quarta-feira, 15 de julho de 2026

Responsabilidade do Eleito

 


Douglas: O voto dado não tem mais dono, e quem recebe não deve nada a ninguém.
  O povo é inocente.
 
William: Você faz parte do povo.
  É eleito vereador.
  Deixa de fazer parte do povo porquê?
  Qual sua reposta LÓGICA?

Douglas: Vou dar um exemplo.
  Você recebe um milhão de votos, vindo de não sei qual região, de quais tipos de pessoas, onde consta a exigência de qual responsabilidade e com quem você teria?

William: Cometer crimes como receber propinas continua crime previsto em lei, eu ser eleito não muda isso.
  Se eu quiser continuar na política (a maioria dos mandatos duram 4 anos) não iria irritar os que me elegeram.
  Mas se os que me elegeram não se importam com crimes e traições ideológicas... dai sim, tudo depende do meu próprio caráter.
  Não tem povo inocente.
  (Tem inocentes em meio ao povo)

  Exemplo:
  Conhece Joice Hanselmann?




  Nunca sai nas ruas para manifestações, simplesmente vou seguindo (observando) o posicionamento e comportamento dos políticos e candidatos.
  Votei na Joice no primeiro mandato.
  A achei muito "barraqueira", perdeu meu voto.
  Foi eleita deputada federal nas eleições de 2018, foi a
mulher mais votada para a Câmara dos Deputados da
historia do Brasil.
  2018 - 1.078.666 votos
  2022 -      13.679 votos
  Não foi reeleita, perdeu mais de 1 milhão de eleitores.




✧✧✧

 

 Resumo: 

1. O eleito continua fazendo parte do povo: Você confronta a ideia de que o político se torna um ser isolado ou imune à lógica social após a eleição. Para você, o vereador (ou qualquer eleito) não deixa de ser parte do povo, devendo manter a mesma coerência lógica e moral que se espera de qualquer cidadão.

2. A lei e os crimes não mudam com a eleição: Você argumenta que o mandato político não zera ou relativiza a legalidade. Práticas ilícitas, como receber propina, continuam sendo crimes previstos em lei, independentemente de quantos votos o político tenha recebido.

3. O pragmatismo da reeleição e o respeito ao eleitor: Para o político que deseja uma carreira longeva (já que os mandatos são temporários, geralmente de 4 anos), é irracional e autodestrutivo "irritar" ou trair a base que o elegeu.

4. A responsabilidade moral do eleitor ("Não tem povo inocente"): Este é um pilar forte do seu argumento. Você defende que, embora existam indivíduos inocentes no meio da população, a coletividade ("o povo") compartilha a responsabilidade pelos rumos da política. Se o eleitor não se importa com crimes ou traições ideológicas, a conduta do político passará a depender exclusivamente do caráter individual dele.

5. O voto como instrumento de punição (Caso Joice Hasselmann): Você ilustra sua tese de forma prática usando o exemplo da deputada Joice Hasselmann. Ao mostrar a queda drástica de mais de 1 milhão de votos em 2018 para apenas 13 mil em 2022, você prova que o eleitorado observa, pune comportamentos indesejados (como o excesso de "barraco") e retira (ou deveria tirar) o poder de quem o decepciona.



  


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