde lhe falte tudo.

  Por outro lado, dependendo do grau de seu descaso com o próximo essa característica pode nunca se manifestar criminalmente se ela não passar por grandes dificuldade e for melhor “civilizada” com bons exemplos e adquirindo conhecimento.

  Quanto as crianças sofrerem alguma chacota na escola, atualmente é uma preocupação infundada.
  Chacota na escola é comum a qualquer criança que não seja “perfeita”. 😄
  Se você usa óculos, está acima do peso, gagueja, estuda demais, é alto, é baixo, é magro demais, joga mal, é muito pobre, é rico, é branquelo, é escurinho... enfim crianças são crianças.

  A escola já é uma preparação mental de que nunca agradaremos a todos, é um aprendizado que a criança tem que adquirir para seu próprio bem.

  Analisando a história por vezes deparo com essa situação de reparar o “exagero da tradição” fazendo a sociedade se movimentar em direção totalmente oposta como se estivesse querendo resgatar uma culpa.
  Hoje em dia se assumir homossexual é como ser considerado um cidadão muito melhor que todos os outros, com privilégios e direitos especiais como usar qualquer banheiro ou não sofrer nenhum tipo de crítica.
  Quem agredir fisicamente ou oralmente um homossexual será acusado de homofobia mesmo que o motivo da discussão não tenha nada a ver com opção sexual.

  Como não sou hipócrita nem escravo das tradições ou eternos resgates:

  A melhor situação é as crianças nascerem fruto do AMOR e PLANEJAMENTO.

  Uma criança ser adotada por homossexuais é menos ruim que ela ficar em orfanatos.
  Uma criança ser adotada por um casal hétero é menos ruim que ser adotada por um casal homossexual.

  Sim, em igualdade de condições eu daria preferência de adoção ao casal hétero.
  Se nenhum casal hétero se interessar pela criança, um casal homossexual seria um “mal menor”.

  Quando um Filosofo não encontra a resposta mais satisfatória é lógico se conformar com a menos insatisfatória.

  Essa lógica entra em sua mente?




“Mãe não é uma mulher descartável.”
(Pai não é um homem descartável.)




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