William: Em São Paulo o piso do professor é de 5 mil.
Escala 5 por 2; 40 horas semanais.
30 dias de férias em Janeiro mais 2 semanas de recesso em Julho.
Além dos feriados tem os pontos facultativos, mais o dia do professor.
Se é concursado tem estabilidade e 75% acima do piso.
Aposentadoria especial (menos tempo de idade mínima).
Beatriz (professora): Você não falou de ficar preparando aulas nos finais de semana.😡
William: No ensino fundamental as matérias são o básico do básico, o professor deveria saber de cor e salteado.
Ainda mais quando leciona apenas uma ou duas matérias.
No primeiro ano de aula até é compreensível, mas depois!?
Precisa ser muito “lerdinho”.😉
Tenho uma "teoria" que tanto planejamento é para o professor espantar o próprio tédio de ficar repetindo sempre a mesma coisa.
Meditem comigo.
Para o aluno tudo é novidade.
O professor tem o maior tédio com a tabuada dos 9, mas para o aluno é um novo desafio.
Ainda mais que hoje em dia praticamente não tem repetência.
Beatriz: E quem corrige cadernos e provas nos feriados?
William: As matérias são sempre as mesmas, porque não se organizar de forma que corrigir provas na sala do professor seja considerada horas aula.
Ninguém pensou nisso antes!?
Sei lá, 2 horas semanais seriam suficientes?
Mas poderia variar de acordo com a quantidade de alunos atendidos pelo professor.
Na minha fase escolar as provas eram bimestrais e "valiam nota", no sentido de reprovação ou admissão.
Hoje em dia não tem reprovação, nem sei com qual frequência são aplicadas.
Deduzo que serve mais para o professor avaliar as maiores dificuldades do aluno.
De qualquer forma, como já sugeri, dentro da escola deveria ter um tempo para esse tipo de atividade, contando como horas aula.
Beatriz: Os pontos facultativos são compensados no Sábado.
William: Eu puxei muito pela memória e não lembro de ter ido na escola no Sábado como aula normal. (só na faculdade)
Levava minhas duas filhas na escola, nunca levei no Sábado.
Os professores batem o ponto e fazem o que?
Não é ironia, quero mesmo saber.
Fabricio (professor): E quem compra material com seu próprio dinheiro pq o governo não fornece?”
Já tive que comprar canetão e papel sulfite.
William: Pare de comprar, não tem ... não tem.
É difícil explicar o óbvio.
As únicas coisas que eu compraria caso necessário é canetão ou giz, dependendo do tipo de lousa.
Folha sulfite!?
As crianças e adolescente tem cadernos, se vira como o que tiver.
Sistema Brasileiro de Ensino - Link
(Que crianças devem receber educação em casa é o óbvio do óbvio.
✧✧✧
Resumo:
1. Benefícios da carreira são vantajosos — piso de 5 mil em SP, jornada 5x2 de 40h semanais, 30 dias de férias em janeiro + 2 semanas de recesso em julho, feriados, pontos facultativos e dia do professor, além de estabilidade (para concursados, com 75% acima do piso) e aposentadoria especial.
2. Preparar aula não deveria ser um problema recorrente — no ensino fundamental o conteúdo é básico e o professor, principalmente após o primeiro ano lecionando a mesma matéria, já deveria dominá-lo "de cor e salteado".
3. Hipótese sobre o motivo do planejamento excessivo — você sugere que o "excesso" de preparação de aula serve mais para o professor combater o próprio tédio de repetir sempre o mesmo conteúdo do que para atender a uma real necessidade pedagógica.
4. Assimetria de percepção entre professor e aluno — o que é tedioso e repetitivo para o professor (ex: tabuada do 9) é sempre novidade para o aluno, especialmente considerando que hoje praticamente não há mais repetência.
5. Proposta de solução institucional para correção de provas — sugestão de que a correção de provas e cadernos seja feita dentro da carga horária, contabilizada como "horas aula" (ex: 2h semanais, variável conforme número de alunos), já que as matérias corrigidas são sempre as mesmas.
6. Questionamento sobre a função avaliativa das provas hoje — nota-se uma mudança em relação à sua época escolar: antes as provas bimestrais definiam aprovação/reprovação; hoje, sem reprovação, você deduz que servem mais para o professor identificar dificuldades dos alunos.
7. Ceticismo quanto à reposição dos pontos facultativos aos sábados — questionamento direto e não irônico sobre o que os professores efetivamente fazem ao "bater ponto" no sábado, já que você não recorda de aulas normais nesse dia (nem levando as filhas à escola).
Ponto adicional (bônus): sobre material didático, seu argumento é que a compra deveria ser evitada — limitando-se, quando necessário, a itens como canetão ou giz — e não itens como papel sulfite, defendendo o uso de cadernos próprios dos alunos.
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