domingo, 19 de maio de 2013

Paradoxo da Educação

  “Se o voto não fosse obrigatório, 44% dos eleitores que foram às urnas escolher o prefeito de São Paulo afirmam que não teriam comparecido à votação.”


  “No Brasil, o voto é obrigatório para as pessoas alfabetizadas que têm entre 18 e 70 anos.
  Quem não comparece nem justifica a ausência é multado em R$ 3,51.
  Se a multa não for paga, ficará impedido de participar de concursos públicos ou tirar documentos como o passaporte.”
[Folha]

  Sou a favor do voto facultativo, quem não se interessa por política não deve ser obrigado a votar.
  Sei de pessoas que simplesmente anulam o voto, só tem o trabalho de comparecer ao local de votação.
  Muitos votam em quem está liderando as pesquisas só para se livrarem do segundo turno!


  “A maior inclinação dos mais pobres à abstenção é um dos principais argumentos usados pelos que defendem a obrigatoriedade do voto.
  Para eles, a exigência é um estímulo para que essa parcela da população seja contemplada nas propostas.”
 [Folha]

  Vamos analisar esse “principal argumento”
  Cabe ao partido e ao candidato CONVENCER o eleitor a votar.
  Se o eleitor mais pobre está desanimado ou não liga para política ele vai anular o voto ou votar em qualquer um sem pensar muito.
  Logo, a parcela mais pobre da população seria contemplada pelas propostas, pois os partidos teriam o maior interesse em convence-las a votar.

  O voto do pobre vale tanto quanto o do rico e há muito mais pobres que ricos.

 "O cientista político Vitor Marchetti, da Universidade Federal do ABC, diz que o dado, sozinho, "não indica se uma democracia está instável ou estável".
  Ele cita como exemplo o alto comparecimento na eleição venezuelana.
 "Pode ser que a população esteja mobilizada politicamente, mas não em nome da democracia", afirma."
[Folha]

  Esse trecho achei interessante porque me lembrou um debate que tive sobre um comentário que a Roseana Sarney fez sobre professores.
  Como sempre, fazer qualquer crítica a professores é um sacrilégio.

  “Má qualidade da escola pública é culpa do professor, diz Roseana Sarney, governadora do Maranhão”.



  "Culpa do professor"?
   É uma lástima nosso país e o estado do Maranhão, o que me revolta é que o salário do professor é o mais baixo das categorias educacionais, minha pergunta: qual o salário de um governador?
   O que desgraça nosso país é que um policial com nível médio e servidor do estado, ganha mais que um professor licenciado.
   A culpa é sua "senhora governante" que não tem vergonha na cara.

  “Fora Roseana, traidora do povo maranhense...
   A culpa é dela e não dos professores...”

“Quero ver ela trocar o salário dela com o de um professor.”


“Má qualidade da escola pública é culpa da, Roseana Sarney, governadora do Maranhão!!!!!”


“senhora reseana sarney se os politicos do passado ao inves de ficarem milionarios com o dinheiro publico, tivessem dado a esses mesmo professores uma educaçao de qualidade, quem sabe hoje o ensino fosse melhor.”

  Vocês perceberam como os comentários negativos enchem a Roseana de razão?
  Não!!

  [Antes quero dizer que não admiro a Roseana politicamente, não entendo como os Maranhenses mantém esse império dos Sarney por tanto tempo.
  Aqui em SP muitos votaram e votam em caras como o Maluf, mas não dá para negar que apesar de tudo Maluf fez grandes e importantes obras talvez por isso tenha tantos admiradores.
  O legado dos Sarney precisamos procurar com lupa e ter muita “licença poética” para destacar alguma coisa.]

  Pelos comentários notamos que as pessoas que estão se tornando professores dependem de um Governo para tudo, elas não tem intelecto para pensar ou agir por conta própria.
  Um professor “segundo os comentários” não tem a mínima condição de ser um livre pensador.
  Ele é 100% “produto” do Estado.

  Como pessoas tão medíocres mentalmente podem querer dar aulas!!

  Eles sugerem que o treinamento dado aos professores é falho, mas professores são treinados por outros professores.

  Quem decide o tipo de treinamento que o professor vai ter não é o Governador, não é a Roseana que ministra os cursos de licenciatura.
  O Governador nomeia um secretário da educação, vamos ser pessimistas, foi uma indicação puramente política, o cara não entende nada de educação.
  No entanto abaixo dele estão funcionários concursados, professores e pedagogos naturalmente ligados a educação.

 Nessa questão do “mal treinamento” é preciso analisar de quem é a responsabilidade.
  Quem obriga os professores a optarem por Jean Piaget e Paulo Freire?

  Por isso se torna urgente uma reforma na legislação sobre quem está apto a dar aula.
  Qualquer Governador não tem estabilidade no emprego e para chegar ao cargo precisa do apoio maciço da população o mesmo não podemos dizer de um professor.
  Um professor chega a cargo administrativo por duvidosos processos burocráticos.
  Por pior que o professor seja tem estabilidade, tem até aposentadoria especial.

  Você sabia que o tempo de contribuição para aposentadoria do professor é bem menor que o de outros trabalhadores?

 “ Professoras têm 5 anos de redução no tempo de contribuição por serem mulheres.
  Tem mais 5 anos de redução por serem professoras.

  Alguém decidiu que a profissão de professor é altamente insalubre então essa categoria pode contribuir 5 anos a menos que a esmagadora maioria de outros profissionais.

  Minha filha Ellen gosta muito de crianças, estou incentivando ela ser professora.
  Imagine que com 25 anos ela comece dar aulas.
  Pelas "regras atuais" com 50 anos já poderá se aposentar.
  Daí por diante terá para o resto da vida um rendimento financeiro bancado pela sociedade.

   Professor tem estabilidade, minha filha trabalhando razoavelmente bem não terá na vida profissional o medo do desemprego que afeta tantos trabalhadores.
  Professores tem duas férias por ano e emendam todo e qualquer feriado.
   O salário do professor de baixa qualificação não dá para ficar rico, mas com juízo financeiro dá pra levar uma vida de classe média.
  Depois de aposentada minha filha pode ter alguma outra atividade remunerada e aumentar seus rendimentos ou simplesmente ficar no ócio, uma vida bem tranquila.
  Se ela for mais ambiciosa pode fazer doutorado e dar aulas em Universidades onde o rendimento é maior.
  Enfim, uma vida profissional muito tranquila.”
  
  Mas a boa pergunta é:

   Se os professores são tão eficientes, intelectos superiores de nossa sociedade, os trabalhadores mais importantes do Brasil...

  Por que ao menos não ensinam os maranhenses a votar direito!?

  “Decifra-me ou te Devoro”.



   

  O curso de pedagogia do jeito que está é algo obsoleto, fora da nossa realidade.
  Não é ciência é IDEOLOGIA.






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