terça-feira, 28 de maio de 2013

Bichinhos de Estimação








Cicero:  “Deus prova seu amor pela humanidade quando envia Cristo para morrer por nós, sendo nós ainda pecadores.”
       
William: Muitos valorizam demais certas situações sem meditar de forma racional.

  Quem decide  tratar um câncer é “guerreiro, corajoso, uma pessoa incrível” ... porque !?
  Que opção essa pessoa corajosa tinha além de não tratar e morrer com dores intensas!?
  Quando fico doente, tomar remédios não é um ato de coragem é uma necessidade da qual não tenho como fugir quando a doença provoca graves sequelas ou pode me levar a óbito.

  Escrevi sobre fãs e seus ídolos hoje escreverei sobre idolatrar uma história (real ou fictícia) sem ponderar sobre seus desdobramentos.

  Cristãos ficam emocionados quando dizem que o Deus de Abraão mandou para morrer por nós seu único filho.
  Idolatram essa história.

   Deus teve um único filho, quanto devemos valorizar essa história, essa SITUAÇÃO?

  Se Deus pode tudo não teve outros filhos porque não quis, logo não sei porque transformar Deus de Abraão em “herói” porque decidiu ter um único filho, alguém fez vasectomia nele!?😉
  Mesmo que fosse isso Deus pode tudo pode reverte-la e ter outros filhos, Zeus teve um monte.

Nota: Desculpem a exposição um tanto infantil, mas as situações são infantis, não fui eu que as inventei.

  Deus matou seu único filho por amor a nós.

  Se a dívida era com Deus Pai bastava ele perdoar a dívida.
  Deus preferiu mandar seu único filho para ser crucificado e classificamos isso de um pai amoroso!
  Amor que mata um inocente ... dá até medo de um deus assim, me parece mais uma história de terror.

  Pense comigo, Eva só comeu o fruto porque foi convencida pela “serpente”.
   Bastaria Deus não ter permitido que Lúcifer andasse pelo Jardim do Éden e seriamos como seus “bichinhos de estimação” até hoje.

  Além do mais a “morte” de Jesus é bastante questionável.

  Jesus estava vivo antes de encarnar, continuou vivo encarnado, ressuscitou e está vivo para sempre, se muito ficou morto por um ou dois dias, ressuscitou no terceiro.

  Quero dizer que do ponto de vista divino foi quase nada, é como seu filho pegar uma gripe forte e ficar um ou dois dias no hospital.
  Não é algo agradável, mas também não é algo para valorizar tanto quanto os cristãos fazem.

  Lembremos que Alá através de Maomé tem fiéis seguidores.
  Maomé não realizou milagres nem ressuscitou ao terceiro dia.

  Percebemos que na Bíblia há muito “teatro” para pouco resultado prático.

  Mas a grande provocação do texto de hoje é:

  Se Deus Pai "precisava" matar seu filho unigênito então ele presta contas a alguém, talvez ele esteja preso a leis do Universo tal qual nós estamos.

  Cristãos afirmam que Deus é onipotente, onisciente e onipresente.
  Ao mesmo tempo sugerem que Deus “precisava” mandar seu filho para morte no objetivo de resgatar dividas.
  A quem um Deus poderoso desse precisa dar satisfações!?
  Outro deus exigiu isso do deus dos cristãos!?


 💥 PERIGO ... Essa divagação já foi longe demais, vamos PENSAR em algo mais útil, mais “terreno”. 💥

 

 

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  Nos filmes e noticiários americanos fico impressionado ao ver como quem morreu nos atentados de 11 de Setembro são tratados como heróis.

  Caraca!
  O cara foi trabalhar, houve um atentado e ele morreu.
  Claro que é lamentável, mas no mundo milhares de pessoas hoje irão trabalhar e não voltarão para suas casas, acidentes de carro, doenças, latrocínio, acidentes de trabalho, atentados terroristas, guerra civil...

  A morte por si só não transforma ninguém em herói, alguém a ser idolatrado.

  Observe que a idolatria insana não acontece só na fantasia, lenda, histórias antigas.
  Acontece na nossa realidade, no nosso cotidiano.

  Você que é um Livre Pensador medite sobre isso.

  Que situações ou pessoas você está idolatrando em sua vida?

  A idolatria é algo indesejável no Livre Pensamento, não basta você optar por pensar nos desdobramentos é preciso não se limitar a dogmas.

  Onde há idolatria há dogmas.
  (William Robson)

  Medite sobre quais situações ou pessoas você está valorizando.
  Valorizar muito algo que na realidade tem pouco valor torna a vida ineficiente.
  Da mesma forma há coisas importantes que não damos o devido valor ... mas esse seria outro texto...

 
  O atentado de 11 de Setembro é um bom paralelo para esse texto.
  Sei que é duro se questionar sobre isso, principalmente para pessoas que perderam entes queridos no 11 de Setembro, mas...

  Quem foi trabalhar no World Trade Center e morreu é herói porquê?

  Sei que quem nasceu e cresceu ouvindo a mesma dedução da história narrada na Bíblia nem se deu ao trabalho de pensar em outras possibilidades, mas ...

 Deus “matou” seu “único” filho para “resgatar” nossas dívidas com quem?
 Com ele mesmo!?

  Se você não quer pensar...tudo bem.
  Mas admita:

  Você simplesmente aceita historias acreditando que as respostas virão quando você morrer sem nem ter certeza que há uma vida após a morte.

  Você confia cegamente SEM PENSAR no que está escrito na Bíblia, você IDOLATRA PAPEL E TINTA.






  Fui sincero como ninguém deveria ser?
  Mas se Deus conhece tudo ... conhece meus pensamentos.

  Como é possível enganar um ser onipotente, onipresente e onisciente!?

✧✧✧

 

 Resumo:


1. Crítica à supervalorização irracional de atos "corajosos" sem alternativas reais 

   Tratar um câncer ou tomar remédios em caso de doença grave não é coragem heroica, mas necessidade inevitável para evitar sofrimento ou morte. Analogamente, muitas situações idolatradas carecem de ponderação racional sobre opções limitadas.

 

2. Idolatria da narrativa cristã do sacrifício de Jesus como ato supremo de amor 

   Cristãos se emocionam e idolatram a ideia de Deus enviar seu "único filho" para morrer por nós, mas isso merece questionamento: se Deus é onipotente, por que limitar-se a um filho? A escolha de ter apenas um não o torna "herói" (comparação irônica com Zeus e vasectomia).

 

3. Incoerência no "sacrifício": Deus poderia simplesmente perdoar a dívida 

   Se a dívida (pecado) era com o próprio Deus Pai, bastaria perdoá-la diretamente. Em vez disso, optou por mandar o filho ser crucificado — o que transforma o ato em algo mais próximo de terror do que de amor paternal amoroso, matando um inocente.

 

4. O "problema do mal" simplificado: Deus poderia ter evitado a Queda 

   Eva foi convencida pela serpente (Lúcifer) no Éden. Bastaria Deus impedir a presença de Lúcifer ali para que a humanidade permanecesse como "bichinhos de estimação" obedientes, sem pecado original, sem necessidade de sacrifício.

 

5. A "morte" de Jesus é minimizada do ponto de vista divino

   Jesus existia antes, continuou "vivo" de forma divina, ressuscitou no terceiro dia — logo, sofreu "apenas" um ou dois dias de morte. É comparável a uma gripe forte ou internação breve, não algo épico a ser supervalorizado como fazem os cristãos.

 

6. Contradição na onipotência: se Deus "precisava" sacrificar o filho, a quem presta contas? 

   A necessidade de mandar o filho morrer para "pagar dívidas" implica que Deus não é totalmente livre/onipotente — talvez sujeito a leis superiores do universo ou a outro ser. Isso contradiz a afirmação cristã de onipotência, onisciência e onipresença plenas.

 

7. Paralelo com a idolatria moderna: vítimas do 11 de Setembro não são heróis por morrerem 

   Pessoas que morreram no trabalho durante o atentado são tratadas como heróis nos EUA, mas a morte em si (acidentes, doenças, crimes etc.) não transforma ninguém em ídolo. Isso reflete a mesma idolatria irracional que ocorre com narrativas religiosas, e o Livre Pensamento deve questionar tanto dogmas antigos quanto contemporâneos.

 

Esses pontos capturam o cerne provocativo do texto: a necessidade de meditar racionalmente sobre desdobramentos lógicos, rejeitar idolatria (religiosa ou secular) e evitar dogmas que valorizam excessivamente situações ou histórias sem valor proporcional real. O título "Bichinhos de Estimação" reforça a ideia de que, sem a Queda, seríamos apenas seres passivos e controlados — e questiona se o "plano" divino realmente faz sentido.


  

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2 comentários:

  1. As vítimas de uma tragédia devem ser sempre lembradas em respeito a tudo o que deve ser feito para evitar a repetição da tragédia.
    "Idolatrias" são partes da pedagogia civilizatória.

    Eu não acredito que o senhor Jesus foi obrigado a se "sacrificar".
    Ele fez o que queria fazer pelo povo dele- e ocorreu a coincidência dele "entrar no mito" que existia sobre um messias que iria aparecer.
    Se ele era esse de fato- ele só pôde confirmar depois...

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  2. No jardim de Getsêmani claramente ele pede a Deus que mude aquele "roteiro".
    -Pai afasta de mim esse cálice.

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