domingo, 18 de janeiro de 2026

Viagem Interior

 


Comentarista:  "Sua imaturidade para viver só, te aprisiona na convivência e na dependência de quem tem o potencial para te diminuir."

William: Entendo quando ocorre essa situação, mas ...
nem sempre é "imaturidade", pelo contrário, pode até ser sinal de muita maturidade.

   O companheiro Sócrates dizia: Conhece-te a ti mesmo.

   Me conheço muito bem então vou falar de mim, cada um que faça sua própria viagem interior.
   Não sei se é uma característica de nascença ou interferência do meio, mas uma casa vazia me parece tão "triste".
   Sou de família numerosa, somos em 5 irmãos, minha infância foi de casa cheia até demais 😉.
   Num nível que eu fugia para biblioteca ou uma pracinha para ficar um pouco só comigo mesmo.

   Sou maduro o suficiente para morar sozinho?
   Claro que sim, é uma característica minha ser muito independente.
   Eu nem gosto muito de conversar, prefiro escrever.

   E já escrevi em vários textos que quando minha esposa e filhas viajam para o Paraná e ficam alguns dias fora ... já no segundo dia a casa me parece tão vazia, "triste".
   Nem sei se triste é bem o termo.
   Um termo bom seria "Domingo a Noite". 😉
   Aquele sentimento que afeta muitas pessoas (a mim também) o fim de semana esta terminando e dá uma  certa "melancolia" difícil de explicar.
    Um clima de "fim de festa".

   Não é o caso, convivo bem com minha esposa e filhas.
   Mas suportaria até ser "diminuído" um pouco para o local onde moro não ficar vazio.
   Não, animais de estimação não são companhia pra mim, preciso de uma mente humana por perto.

  Evidente que é melhor ficar só do que ter uma companhia muito incomoda.

  Enfim, cada um é cada um.
  Conheça a si mesmo.
  Morar sozinho não é necessariamente um sinal de "maturidade".

   Faça o que é melhor PRA VOCÊ.
   Não se importe tanto com "conceitos" definidos por outros ...


✧✧✧


 

 


  Resumo:

 

1. Nem sempre a dependência de companhia indica imaturidade — Pelo contrário, pode ser sinal de muita maturidade reconhecer e aceitar a própria necessidade de convivência humana, em resposta direta ao comentário inicial que via isso como fraqueza.

 

2. A máxima socrática "Conhece-te a ti mesmo" é o fundamento — Você a coloca como ponto de partida essencial, convidando cada pessoa a fazer sua própria viagem interior para entender suas reais preferências e necessidades, sem julgamentos externos.

 

3. Uma casa vazia gera tristeza/melancolia profunda— Você descreve vividamente esse sentimento (comparando ao "Domingo à Noite" ou "fim de festa"), mostrando que, apesar da independência, o vazio do lar afeta emocionalmente quem cresceu em ambiente familiar numeroso.

 

4. Influência da infância em família grande — Com 5 irmãos e casa sempre cheia (a ponto de você buscar solidão em bibliotecas ou praças), o contraste com a casa vazia hoje reforça que essa sensibilidade ao vazio não é fraqueza, mas traço formado ao longo da vida.

 

5. Você é independente, mas prefere companhia humana — Capaz de morar sozinho (e até gosta de escrever em silêncio, sem muita conversa), ainda assim sente falta intensa da família quando ela viaja — e prefere suportar alguma "diminuição" a viver num espaço vazio, desde que a companhia seja boa.

 

6. Melhor sozinho do que com companhia incômoda — Você estabelece um limite claro: a presença humana é desejável, mas nunca a qualquer custo; qualidade importa mais que quantidade, e animais de estimação não substituem uma mente humana.

 

7. Morar sozinho não é critério de maturidade — Você rejeita fortemente esse conceito imposto por outros: a verdadeira maturidade está em fazer o que é melhor para si mesmo, ignorando rótulos e "conceitos definidos por outros" — priorize o que funciona na sua própria viagem interior.

 

  Esses pontos capturam bem o espírito do texto: uma defesa pessoal e filosófica da autenticidade, usando o autoconhecimento socrático para desarmar julgamentos simplistas sobre independência vs. dependência emocional.

 

  

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