Paulo: Mas tem aquela galera que diz que não assiste por posições políticas.
O sujeito diz ter lido O Capital e o Manifesto Comunista, e após ter lido, chegou a incrível conclusão de que seu ato de revolução será, veja só, não assistir jogos da Copa do Mundo ...
Vanessa: Sim, mais um chato.
Outro mala é aquele que faz um texto de 10 linhas pra justificar se vai torcer pra um colonizado, colonizador, colônia ou ex-colônia.
É só é um jogo, daqui a pouco os dois já fora pra casa.
E o insuportável que diz que quer ser "campeão da saúde e da educação", como se parar 1h30 pra ver o jogo fosse a solução desse país desgraçado há 500 anos.
William: COM EMOÇÃO:
Eu torço pelo Brasil por puro bairrismo.
Nasci e cresci aqui é natural que tenha um carinho especial por essa nação.
Fora o Brasil tenho admiração especial pela cultura holandesa, muito eficiente.
Foi chato ver eles saindo.
COM A RAZÃO:
Gosto da meritocracia, então espero que a melhor seleção ganhe.
Que a final seja decidida por boas jogadas, não por “sorte”, algum capricho do destino.
Aquelas partidas que um time joga melhor, mas o outro ganha, afinal o que conta mesmo é o gol.
Outro critério, quando as duas equipes estão bem, é torcer para a que tem melhor IDH (qualidade de vida).
Gosto de povos que levam a sério mais política e economia que disputas esportivas.
Política e economia são necessidades.
Esporte é basicamente distração.
Evidente que uma coisa não exclui a outra.
É só uma questão de prioridades.
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Resumo:
1. Torcida baseada no bairrismo cultural: No aspecto emocional, a sua torcida pelo Brasil se fundamenta em um sentimento natural de bairrismo e carinho especial pela nação onde nasceu e cresceu.
2. Admiração pela eficiência externa: Fora a seleção brasileira, há uma preferência declarada e admiração pela cultura e eficiência de outros povos, como a Holanda, lamentando a sua desclassificação.
3. Defesa da meritocracia no esporte: Sob a ótica da razão, o argumento principal é a defesa da meritocracia, defendendo que a melhor seleção deve vencer o campeonato com base no desempenho e na competência.
4. Rejeição do fator "sorte": Há uma preferência clara por finais decididas através de boas jogadas técnicas e táticas, preterindo resultados definidos por mero capricho do destino ou sorte, mesmo reconhecendo que o gol é o critério final de vitória.
5. O IDH como critério de desempate na torcida: Quando o nível técnico das equipes é equivalente, o critério racional adotado para escolher um favorito baseia-se no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e na qualidade de vida daquele povo.
6. Priorização institucional sobre o entretenimento: O texto argumenta que povos admiráveis são aqueles que tratam a política e a economia com maior seriedade do que as disputas esportivas, estabelecendo uma hierarquia clara de importância social.
7. Esporte como distração e separação de prioridades: Define-se que política e economia são necessidades vitais, enquanto o esporte cumpre o papel de distração. Embora não sejam esferas excludentes, a distinção é apresentada estritamente como uma questão de prioridades.
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