Em uma Democracia de verdade:
(Questões Revista Veja)
a) As questões fundamentais
seriam decididas em plebiscitos.
Só eles são fiéis à vontade popular.
Meditemos sobre
Plebiscitos.
Eleições custam caro é preciso montar uma
grande logística senão são facilmente fraudáveis.
Se a população é
pequena em um território compacto como a Suécia ou Suíça fica mais fácil, mas
esse não é o caso do Brasil com grande população e grande território.
Citei esses dois
países porque vejo na Internet muitas comparações estapafúrdias do Brasil com
eles.
A Suécia tem
cerca de 10 milhões de habitantes, não dá uma grande São Paulo.
O Brasil tem 200
milhões de habitantes tudo precisa de uma organização e custos bem maiores.
Nesse caso
esqueça a proporcionalidade, embora nossa economia seja maior somos muito
ineficientes.
Não pense só no
“custo” logístico, tem também o custo do CONVENCIMENTO.
Lembram do
plebiscito sobre armas?
É preciso grandes
campanhas para esclarecer a população, campanhas custam dinheiro, sempre tem o
grupo pró ou contra, os políticos são obrigados a tomar posição.
Sem contar que o plebiscito é um pensamento linear SIM/NÃO.
Pensamentos
lineares são insatisfatórios com relação a situações complexas.
O caso das armas
é um ótimo exemplo.
O NÃO para desarmamento
“ganhou”.
No entanto, na
pratica é como se o SIM para desarmamento tivesse ganho.
O governo petista
que queria o SIM, encheu de burocracia a aquisição de armas pelo “cidadão comum”.
Claro que querer
ter armas não significava um “liberou geral”, mas o Governo exagerou na exigências.
Tente adquirir
uma arma legalmente e veja quantas restrições, se os marginais ligassem para
lei nenhum andaria armado. 😉
Por vezes me pergunto, aquele plebiscito
sobre armas foi feito para quê?
Essa questão da
revista Veja deixa muito a desejar quando diz “Democracia de Verdade”.
O
que é Democracia de Verdade?
Sabemos o que não
é Democracia.
Sem liberdade de
expressão, eleições honestas, sigilo no voto e abrangência do eleitorado
entendemos que não há Democracia.
Satisfeita essas
condições básicas a Democracia pode assumir inúmeras formas o importante é que
seja PRAGMÁTICA, traga bons resultados para a população em geral e respeite as
minorias.
Entenda
“abrangência do eleitorado” como sendo permitido o voto a todo cidadão com mais
de 14 anos independente de sexo, cor, raça, religião ou ideologia.
O voto deve ser
permitido e não obrigatório, eu democraticamente poderia me abster de votar.
Plebiscitos podem
satisfazer essas condição básicas e serem “extremamente democráticos”.
O problema está
aí ... extremo, excesso.
Até Democracia
demais pode ser um perigo.
Para inúmeras decisões
é preciso conhecimento técnico e a “massa” se guia mais pela emoção, pelo
impulso.
É importante que
o indivíduo ao se sentir preparado para um cargo eletivo se candidate ... se
essa for sua vontade.
Mais importante
ainda é [caso ele não se sinta preparado ou não seja “popular” o bastante
para competir] votar em alguém que ele acredite que esteja preparado e
tenha boa aceitação entre a população.
A qualidade política/administrativa
está ligada a capacidade da “massa” [entenda como maioria] de eleger bons representantes.
A “Democracia Representativa” é mais
eficiente que a “Democracia Plebiscitaria”.
O importante
nesse texto é você meditar se a vontade popular tecnicamente é realmente sempre
o melhor para o país.
Essa ideia
“talvez” venha de um DOGMA:
“A voz do povo é a voz de Deus.”
Como
“teoricamente” Deus está sempre certo, o povo estaria sempre certo.
Não vou desviar o
texto para crenças religiosas.
Apenas digo que a
massa não está sempre certa, muitas vezes age emocionalmente movida por
achismos, o efeito ☛ “manada”.
Se Deus está
sempre certo nem sempre o povo o ouve .😉
Quer uma
ilustração mental?
Qual o resultado de um plebiscito que elevasse o salário mínimo para 3
mil reais?
É bem provável
que o SIM para esse salário sairia vencedor.
O povo acredita
piamente que só não é estabelecido esse salário porque Governo e Empresários
não querem.
Não dá nem para
explicar que é impossível porque não é, basta o Governo imprimir mais dinheiro.
Quantas pessoas da massa sabem da história
do “padrão ouro” ou o que é “Lastro Monetário”?
Para um grupo
populista basta o slogan: 3 mil reais já!
Para um grupo
PRAGMÁTICO passar conceitos básicos de economia não seria nada fácil, passar
conceitos complexos...prefiro nem comentar, a massa é “medíocre” ... no sentido
de ter pouco conhecimento técnico sobre economia.
Vamos para o cenário onde o Sim para salário
mínimo de 3 mil reais ganha.
Pense agora que
você é dono de uma padaria.
O salário mínimo estava
em 700 reais e passou para 3 mil.
Você vai dar um
aumento de 420% a balconista.
Claro que o
padeiro com todo seu conhecimento técnico não vai aceitar ganhar o mesmo que um
profissional menos qualificado.
O padeiro ganhava
3 mil.
Para manter a
proporção o padeiro passaria a ganhar cerca de 12 mil.
Sua folha
salarial aumenta 420%.
Tudo que você compra para a padaria sobe na
mesma proporção, lembre-se que o fabricante de farinha de trigo também será
obrigado a pagar o mínimo de 3 mil aos funcionários dele e os técnicos ganharão
mais.
[Estou fazendo cálculos bem
toscos para facilitar o entendimento.]
O pão que você
paga 40 centavos passaria a custar 1,65.
Teria um aumento
de 420%.
Você lembrou do plebiscito/referendo das armas onde
gastamos uma dinheirama para ficar onde já estávamos ou pior?
Ah garota, ah
muleque ...então fica mais fácil continuar...
Porque não podemos
imprimir dinheiro sem lastro?
.
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