quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sobre Emoção

  “Las Vegas é o único lugar onde o dinheiro realmente fala. Ele diz: “adeus.” [Frank Sinatra]

  Não sei porque é tão difícil para as pessoas entenderem que felicidade não existe.

  Eu entendo que dentro de um “ecossistema” ela até poderia existir, quero dizer que não seria impossível existir felicidade, mas se não existe nem em pequenos nichos o que eu posso fazer?
  Não fui eu que criei o mundo eu apenas o observo.
  Vou avançar pela estrutura de pensamento Emoção com exemplos práticos, acessíveis a todos.

  O que leva uma pessoa pobre a jogar na loteria?
  A esperança de ficar rico.

  O que leva um rico a apostar na loteria?
  Ficar mais rico!?

  No caso do pobre podemos responder com boa margem de segurança, no caso do rico começa a surgir dúvidas.
  Pessoas muito ricas não costumam jogar na loteria porque o prêmio não compensa a não ser que seja uma grande premiação acumulada.
  Para um indivíduo que tem patrimônio de 500 milhões o prêmio de 1 milhão não é muito atrativo.
 O rico sabe que é difícil ganhar na loteria e se ganhar o prêmio não é significativo para ele, que emoção pode ter em ganhar mais 1 milhão se você já tem 500 deles?

  Sabiam que ricos e muito ricos são frequentadores de Cassino?
  Ganhar nos jogos do Cassino também não é fácil e os prêmios geralmente são mais modesto que os da loteria.
  Logo, podemos concluir que o rico não joga no Cassino com a intenção de ficar mais rico.
  Vamos para outro enigma que orientará este texto.

  Porque os ricos preferem jogar no Cassino que apostar na loteria que é muito mais tranquila?

  O grande atrativo do Cassino é que você pode perder muito dinheiro.
 
  Nós somos viciados em EMOÇÕES e quanto mais fortes melhores.

  A estabilidade, o equilíbrio atenua as emoções.
  Todo o Universo funciona criando diferença de potencial e como fazemos parte do Universo seguimos a mesma dinâmica.

  Porque as pessoas frequentam parques de diversões?
  São giradas, sacudidas, aterrorizadas... e pagam por isso.
  Se você analisar racionalmente terá dificuldades em responder porque uma pessoa sai de casa para andar de Montanha Russa, não faz sentido.
  As comuns raramente passam de 100 km/h velocidade facilmente alcançada por qualquer automóvel, as outras variáveis são altura e “sensação de insegurança.”
  A queda brusca, aquele perigo controlado muda sua rotina, é criado uma diferença de potencial e você vive uma forte emoção.
  A vida não é exata, a Montanha Russa não é 100% segura, em parques de diversões muita gente perde a vida ou fica gravemente acidentada.

  “Até no parque mais famoso do mundo, a Disney, um americano de 22 anos morreu depois que uma roda se soltou do trenzinho da montanha russa.
  Por ano, cerca de 9.000 pessoas vão parar no hospital devido a esse tipo de acidente nos Estados Unidos.
  Metade das vítimas são crianças.” [R7]

  Percebam que não é só a emoção de ganhar é também a emoção de perder.
  O risco de perder dinheiro, perder a vida, colocar seu corpo em risco, colocar sua vida social em risco.
  Se tudo dá certo o “momento feliz” não está só em ganhar, ter sobrevivido ou enfrentado seu medo.

  O momento feliz é altamente valorizado por você não ter perdido.

  Se não tem a possibilidade de uma grande perda a possibilidade de uma forte emoção fica diminuída.

  É eu sei, não parece lógico, seja bem-vindo a estrutura de pensamento EMOÇÃO.

  O que pode a Razão diante da Emoção?

  Muitas vezes bem pouco, é a matemática das coisas, é importante entender essa engrenagem, esse código fonte.

  To be continued...



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