quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sidarta Gautama

  Um Filosofo não deve ignorar os extremos, mas deve se ocupar dos meios.
  Há muitas correntes budistas que nos sugerem o equilíbrio, concordo com elas.


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 “Gostaria que alguém me citasse um só nome de algum Religioso como Cristo, Maomé, Buda ... que tenha feito fortuna através das suas pregações.
  Porque então as igrejas contemporâneas, seja ela qual for, dão tanto ênfase ao poder financeiro?”
  [Jorge Luís no G+]
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1 - Cristo transformava água em vinho, multiplicava pães, induzia peixes ao suicido (eles se atiravam nas redes), andava sobre as águas...para quê dinheiro? 😄

 2 - O comentarista está desinformado sobre Maomé ele morreu poderoso e muito rico.

 3 - Buda nasceu rico, é fácil dar uma de hippie quando tem a casa do papai rico para voltar, ele morreu gordo [há controvérsias], não me parece que depois de seu tempo de auto sacrifício tenha vivido na miséria.

   Abraão, Jó, Jacó Davi, Saul, Salomão eram homens muito ricos.
  Jesus apareceu para Constantino [ou falou com ele] que se converteu e instituiu a religião cristã no império romano, Constantino era poderoso e rico.
  Na “Santa Inquisição” ou você se declarava cristão ou era torturado e queimado na fogueira, um eficiente método de “conversão”.
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  Saber exatamente a biografia de Maomé, Buda ou Jesus é impossível.

  A maioria das histórias eram passadas de boca em boca.
  Os registros históricos foram melhorando com o tempo, principalmente depois que Gutenberg desenvolveu a máquina impressora, mas sabem como é, “o papel aceita tudo” não importa se foi escrito a caneta tinteiro ou impresso.
  Depois surgiu a fotografia, mas desde cedo acompanhou essa invenção a “manipulação de imagens”. 
  As filmadoras nos trazem os registros mais confiáveis porque gravam ao mesmo tempo som e imagem em movimento, sim é possível criar efeitos especiais, manipular a imagem, mas é muito difícil esconder essa manipulação.
  Quando comento a vida de um famoso personagem da história eu procuro me ater as partes de sua biografia que se tornaram um denominador comum, aquilo que é de conhecimento geral, não significando que seja a “verdade verdadeira”, mas foi o que chegou até nós HISTORICAMENTE, é o mais próximo de “fatos” que temos.
  Dito isso:

  O que você acha se eu com 29 anos abandonasse minha mulher e filho aos cuidados de meu pai e saísse por aí mendigando?

  Diriam: "William está louco é um grande irresponsável, onde já se viu abandonar mulher e filho!"

  Foi isso que Sidarta fez e o chamam de “Iluminado”.
  Todo Budista gosta de lembrar os 6 anos que Buda passou fazendo suas experiências de viver na miséria, mas pouco falam nos 29 anos que viveu na opulência.
  Passados 6 anos Buda viveu uma vida de classe média alta, era famoso, muito requisitado, era sempre bem recebido, é pouco provável que seu pai tenha deserdado um filho ilustre.
  O que vou escrever vai ofender a muitos, mas eu não invento a realidade apenas a observo.

  A Filosofia de Buda é uma grande FURADA em sua base.

  Não vou nem entrar nas suas várias ramificações, o Budismo atira para todos os lados não tem uma identidade Filosófica consistente, mas isso não é culpa de Sidarta, ele morreu há mais de 2000 anos, se acrescentaram “ideologias” a sua base Filosófica foi depois que ele morreu.
  Vamos a grande falha estrutural em sua Filosofia:
  Uma pessoa que só pensa em dinheiro ou no seu próprio prazer, sem dúvida é um desvairado muito perigoso para Sociedade.
  No entanto não nos provoca muito mal desde que não permitamos que esse indivíduo fique acima da Lei.
  O “Tio Patinhas” pode juntar o quanto capital quiser, pode nadar em dinheiro, mas se cometer um crime será punido, se não respeitar as leis trabalhistas será punido, se dirigir sua limusine bêbado será punido...
  Eu entendo nossa Sociedade não venerar indivíduos como o Tio Patinhas, é lógico, faz sentido.
  O que não faz sentido é pensadores como Sidarta e Diógenes venerarem o oposto, a mendicância.



  Porque alguém que pede esmola é “superior” a quem dá esmola!

  Lembraram do ilógico culto ao sofrimento?

  Vamos para os números complexos imaginários. Vamos imaginar um mundo de “tios patinhas”.
  Mesmo sendo todos ambiciosos não dá para todos ocuparem o topo da pirâmide.
  O CEO da Google só pode ser um, mas abaixo dele vem inúmeros diretores e outros funcionários com ótima e boa qualidade de vida.
  Mesmo o CEO sendo muito poderoso dentro da Empresa e admirado [ou odiado] fora dela, no geral não é um cidadão acima da lei, se ele assassinar alguém ou não respeitar leis trabalhista arcará com suas consequências.
  Seu dinheiro lhe garantirá uma ótima defesa, é o máximo que conseguirá em uma Sociedade bem organizada como é a do Estados Unidos.

  Agora imaginem uma Sociedade só de mendigos, quem iria nos dar esmolas!?

  Não teríamos os “indivíduos inferiores espiritualmente” padeiro, gari, policial, médico, manicure, pedreiro...
   Em uma sociedade de andarilhos/pedintes TRABALHAR para conseguir algum capital para sobrevivência seria algo desprezível o “certo” seria viver da ajuda dos outros.
  Mas se todos praticarem essa filosofia quem poderá nos ajudar?
  O Chapolin Colorado... 😄
  Percebem a enorme falha estrutural na ideologia de Buda?
  E de todas as doutrinas que veem na mendicância alguma
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  “Minha” Filosofia é bem estruturada sou um Filosofo do PRAZER.


  Não devemos ignorar o Prazer nem leva-lo as últimas consequências.
  Tio Patinhas é um extremo que deve ser evitado tanto quanto o extremo da mendicância.
  Quero dizer que:
  A ambição desmedida é um mal, mas a total falta de ambição também.

  Um Filosofo não deve ignorar os extremos, mas deve se ocupar dos meios.

  Há muitas correntes budistas que nos sugerem o equilíbrio, concordo com elas.

  A Lógica está em não se prejudicar e nem prejudicar aos outros, isso aumenta nossas possibilidades de uma VIDA LONGA E PRÓSPERA.
  O que acontecerá depois de nossa morte... mistério.

  Por 29 anos Sidarta foi um alienado, interessante semelhança com Jesus que começou seu ministério aos 30 anos.
  Por 6 anos Sidarta quis iluminar seu espirito sacrificando o seu corpo, interessante semelhança com Jesus que ficou 40 dias em jejum.
  O resto de sua vida dedicou a espalhar uma Ideologia com base de qualidade muito discutível, fascinante semelhança com Jesus e sua estranha noção de justiça onde o inocente paga pelo pecador, onde a riqueza deve ser evitada, tudo deve ser dividido com pobres e no final Jesus sacrifica seu próprio corpo.
 

  Gostaria que vocês lessem com calma a biografia de Sidarta, ela é um resumo [feito com muita competência] do que chegou até nós sobre a vida de Buda.
  Senhoras e senhores, com vocês Sidarta Gautama, mais conhecido como Primeiro Buda:

  “É nessa Índia em ebulição espiritual que surge Sidarta Gautama, o Buda.
  Ele nasceu em 563 a.C. em Lumbini, aos pés do Himalaia, em uma região que hoje pertence ao Nepal.
  Era um aristocrata, da casta ksatrya, a dos guerreiros e governantes.
  Seu pai, Shudodhana, era o rei do clã dos sakyas.
  Vem daí o outro nome pelo qual Sidarta se tornaria conhecido: Sakyamuni, ou “o sábio silencioso dos sakyas”.
   O pai de Sidarta, temendo que se cumprisse uma profecia segundo a qual ele se tornaria um homem santo, cercou-o de luxos e prazeres, acreditando que se o mantivesse ignorante sobre o sofrimento do mundo, iria afastá-lo do caminho espiritual.
  Sidarta tinha um palácio para o inverno, outro para o verão e um terceiro para a época das chuvas.
  Na adolescência, vivia cercado por belas moças, ocupadas em diverti-lo em seus aposentos decorados com sugestiva arte erótica.
  Aos 16 anos, escolheu-se uma noiva para ele, a bela Yashodhara, com quem teria um filho, Rahula."

 Buda sobre reencarnação e “deus”:

  Sidarta, ou Buda Sakiyamuni, jamais se apresentou como um enviado, salvador ou reencarnação de quem quer que fosse.
  Nos seus discursos não há referência sequer ao fato de que existe reencarnação.
  Ele não disse palavra a favor ou contra a idéia de Deus.

  O budismo me parece uma doutrina panteísta.

  Panteísmo é a crença de que absolutamente tudo e todos compõem um Deus abrangente ou que o Universo (ou a Natureza) e Deus são idênticos.
   Sendo assim, os adeptos dessa posição, os panteístas, não acreditam num deus pessoal, antropomórfico ou criador.
  A palavra é derivada do grego pan (que significa "tudo") e theos (que significa "deus").



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