sábado, 27 de outubro de 2012

Maria da Penha

“Criada em 2006, a lei Maria da Penha protege as mulheres da violência doméstica e representa um avanço na legislação brasileira.
  Entre as inovações legais está a impossibilidade da vítima retirar a queixa de agressão, a menos que isso seja feito perante o juiz, em audiência marcada exclusivamente com este fim.”

Leia com atenção essa matéria:

   “Durante todo o século 20, convivemos com o Código Civil elaborado por Dom Pedro II e pelo jurista Augusto Teixeira de Freitas, ainda no século 19, e que entrou em vigor em 1917.
  Entre outras coisas, o documento considerava o homem como o chefe de família e os escravos como bens móveis; o adultério feminino era entendido como crime e as filhas poderiam ser deserdadas, caso fossem “ingratas” com o pai – um instrumento para cercear a liberdade e a sexualidade femininas.
  Apenas em 2002 esse Código Civil foi revogado e substituído por outro, em conformidade com a Constituição do país, de 1988, que, em seu artigo 226, no parágrafo 8º, prima pela não violência familiar, sem fazer distinção entre direitos de homens e mulheres.” [Planeta Sustentável]

  Você que é “jovem” [menos de 21 anos] ou que já não é tão jovem, mas é pouco afeito a pesquisa tome cuidado com essas matérias que montam um “quadro teórico” que não correspondia à realidade praticada.
  Sim, na Constituição de 1988 foi oficializado no papel uma mudança no código civil, mas na pratica o código anterior já não era aplicado literalmente, pergunte a qualquer juiz ou advogado.
  Se você fechar sua mente apenas na leitura dessa matéria fica parecendo que antes da Constituição de 1988 vivíamos como selvagens sob influência do regime militar o que está longe de ser verdade.

  Observe que a matéria diz que “apenas em 2002” o código foi revogado, o que ela não diz é que as partes mais críticas dele já não eram aplicadas faz muito tempo.

  Suponhamos que depois de muitas brigas você saia hoje de casa, se separa da sua esposa, cada um vai para o seu lado e decidem verbalmente a relação com os filhos e separação dos bens.
  Daqui 2 anos os papéis do divórcio ficam prontos e a separação é oficializada.
  Na teoria a separação ocorrerá daqui há 2 anos, mas na pratica ela ocorre hoje.

  No regime militar a escravidão era proibida, você matar sua esposa porque ela te traiu era crime do mesmo jeito, mulheres trabalhavam fora normalmente, filhas não podiam ser deserdadas por serem ingratas...

  Fica claro que fomos preguiçosos em atualizar o código civil, mas na pratica os juízes ignoravam as partes que não condiziam mais com os costumes em uso.
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  Meu pai batia na minha mãe, mas ele não era de espancar se estava irritado dava um tapa ou soco.

  Ficou gravado em minha mente uma vez que meu pai deu uma cabeçada na minha mãe, daquelas de pugilista.
  Conheci mulheres que iguais a minha mãe sofriam violência doméstica, mas quando resolveram realmente dar um basta houve a separação.
  Lembro da primeira vez que minha mãe foi a delegacia dar queixa do meu pai por agressão, não sei o ano ao certo mas sei que foi bem antes da Constituição de 1988.
  Já funcionava a delegacia anexa ao presidio do São Bernardo e o atendimento foi rápido, uma viatura chegou em minutos.
  Meu pai foi agressivo com os policiais então chegou outra viatura para dar apoio.
  Eu não tinha muito entendimento das coisas, mas minha mãe foi maravilhosamente atendida pelos policiais, o que eu penso ser assistentes sociais ofereceram todo apoio para separação legal, mas minha mãe na hora do vamos ver voltou atrás.

  Casos de violência doméstica são difíceis de esconder dos familiares e amigos próximos, corre de boca em boca.
  O que vou escrever vai chocar muitos então antes vamos a uma introdução:
  Os religiosos dizem que não há pequeno ou grande pecado.
  Pecado é pecado e mesmo o mínimo deles nos faz perder a salvação se não ocorrer o arrependimento e o perdão.

  Diferente desse dogma Bíblico eu classifico tudo que pode ser classificado, atribuo peso as coisas.

  Por exemplo, para eu o pecado não ocorre em pensamento ele só ocorre no campo da ação.
  Pensar em roubar e não roubar não considero pecado.
  Roubar é um pecado grave e assassinar é um pecado gravíssimo.
  Para efeito didático não vamos ver o pecado como desagradar a algum Deus, em texto anterior eu disse que é difícil identificar a vontade de Deus.

  Vamos considerar pecado qualquer mal que você faça aos outros.

  Ser roubado sem dúvida é algo muito desagradável, um grande transtorno, mas ser baleado ou esfaqueado é muito pior.
 Observem que estou dando pesos as situações, estabelecendo um pecado maior, médio e pecado menor.
  Dito isso vamos amarrar a questão que trata esse texto.
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  A grande maioria dos homens que conheço não agridem suas companheiras.

  Dos que agridem a maioria só faz isso no calor da discussão, muitas vezes revidando a agressão iniciada pelas mulheres, como geralmente o homem é mais forte que a mulher o malefício que ele provoca nela é bem maior que o que ela provoca nele.
  Você mulher pense bem.
  Quantas vezes já sentiu vontade de bater em um homem?
  Dar uns tapas ou soco no seu namorado ou marido.
  Eu não tenho dúvidas que se a mulher fosse mais forte que o homem nós iríamos apanhar muiiiiito.
  Da mesma forma muitos homens em algum momento pensam em dar um tapa na mulher, mas isso não chega nem perto de virar ação.
  Mulheres sabem ser incrivelmente irritantes e os caras que mais agridem são os que abusam do álcool.
  Resumindo:
  O cidadão não tem uma índole maravilhosa, esta embriagado, a mulher conhece seus pontos fracos e o leva ao limite... a agressão acontece.
  Não, não estou dizendo que a mulher é culpada da agressão sofrida apenas estou mostrando como a situação se desenvolve.

  Não foi eu que criei o mundo, não foi eu que fiz o homem ser mais forte que a mulher, se acredita em Deus como criador de tudo reclame para ele.
  Se acredita no Acaso adapte-se a situação.

  Se você mulher já sabe que a partir de certo ponto vai tirar o cara fora de si é melhor não ultrapassar esse ponto.
  Se o cidadão tem pavio curto te agride oralmente ou fisicamente por qualquer coisa ... é melhor não deixar o relacionamento se aprofundar e se já se aprofundou precisa traçar planos para separação.
  No entanto não é dessa situação controlável pela lógica que me provocou a escrever esse texto, vamos mais uma vez falar de pessoas fora de controle...
  Mulher tranca marido no banheiro porque ele não lavou a louça. [Terra]
  I’ll be Back!




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