Cicero: “Deus prova
seu amor pela humanidade quando envia Cristo para morrer por nós, sendo nós
ainda pecadores.”
William: Muitos valorizam demais certas situações sem meditar de forma racional.
Quem decide tratar um câncer é “guerreiro, corajoso, uma pessoa incrível” ... porque !?
Que opção essa
pessoa corajosa tinha além de não tratar e morrer com dores intensas!?
Quando fico
doente, tomar remédios não é um ato de coragem é uma necessidade da qual não
tenho como fugir quando a doença provoca graves sequelas ou pode me levar a óbito.
Cristãos ficam
emocionados quando dizem que o Deus de Abraão mandou para morrer por nós seu único
filho.
Idolatram essa história.
Deus teve um único filho, quanto devemos valorizar essa história, essa
SITUAÇÃO?
Se Deus pode tudo
não teve outros filhos porque não quis, logo não sei porque transformar Deus de
Abraão em “herói” porque decidiu ter um único filho, alguém fez vasectomia
nele!?😉
Mesmo que fosse
isso Deus pode tudo pode reverte-la e ter outros filhos, Zeus teve um monte.
Nota: Desculpem a
exposição um tanto infantil, mas as situações são infantis, não fui eu que as
inventei.
Deus matou seu único filho por amor a nós.
Se a dívida era
com Deus Pai bastava ele perdoar a dívida.
Deus preferiu
mandar seu único filho para ser crucificado e classificamos isso de um pai amoroso!
Amor que mata um
inocente ... dá até medo de um deus assim, me parece mais uma história de terror.
Pense comigo, Eva
só comeu o fruto porque foi convencida pela “serpente”.
Bastaria Deus
não ter permitido que Lúcifer andasse pelo Jardim do Éden e seriamos como seus “bichinhos
de estimação” até hoje.
Além do mais a
“morte” de Jesus é bastante questionável.
Jesus estava vivo
antes de encarnar, continuou vivo encarnado, ressuscitou e está vivo para
sempre, se muito ficou morto por um ou dois dias, ressuscitou no terceiro.
Quero dizer que
do ponto de vista divino foi quase nada, é como seu filho pegar uma gripe forte
e ficar um ou dois dias no hospital.
Não é algo
agradável, mas também não é algo para valorizar tanto quanto os cristãos fazem.
Lembremos que Alá
através de Maomé tem fiéis seguidores.
Maomé não realizou milagres nem ressuscitou ao
terceiro dia.
Percebemos que na
Bíblia há muito “teatro” para pouco resultado prático.
Mas a grande
provocação do texto de hoje é:
Se Deus Pai
"precisava" matar seu filho unigênito então ele presta contas a
alguém, talvez ele esteja preso a leis do Universo tal qual nós estamos.
Cristãos afirmam
que Deus é onipotente, onisciente e onipresente.
Ao mesmo tempo
sugerem que Deus “precisava” mandar seu filho para morte no objetivo de
resgatar dividas.
A quem um Deus
poderoso desse precisa dar satisfações!?
Outro deus exigiu
isso do deus dos cristãos!?
💥 PERIGO ... Essa divagação já foi longe demais, vamos PENSAR em algo mais útil, mais “terreno”. 💥
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Nos filmes e noticiários
americanos fico impressionado ao ver como quem morreu nos atentados de 11 de Setembro são tratados como heróis.
Caraca!
O cara foi
trabalhar, houve um atentado e ele morreu.
Claro que é
lamentável, mas no mundo milhares de pessoas hoje irão trabalhar e não voltarão
para suas casas, acidentes de carro, doenças, latrocínio, acidentes de
trabalho, atentados terroristas, guerra civil...
A
morte por si só não transforma ninguém em herói, alguém a ser idolatrado.
Observe que a
idolatria insana não acontece só na fantasia, lenda, histórias antigas.
Acontece na nossa
realidade, no nosso cotidiano.
Você que é um
Livre Pensador medite sobre isso.
Que situações ou pessoas você está idolatrando em sua vida?
A idolatria é
algo indesejável no
Livre Pensamento, não basta você optar por pensar nos desdobramentos é preciso
não se limitar a dogmas.
Onde há idolatria
há dogmas.
(William Robson)
Medite sobre
quais situações ou pessoas você está valorizando.
Valorizar muito
algo que na realidade tem pouco valor torna a vida ineficiente.
Da mesma forma há
coisas importantes que não damos o devido valor ... mas esse seria outro
texto...
O atentado de 11
de Setembro é um bom paralelo para esse texto.
Sei que é duro se
questionar sobre isso, principalmente para pessoas que perderam entes queridos
no 11 de Setembro, mas...
Quem foi trabalhar no World Trade Center e
morreu é herói porquê?
Sei que quem
nasceu e cresceu ouvindo a mesma dedução da história narrada na Bíblia nem se
deu ao trabalho de pensar em outras possibilidades, mas ...
Deus “matou” seu “único” filho para
“resgatar” nossas dívidas com quem?
Com ele mesmo!?
Se você não quer pensar...tudo bem.
Mas admita:
Você simplesmente
aceita historias acreditando que as respostas virão quando você morrer sem nem
ter certeza que há uma vida após a morte.
Você confia cegamente SEM
PENSAR no que está escrito na Bíblia, você IDOLATRA PAPEL E TINTA.
Fui sincero como ninguém deveria ser?
Mas se Deus conhece
tudo ... conhece meus pensamentos.
Como é possível enganar
um ser onipotente, onipresente e onisciente!?
✧✧✧
Resumo:
1. Crítica à supervalorização irracional de atos "corajosos"
sem alternativas reais
Tratar um câncer ou
tomar remédios em caso de doença grave não é coragem heroica, mas necessidade
inevitável para evitar sofrimento ou morte. Analogamente, muitas situações
idolatradas carecem de ponderação racional sobre opções limitadas.
2. Idolatria da narrativa cristã do sacrifício de Jesus como
ato supremo de amor
Cristãos se
emocionam e idolatram a ideia de Deus enviar seu "único filho" para
morrer por nós, mas isso merece questionamento: se Deus é onipotente, por que
limitar-se a um filho? A escolha de ter apenas um não o torna "herói"
(comparação irônica com Zeus e vasectomia).
3. Incoerência no "sacrifício": Deus poderia
simplesmente perdoar a dívida
Se a dívida
(pecado) era com o próprio Deus Pai, bastaria perdoá-la diretamente. Em vez
disso, optou por mandar o filho ser crucificado — o que transforma o ato em
algo mais próximo de terror do que de amor paternal amoroso, matando um
inocente.
4. O "problema do mal" simplificado: Deus poderia
ter evitado a Queda
Eva foi convencida
pela serpente (Lúcifer) no Éden. Bastaria Deus impedir a presença de Lúcifer
ali para que a humanidade permanecesse como "bichinhos de estimação"
obedientes, sem pecado original, sem necessidade de sacrifício.
5. A "morte" de Jesus é minimizada do ponto de
vista divino
Jesus existia
antes, continuou "vivo" de forma divina, ressuscitou no terceiro dia
— logo, sofreu "apenas" um ou dois dias de morte. É comparável a uma
gripe forte ou internação breve, não algo épico a ser supervalorizado como
fazem os cristãos.
6. Contradição na onipotência: se Deus "precisava"
sacrificar o filho, a quem presta contas?
A necessidade de
mandar o filho morrer para "pagar dívidas" implica que Deus não é
totalmente livre/onipotente — talvez sujeito a leis superiores do universo ou a
outro ser. Isso contradiz a afirmação cristã de onipotência, onisciência e
onipresença plenas.
7. Paralelo com a idolatria moderna: vítimas do 11 de Setembro
não são heróis por morrerem
Pessoas que
morreram no trabalho durante o atentado são tratadas como heróis nos EUA, mas a
morte em si (acidentes, doenças, crimes etc.) não transforma ninguém em ídolo.
Isso reflete a mesma idolatria irracional que ocorre com narrativas religiosas,
e o Livre Pensamento deve questionar tanto dogmas antigos quanto
contemporâneos.
Esses pontos capturam o cerne provocativo do texto: a
necessidade de meditar racionalmente sobre desdobramentos lógicos, rejeitar
idolatria (religiosa ou secular) e evitar dogmas que valorizam excessivamente
situações ou histórias sem valor proporcional real. O título "Bichinhos de
Estimação" reforça a ideia de que, sem a Queda, seríamos apenas seres
passivos e controlados — e questiona se o "plano" divino realmente
faz sentido.
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As vítimas de uma tragédia devem ser sempre lembradas em respeito a tudo o que deve ser feito para evitar a repetição da tragédia.
ResponderExcluir"Idolatrias" são partes da pedagogia civilizatória.
Eu não acredito que o senhor Jesus foi obrigado a se "sacrificar".
Ele fez o que queria fazer pelo povo dele- e ocorreu a coincidência dele "entrar no mito" que existia sobre um messias que iria aparecer.
Se ele era esse de fato- ele só pôde confirmar depois...
No jardim de Getsêmani claramente ele pede a Deus que mude aquele "roteiro".
ResponderExcluir-Pai afasta de mim esse cálice.