sexta-feira, 27 de julho de 2012

Mendigos e Gatos

  “Até hoje eu nunca vi um gato acompanhando um mendigo! Por que será?!” [Kléber Novartes]

  Eu gosto de auxiliar crianças, por mim nenhuma nasceria doente ou de casais desestruturados.


  Não queria que crianças precisassem de ajuda, deveriam vir ao mundo em condições dignas, isso deveria ser obrigatório, uma lei da natureza.

  Outro tipo de pessoa que gosto de ajudar são trabalhadores iguais eu.
  Os donos de empresas são trabalhadores também e gostaria muito que todos tivessem esse meu gosto em ajudar outro trabalhador, ajudar seus funcionários.


  Prefiro ajudar crianças e trabalhadores que mendigos.

  Há trabalhadores que ficam constrangidos em serem ajudados e esses são os que gosto mais de ajudar, tento fazer de alguma forma a evitar o constrangimento.
  Infelizmente sou pobre e posso fazer bem pouco, gostaria de poder fazer muito mais.
  Se eu fosse Presidente um ponto de honra em minha administração seria regulamentar a Participaçãonos Lucros da maneira mais sabia possível.

  Aqui em casa quando descarto algo que ainda tem utilidade minha preferência são os trabalhadores do condomínio, se não for útil para nenhum deles sempre conhecem algum outro trabalhador que esteja precisando daquela doação.
  Para não constranger ninguém; aqui no prédio tem uma área de descarte coberta onde é possível deixar roupas, sapatos, livros...
  Por esses dias comprei uma impressora nova sem fio, a antiga estava boa, coloquei na área de descarte com o bilhete de que estava boa, deixei junto o manual e o drive de inicialização.
  O que é obsoleto para eu pode ser muito útil a outra pessoa.
  Minhas filhas estão em fase de crescimento e minha esposa adora comprar-lhes roupas novas é um prazer da minha esposa e ela não passa dos limites, mulher que não gosta de comprar roupa não é normal...
  O resultado é que muitas roupas em ótimas condições ficam esquecidas em uma canto, bom, eu não me chateio em demasia com isso porque são doadas a caridade, é como um acerto de contas com o passado... não, não é aquela coisa horrível do “resgate espirita”.
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  Por vezes andamos quilômetros de distância para fazer caridade quando há gente que precisa de nossa ajuda bem próximos a nós.

  Se cada um cuidasse bem do seu entorno viveríamos em uma sociedade bem melhor.
  Como sabem, a maior parte de minha vida passei na pindaíba, era muito bom quando minha família ganhava alguma coisa.
  Certa vez eu fazia trabalho em um prédio como o que eu moro hoje e um morador me deu um tênis Reebok original, não era essas falsificações baratas, ele não gostava da cor [marrom] deve ter ganho de presente.
  Ele podia se dar ao luxo de dispensar um tênis por não gostar de cor, isso foi maravilhoso para mim.
  Ainda bem que o tênis era exatamente o meu número, mas se não fosse não faltaria outro trabalhador que eu pudesse doar o tênis e faria isso.
  O que eu ganhei de dinheiro fazendo o serviço no prédio foi uma merreca, mas ganhar o tênis valeu uns 20 dias de trabalho.

  Quando criança ajudava minha mãe a fazer faxina na Igreja São José na Vila Industrial.
  A Igreja recebia muitas doações de roupas e o saudoso “Seu Brasilino” [sacristão] deixava que eu escolhesse o que me servisse era o único jeito de eu e meus irmãos não andarmos todos esfarrapados.
  Eu sei que todos só pensam em ajudar mendigos, mas eu penso que a prioridade deveria ser “trabalhador ajudar trabalhador” isso seria uma medida preventiva para que a dureza da situação não fizesse surgir mais mendigos...
 [Não seja radical, “priorizar” a ajuda a crianças e trabalhadores não significa eliminar a ajuda a mendigos.]
To be continued...


Paróquia São José na Vila Industrial – Campinas



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