domingo, 9 de setembro de 2012

Abrir Mão da Herança

  “Não se pode permitir o desenvolvimento de energia nuclear em um país sem estabilidade política ou sem um governo racional.”
[Anne Lauvergeon]

  Um país sem estabilidade política e sem um Governo racional de certo é um país problema.
 
  No entanto não querer ou não ajudar um país a ter armas nucleares é uma coisa, “não permitir” é outra.

  Você pode não querer que seu filho de 18 anos tenha uma moto, mas se ele tem recursos para comprar ... se ele quiser vai comprar a moto independente de sua permissão.
  O mesmo acontece com relação a bebidas, drogas, sexo irresponsável...
  Se você tem esse pouco controle sobre seu filho o que dirá com respeito a outros povos.

  Por vezes acho que gastamos tempo demais com filhos e países problemas quando deveríamos focar nossa atenção nos filhos e países mais estáveis/racionais

  Eu observo pais que dão demasiada atenção ao filho “problema” e deixam o filho mais ajuizado por conta própria, meio deixado de lado:
  “Fulano sabe se cuidar, devemos nos preocupar com Ciclano.”

  Todos os filhos precisam de atenção embora os tratamentos sejam diferentes.
  O bom filho precisa da atenção de incentivo, o filho problema precisa da atenção do diálogo e se necessário [e possível] punição.

  Por enquanto não noto diferença intelectual nas minha filhas, as duas vão muito bem na escola.
  Elas gostam de estudar, só pedem para faltar a aula quando estão gripadas, mas já houve vezes de eu e minha esposa insistirmos para elas não irem, estavam doentinhas e queriam ir assim mesmo.
  Aqui em casa eu deixo tudo muito claro, a melhor terá minha melhor atenção.
  Se alguma um dia não quiser nada com nada terá minha atenção mais básica, uma rede de proteção.

  Se temos um filho eficiente e outro problema, me parece mais lógico criar uma rede de proteção para o problemático e apostar no desenvolvimento do eficiente.

  Se eu desperdiço muito tempo com o problemático além de não conseguir resultados satisfatórios eu ainda corro o risco de não ajudar o filho eficiente alcançar todo seu potencial.
  É como se fosse uma nivelação por baixo.
  Com países deve ser a mesma coisa.

  O Brasil deveria dar sua melhor atenção a países com melhor Capitalismo e Democracia.

  Atualmente não vejo a razão de existir um Mercosul, principalmente com a presença da Venezuela.
  Não estou dizendo que não devemos ser diplomáticos com países estatizantes, mas deveríamos evitar atrelar nosso comércio exterior ao comércio exterior deles.
  No caso do Brasil contratos bilaterais com outros países seriam muito mais eficientes, sem depender de alguma chancela do Mercosul.

  A opinião de Anne Lauvergeon sobre política internacional vai de encontro ao que eu tenho observado, alguns povos adoram o cabresto de uma Ditadura enquanto para outros essa onipotência do Estado não é aceitável.

  Os povos Capitalistas/Democráticos deveriam privilegiar o comércio com seus afins e ter muito cuidado em dividir tecnologia de ponta com povos pouco afeitos a liberdade de expressão.

  Lembrei agora de uma conversa que tive semana passada e que já debati com várias pessoas.
 Tem tudo a ver com a situação tratada nesse texto.
  Uma família tem a mãe e 3 filhos, a mãe (uma colega de trabalho) ficou viúva cedo e lutou muito para quitar a casa.
  Dois filhos trabalharam, estudaram, casaram, compraram casa própria.
  Uma filha nunca pensou muito no futuro em consequência não comprou um imóvel próprio, casou com um rapaz que também não pensa muito no futuro, lhe basta ter um bom carro.
  O casal mora há anos na casa dos fundos, não paga aluguel e segundo minha colega o rapaz não se preocupa nem em dividir a conta de água.
  Eu acho incrível que nessa situação a maioria das pessoas que converso defendem que os filhos que tem imóvel próprio devem abrir mão da casa da mãe em favor do filho que não tem.
  É como se a irresponsabilidade fosse uma doença a qual toda sociedade tem que ser solidaria.
  Eu defendo que o filho irresponsável deve ter a terça parte da herança que lhe é de direito.
  Não tem porque os filhos ajuizados ou a mãe dar um tratamento especial para o filho que não dá a mínima para o futuro. 
  Em caso de necessidade podemos ajuda-lo com cesta básica, mas mantê-lo artificialmente em um situação de boa vida que ele não fez por merecer... não me parece lógico.
  Quando caso eu tenho mulher e filhos é esta família que tem que ser minha prioridade, meu compromisso é com o futuro de minhas filhas.
  Porque eu abriria mão da parte minha na herança em favor do meu irmão?
  Porque eu premiaria sua irresponsabilidade?
  Eu acho muito estranho quando pessoas defendem que países como o USA tem que se responsabilizar pela fome na Etiópia.
  Se o povo da Etiópia não pensa no bem estar de seus filhos porque os filhos dos americanos devem pagar a conta?
 “Decifra-me ou te Devoro!”






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