Guto: Parei de comer na frente do celular.
No começo parecia aproveitamento do tempo.
Eu podia ver um episódio da minha série.
Depois percebi que era a única pausa real que eu tinha no dia.
Virou o momento mais tranquilo da minha rotina sem eu planejar.
William: Depoimentos assim foram acabando com minha humildade 😂.
Não sei se minha mente é muito melhor que a de outras pessoas ou se muitos simplesmente optam por usar pouco o "bom senso", fazem as coisas sem pensar.
Se o Guto continuasse com esse hábito estranho culparia as telas por sua falta de "pausa tranquila"?
Será que tem outros momentos que o Guto pode ficar tranquilo, mas ainda não percebeu?
Eu aceito gostos, cada um tem o seu.
Se a pessoa quer sempre ocupar sua mente com alguma mídia ou leitura, tudo bem.
Eu gosto de momentos tranquilos, sempre me permiti esses "oásis" na vida cotidiana.
Um exemplo entre tantos:
Via gente estudando no ônibus, não queriam "desperdiçar" esse tempo.
Nunca fiz isso, se conseguia sentar, preferia tranquilamente observar a paisagem.
Vamos falar de telas.
Faz algum tempo que podemos decidir quando assistir as coisas.
Vídeo cassetes que gravavam programação viraram febre por algum tempo.
Passei a assistir com mais frequência os jornais televisivos porque gravava.
Trabalhando e estudando, me inteirava das noticias do dia comendo alguma coisa antes de dormir.
Séries ou filmes eu deixava para o dia de folga.
Com a chegada dos streamings, vídeo cassetes ficaram obsoletos.
Eu assisto YouTube e outras mídias só na "tranquilidade" de casa em uma TV enorme, no caso de filmes uso até o home theater.
Não entendo que prazer pode dar assistir uma série que gostamos em uma minúscula tela!?
No trabalho, minha pausa para lanche, é exatamente isso, pausa para o lanche.
É tão óbvio que dispensa mais explicações ... "pra mim".
O tempo gasto com prazer ou necessidade ... nunca é perdido.
Mas se colocar o prazer acima da necessidade ... isso raramente acaba bem.
(William Robson)
(William Robson)
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Resumo:
1. Muitas pessoas atribuem às telas problemas que podem resultar de hábitos pouco refletidos. Você questiona se, caso Guto mantivesse o costume de usar o celular durante as refeições, acabaria culpando as telas pela ausência de momentos de descanso, quando o problema estaria na forma como organizava sua rotina.
2. Momentos de tranquilidade são uma escolha consciente. Você afirma que sempre preservou "oásis" no cotidiano, sem sentir necessidade de preencher cada instante com entretenimento ou informação.
3. Buscar produtividade em todo momento pode eliminar pausas importantes. O exemplo de pessoas estudando no ônibus contrasta com sua preferência por simplesmente apreciar a paisagem, valorizando o descanso mental.
4. O problema não é a tecnologia, mas a maneira de utilizá-la. Você relembra que já gravava programas na época do videocassete para assisti-los em horários mais convenientes, conciliando trabalho, estudos e lazer sem sacrificar momentos de pausa.
5. Existe tempo adequado para cada tipo de atividade. Você reserva filmes, séries e vídeos para quando está em casa, com conforto e atenção, enquanto no trabalho a pausa serve apenas para o lanche.
6. Nem todo hábito popular faz sentido para todas as pessoas. Você diz não compreender o prazer de assistir a séries em uma tela pequena durante intervalos, preferindo consumir esse conteúdo em melhores condições.
7. Prazer e necessidade precisam estar em equilíbrio. A conclusão sintetiza sua ideia central: o tempo dedicado ao prazer ou à necessidade nunca é desperdiçado, mas colocar sistematicamente o prazer acima das necessidades tende a trazer consequências negativas.
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