sexta-feira, 17 de maio de 2013

Morena Marina

  “Não idolatro mulheres, para eu são apenas humanos do outro sexo.”


A origem do consolo feminino


 Homens e mulheres são iguais quanto ao homossexualismo?

  Faz alguns anos li uma pesquisa a qual não dei muito crédito embora tenha sido publicada em uma revista conceituada e o método parecia satisfatório.
  Foi perguntado a estudantes inglesas com garantia total de confidencialidade quantas delas já tinham trocado caricias intimas com outra mulher.
  Não lembro nem dos números, mas lembro que me chocou a quantidade de garotas que disseram ter “brincado” sexualmente com outras.
  Aliás o que me fez não levar a sério a pesquisa foi justamente isso, me pareceu uma zoação [brincadeira] das estudantes com a pesquisa.
  O tempo passou e essa pesquisa ficou no meu limbo mental ... até acontecer a atual meditação sobre homens e mulheres.

  Eu acreditava que o número de homossexuais masculinos fosse muito maior que as homossexuais femininas.
  Afinal nós homens somos os “desvirtuados moral”, entre as “puras” mulheres praticamente não existe o homossexualismo.

  Quem diria que aquela pesquisa a qual eu não dei muito crédito provavelmente estava certa!?

  Hoje acredito que:

  Há muito mais mulheres bissexuais que homens e as que preferem a homossexualidade deve ser a mesma proporção que os homens.

  Não, não estou de posse de nenhuma pesquisa conclusiva a esse respeito é apenas meu habito de OBSERVAR A REALIDADE.
  Hoje em dia é difícil uma empresa grande ou média que você não encontre lésbicas que escancarem para todos a sua opção.
  Acredito que muitas escondem essa condição, mas com pouco sucesso uma vez que outras mulheres comentam.
  Vivi uma situação interessante.

  Era encarregado em uma fábrica de óculos e cerca de 75% dos funcionários eram mulheres.
  Havia uma garota muito bonita, vou chamar de “Marina.
  Chamava atenção de qualquer homem, até ficava com um papinho maroto com eles, no tempo que permaneceu na empresa teve alguns namorados [não dentro da empresa].
  Fiquei surpreso quando 3 funcionárias vieram reclamar comigo do comportamento da Marina no vestiário.
  Ela ficava encarando as meninas trocarem de roupa e “segundo elas” sempre queria ficar as apalpando.
  Uma funcionária repetiu algo que ouvia direto da moça:

“Você é a mulher mais gostosa que eu já vi.”

  [É, mais uma daquelas sinuca de bico que aconteceram na minha vida.]

  Como agir em um caso desses?
  A reclamação das moças foi descontraída, mas deixaram claro que era oficial, eu tinha que dar um jeito.
  Sou rápido em tomar decisões, já passei por tantas coisas que tenho um histórico de resoluções.
  Acontece que nesse caso não tinha precedentes.
  Como eu chamaria a Marina e falaria para ela ser mulher e deixar de se comportar como machista 😆

  Fiz o que era mais lógico fazer ... ganhei tempo para pensar melhor sobre o assunto.
  Pedi para as moças serem mais firmes com a garota dizendo que estavam desconfortáveis com aquela situação e que iriam falar comigo.

  Depois que as moças foram embora minha mente entrou em vórtice, caso a ameaça delas não surtisse efeito qual seria minha ação?
  Eu não poderia chamar a Marina e tocar no assunto lesbianismo, isso poderia gerar um processo contra a empresa por homofobia.
  Garanto que não era o caso.
  Claro que quando diante de uma moça bonita ficamos sabendo que ela é lésbica dá aquela sensação de “desperdício.”
  Mas aposto que mulheres tem a mesma sensação diante de um gay bonito.
 O fato é que jamais demitiria uma pessoa por sua opção sexual ... claro, desde que não fosse um opção criminosa ... estupro, pedofilia ... queiramos ou não essas também são opções sexuais ... mas não vamos complicar ainda mais esse texto.

  Depois de muito meditar cheguei à conclusão que se Marina não fosse mais discreta eu a demitiria.
  Por ser lésbica ou bissexual?
  Claro que não.
  O vórtice mental me lembrou uma resolução.
  O que eu fazia quando um funcionário por algum motivo qualquer estava sendo um grande incomodo para outros funcionários?
  Eu o chamava, explicitava o incomodo que ele estava causando e caso não melhorasse recomendava sua demissão.
  Oras, eu poderia seguir essa resolução com a Marina, afinal ela estava incomodando um grupo de funcionárias.
  Marina estava sendo informada pelas colegas, caso eu tivesse mais reclamações dela eu simplesmente recomendaria sua demissão alegando um motivo qualquer.
  Felizmente não precisei aplicar o plano B, depois de uns 3 meses a Marina pediu demissão.
  Disse que tinha conseguido um emprego melhor em outra empresa.
  Pode ter sido isso uma oportunidade melhor.
  Entretanto notei também que as moças a isolaram bastante, talvez Marina passou a se sentir mal no ambiente da empresa.
  De qualquer forma não vi lógica em ficar me preocupando com uma situação que se resolveu por si mesma ... eu já tinha tantos outros problemas.

  Você pode achar que esse é um caso isolado, não é um dado estatístico, mas pense bem antes de usar esse argumento, olhe a sua volta.
  Algumas revelações públicas de lesbianismo me surpreenderam como Angelina Jolie, Gal Costa, Daniela Mercury.
  Tem lésbicas que se vestem e se comportam de forma bem masculinizada, mas tem outras extremamente “femininas”.

  A pergunta boa é:

  Como atribuir o bissexualismo ou lesbianismo a alguma coisa que a “sociedade machista” fez?

  “Na avaliação do psicólogo Thiago de Almeida, que também pesquisa o assunto, a maior parte das traições das mulheres não é por desejo sexual, mas por envolvimento emocional com alguém com quem convive e acaba tornando o seu amante.”

  Se o desejo sexual é tão fraco nas mulheres porque apenas não ficam conversando!?
 
  "As mulheres se decepcionaram com os homens esses cafajestes."

  Caraca!
  Que as “decepcionadas” não se casem eu entendo, que comecem a tratar os homens como objeto sexual eu entendo, mas sentir desejo sexual por outra mulher eu NÃO ENTENDO.

  Por maior o trauma que uma mulher possa me causar ... me relacionar sexualmente com outro homem está além da minha NATUREZA.
  Eu enjoar de sexo é possível [isso é outra coisa comum em nossos dias], mas daí a começar gostar sexualmente de homem tem um abismo intransponível.
  Portanto essa desculpa do lesbianismo ser causa de uma decepção com a sociedade machista é um tanto difícil de engolir.
  Até porquê já escrevi várias vezes que atribuir a "sociedade machista" exclusivamente a ação do homem...é um argumento complicado de defender.
  Com a grande mortalidade de homens nas guerras, inúmeras nações passaram a maior parte do tempo com excesso de mulheres, historicamente é raro encontrar sociedades onde a mulher é minoria a não ser naquelas em que se promoveu o infanticídio feminino...mas concluindo o texto.

  Eu passei a maior parte do tempo com minha mãe, com certeza ela influenciou muito mais minha educação que meu pai.
  Ficamos no mínimo com dois enigmas é:

  “Se” nós homens nascemos “folha em branco” nossas mães nos formaram machistas ... as “mulheres” nos formaram machistas?

  “Se” nascemos naturalmente machistas, independente do meio à nossa volta ... que culpa cabe a nós?

  “Decifra-me ou te devoro!”


 
  Para neuróticos esse texto ficou perigoso.

  O indivíduo nunca deu importância para o tempo que a namorada passava com a melhor amiga dela, afinal não tinha perigo de ser corneado, o fato de ser duas mulheres servia de consolo.
  Agora ele vai ficar imaginando o tamanho do consolo delas 😆

*Consolo é o apelido dado a pênis de borracha ou objetos cilíndricos similares.


  “Sem pecado, nada de sexualidade, e sem sexualidade, nada de História.” 
    [Soren Kierkegaard]








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