quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Lógica Perversa

  “A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes.”
   [Adam Smith]

  Eu chamo de Lógica Perversa quando o melhor a ser feito não é exatamente o melhor a ser feito, tenho que me contentar com o menos ruim. 

  Vejam um exemplo:
  No segundo turno das eleições em Campinas restou um candidato apoiado pelo Governo Federal [até Lula e Dilma estiveram aqui] e outro apoiado pelo Governo Estadual [Geraldo Alckmin veio “tomar café” com a gente].
  A Lógica Perversa é que se votamos em um recebemos mais “dinheiro da Dilma” se votarmos em outro recebemos mais “dinheiro do Geraldo”.
  Na conjuntura atual me parece que o Governo Federal tem mais dinheiro, logo deveríamos eleger sempre o candidato do Governo Federal.
  Elegemos o candidato apoiado pelo Geraldo.
  A lógica nos diz que fizemos um mau negócio, deveríamos ter votado no candidato da Dilma.
  Acontece que a Lógica faz parte da Filosofia não é a Filosofia em si, para identificarmos se a Lógica é boa ou perversa precisamos flutuar por estruturas de pensamento amplas, abrangentes, “pensar grande”.
  Só ampliando muito nossa observação conseguimos verificar a qualidade da lógica.
  Antes vamos pensar pequeno?
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  Imaginem que todas as despesas mensais do Condomínio onde moro sejam de 10 mil reais, jardinagem, manutenção, salários, água...

  Suponhamos que morem 40 famílias e cada uma paga taxa de condomínio no valor de 270 reais.
  Ficamos com a arrecadação de 10800 reais.
  Pagamos todas as despesas e 800 reais ficam como fundo de reserva para ações emergências e situações de inadimplência.
  Podemos dizer que o Condomínio é auto sustentável financeiramente?
  Sim podemos.
  Agora imaginem que um Condomínio vizinho ou “distante” tenha as mesmas despesas de 10 mil reais, mas só arrecade 9 mil.

  Você acha justo aumentar a taxa no meu Condomínio para cobrir o déficit do Condomínio vizinho?

  A não ser que você more no Condomínio vizinho e seja um tremendo cara de pau acredito que dirá que é injusto.
  O condomínio vizinho tem que ajustar sua despesa a sua capacidade de arrecadação.

  Vamos pensar grande.
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  No Brasil o que mais tem é Município deficitário.

  Se o “Condomínio” Campinas gerar 1 Milhão de superávit esse dinheiro não fica com a gente ele vai para o “Sindico Presidente” e para o “Sindico Governador”, são eles que decidem se vão aplicar a sobra de recursos em Campinas ou em outro Município.

  O que você acha dessa situação onde temos que mendigar ao Governo Federal ou Estadual um dinheiro QUE É NOSSO?

  Percebeu como é um sistema perverso baseado em uma lógica perversa?

  Não... então vamos para o próximo texto, tentarei ser mais claro.



  PS: É evidente que a dinâmica econômica apresentada esta exageradamente simplificada, não estou escrevendo para um público de economistas.




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