terça-feira, 30 de outubro de 2012

Falta de Evidências

  “As vivências terríveis fazem-nos pensar se o seu protagonista não é, ele próprio, algo de terrível.” 
  [Nietzsche]

  Uma das regras básicas da vida “segundo” os livros de autoajuda é:

“Colhemos o que plantamos.”

  Sem dúvida isso acontece muito, mas não é tão abrangente quanto dizem que é.
  Já escrevi bastante sobre essas pessoas que pensam que podem tudo, basta esforço, fé e dedicação e tudo é possível.
  Se plantarem ser diretores da empresa, serão diretores da empresa.
  Se plantarem serem ricos e famosos, serão ricos e famosos.
  Enfim, para essas pessoas a vida é uma terra extremamente generosa e fértil que em se plantando tudo dá.
  Vamos andar algumas casas depois da virgula sobre a inspiração da provocação de Niet.
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  Qualquer Filosofo medíocre observa que nem tudo que plantamos colhemos.

  Por vezes colhemos muitos dissabores repassamos todos nossos passos e não identificamos exatamente onde erramos.

  A garota foi super legal com seu namorado, fiel, carinhosa, companheira e mesmo assim ele se interessou por outra e acabou o namoro.
  A garota plantou amor e colheu um coração partido.

  Um religioso ou leitor de livro de autoajuda quando observa isso para de pensar para não colocar em xeque a frase “colhemos o que plantamos”.
   Alguns se consolam com as frases:
   “Deus sabe o que faz.” 
   “Deus está preparando um homem melhor para você”.

  Outros religiosos como Hinduístas e Kardecistas consideram esse “consolo/resposta” insatisfatório e dessa insatisfação temos as religiões reencarnacionistas.
  Com histórias mirabolescas de um passado imaginado “deduzem” que a vida da garota tinha que cruzar com a do rapaz, mas eles não poderiam viver juntos.
  Quem nunca leu um romance espirita, ou assistiu filme e novela com esse tipo de enredo?
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    Se uma criança nasce surda de certo ela não plantou essa situação se Deus é justo e bom não faria uma criança nascer doente ou com deficiência.

  Acontece que a realidade não dá a mínima para nossas conjecturas Teológicas se a criança não ouve não aprenderá a falar outra situação que ela não plantou.

  “Ah! Ela está pagando por algum pecado de seus pais.”
  “Ah! Em outra vida ela não fez bom uso da audição e está sendo punida”.
  “Ah! Em outra encarnação ela provocou surdez em alguém e agora está resgatando”.

  Percebem?
  Uma vivência só pode ser terrível em consequência de uma ação nossa se não nessa vida em outra vida, se não por nossos pecados por pecados de nosso pais ou avós, ou simplesmente é a vontade de Deus ou Alá.
  Flutuamos, flutuamos e voltamos a mesma resposta insatisfatória.

  Para quem não acredita em reencarnação:
  Não dá realmente para justificar porque um Deus “justo e bom” permite que uma criança nasça doente ou deficiente.

  Para quem acredita em reencarnação:
  Não temos como confirmar o mal que a criança fez em outra vida e deduzir que ela merece a dificuldade que está tendo como um tipo de resgate.
  Se for assim não devemos tratar nenhuma doença porque estaríamos atrapalhando o resgate espiritual da pessoa.
  Um transplante de olhos, por exemplo, seria ir contra a vontade de Deus.
  Fica até uma situação incomoda.
  Olhamos para uma criança com deficiência e nosso primeiro pensamento é: “Você merece tudo de ruim que está vivendo!”
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  Um colega disse que eu “detono” frases só para ser do contra, só para chamar atenção.
  Pelo visto ele não lê muito o Blog, eu não detono todas as frases feitas apenas as analiso com ISENÇÃO já falei de muitas as quais concordo, aqui vai mais uma:

  “Todo mundo é inocente até que seja provada sua culpa”.

  Toda criança é inocente, ninguém merece nascer doente, fico satisfeito que muitos humanos pensem assim e não se conformem com as doenças, sempre busquem a cura.
  A vontade de Deus não é prova de culpa da criança, o resgate de outra vida não é prova de culpa da criança.
  NÃO RECONHEÇO ESSAS “EVIDÊNCIAS”.

  To be continued...


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