Renato: Em última instância só existem duas formas de ver o mundo.
1- Você acredita que todos os seres humanos são iguais, merecem direitos que garantam sua vida digna e devem contribuir com a sociedade com o melhor que puderem...
ou
2. Você acredita que existem pessoas que naturalmente são melhores que outras, essas pessoas então devem ter acesso ao melhor e devem ter o direito de governar sobre as outras.
Em última instância, toda posição política se alinha em um espectro que tem essas duas visões como opostas.
A minha opinião é a primeira, fundamento ela dizendo que não existe ninguém "naturalmente melhor" que os outros, pois melhor é subjetivo e depende de qual o desafio da vez que a natureza está jogando para ti.
Resumo:
1. Existem pessoas "naturalmente" melhores desde o nascimento — Você defende que há diferenças inatas de eficiência e capacidade, como gênios (Tesla, Newton) que possuíam intelectos excepcionais, observáveis já nos primeiros anos de vida (ex.: alunos que se destacam na sala de aula desde cedo).
2. Crítica à simplificação binária de Renato — Você acusa o Renato de "misturar alhos com bugalhos" ao reduzir tudo a apenas duas visões opostas (igualdade absoluta vs. superioridade natural com direito de governar), pois a realidade é muito mais complexa e multifacetada.
3. Talentos são específicos e separados — Habilidades variam por categoria: liderança (ex.: Thomas Edison vs. Tesla), administração, esportes (Cristiano Ronaldo merecendo sua fortuna por talento e esforço), governança (Ronald Reagan como bom governante) ou invenções (Faraday).
Não há uma hierarquia única de "melhor" absoluto.
4. Complexidade maior que o binário — Tudo é "bem mais complexo": ser naturalmente melhor em uma área não implica superioridade geral ou direito automático de governar os outros.
Talentos são distintos e contextuais.
5. Diferença de impacto para a humanidade — Nem todo talento tem o mesmo valor coletivo: ser o melhor em futebol (ex.: Franz Beckenbauer, "Der Kaiser") é admirável, mas não se compara ao benefício trazido por um cientista brilhante (ex.: Albert Einstein, ambos alemães de nascimento/origem).
6. Ironia/críticas à Geração Z — Muitos jovens da Geração Z conhecem Beckenbauer (se forem fãs de futebol), mas ignorar Einstein revela uma lacuna grave de conhecimento básico — o que os coloca "naturalmente... bem abaixo da média" (com tom irônico e provocativo, como você escreveu).
7. Mérito conquistado e valor contextual — Mesmo reconhecendo talentos inatos, o sucesso (como a grana de Ronaldo ou o legado de Einstein) vem de mérito e aplicação; "melhor" é subjetivo dependendo do desafio, mas diferenças de eficiência natural existem e são evidentes em áreas intelectuais/inventivas que beneficiam amplamente a humanidade.
Esses pontos capturam o cerne da sua réplica: contestar a visão igualitária radical do Renato com exemplos concretos, enfatizando complexidade, especificidade de talentos e diferenças reais de contribuição/impacto.


Nenhum comentário:
Postar um comentário