quarta-feira, 8 de julho de 2026

Voltem a Ler?

 



Comentarista: Por favor, voltem a ler. 
  Se um livro for difícil, comprem gibis.
  Mas voltem a ler e exercitem o pensamento crítico, a ponderação, a interpretação. 
  Tá todo mundo emburrecendo coletivamente.

William: Nunca entendo esse tipo de "pensamento".
  Vejam que estou lendo a postagem na tela, não é livro nem gibi.
  Não entendo porque se eu lesse em papel impresso meu "senso critico" ficaria mais apurado.
  Quem me explica?
  Já emburreci?

Paulo: Ninguém vai muito longe, vendo cortes da Internet.

William: E vai longe lendo só frases, mesmo que sejam de grandes autores?
  Você lê a manchete de um jornal.
  Não dá para dizer que ficou bem informado se não leu o conteúdo.
   Do jeito que falam parece que o livro, jornal, revista ... forçam o cidadão ler o conteúdo só porque esta escrito em papel.
   Veja, você se interessou pela postagem e estamos desenvolvendo um dialogo.
  Com o livro dificilmente você teria acesso ao produtor do conteúdo para trocarem ideias.
  Sou chamado frequentemente de burro porque quando discordo do conteúdo apresento argumentos.
   Se fosse em uma mídia antiga o autor nem saberia da minha existência.
   Agora ele tem que contra argumentar diante de seus admiradores.
   É mais fácil me bloquear e lamentar a liberdade que a Internet deu dos "imbecis" o questionarem. 

  Fora a leitura, aprendi muito com filmes, novelas, documentários.
  Se não existissem filmes eu até leria contos.
  Mas assistir Matrix no cinema (só um exemplo) ... duvido que sentiria tanta emoção se fosse lendo em livro.
  Gosto do YouTube porque posso questionar diretamente quem fez o vídeo.
  Isso era impossível assistindo Fantástico ou Globo Repórter.

Afonso: Cara no Brasil é foda se esforçar pra ir contra a pirataria. 
  Fui comprar 3 livros hoje, que são facilmente encontrados em PDF, mas decidi comprá-los mesmo assim.
  Deu quatrocentos conto, QUATROCENTOS CONTO.
  Não sei se é culpa do autor, da editora, dos impostos.  
  Não entendo do mercado editorial.
  Mas quatrocentos conto em 3 livros é foda não fazer uso da pirataria.

William: Cara, é o custo Brasil.
  Se você foi em uma loja física o custo é ainda maior.
  Batemos recorde de carga tributária em 2026.
  Vender com prejuízo é melhor nem vender.
  Deve ter algum autor ganhando muito bem, mas a maioria tem que fazer trabalhos paralelos.
  Editoras e tantas outras empresas estão quebrando.
  Livrarias aqui em Campinas, fecharam aos montes.
  Você acha mesmo que esse pessoal está ganhando tanto dinheiro?
  Veja o exemplo das bancas de jornais, nas proximidades da minha casa tinha pelo menos meia dúzia.
  Hoje só tem no centro da cidade, acho, faz tempo que não vou lá.

 Nota: Mesmo que não tivéssemos todos esses transtornos, produzir digitalmente sai muito mais barato.


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 Resumo: 

1. Questiona a equivalência entre suporte físico e senso crítico — não vê motivo lógico para que ler em papel impresso, em vez de na tela, torne o "senso crítico" mais apurado.

2. Critica a ideia de que ler fragmentos (cortes, frases) é necessariamente superficial — usa o contraponto de que ler apenas a manchete de um jornal também não gera informação completa, então o problema não é o formato (papel x digital), mas a profundidade da leitura.

3. Valoriza a interatividade da internet frente à mídia tradicional — destaca que, ao contrário de um livro ou de programas como Fantástico e Globo Repórter, a internet permite dialogar diretamente com quem produz o conteúdo, inclusive discordando e argumentando.

4. Denuncia a rotulação de "burro" como forma de evitar o debate — relata ser chamado de burro justamente quando apresenta argumentos, e sugere que é mais fácil para os autores bloquearem críticos do que responderem a eles, algo que a mídia antiga não expunha.

5. Defende outras fontes de aprendizado além da leitura — cita filmes, novelas e documentários como formas legítimas de aprendizado, com exemplo de que uma experiência como assistir Matrix no cinema gera emoção distinta da leitura em livro.

6. Atribui o preço alto dos livros ao "custo Brasil" — argumenta que a carga tributária recorde em 2026, o custo de lojas físicas e as dificuldades do mercado editorial (livrarias fechando, editoras quebrando) explicam o preço, não necessariamente lucro excessivo dos autores.

7. Aponta o fechamento de pontos de venda como evidência do enfraquecimento do setor — usa o exemplo das bancas de jornal em Campinas, que reduziram drasticamente, como sinal de que o setor não está prosperando às custas do consumidor.


  


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