Folha: “Uso de arma de choque contra viciados, como vê a medida?
Dartiu Xavier da Silveira (professor) : É absurdo, abominável. Qual a justificativa para usar métodos agressivos contra usuários de drogas?
Está se supondo que ele é um agressor.
Isso está fadado ao fracasso.
Não se pode esperar que o indivíduo pare de usar drogas com medidas agressivas.
Dartiu Xavier da Silveira: É preciso chamar pessoas da área médica, especializadas em dependência química.
A questão da cracolândia é multidisciplinar.
Há uma leitura deturpada colocando a situação de miséria da cracolândia como consequência do uso de droga.
Mas foi a situação de miséria social um prato cheio para a droga proliferar.
Mas foi a situação de miséria social um prato cheio para a droga proliferar.
►“Crack é droga de pobre?
Não. Atualmente mesmo não sendo o principal foco dos
noticiários, diversas pessoas
das classes média e alta consomem crack e sofrem as consequências dos
mesmos.
Pessoas de todas as profissões (não somente
moradores de rua) consomem crack.”
► “Tenho visto
muito, nos últimos dias, a repetição da informação de que "o crack é uma
droga barata.
Mas, será mesmo?
Não é o que se sente quando se conversa com
as pessoas que usam, que chegam a gastar 200 reais em uma única noite.
Uma dose de LSD chega a custar 50 reais, e
uma pedra de crack, 5 reais.
Olhando apenas por este ângulo, parece mesmo
que se trata de uma droga barata, não é?
Um cigarro de maconha, o preço pode varia
entre 2 e 5 reais... E aí? O que é barato e o que é caro?
Um cigarro de maconha pode segurar o efeito
por algumas horas.
Uma dose de LSD pode manter o efeito por
toda uma noite, ou até mais.
Nos dois casos, temos drogas que sustentam o
efeito por bastante tempo, não sendo necessário o consumo repetido da mesma
substância.
Com 2 ou 5 reais, pode-se ficar sob o efeito
da maconha por horas; com 50 reais, pode-se curtir uma noite inteira de efeitos
do LSD.
Com o crack, não é assim.
Não existe isto de "fumar uma pedra de
crack".
O efeito passa muito rápido, e poucos minutos
depois, é preciso fumar mais uma pedra, e mais uma, e mais uma, e mais
uma...”
(Rede Humaniza SUS)
Achei esses
textos muito interessantes.
Sou a favor do
uso das armas de choque em qualquer drogado (inclusive bêbados) que
esteja fora de controle.
O Dartiu Xavier
acredita em uma boa conversa eu até acho que ela pode ocorrer, mas não no meio
da rua.
O policial deu
voz de prisão o cara está tão nóia que não pretende obedecer... CHOQUE NELE 😉.
Se não conseguimos acabar
com o uso de crack devemos ao menos acabar com as cracolândias.
Acho absurdo esses caras tomarem conta de uma praça ou rua tornando o local um
território livre para consumo de drogas.
Com fronteiras
enormes como tem o Brasil, combater a pirataria é muito difícil, mas permitir
que produtos piratas sejam vendidos a luz do
dia em camelódromos regulamentados pela prefeitura... é o cumulo do absurdo!!
O Dartiu poderia
colocar em pratica sua ideologia, deveria reunir colegas e formar essa equipe
“multidisciplinar” que visitaria as cracolândias “fazendo a coisa certa”.
Ficar
desenvolvendo teorias do conforto de seu consultório é fácil, vai lá morar em
territórios ocupados por cracolândias, vai lá saber o que os policiais e
agentes de saúde enfrentam.
Eu seria ainda
mais rigoroso, prenderia os caras por perturbação da ordem pública por 48 horas, se houver vaga em uma clínica tudo bem, se não houver que seja na cadeia
mesmo.
O cara vai ficar 48 horas sem consumir droga o que deve lhe provocar um sofrimento terrível.
Qual o objetivo?
É dificultar a
vida do indivíduo assim como ele dificulta a nossa.
O ideal é que ele
diante das dificuldades se interesse em buscar tratamento, mas se ao menos ele
não se reunir em bandos dificultando nosso
direito de ir e vir já será uma grande coisa.
Todos sabem dos
efeitos maléficos do crack, os nóias tiveram a opção de não entrar nessa, se não
resistiram a tentação ou foram idiotas... sinto muito!
Eu não peço para
ter drogados na porta de casa e quero ter respeitado meu direito de cidadão.
Vejo tanta gente
defendo drogados e ninguém para me defender!
Se o drogado tem
a “doença” do crack... eu tenho a “doença” de querer viver em paz, sou viciado
no conforto, na tranquilidade, no direito de ir e vir.
Sim senhoras e
senhores sou viciado tenham pena de mim!
✧✧✧
Resumo:
1. Defesa do uso de armas de choque em situações de desacato
Você defende o uso de armas de choque contra qualquer indivíduo sob efeito de substâncias (inclusive álcool) que esteja fora de controle e se recuse a obedecer às ordens policiais, argumentando que a abordagem dialogada não é viável no meio da rua quando o indivíduo se recusa a cooperar.
2. Necessidade de erradicar as cracolândias e desocupar espaços públicos
Ainda que a eliminação total do consumo de crack seja um desafio complexo, você defende que o poder público deve, no mínimo, impedir a formação de cracolândias. Para você, é inaceitável permitir que indivíduos tomem conta de ruas e praças públicas, transformando-as em territórios livres para o consumo de drogas e prejudicando o direito de ir e vir da população.
3. Crítica às abordagens puramente teóricas longe da realidade prática
Você contesta as soluções propostas por especialistas que atuam distantemente do problema real, apontando que teorias elaboradas no conforto de consultórios ignoram as dificuldades cotidianas enfrentadas no terreno por policiais, agentes de saúde e moradores dos bairros afetados.
4. Detenção por perturbação da ordem pública como medida coercitiva
Sua proposta inclui a prisão cautelar de 48 horas por perturbação da ordem pública — seja em clínicas de reabilitação (caso haja vagas) ou em estabelecimentos prisionais —, com o objetivo explícito de impor dificuldades ao consumo contínuo e desestimular a permanência nesses locais.
5. Responsabilização individual pelas escolhas e suas consequências
Você sustenta que os riscos e danos do consumo de crack são amplamente conhecidos, cabendo a cada indivíduo a responsabilidade por suas escolhas. Dessa forma, quem opta por entrar no vício deve arcar com as consequências de suas decisões.
6. Inversão de prioridades e falta de proteção ao cidadão cumpridor dos deveres
Você expressa um forte incômodo com o foco ostensivo da defesa dos usuários de drogas em detrimento da proteção aos cidadãos comuns, questionando a falta de amparo a quem apenas deseja segurança, ordem e tranquilidade em sua rotina.
7. A analogia do "vício" no direito à paz e ao conforto
Em tom provocativo e irônico ao final do texto, você conclui que, se a dependência química é encarada como uma "doença", o cidadão comum também possui a sua própria "doença": o vício de viver em paz, de usufruir de tranquilidade e de ter seu direito de circulação pleno e respeitado.
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“Talvez,se eu vivesse numa cidade mais violenta do que a nossa- seria uma ativista "para a paz" ou alguma coisa parecida.”
ResponderExcluir==============================
Lá vem você com essas ideologias Freudianas de passeatas pela paz.
Até parece que o bandido vai se comover com você soltando pombinhas brancas.
“O Bem não conhece o Mal.”
Violência,fome,desigualdades sociais.
ResponderExcluirQuais desses problemas começarão a ser resolvidos primeiro?
Nem só de punições a políticos, vive um país.
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Todos eles estão sendo resolvidos, elimina-los é praticamente impossível, não há país onde não ocorra crimes ou que todos sejam ricos.
São Paulo tem uma policia muito combativa e outros Estados podem seguir o mesmo caminho.
Depois do plano Real muita gente saiu da linha da miséria.
O julgamento do Mensalão nos brindou com uma desejável independência entre os poderes. Um STF aplicando a legalidade constitucional.
Podemos melhorar e muito e com maior velocidade, basta mantermos debates como esse colocando em xeque IDEOLOGIAS DELIRANTES.
Voce comentou sobre o jornal que passa na tv record.
ResponderExcluirSempre eu vi muito mais do que sensacionalismo nesses jornais policiais.
Mas todo momento este que apresenta o jornal da tarde na record, Marcio Resende, está falando sobre a legalização da pena de morte e prisão perpetua. E enquanto a autoridade politica judicial, eu entendo que é mais fácil eles darem ouvidos ao que inquieta a mídia televisiva, sendo esta o 4o poder, do que qualquer manifestação publica, já nós não sabendo como "corretamente" iniciar uma.
Sr.William,
ResponderExcluiragora que li o texto principal.
Sobre o mesmo,eu direi...hã...hum...
BRAVÍSSIMO, sr.Vizinho,bravo...
...bravo,bravo, dessa vez,a sintonia entre suas idéias e as minhas,foi perfeita..eu me sinto assim também,e ainda por cima,acho que deveriam construir cadeias especialmente para os drogados moradores de rua,como "prontos socorros" sem médicos,onde eles poderiam ficar anos sem consumir as drogas,e assim mudarem de vida,de uma forma natural.
Nesse caso,a prisão não teria como missão punir esses elementos,mas salvá-los de si mesmos,e proteger as famílias dos mesmos,contra eles.
Eu não vejo que é só na hora do estresse que as pessoas demonstram inclinação para ideias como a da pena de morte.
ResponderExcluirRealmente por ter um ranço religioso como o William diz, eu pensava que jamais um país cristão autorizasse a pena de morte, mas nos EUA já acontece isso em alguns estados.
Realmente o devedor deve pagar pelo que deve de acordo com a constituição de cada país, cabe ao individuo permanecer consciente durante toda a sua vida.
Em sociedade, não deve ser permitido nenhum tipo de desordem publica, e não punindo, os juízes estão ajudando para que a sociedade não tenha jamais sossego.
Com tudo isso acontecendo, uma coisa é certa para nossa sociedade: a intolerância que deve predominar na mentalidade de pessoas sérias.
E sempre só existirão dois caminhos enquanto jurisdição dos países, ou se caminha para frente ou para traz.
Há bem poucos dias trouxeram aqui que 90 por cento da população deseja o aumento de pena, e muitos querem prisão perpetua. E outros muitos a pena de morte.
Na verdade carmicamente tenho a herança de ser diplomata, já estou pensando na forma de presentear com um cartão e talvez algum presente simbólico a 12 famílias de vizinhos que eu tenho.
ResponderExcluirJá fiz isso a uns anos presenteando com um arranjo de cozinhas as mães e donas de casa daqui.
É preciso investir para ter sossego.
Realmente nunca tivemos problemas com nossos vizinhos, mas já houveram distúrbios graves entres eles a muitos anos atras. E graça a deus, ou a nossa paciência, hoje tudo isso são apenas histórias para jamais serem contadas e para sempre esquecidas.
Aqui é bom, eu acordei ao som de pássaros, e eu posso distinguir e é um som de mais de 10 espécies.
só ha uma forma de acabar com as "crackolandias"..
ResponderExcluirque é legalizando o comercio e consumo de TODAS as drogas.
para que o mercado negro, deixe de fazer com que uma "Planta" que pode crescer "selvagem" em qualquer buranco no passeio, seja vendida por valores estupidamente altos, a ponto de justificar ter "tropas de armas a defender o negocio"...:
até la... TODAS AS GUERRAS AS DROGAS se tem mostrado completamente ineficientes e estupidamente caras e sem NENHUM resultado pratico!....
apenas a liberalização ou descrminalização tem RESULTADO nesse campo, contrariando inclusivamente as visões "diabolicas" que a gente de bem tem "visto" como "garantidas" para isso!....