quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Palavra de Ministro

  “O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que prefere a morte a uma longa pena no sistema prisional brasileiro, porque as condições nos presídios nacionais são medievais.”

“O mal conhece o bem, mas o bem não conhece o mal.”
                 [Franz Kafka]


  Não faltam livros, filmes, documentários, depoimentos de detentos falando como é a vida nos presídios.
  Claro que quem comete crime sabe que existe uma possibilidade [remota no Brasil] de um dia ser preso é evidente que sabe que a situação em nossas cadeias são horríveis, isso o inibe de cometer o crime?
  NÃO.

  Cardozo dá mais um daqueles depoimentos que nos levam a ter dó dos criminosos e nos culpar enquanto Sociedade pelo tratamento que damos a eles.
  Quem precisa de um Ministro da Justiça desses?
  Oras, ele é Governo comece a construção de presídios Federais nos moldes que ele acha que tem que ser.
  Se tem verba para Trens de Alta Velocidade e Estádios de futebol porque não tem para construir presídios!?

  “No Brasil, sete em cada dez presos que deixam o sistema penitenciário voltam ao crime, uma das maiores taxas de reincidência do mundo, atualmente cerca de 500 mil pessoas cumprem pena privativa de liberdade no Brasil."

  Eu não sou a medida de todas as coisas, o que é insuportável para mim pode ser muito bem suportável para outra pessoa.
  Se a cadeia fosse tão terrível para os criminosos eles fariam de tudo para não retornarem a ela, catariam latinha nas ruas, pediriam esmolas, mas não retornariam ao crime.
  No entanto não é isso que observamos, eles gostam de roubar, não querem fazer outra coisa, a prisão não os assusta nem um pouco, se adaptam tão bem que continuam praticando crimes mesmo dentro dela.
  Se a cadeia ruim não os intimida, não entendo qual a lógica de uma cadeia melhor reduzir a criminalidade!!!

  Devemos melhorar as condições nas cadeias porque não somos monstros como os criminosos.
  Temos um respeito pela vida que eles não tem.

  “O programa Começar de Novo visa à sensibilização de órgãos públicos e entidades da sociedade civil para que forneçam postos de trabalho e cursos de capacitação profissional aos presos e egressos do sistema carcerário.
  O objetivo do programa é promover a cidadania e, consequentemente, diminuir a criminalidade”.

  Mais uma vez a culpa é colocada em nós, o empresário deve preferir empregar uma pessoa de má índole e as pessoas de boa índole que se explodam.
  Se o pacato cidadão William estiver competindo por uma vaga de emprego com um ex-detento a preferência deve ser do ex-detento.
  Sabem como é, ele poderia estar matando, roubando, mas está fazendo um favor a Sociedade em aceitar um emprego oferecido a ele!!!
  O William pode catar latinha ou fazer serviços informais...

   Nada de reduzir a maioridade penal, nada de permitir que pessoas de 14 anos já possam trabalhar registradas, nada de exigir que pelo menos a pena máxima de 30 anos seja cumprida na integra em regime fechado, nada de um grande mutirão para construção de presídios, nada da unificação da polícia militar e civil...

  Escrevendo esse texto eu fico até em dúvida se o bem não conhece o mal ou se o mal está no poder.


  Mas a resposta mais satisfatória é incompetência administrativa e ideologias imbecilizantes.



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