sábado, 16 de fevereiro de 2013

Para Inglês Ver

  “O Capitalismo precisa da pessoas burras, ignorantes, com baixa escolaridade?
  Tem certeza disso?”



Pressões Inglesas

  Nas primeiras décadas do séc. XIX, a Inglaterra iniciou uma campanha internacional para acabar com os escravos nos países colonizados.
  Os produtos industriais ingleses precisavam de mercados em todo o mundo.
  A expansão do capitalismo e do trabalho assalariado exigia o fim do escravismo e o consequente aumento dos mercados.

  EM TRATADOS ASSINADOS EM 1810 COM A INGLATERRA, PORTUGAL COMPROMETEU-SE A ABOLIR O TRÁFICO DE NEGROS DA ÁFRICA PARA O BRASIL.

  Mas isso não chegou a ser feito.
  Em 1830, a fim de obter o reconhecimento da independência brasileira pela Inglaterra, o governo de Dom Pedro I assumiu novo compromisso nesse sentido.
  Em 1831, o governo da Regência Trina decretou uma lei declarando livres os negros desembarcados no Brasil a partir daquela data.
  Entretanto, a lei nunca foi cumprida.
  O governo, ocupado em reprimir várias rebeliões regionais, não dispunha de forças militares, sobretudo navais, para combater o tráfico.
  A lei ficou sendo, como se dizia na época, uma lei "para inglês ver".

   A Inglaterra passou a apresar os navios negreiros que vinham para o Brasil.
  Ou simplesmente os afundava ou prendia a tripulação submetendo-a a julgamento.
  Isso só serviu para intensificar o tráfico, pois, com o aumento dos riscos, o preço dos escravos subiu e a atividade ficou mais lucrativa.  [Tão parecido com nosso atual combate ao tráfico de drogas, não aprendemos nada com o passado!?]

  A prosperidade da lavoura do café no vale do rio Paraíba do Sul também contribuiu para aumentar o tráfico.
  Em 1845, os ingleses promulgaram uma lei contra o tráfico negreiro, conhecida como Bill Aberdeen, e aumentaram a fiscalização.
  No entanto, entre 1846 e 1850, chegavam anualmente cerca de 50 mil escravos ao Brasil.



Extinção do Tráfico Negreiro.

  Por volta de 1850, os grandes proprietários de lavouras decadentes de açúcar e algodão no nordeste passaram a se “INTERESSAR” pela extinção do tráfico.
  Dessa forma, poderiam vender para os fazendeiros de café do sudeste os excedentes de escravos de que dispunham.
  Foi essa situação que permitiu a aprovação na Câmara, em 4 de setembro de 1850, da lei Eusébio de Queirós, que proibia o tráfico negreiro para o Brasil.
  A primeira consequência foi a intensificação da venda de escravos do nordeste para Minas, Rio e São Paulo.
  Boa parte do tráfico, porém, prosseguiu clandestinamente e foi preciso uma nova lei - a lei Nabuco de Araújo, de 1854 - para conter o contrabando de escravos da África, que só diminuiu por volta de 1860.

Início do Abolicionismo

  Na década de 1860, as idéias abolicionistas começaram a ser discutidas abertamente.

 A ESCRAVIDÃO ERA INCOMPATÍVEL COM O DESENVOLVIMENTO DO CAPITALISMO e com a integração do Brasil ao mercado internacional. 
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  Essa página do Portal São Francisco é tão abrangente que quase dispensa eu escrever o texto.

  Produzir sempre foi uma grande dificuldade para a humanidade, tudo era feito artesanalmente.
  Até formar um mestre sapateiro [por exemplo] levava muito tempo, todos os processos de tratamento do couro eram muito demorado.
  Com o surgimento das maquinas a vapor e a organização do trabalho em galpões a produtividade disparou.
  Você não precisava ensinar um homem [mulher ou criança] fazer o sapato inteiro, bastava ensinar fazer uma etapa, um cortava, outro costurava, outro colava... e o uso das maquinas acelerava as etapas de produção.

  AGORA PENSE BEM, DE QUE ADIANTA VOCÊ PRODUZIR 100 MIL PARES DE SAPATOS SE SÓ TEM COMPRADORES PARA 10 MIL?

  Não vou me aprofundar nisso que são assuntos técnicos, mas em produção tem uma coisa chamada ganho de escala.
  Um de seus aspectos é o seguinte:
  Se você montar uma linha de produção para 100 mil pares de sapatos, você não conseguirá produzir mais que isso.
  Se precisar produzir mais terá que investir mais capital na linha de produção.
  Mas tem o outro lado da moeda, sempre tem.
  Se você produzir menos de 50 mil você terá prejuízo, o dinheiro que você investiu não retornará com lucro ao seu bolso.
  Mas não é só produzir, você tem que produzir e VENDER.

  Percebem o enrosco dos ingleses?
  Trabalhadores consomem, COMPRAM.
  Escravos NÃO!

  ACABAR COM A ESCRAVIDÃO NÃO ERA SÓ UMA IDEOLOGIA BONITA ELA ERA INTERESSANTE ECONOMICAMENTE.

  O Capitalismo precisa de gente trabalhando e recebendo salário.

  Esses trabalhadores precisam ser burros, ignorantes?

  Caraca! Como eles irão operar maquinas cada vez mais sofisticadas?
  Como eles irão consumir produtos cada vez mais sofisticados?
  Que adiante eu produzir um milhão de livros se a população não sabe ler?
  Eu tenho computador em casa porque CONHEÇO como tirar proveito desse equipamento, se eu fosse burro e ignorante eu não compraria computador e isso não é interessante para a indústria e comércio desse setor.

  Como podem perceber o Capitalismo, a Industrialização, a Globalização nos induziram a estudar mais, a buscar mais conhecimento, a nos PROFISSIONALIZAR.
  Com o uso das maquinas o trabalho ficou menos pesado, as mulheres puderam se destacar nas mais diferentes atividades.

  POUCAS COISAS CONTRIBUÍRAM TANTO PARA INDEPENDÊNCIA ECONÔMICA DA MULHER QUANTO A INDUSTRIALIZAÇÃO.

    Esse assunto é muito interessante e se deixar eu não paro de escrever mais.
    Quem também se interessou, pesquise, BUSQUE CONHECIMENTO.
    Se não concordou com alguma coisa ARGUMENTE, não fique ruminando sua raiva.
    Entendam que o Capitalismo para ter boa qualidade precisa de pessoas inteligentes, que busquem conhecimento e com boa escolaridade.
  Se o Capitalismo no Brasil não é melhor é porque somos ainda muito IGNORANTES.
  Acreditamos em teorias conspiratórias que não resistem a exposição da REALIDADE.



  Mulher que trabalha fora produz, ganha seu próprio salário.
 Mulher em casa dependente do homem não tem poder de compra.
 O Capitalismo precisa de pessoas que produzam e tenham poder de compra.

O Capitalismo escreve certo por linhas tortas?

"Decifra-me ou te Devoro!"


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