segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Deus de Sara, Alá de Cadija

  “Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.
[Gênesis 3:16]

  Alguns conceitos se os analisarmos na origem observamos que mudaram bastante, nós vamos dando uma ajeitadinha neles para que sobrevivam no tempo vamos meditar sobre PATRIARCADO.

  “Abraão foi o primeiro judeu.
  Com ele e através dele D’us selou uma aliança sagrada e perpétua com o povo de Israel, assegurando-lhe que seus descendentes seriam numerosos como as “estrelas do céu“ e herdariam a Terra Sagrada.
  Nosso primeiro patriarca ensinou a Verdade à sua família e a todos ao seu redor, mas, principalmente, a seu filho Isaac, que a transmitiu a Jacó e este, a seus filhos, que deram origem às doze tribos.
  Assim, a herança de Abraão passou de pai para filho em uma corrente espiritual que atravessa os séculos.” [Morasha]

  Na religião cristã em países capitalistas democráticos não encontramos mais o sistema patriarcal em seu conceito original.
  Aqui no Brasil até resquícios como a mulher adotar o sobrenome do esposo se tornou opcional.

  Conseguimos ver melhor o sistema patriarcal na religião Islâmica.
  O Islamismo é uma religião que “parou no tempo”.
  Maomé viveu por volta do ano 500 e culturalmente os muçulmanos sempre tentam reproduzir a sociedade daquela época.
  Entre os Islâmicos encontramos bons exemplos do que realmente/originalmente é uma sociedade patriarcal.

  O homem apenas por ser homem tem muitos direitos.

  Claro que com esses direitos vem deveres, mas notaram como até hoje exigir direitos é fácil já exercer nossos deveres...muitos mudam de conversa.

  É dever do patriarca ser sábio, justo, prover o sustento da família.

  Esperar que todo homem seja sábio e justo...sem comentários.

  Muitos cristãos também querem parar no tempo, fazem de tudo para resgatar a igreja do primeiro século.
  E lá no primeiro século por herança de Abraão os cristãos viviam em uma sociedade patriarcal de fato.
  O problema é que na Sociedade Ocidental por volta de 1700 ocorreu aquele estranho fenômeno do Iluminismo onde muitos pensadores começaram a questionar fortemente dogmas e tradições.
  Historias Bíblicas começaram a ser questionadas sem que o indivíduo fosse acusado de bruxaria e jogado em alguma fogueira.
  Oras, se uma sociedade começa a questionar o seu patriarca mor Deus de Abraão, imagine o que não fez com o poder do pai.

  Nas minhas observações acredito que o que faltou ao Islamismo para ser muito parecido com o Cristianismo foi o ILUMINISMO.

  Se eu questionasse o Corão [A “Bíblia” dos muçulmanos] como questiono aqui no Brasil os Evangelhos de certo seria executado.
  Claro que os evangélicos não gostam do que escrevo, mas a grande maioria prefere orar pela minha alma ou me ignorar totalmente.
  No máximo acontece um desprezo:
 - “Nem falo com aquele idiota prepotente e arrogante, não vou jogar perolas aos porcos.”

  Convenhamos que não é nada perto de ser preso e executado como aconteceria em um Estado Islâmico.

  Essa liberdade de expressão/pensamento que aconteceu nas hostes cristãs praticamente acabou com o conceito original da palavra Patriarca.
  Muitos defendem que sociedades Inglesas, Americanas, Alemãs, Canadenses, Holandesas... Brasileiras não podem ser chamadas de patriarcais.
  Eu concordo.
  O difícil é explicar porque...vou tentar.
  Eu analiso uma Sociedade por suas leis e o empenho em aplica-las.
  Antigamente era lei o filho mais velho herdar todos os bens deixados pelo pai e também seu poder.
  O filho mais velho passava a ter pleno poder sobre a família o que ele dissesse era uma ordem.
  A maioria das Sociedades Ocidentais já em 1800 não tinham mais essa obrigatoriedade.

  Duas coisas que podem limitar bastante a participação de um indivíduo em qualquer sociedade é negar-lhe acesso aos estudos/conhecimento e negar-lhe acesso a participação política votar/se candidatar.
  Isso também não ocorre nas Sociedades “Modernas” ...pelo menos nas Capitalistas democráticas.

  Tudo é melzinho na chupeta? Não!
  Entenda que não somos robôs, sempre haverá o indivíduo que não respeitará a lei.
  Não podemos falar que aqui no Brasil um homossexual é discriminado “legalmente” de alguma forma.
  Mas é claro que existe indivíduos homofóbicos.

  Quando olho para Sociedade Brasileira e suas leis não tenho como dizer que ela é homofóbica embora a homofobia ocorra.
 
  Quando olho para Sociedade Brasileira e suas leis não tenho como dizer que ela é Patriarcal embora algumas famílias possam ter um pai muito linha dura subjugando esposa e filhos.

  Se serve de consolo conheço muitos “homens bananas” a mulher é a “imperadora” do lar, se eu fosse olhar só para esses casos nossa sociedade seria matriarcal.
  A lei recentemente mudou um pouco, mas em caso de divórcio a prioridade da guarda dos filhos e posse do imóvel é da mãe.
  Se minha esposa decidisse se separar a possibilidade dela ficar com o apartamento e a guarda das filhas é enorme...se isso é uma sociedade “patriarcal” Abraão e Maomé devem estar se revirando no tumulo...HAHAHAHAHAHAHAHAHAHHA!
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 Assim como a existência do malandro depende da existência do otário/desatento a existência do dominador depende da existência da pessoa que se deixa ser dominada/subjugada.

  Sei que a vida nos impõe certas situações.
  Em um assalto com o indivíduo apontando uma arma para sua cabeça é difícil e arriscado não ficar submisso.
  Mas no relacionamento homem/mulher há um namoro ocorre uma escolha.
  No caso da Religião no início você segue a tradição familiar, mas já na adolescência pode fazer suas escolhas.
  Eu era católico e lá pelos 17 anos mudei para a igreja Presbiteriana.

  Religiosamente a maioria das mulheres escolhem ser subjugadas.

  Você mulher religiosa deve atentar que tudo aconteceu segundo a vontade de Deus... essa é a sua crença.
  Medite comigo.
  Em muitos filmes que nós humanos escrevemos a protagonista é uma mulher.
  Em Alien, por exemplo, a toda poderosa é uma mulher e no final ela trava uma batalha também com a fêmea de outra espécie.
  Deus de “Abraão” poderia ser o Deus de “Sara”?
  SIM, se Deus escreveu a história poderia ter colocado Sara como protagonista, porque isso seria impossível ou difícil para sua onipotência?

  Maomé era casado com uma rica e influente comerciante, Alá poderia fazer ela recitar o Corão e não Maomé.

  “Cadija  foi a primeira esposa do profeta Maomé.
  Foi a primeira pessoa a se converter à religião pregada pelo marido, o islão.
  Pertencia ao clã dos Banu Hashim.
  Foi casada duas vezes e enviuvou dos dois casamentos.
  Era uma rica viúva envolvida no comércio caravaneiro quando Maomé entrou ao seu serviço, trabalhando como seu agente nos negócios das caravanas que atravessavam a Arábia em direção à Síria.
  Por volta de 595, quando ela tinha cerca de quarenta anos e Maomé cerca de vinte e cinco, propõe o casamento a Maomé.
  O casal permaneceu unido nos próximos 24 anos.” [Wikipédia]

   Observe que a mulher árabe tinha uma “herança cultural” de liberdade, isso foi mudado a partir do crescimento do Islamismo introduzido pela vontade de Alá e aceito pelas mulheres.

  Daria para escrever um livro sobre isso, mas percebam que é difícil defender que o Sistema Patriarcal se manteve pela força física do homem, fica mais fácil defender que foi uma imposição divina aceita pelas mulheres.
  Se a mulher defender que os livros sagrados Bíblia e Corão foram escritos por Deus de Abraão/Alá sua submissão é diretamente fruto da vontade de Deus.

  Não encontrei nenhuma estatística a esse respeito, mas minha percepção é que existe mais homens ateus que mulheres ateias.

  Não sou ateu, mas questiono muito dogmas ditos sagrados.
  Ninguém gosta muito da minha filosofia, mas sem dúvida as mulheres ficam muito mais indignadas com minhas analises sobre Jesus, por exemplo.
  Por esses dias postei uma imagem de Jesus vestido de Super Homem, a imagem ficou [na minha opinião] perfeita para o texto, mas minha esposa expressou sua reprovação.
  É paradoxal que nós homens mesmo sendo beneficiados pelo machismo bíblico questionemos mais os dogmas que as mulheres.

  [Humm...esse texto vai precisar de uma sequência, eu não consegui nem sair do conceito antigo de Patriarcado.
  Vamos visitar toscamente outros dois conceitos.]
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 Sociedade Patriarcal = Machismo

   As feminista enxergam nossa Sociedade como sendo Patriarcal porque ela é “machista”.
  Mas como eu já disse inúmeras vezes não sei como as mulheres podem se colocar de fora da construção dessa sociedade.
  A pílula anticoncepcional trouxe uma enorme liberdade sexual para a mulher, mas entendam que a criança ser gerada no ventre da mulher não foi uma decisão do sexo masculino, foi a vontade de Deus ou o Acaso genético.
  A pílula poderia ter sido desenvolvida bem antes de 1960, mas pesquisas nesse sentido eram proibidas por questões morais/religiosas também defendidas pelas mulheres.
  Transar só por prazer iria contra alguma vontade divina.

  Trazendo para nossos dias para que mesmo os mais jovens possam entender.
  A ocorrência do homossexualismo pode ser uma falha genética como a síndrome de down, mas a religião não vê com bons olhos manipulações genéticas... o homem brincando de deus.
  Culturalmente ser gay se tornou quase uma benção a própria tradução já diz tudo: gay = alegre.
  Logo, a religiosidade atual proíbe qualquer busca de uma “cura gay” que não seja pela oração.
  A cultura atual não aceita que o homossexualismo possa ser um distúrbio, o cientista que se meter a pesquisar esse tipo de coisa corre até risco de vida.

  Assim ocorreu com a pílula anticoncepcional.

  Defender que a pílula anticoncepcional não foi desenvolvida antes por conta de um machismo social eu até aceito com muitas ressalvas o que não aceito é que esse machismo seja colocado única e exclusivamente como sendo fruto do “opressor” gênero masculino sobre o pobre e “indefeso” gênero feminino.

  Sociedade Patriarcal = Predominância dos homens nos postos de alto comando.

  Temos muito mais homens presos que mulheres presas.
  Será que que há uma discriminação contra os homens ou nós em geral somos mais violentos?
  O que você acha de criar uma cota de 30% de presidiarias...HAHAHAHAHAHAAAAH!

Mulher – Seu guarda eu não fiz nada, porque o senhor está me prendendo.”
Guarda – A senhora está sendo presa para cumprir a cota...teje presa”

  Ninguém gosta de chefe carrasco, mas convenhamos que chefe muito bonzinho não se mantem no posto, funcionários folgados existem aos montes e passam a dominar nefastamente o local de trabalho.
  Um bom líder deve buscar o equilíbrio entre ser linha dura e flexível.
  Como o equilíbrio perfeito é impossível eu prefiro tender um pouco mais para a linha dura.
  A flexibilidade maior é um “bônus” que dou ao bom funcionário.
  O fato comprovado do homem ser geralmente mais agressivo faz com que ele tenda para linha mais dura exercendo um comando mais eficiente.
  Uma “agressividade/energia” que a mulher consegue exercer com algum esforço para o homem pode fluir naturalmente.
  Mais uma vez estamos diante de uma imposição GENÉTICA, não é meramente comportamental/cultural.
  Aqui em casa minha esposa fala não para as meninas com um certo esforço, para eu o não flui naturalmente...HAHAHAHAHAH!
  Claro que considero minha esposa uma excelente mãe, mas se eu não estivesse aqui a família perderia em liderança, evidente, segundo “minha” percepção.
  Eu evito muito “descontrole”.

  As portas do alto comando devem ficar escancaradas para as mulheres, mas esquecer o mérito e promover uma mulher porque é “politicamente correto”, para resgatar dividas ancestrais ou por algum sistema de cotas... é ineficiente.

  O cérebro se desenvolve de maneira tão fantástica até cerca dos 10 anos porque homens e mulheres “emburrecem” tanto na adolescência?
  “Decifra-me ou te Devoro!”
 [Vamos tentar decifrar esse enigma no próximo texto]



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