domingo, 26 de fevereiro de 2012

Idiota


  O lado perigoso da ioga

  Um novo livro gera polêmica ao divulgar que a milenar prática indiana pode causar contusões graves e até danos cerebrais.
  Quando a ioga pode machucar?
  O jornalista americano William Broad, fez carreira escrevendo sobre armas nucleares e segurança nacional.
  Depois de 40 anos praticando ioga, resolveu pesquisar sobre a atividade que lhe trouxe benefícios, mas que também se mostrou perigosa – ele levou meses para se recuperar de um mau jeito nas costas causado por uma postura.
  O resultado da investigação de cinco anos é o livro The science of yoga (A ciência da ioga).
  A obra foi lançada nos Estados Unidos na semana passada, mas causou polêmica antes mesmo da publicação.
  O The New York Times (NYT), jornal americano para o qual Broad trabalha, divulgou um trecho que desfaz, segundo o autor, um dos mitos que envolvem a milenar prática indiana: que a ioga é uma atividade segura.
  No texto, Broad enumera lesões relatadas a ele por instrutores ou documentadas por médicos em estudos.
  Os prejuízos à saúde vão de dores musculares excruciantes a rompimentos de tendões, de problemas na coluna a lesões cerebrais (com direito a paralisia de parte do corpo).
  São revelações suficientes para preocupar o mais zen dos iogues, quem dirá nós, simples amadores, que nos equilibramos em poses nas horas vagas.

  Matéria completa:




 “A ioga é encarada hoje mais como um exercício puro do que uma filosofia que busca autoconhecimento.
  Ao adotar a exatidão das posturas como meta, muitos instrutores se esquecem de que o corpo de cada aluno é diferente, assim como seu grau de flexibilidade.
  Não conseguimos realizar certas posturas por limites físicos, não da mente, como chegam a dizer muitos gurus.”
  [Revista Época – link indisponível]


   Essas matérias me provocaram várias meditações (textos) distintas, mas vou dar um breve destaque a duas.

 1 – Estatisticamente não podemos dizer que a ioga é uma mutiladora de corpos, algo a ser banido da face da Terra, mas fica claro que toda atividade oferece riscos.

  Não dá para evitarmos que idiotices (ou acidentes) aconteçam, podemos principalmente através de INFORMAÇÃO prevenir, mas vai de cada um seguir as recomendações.

  A pessoa acredita que pode alcançar a "exatidão" em uma posição, e confia mais na opinião do instrutor do que em sinais que seu corpo está no limite.

  Vejo pessoas “demonizando” (ou santificando) certas práticas baseadas em matérias jornalísticas.
  Ao ler essa matéria ou o livro muitos já encontram mais uma desculpa para ficar no sedentarismo ... até que outra matéria fale sobre os males do sedentarismo 😊.

  Assim o indivíduo vai mudando sua “opinião” e rotina de acordo com o que está na moda ou com a última matéria jornalística que o impactou.
  É um idiota ...

 Idiota significa tolo, pateta.
  Do grego "idiótes" que significa "pessoa leiga, sem habilidade profissional", por oposição àqueles que desenvolviam algum trabalho especializado.
  Na acepção original, idiota designava literalmente o cidadão privado, alguém que se dedicava apenas aos assuntos particulares em oposição ao cidadão que ocupava algum cargo público ou participava dos assuntos de ordem pública.
  O termo evoluiu de forma depreciativa para caracterizar uma pessoa ignorante, simples, sem educação.
  Popularmente, um idiota é um indivíduo tolo, imbecil, desprovido de inteligência e de bom senso.   



  Como podem ver “idiota” é um conceito bastante amplo.
  Observo que todos nós podemos ser idiotas em alguma coisa.
  Por “N” motivos não percebemos nossa falta de bom senso em determinados assuntos.
  Veja esse caso.
  Não tem como dizer que os praticantes de ioga são desprovidos de inteligência, tolos, “idiotas”; mas no caso especifico de não reconhecer os limites do próprio corpo, nessa questão, são.

  Tem alguns tipos de pessoas.

a) Aquele praticante de ioga que depois de ler esse tipo de matéria vai se policiar mais, para ter mais segurança.
  Ele estava deslumbrado com a pratica, agindo como um idiota (excedendo), agora vai ter mais bom senso.

b)  Aquele praticante que vai simplesmente desqualificar a matéria porque ela fala coisas que colocam em dúvida a segurança de uma atividade que ele ama tanto.
  “Com certeza” quase tudo é mentira, o autor é um frustrado, as pesquisas todas fraudadas ou distorcidas.

c)  Aquele praticante que foi impactado pela matéria e vai parar de fazer ioga hoje mesmo.

d)  Aquele praticante que foi impactado pela matéria, mas prefere ignorar os fatos, vai continuar agindo da mesma maneira que sempre agiu, aquela dor na lombar uma hora passa ... é só intensificar a ioga.




  O do item “a” vai deixar de ser idiota nessa questão, os outros ...

    Vivo em sociedade, evidente que o que as pessoas a minha volta fazem me afetam.

2 -  Sim, a idiotice dos outros é um problema.
  Mas ...

  A prioridade é analisar minha própria idiotice.

  Cada conhecimento (informação, critica, noticia) é processado primeiro aplicando no meu próprio comportamento/opinião

  Em geral vejo mais pessoas preocupadas em analisar a “idiotice dos outros”.
(Ou que elas tem como idiotice.)

  Vamos a um exemplo fácil.

  O que você que não frequenta a Igreja Universal, pensa das pessoas que frequentam?

  Ali o modus operandi é a Teologia da Prosperidade.

  Leio muito que esse tipo igreja engana, rouba, extorque as pessoas ... é um grande mal a ser combatido.
 
  Só idiotas frequentam igrejas como a Universal?

  Próximo a minha casa tem um templo da Universal enorme, o maior de Campinas, certa vez me deu vontade de conhecer e fui.
  Bonito lugar, muito bem cuidado, organizado.
  Consegui vaga no estacionamento coberto, havia muitos carros, bons carros.
  Improvável que pessoas muito humildes/ignorantes lotassem o estacionamento daquele jeito.
  Palestra motivacional muito boa.
  A diferença para uma palestra motivacional “do mundo” é só que o fio condutor ali é a religiosidade.

  A segunda parte é uma solicitação de dinheiro sem fim, mas contribui quem quer.
  Contribui porque achei a palestra muito boa, beleza de oratória.

  Fui idiota?
  Sei lá, pode ser, mas me sentiria mal se não pagasse nada por aquele “show”.

  Eu estava em uma fase tão difícil, precisava tanto de algo que me desse algum ânimo nem que fosse por pouco tempo.

  Tem pessoas que esquecem sua limitação financeira e contribuem mais do que seria recomendado
  De certo tem.
  O que podemos fazer?
  Não falta gente criticando esse tipo de igreja, se a pessoa não dá ouvidos aos inúmeros alertas ... defendo que não podemos fazer nada.

  É preciso respeitar/aceitar a idiotice das pessoas.

  Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.

  Até que ponto “EU” aceito a idiotice dos outros?

  Analiso quanto me afeta diretamente e/ou o funcionamento eficiente da Sociedade.

  Fechando e amarrando as duas provocações...

1 -  É idiota exceder os limites do próprio corpo?
  Mas como ter certeza de qual é nosso limite!?
  Se o praticante de ioga parar diante do primeiro desconforto físico ... nem sentado naquela famosa posição ele fica 😆.
(Não consigo ficar 10 minutos desse jeito)
 
  Não consigo identificar em que a pratica da Ioga afeta negativamente a vida em sociedade.
  Se o cidadão se exceder vai arcar com as consequências; lesão no corpo não dá para magicamente transferir para outras pessoas.
  Espero que o praticante de ioga não leve essa pratica ao nível da “idiotice”, mas se levar ... aceito/respeito.

2 – A teologia da Prosperidade é uma idiotice, um grande mal a ser combatido?
  No geral ela anima as pessoas, convida ao trabalho, honestidade, amor ao próximo ... trata Deus/Jesus como parça 😆
  Espero que o participante da Teologia da Prosperidade não leve essa pratica ao nível da “idiotice”, mas se levar ... aceito/respeito.

   Me preocupo mais com as idiotices que causam grandes danos pessoais ou sociais, mas esse seria outro texto ...







 É Ioga ou Zumba!?
😆
        



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