sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Imaginando Sintomas

  Quando servi o Exército estava explodindo de raiva, mas mesmo nesses momentos consigo rir da ironia da situação, rio da minha desgraça.

  Eu estava lá espumando de raiva e o Tenente começa o discurso de “boas vindas”, foi mais ou menos assim:

  “Sei que muitos de vocês estão aqui contra a vontade, ainda não entendem a nobreza de servir a Pátria, mas vocês sairão daqui HOMENS prontos para morrer pelo Brasil, se for preciso...
  O Exército vai introduzindo aos poucos quando vocês perceberem já estará tudo dentro...”

  Eu ri muito, pensei:
  Tô ferrado, aos poucos, mas ferrado.
  Vou contar para vocês o Tenente mentiu, o Exército não foi gentil, as “preliminares” no exército foram sofridas.
  Mas sem dúvida entrou tudo e foi fundo... apesar de tudo ele estava certo, saí de lá mais HOMEM.
  Vou introduzir a Filosofia Matemática aos poucos, quando você perceber já estará tudo dentro.
  Relaxe e goze!
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  É espantoso que tantos indivíduos se preocupem mais em tratar o sintomas de uma doença que a doença em si.

  Agindo assim a melhora da situação [quando ocorre] sempre é passageira.
  Na área Política os indivíduos chegam a “imaginar sintomas” e sofrem por causa dessa imaginação, é quase inacreditável.

  Por esses dias um colega comentou indignado que o pior período do ano é a época de eleições.
  Já antecipei em minha mente a resposta, mas para ser educado perguntei porquê? [Eu dispunha de algum tempo]

  “- Políticos são todos ladrões, todos corruptos, nenhum faz nada!”

  Por sorte meu colega tem uma certa idade, uns 55 anos, então ficou rápido e fácil.
  Nesse tema o mais difícil é conversar com algumas pessoas de 18 anos que tem certeza de tudo e não confiam em ninguém com mais de 30 anos.
  Geralmente são admiradores de Che Guevara.
  Eu disse ao meu colega que não sabia dessas coisas de políticos não fazerem nada, meu bairro é bom, tem água encanada, rede de esgoto, telefonia, Internet, escola, as ruas são asfaltadas e iluminadas...
  Perguntei em que bairro ele morava que não tinha nada?

  “- Onde eu moro também tem todas essas coisas, quando fui morar lá faltava muita coisa, mas agora tem tudo”.

  Caraca! Você acabou de dizer que nenhum político faz nada!
  Ele sorriu meio sem jeito, mas graciosamente aliviado... gosto de ver sorrisos é como olhar uma alma iluminada.
  Foi como se aquele fogo provocado pelo ódio, pela raiva, fosse atingido por uma agradável brisa refrescante.
  Igual aquele dia de forte calor em que bebemos uma coca cola ou cerveja estupidamente gelada. [para quem gosta].
  Eu disse a ele que nos organizamos politicamente para termos bens públicos desse tipo e não para que o Governo seja nossa mãe, nosso PAIZÃO.

   Até no caso de pai e mãe depois dos 18 anos somos legalmente independentes, não podemos ficar sobre a responsabilidade de nossos pais para sempre a não ser que tenhamos alguma grave debilidade.
  Latinos agem como se tivessem uma grande debilidade mental.

  Iluminação, rede de esgoto, hospitais... não surgem como obra do Espirito Santo.
  Se tem asfalto na sua rua é porque alguém direcionou o dinheiro dos impostos para que isso acontecesse, não foram duendes que asfaltaram sua rua enquanto você dormia.

  Se você sabe de algum político que esteja roubando o denuncie no Ministério Público, na dúvida, se não conseguir provas NÃO VOTE NELE!
  Se tem notícias “bem fundamentadas” de que ele pratica atos ilícitos e a explicação dele não é convincente NÃO VOTE NELE!

  Está acontecendo algo desagradável em seu bairro?
  Pressione o vereador que você votou, tenha o e-mail dele no seus favoritos se ele não lhe der atenção, não o reeleja.
  Coloque o cara para trabalhar, você paga um bom dinheiro para que ele faça isso.
  Você não pediu para ele se candidatar foi ele que se ofereceu.
  Hã, você votou em qualquer um? Anulou seu voto?
  “Vai a peta que te peril”! Seu trouxa. [escapou]
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  Voltando a conversa com meu colega eu disse:

  “Escolha um bom candidato, não lave suas mãos, não desista da política, não existe Sociedade organizada e civilizada sem qualidade POLÍTICA.”

  O Brasil está em suas mãos, ame essa Nação! [O Tenente diria isso.]


  Pedi muito a Deus para não servir o exército, fiz jejum, corrente de oração, vigília.
  Trabalhava informalmente de vendedor de porta em porta e era horrível, ficar livre do exército me possibilitaria conseguir um serviço com carteira assinada.
  É evidente que não fui atendido.
  Esse soldado me lembra eu mesmo em alguns treinos no Exército.
  Eu era evangélico, olhava para o Céu e perguntava:
  “O Senhor não vai com a minha cara?”
  HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!




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