Rosa: Eu tenho depressão, após um período bem difícil, inclusive com internação, fui chamada no trabalho, pela chefia, para me avisarem que eles sabiam que eu me "escondia" atrás da doença.
William: Mas é errado mesmo ficar ocupando a vaga de outra pessoa saudável que está desempregada.
Se o SUS decidiu que você tem depressão crônica, que te aposente por invalidez.
Anônimo Deprimido: "Me sinto tão estranho por ter uma vida totalmente diferente das outras pessoas, talvez posso ser especial por isso."
William: O que antipatizo nos deprimidos é justamente essa sensação que eles tem de que são muito especiais.
A tristeza profunda deles vem de "ver o que ninguém vê" no sentido de ter um entendimento muito melhor da vida que todos os outros e a vida no entendimento deles ... é uma droga.
Acredito que tenho bom entendimento da vida e não a considero uma droga.
Concordo que é um grande mistério, mas na maior parte do tempo não vejo grande problema em estar vivo.
A vida com minha esposa e filhas segue tranquila, posso me sentir bem na situação atual indefinidamente.
O que me fará desejar encerrar a vida provavelmente será alguma doença muito incapacitante, mesmo isso não me incomoda em demasia, todos morrem e o mundo segue, minha vez de partir um dia vai chegar.
A maioria trata os deprimidos como coitadinhos eu os considero um pé no saco.
Os que eu menos gosto são os que pegam longo afastamento do trabalho.
Evidente que não estou falando daquelas pessoas que viveram uma grande perda ou violência e precisam de uma semana ou duas de licença para se recomporem.
Estou falando daqueles que não se recompõe nunca, vira e mexe são afastados por “depressão”.
Defendo que essas pessoas devem ser demitidas, são um grande fardo para os colegas de trabalho.
Quando vão trabalhar só ficam reclamando e de licença tomam o lugar de alguém que está desempregado e seria mais útil.
A pessoa com “licença mental” deveria ter desconto salarial de 40% a título de INSS pelo período que estivesse afastada.
Se de fato a pessoa foi diagnosticada com depressão crônica que seja aposentada por invalidez e nada de receber salário integral como se fosse um cidadão produtivo.
Um salário mínimo ou um e meio está bom demais.
(Dependendo do tempo de contribuição)
Carla: É assim que o capitalismo funciona.
E teve otário que caiu no papo de que tem que pensar na economia no meio de uma pandemia 🤷🏽♀️
William: Se você gosta de trabalhar por dois é um direito seu.
Eu só quero fazer a minha parte.
Um atestado ou outro não vejo problema, todos temos contra tempos, como uma gripe forte por exemplo.
Mas eu na empresa ralando e a pessoa sem nenhuma incapacitação "física" fica em casa só recebendo, alegando uma subjetiva incapacitação mental!?
Vem trabalhar triste mesmo ...😂
Eu também nunca trabalhei feliz da vida.
✧✧✧
Resumo:
1. Incompatibilidade com o mercado de trabalho produtivo: Você defende que funcionários com longos ou frequentes afastamentos por motivos psicológicos sobrecarregam a equipe ("fardo para os colegas") e ocupam vagas de pessoas saudáveis e desempregadas que poderiam ser mais úteis.
2. Defesa da demissão em casos crônicos: Para os casos em que o trabalhador não consegue se recompor e apresenta histórico recorrente de licenças por depressão, sua posição é de que essas pessoas deveriam ser demitidas.
3. Penalização financeira no afastamento: Você argumenta que o período de "licença mental" deveria acarretar um desconto salarial de 40% a título de INSS, não equiparando o rendimento ao de um cidadão plenamente produtivo.
4. Critério estrito para aposentadoria por invalidez: Caso o diagnóstico de depressão crônica seja formalizado, você propõe a aposentadoria por invalidez com proventos limitados (entre um salário mínimo e um salário mínimo e meio, conforme o tempo de contribuição), rejeitando o pagamento de salário integral.
5. Diferenciação entre contratempos pontuais e incapacitação subjetiva: Você aceita atestados para incapacidades físicas visíveis ou imprevistos de curto prazo (como uma gripe forte ou o luto de uma a duas semanas), mas contesta a permanência em casa por uma "subjetiva incapacitação mental" enquanto o salário continua sendo pago.
6. Crítica à percepção de excepcionalidade dos deprimidos: Você manifesta antipatia pelo sentimento de superioridade ou singularidade que alguns indivíduos com depressão demonstram, rejeitando a ideia de que a tristeza profunda decorra de um entendimento superior ou mais lúcido da realidade.
7. Visão pragmática e cotidiana sobre a vida e o trabalho: Contrapondo-se à visão de que a vida é um fardo, você expressa que a existência com a família segue tranquila e que o trabalho não exige felicidade constante para ser executado ("Vem trabalhar triste mesmo... Eu também nunca trabalhei feliz da vida").
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