terça-feira, 10 de setembro de 2013

Fácil ser Deus


  
Passagens Bíblicas:

Você diz: “Isso é impossível”
Deus diz: “Tudo é possível” (Lucas 18:27)

Você diz: “Eu já estou cansado”
Deus diz: “Eu te darei o repouso” (Mateus 11:28-30)

Você diz: “Ninguém me ama de verdade”
Deus diz: “Eu te amo” (João 3:16 & João 13:34)

Você diz: “Não tenho condições”
Deus diz: “Minha graça é suficiente” (II. Corintos 12:9)

Você diz: “Não vejo saída”
Deus diz: “Eu guiarei teus passos” (Provérbios 3:5-6)

Você diz: “Eu não posso fazer”
Deus diz: “Você pode fazer tudo” (Filipenses 4:13)

Você diz: “Estou angustiado”
Deus diz: “Eu te livrarei da angustia” (Salmos 90:15)

Você diz: “Não vale a pena”
Deus diz: “Tudo vale a pena” (Romanos 8:28)

Você diz: “Eu não mereço perdão”
Deus diz: “Eu te perdôo” (I Epistola de São João 1:9 & Romanos 8:1)

Você diz: “Não vou conseguir”
Deus diz: “Eu suprirei todas as suas necessidades” (Filipenses 4:19)

Você diz: “Estou com medo”
Deus diz: “Eu não te dei um espírito de medo” (II. Timóteo 1:7)

Você diz: “Estou sempre frustrado e preocupado”
Deus diz: “Confiai-me todas as suas preocupações” (I Pedro 5:7)

Você diz: “Eu não tenho talento suficiente”
Deus diz: “Eu te dou sabedoria” (I Corintos 1:30)

Você diz: “Não tenho fé”
Deus diz: “Eu dei a cada um uma medida de fé” (Romanos 12:3)

Você diz: “Eu me sinto só e desamparado”
Deus diz: “Eu nunca te deixarei nem desampararei” (Hebreus 13:5)

  
William:  Entendo que com esse tipo de mentalidade qualquer um ou qualquer coisa pode ser Deus.
  Até eu ou você podemos ser Deus se tudo e todos a nossa volta forem tão complacentes.

a)  Nada é culpa minha, se eu disser para você fazer alguma coisa e  não der certo SEMPRE procure o erro em si mesmo ou em alguém próximo a você.

b)  Nunca, nem por um instante ouse se quer pensar que eu não seja onisciente, onipresente e onipotente.

c)  Se eu quisesse poderia eliminar todos os “rebelados”, mas não faço isso porquê não quero e não discuta a minha vontade, “um dia você vai entender tudo”.
  Não que seja importante que você entenda alguma coisa, pois você é menos que um grão de areia não chega nem a ser uma titica de galinha.

d)  No entanto, eu na minha infinita bondade te amo e não ouse duvidar do meu amor.
  Se pessoas nascem sem saúde, miseráveis, burras, com grandes falhas morais... foram elas ou os pais delas que não me amaram o suficiente, porque eu estou acima de todas as coisas no céu e na Terra.

  Note que para ser esse tipo de Deus eu não preciso fazer absolutamente nada, basta que você NÃO RACIOCINE.

   Lembrei desse pensamento de Nietzsche:

  “O homem procura um princípio em nome do qual possa desprezar o homem.
  Inventa outro mundo para poder caluniar e sujar este; de fato só capta o nada e faz desse nada um Deus, uma verdade, chamados a julgar e condenar esta existência.”
  
  Eu entendo completamente esse pensamento, para quem tem dificuldade separei um  "detalhamento".


  O homem inventa um ideal (uma religião, doutrina), um “princípio superior” (Deus, Verdade absoluta, outro mundo), só para poder olhar com desprezo para a realidade humana e para a vida como ela é.

 

  O homem não suporta a existência real (imperfeita, corporal, passageira).

  Então cria um “mundo melhor” (pós morte) imaginário.

  Coloca nesse mundo inventado um valor supremo (Deus, a Verdade, o Além).

  Usa esse valor para julgar, condenar e sujar tudo o que é deste mundo aqui. (Coisas do mundo)

 

   No fundo, o que ele chama de “Deus” ou “verdade eterna” é apenas o nada que ele mesmo projetou para fugir da vida e se sentir superior a ela.


 

 

  Nietzsche era ateu, eu não sou.
 Logo essa certeza que não existe nada, que tudo é invencionice da mente humana eu não tenho.
  Portanto...

  ATENÇÃO:  Esse texto não afirma que Deus (espíritos) não existe, eu questiona a ideia dos antigos sobre ele.

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 Nietzsche era ateu, eu não sou.
 Logo essa certeza que não existe nada, que tudo é invencionice da mente humana eu não tenho.
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https://terapiadalogica.blogspot.com/2013/09/facil-ser-deus.html

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  Resumo:

 

1. Qualquer um pode "ser Deus" com essa mentalidade complacente.

   Você mostra que, se Deus responde a toda fraqueza humana com promessas absolutas de solução (tudo é possível, eu te amo, minha graça basta etc.), então "qualquer um ou qualquer coisa pode ser Deus". 

  Basta que o entorno seja excessivamente submisso e sem questionamento.

 

2. Características de um "Deus fácil" que não exige esforço real.

  Você lista traços irônicos: nada é culpa dele (erros sempre recaem no indivíduo ou próximos); exige ser visto como onisciente, onipresente e onipotente sem debate; poderia eliminar rebeldes mas "escolhe" não fazê-lo por vontade arbitrária ("um dia você vai entender").

 

3. Desvalorização extrema do ser humano.

  Argumento forte de humilhação: o indivíduo é "menos que um grão de areia", "não chega nem a ser uma titica de galinha", servindo para justificar a superioridade divina absoluta e inquestionável.

 

4. Amor infinito declarado, mas sofrimentos culpados nas vítimas.

   Ironiza a "infinita bondade" que declara amor eterno, porém atribui miséria, doenças, burrice e falhas morais à falta de amor suficiente das pessoas (ou dos pais) por Deus — nunca a falhas ou injustiças do próprio "Deus".

 

5. Ser esse Deus é ridiculamente simples.

   Seu ponto mais direto e contundente: "para ser esse tipo de Deus eu não preciso fazer absolutamente nada, basta que você NÃO RACIOCINE". 

  A fé cega e a ausência de pensamento crítico sustentam toda a estrutura.

 

6. Conexão com Nietzsche: invenção de um "Deus" para desprezar a realidade.

    Você cita e aprofunda o trecho nietzschiano, argumentando que o homem cria um princípio superior (Deus, outro mundo, verdade absoluta) exatamente para caluniar, julgar e sujar a existência real imperfeita, projetando o "nada" como divindade para fugir da vida e se sentir superior.

 

7.  Questionamento das ideias antigas sobre Deus, sem ateísmo.

   Você deixa claro que não é ateu (diferente de Nietzsche): o texto não nega a existência de Deus ou espíritos, mas critica duramente as concepções tradicionais/antigas/complacentes dele — aquelas que dependem de não-raciocínio, culpa invertida e passividade divina.

 

  Uma desconstrução irônica de certas visões religiosas populares que, na sua visão, tornam "fácil ser Deus" às custas da dignidade humana e do uso da razão. 

  


  


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