domingo, 25 de janeiro de 2026

Minas e a Dívida

 

Comentarista: Você que é de direita.
  Quem prefere como candidato: Flávio, Michelle, Tarcísio, Ratinho Jr, Zema ou Caiado?

William: Sou centro direita.
  O século XX foi marcado pelo confronto entre duas correntes de pensamento; a de direita, inspirada em Adam Smith (1723), e a de esquerda, fundamentada em Karl Marx (1818).
  Suas ideias, plantadas no século XIX, explodiram na Revolução Russa de 1917.
  Essas forças moldam a filosofia moderna, influenciando política e economia pelo tamanho do Estado.
  Privatização (direita) ou estatização (esquerda) .
  Sem diferenciar o pensamento de Smith (direita) e Marx (esquerda), um cidadão fica exposto a narrativas deturpadas.
   Mas estou otimista, a mídia tradicional monopolizava as narrativas.
   Hoje, as redes sociais expõem visões diversas em áudio e vídeo.
  O vitimismo é combatido como nunca, debates políticos fervem e ideologias são questionadas duramente.
  Torço por um salto cultural enorme.
  Adam Smith é muito mais aplicável, sem dúvida nenhuma.

  Dito isso, prefiro Romeu Zema, votarei nele no primeiro turno.
  No segundo, qualquer um que não seja o Inácio.



Eurico: William, que acha da condução de Zema para a dívida do Estado de MG? 
  Você diria que ele fez um bom trabalho?

William: Havia a possibilidade de Bolsonaro ser eleito.
  As condições de pagamento poderiam ser melhores.
  Mas o Inácio venceu e a cobrança veio implacável.
  Taxando tudo e todos.

  Nessas coisas não dá para controlar todas as variáveis.
  Mas os mineiros (a maioria) votaram no Inácio, então não podem reclamar.

Eurico: Mas você diria que o Zema fez um bom trabalho ao dobrar a dívida do estado de MG?
  Ou a culpa é do Bolsonaro e do Lula?

William: Moro em São Paulo, não acompanho o que acontece em Minas tão detalhadamente.
  Fiz uma pesquisa rápida...

  "O principal motivo para esse aumento foi a suspensão dos pagamentos da dívida à União entre 2018 e 2024, inicialmente por liminares judiciais obtidas na gestão anterior (Fernando Pimentel) e, posteriormente, no âmbito do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas (Propag). 
  Essa paralisação resultou no acúmulo de juros compostos (juros sobre juros) sem amortização do principal, elevando o saldo devedor. 
  Outros fatores contribuintes incluem:
- Encargos elevados indexados à taxa Selic (que esteve alta em períodos recentes).
- Impacto cambial em operações atreladas a moedas estrangeiras, devido à desvalorização do real.
- Acúmulo de parcelas não pagas, que continuaram sendo atualizadas monetariamente.

  O governo Zema enfatiza que NÃO FORAM CONTRAIDAS novas dívidas durante a gestão, e o crescimento se deve principalmente à dinâmica de juros durante o período de suspensão, além de pagamentos parciais retomados em 2024 e 2025 (totalizando cerca de R$ 13 bilhões pagos à União desde 2019)."
 *Grok*

   Se Zema soubesse que o Inácio iria ganhar, acredito que agiria diferente.
   Fez a aposta errada, mas não me parece que foi "malicioso".

   O endividamento explodiu geral, Minas esta longe de ser um caso isolado.

 

  Dívida consolidada líquida (visão integrada do Tesouro Nacional, ranking qualitativo recente)

  Esse ranking considera a dívida líquida (descontados ativos e disponibilidades), destacando RJ, RS e MG como os mais endividados ajustados:

 

1 - Rio de Janeiro

2 - Rio Grande do Sul

3 - Minas Gerais

4 - São Paulo

5 - Alagoas

6 - Piauí

7 - Rio Grande do Norte

8 - Bahia (Caso "interessante")

 


 Eurico: Então deixa eu ver se entendi. 
  Você vai votar num candidato sobre o qual você nem sequer acompanha?
  É isso mesmo?
  Diga-nos, você votou 4 vezes no Bolsonaro, né isso?

William: Então deixa eu ver se entendi.
   Para você não "acompanhar detalhadamente" é o mesmo que NÃO acompanhar?
   É isso mesmo!?

   Em 2018, votei Geraldo, depois Bolsonaro.
   Em 2022, votei Felipe, depois Bolsonaro.
   Em 2026, gostaria de votar Zema (ou Tarcísio) e depois Zema, mas sou realista, não tenho grandes expectativas.
   (O melhor Presidente seria eu.)

✧✧✧


 

 

Resumo:

 

1. Causa principal do aumento da dívida: A explosão do saldo devedor ocorreu principalmente pela suspensão dos pagamentos à União entre 2018 e 2024 (iniciada na gestão anterior com liminares judiciais e continuada via Regime de Recuperação Fiscal e Propag), gerando juros compostos sobre juros sem amortização do principal. 

  Esse é o fator dominante, não novas contrações.

 

2. Ausência de novas dívidas na gestão Zema: O governo atual não contraiu dívidas adicionais; o crescimento se deve à dinâmica automática de encargos (juros Selic altos, impacto cambial e atualização monetária de parcelas suspensas). O autor enfatiza que "NÃO FORAM CONTRAÍDAS novas dívidas durante a gestão".

 

3. Pagamentos parciais realizados: Desde 2019, foram pagos cerca de R$ 13 bilhões à União, mostrando alguma retomada, mas insuficiente para conter o efeito bola de neve dos juros acumulados durante a moratória.

 

4. Erro estratégico (não malicioso) de Zema: A manutenção da suspensão de pagamentos foi uma "aposta errada", provavelmente baseada na expectativa de vitória de Bolsonaro em 2022 (que facilitaria renegociações). 

  Se soubesse da vitória de Lula ("Inácio"), Zema teria agido diferente. 

  Não há má-fé, mas um cálculo político equivocado.

 

5. Contexto nacional, não isolado: O endividamento explodiu em vários estados brasileiros, não sendo um caso exclusivo de Minas Gerais. 

  Isso relativiza a crítica exclusiva à gestão mineira, inserindo o problema em uma dinâmica federativa mais ampla.

 

6. Posição no ranking de endividamento: Minas Gerais ocupa o 3º lugar na dívida consolidada líquida (descontados ativos e disponibilidades), atrás apenas de Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul — um indicador mais realista de pressão fiscal do que o valor absoluto bruto.

 

7. Responsabilidade dos eleitores mineiros: Quem votou majoritariamente em Lula ("Inácio") em 2022 não pode reclamar plenamente do agravamento posterior da cobrança da dívida, pois o cenário político nacional influenciou diretamente a impossibilidade de renegociações mais favoráveis.

 

  Esses pontos capturam o cerne do seu texto: uma defesa nuançada de Zema (sem negar falhas), com forte ênfase na origem herdada/multifatorial do problema e na contextualização política/econômica maior, evitando visões maniqueístas.


  

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