quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Paracompetição Natureba

“Esse é um exemplo comovente de como a cultura do "ganhar a todo custo" no esporte, se não for combatida, vai ultrapassar a concorrência justa, segura e honesta.
  Mas para os atletas limpos é uma lembrança reconfortante de que há esperança para as gerações futuras de competir em igualdade de condições, sem a utilização de drogas que melhorem a performance.”

  Sempre que escrevo sobre drogas/anabolizantes me acham monstruoso, como eu não ligo para rejeição vamos a mais um texto monstruoso.

A história de Lance Armstrong

  Ele era um ciclista de alto nível, mas que nunca tinha vencido nenhuma grande competição.
  Era o jovem líder da Motorola Racing Team.
  Um dia, durante um treino, cuspiu sangue.
  Ignorou o fato por semanas até que tossiu sangue novamente.

  Diagnóstico: câncer no testículo com metástases no estômago, pulmões e duas no cérebro.
  Foi tratado nas melhores clínicas dos EUA.
  Lance, aos 25 anos de idade, foi avisado que sua chance de sobrevivência era de 15%.
  Se sobrevivesse, sua chance de se tornar esportista de alto nível novamente era de 5%.

  No meio de seu tratamento ele recebeu a visita de todos os seus companheiros de equipe e de seu chefe.
  Ele achava que eles estavam lá para lhe dar força no seu tratamento.
  Enganou-se.
  Eles estavam lá para avisar-lhe que estava demitido. (Havia uma cláusula no contrato que determinava que o atleta não poderia passar mais de 6 meses sem mostrar resultados expressivos.)

  Cinco cirurgias (sendo duas na cabeça) e um ano de tratamento depois ele recebeu alta.
  Ele simplesmente resolveu subir numa bicicleta novamente e percebeu que podia pedalar, contrariando todas as recomendações dos médicos.
  Começou a treinar mesmo sem equipe, até que foi convidado a se juntar à recém-formada U.S. Postal, a equipe dos ciclistas dos correios americanos.

  Em 1998, os organizadores do Tour de France – a maior, mais difícil e mais clássica competição ciclística do mundo – convidaram a equipe para participar da corrida, talvez com a intenção de dar apoio moral a Lance e fazer disso um exemplo.

  Resultado: Aos 34 anos de idade, o cara tido como quase morto, incapacitado, humilhado pela equipe Motorola, que foi convidado ao Tour em 1998 talvez por pena e que já era considerado velho para recomeçar no esporte, venceu o Tour de France pela sétima vez consecutiva, o que talvez o classifica como o maior esportista vivo.

 
  Que história hein!?
  Se ele fosse membro de alguma igreja seria um marketing religioso incrível, um milagre de Deus.
  Mas sabe-se “hoje” (Atualizado em 10/11/2015) que foi o milagre das drogas anabolizantes.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  Nossas principais competições esportivas deveriam ter o uso de anabolizantes REGULAMENTADO.

  Só seriam proibidas as que comprovadamente causassem um grande mal ao organismo, na dúvida seriam permitidas.
  Poderíamos também ter competições para os “naturebas” ... uma “paracompetição” como fazemos com os deficientes...HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! [Agora eu fui monstro]

  A estrutura de pensamento LIBERDADE vai até onde não gostaríamos que ela fosse.

   Não há filosofo (de bom senso) que consiga determinar exatamente qual o limite da Liberdade, quando ela deve ser cerceada, algumas situações são claras, mas nas regiões fronteiriças é que o debate pega fogo.

 Teoria A: Alguns defendem que podemos seguir com nossa liberdade até o limite que ela não prejudique outras pessoas.

  Outros impõe outro limite:

  Teoria B: Podemos seguir com nossa liberdade até o limite que ela não prejudique os outros e nem a nós mesmos.

  Por favor, isso não são “leis”, são bases de pensamento onde nós levantamos as estruturas.
  Entre uma e outra base há infinitos tons, cada cabeça é um mundo.
  Minha base filosófica a qual montei a estrutura de pensamento Liberdade é a opção A.

  Eu devo ser livre inclusive para me prejudicar, ser dono da minha vida, do meu corpo.

  A não ser que eu comprovadamente não esteja de posse do meu juízo “perfeito”.
  [Juízo perfeito não existe é só para facilitar o entendimento, entendam perfeito como “aceitável”.]
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  Uma criança de 2 anos não deve ter Liberdade para utilizar objetos cortantes, ela não tem habilidade motora e mental suficiente, pode ferir alguém ou se ferir gravemente sem que seja essa sua intenção.
 Isso varia muito de mente para mente, de criança para criança, mas com 7 anos é aceitável, até desejável que ela aprenda usar garfo e faca, objetos pontudos e cortantes.
  Eu defendo que até os 14 anos devemos proteger o cidadão até dele mesmo, mas a partir dessa idade devemos ir soltando as amarras.
  De posse de todas as informações possíveis e imagináveis o cidadão deve ir exercendo seu livre arbítrio e assumir responsabilidades, com base nisso...

  Temos tantas categorias esportivas não entendo porque não temos uma onde o uso de drogas seja permitido.

  Isso nos levaria a um avanço cientifico magnifico.
  Os resultados de Lance Armstrong foram FANTÁSTICOS sem efeitos colaterais maléficos detectáveis.
  Caraca! Eu gostaria de ter acesso a essa droga que ele usou, não com a intenção de ser campeão em alguma coisa, mas para melhorar minha disposição.
  Uma pessoa adulta de posse de sua perfeita faculdade mental ser impedida de experimentar uma droga que melhore sua performance física ou mental eu considero um cerceamento de liberdade indevido.
    O indivíduo deve ser informado dos riscos e se aceitar corre-los quem sou eu ou você para proibi-lo.

  Nosso corpo e vida nos pertencem ou pertencem a alguém?
  “Decifra-me ou te Devoro!”

  A Sociedade Freudiana defende que temos que voltar a ser índios, tudo deve ser natural então o uso de anabolizantes é antinatural, anti-humano, quem quer ser anti-humano precisa de tratamento psiquiátrico, precisa ser “protegido de si mesmo”, “você tem que se aceitar como você é”.
  Sei-lá!
  A mulher que coloca silicone nos seios é doente mental?
  O homem que usa Viagra é um depravado?

  Com os religiosos nem adianta falar, eles vivem pelo instinto, a Lógica não penetra satisfatoriamente na mente deles.

Religioso: “A vida e o corpo pertencem a Deus.”

William: Se ele me deu é meu.

Religioso: Você destruiria um presente?

William: Se eu pudesse melhora-lo tentaria, mas em última análise se me foi dado, me pertence, se me pertence eu posso inclusive jogar fora ou destruir.

Religioso: Deus não te dá liberdade para isso.

William: E a história do livre-arbítrio, não se aplica?

Religioso: Ore mais que o Espirito Santo lhe trará as respostas, tenha Fé.
  Não pense mais nisso...
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
   Religiosos e Freudianos competem na “paraolimpíada” dos pensamentos, tudo que não é “natural” em seus dogmas deve ser condenado.

  Sinto muito Lance Armstrong!
  Sinto muito vida melhor, mais eficiente!

  No entanto não há porque perder a esperança, isso é só um atraso, a Lógica é poderosa e não tem como ser derrotada pelo Caos.
  Temos maquinas gloriosas, teremos corpos gloriosos e a associação dos dois nos tornarão super humanos.

  Se “Deus” não enjoar dos “parapensadores” nos acertando com um cometa, o futuro da humanidade será glorioso!
  AMÉM?




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