terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Na Mão de Deus

 “O valor do subsídio concedido pela prefeitura de Campinas às empresas subirá dos atuais R$ 28 milhões para R$ 40 milhões por ano a partir de 2013, um aumento de 42%.
  O aumento dos insumos e dos "encargos sociais" forçaram o reajuste da tarifa.”


Segura na Mão de Deus ♫♫♫♫♫

  Falando em ônibus lembrei de uma conversa que tive com uma colega semana passada, em resumo:
  Ela está super alegre porque um candidato prometeu que com 150 reais por mês você poderá andar de ônibus o quanto quiser.
  Perguntei se ela andava muito de ônibus?
  Ela disse que raramente. [A empresa tem fretado]

  Você sabe que qualquer empresa estatal ou privada não tem como operar no prejuízo.
  No caso da empresa privada vai a falência no caso da Estatal é desviado para ela dinheiro dos impostos.
  Na pratica o que o candidato a Prefeito está prometendo é pagar a passagem de ônibus com dinheiro dos impostos.
  Ou seja minha colega vai pagar por um serviço que raramente usa!!!
  Esta alegre porquê?

  O trabalhador já tem uma vantagem que é ter o desconto com transporte limitado a 6% do seu salário é de se pensar com muito cuidado sobre essas propostas que oferecem ainda mais vantagens fornecidas pelos cofres públicos.
  Coloque uma coisa na sua cabeça:

O dinheiro não é do prefeito é da cidade!

  Se você quer subsidiar as empresas de ônibus com dinheiro dos impostos... tudo bem, é um direito seu.
  Só peço que pense muito bem sobre o assunto, saia dessa infantilidade de “Empresários Monstruosos contra Trabalhadores indefesos.”
  Minha colega esta alegre em bancar um serviço que ela usa raramente, e você?
  Rede de proteção é uma coisa, dar mordomia a todos é outra bem diferente.
  Muitos países desenvolvidos estão em dificuldades por bancar um bem estar social maior do que a economia pode suportar.
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  Fora o debate sobre transportes onde o bom senso matemático perdeu; na eleição em São Paulo (2012) aconteceu outra situação provocante.

  O preconceito contra Russomanno por ele ser ligado à Igreja Universal.

  Foi mais uma daquelas inúmeras coisa que não entendi.

  Lembrei que por Kassab não ter esposa foi insinuado na eleição passada que ele é gay.
  Tentar diminuir Kassab como candidato a prefeito pela possibilidade dele ser homossexual foi muito mal visto pela maioria da Sociedade.
  Realmente o fato de alguém ser Gay não implica que a pessoa seja desonesta ou seja incompetente administrativamente.
  É evidente que um Prefeito homossexual eleito não pode usar seu mandato para dar privilégios aos Gays.
  Se isso for observado cabe ação no ministério público por improbidade administrativa no favorecimento de terceiros.
  Logo, eu entendo muito bem a indignação dos paulistanos diante da insinuação que um homossexual não possa ser um bom prefeito.

  Agora, por favor me expliquem, minha mente entrou em vórtice diante dessa questão:

  Porque um membro da Igreja Universal não pode ser Prefeito!?

  Estamos em um Estado Laico não acredito que Russomanno fosse mudar a legislação de São Paulo segundo a Bíblia Sagrada.

  Sei que a Universal representa um grande grupo financeiro.
  As Construtoras e Bancos não são grandes grupos!?

  Sabendo do apoio da IURD a Celso Russomanno a imprensa e a oposição ficariam muito atentas sobre qualquer ação sua que favorecesse a Igreja, Celso seria muito estúpido se caísse nessa “tentação” de favorecer indevidamente a IURD.
  Assim como um prefeito homossexual seria muito estúpido se promovesse uma orgia sexual dentro da Prefeitura.
  Hoje em dia com tantos celulares e câmeras está muito difícil um personagem público não ser flagrado em alguma ação boa, má ou que carece de explicação.
  Ouvi até que Celso ganhou um programa na Record como um plano maquiavélico para alçar seu nome a prefeitura.
  Caraca! Eu conheço o Celso da TV há tanto tempo com seus programas sobre defesa do consumidor.
  Se não me engano ele ficou famoso antes do Edir Macedo.
  Eleições custam caro, todo candidato tem apoio de empresas.
  Até onde sei Celso cumpriu todas as exigências legais inclusive o prazo para se afastar do seu programa.
  A Record por sua vez cumpriu as exigência legais dando o mesmo espaço a todos os candidatos, logo, minha mente entrou em vórtice por mais uma vez não identificar qual o problema?
  Eu gosto de buscar respostas satisfatórias, mas para isso eu tenho que identificar qual o problema, qual o enigma a ser decifrado.
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  Eu particularmente sou contra contribuição de empresas para campanhas políticas.

  As contribuições deveriam sempre ser de pessoa física.
  Quero dizer: O Antônio Ermírio pode dar dinheiro a um candidato que ele queira apoiar, o Ermírio é um cidadão como qualquer outro e se ele quiser dar 10% da sua fortuna para a Igreja Católica é um direito dele, se ele quer apoiar a candidatura de alguém é um direito dele.
  No caso da Votorantim tudo fica muito complicado.
  O Grupo Votorantim é pessoa Jurídica que pode participar de licitações públicas, o candidato ajudado pela Empresa pode ser cobrado a retribuir o apoio.
  Hoje em dia uma grande empresa dificilmente tem um único dono, geralmente é um grupo de acionistas, logo, se um acionista deu dinheiro do seu bolso para ajudar um candidato não significa o apoio da Empresa. Mas aí já seria outro texto...

  Só para não ficar no ar eu digo que as licitações devem ter toda transparência possível, a Votorantim não deve ter privilégios, mas também não pode ser prejudicada pelo simples fato de um de seus acionista ter contribuído com a campanha de Fulano ou Beltrano.

  Fechando o texto:
  Todos temos ou não temos uma CRENÇA.

  Não fico indignado se chegar a Prefeito um Ateu, Católico, Homossexual, Espirita, Budista...porque devo ficar indignado se um Evangélico da Igreja Universal chegar?

  “Decifra-me ou te Devoro!”







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