segunda-feira, 29 de abril de 2013

Democracia de Verdade !?


Em uma Democracia de verdade:
  (Questões Revista Veja)



  a) As questões fundamentais seriam decididas em plebiscitos.
      Só eles são fiéis à vontade popular.


  Meditemos sobre Plebiscitos.
  Eleições custam caro é preciso montar uma grande logística senão são facilmente fraudáveis.
  Se a população é pequena em um território compacto como a Suécia ou Suíça fica mais fácil, mas esse não é o caso do Brasil com grande população e grande território.
 Citei esses dois países porque vejo na Internet muitas comparações estapafúrdias do Brasil com eles.
  A Suécia tem cerca de 10 milhões de habitantes, não dá uma grande São Paulo.
  O Brasil tem 200 milhões de habitantes tudo precisa de uma organização e custos bem maiores.

  Nesse caso esqueça a proporcionalidade, embora nossa economia seja maior somos muito ineficientes.

  Não pense só no “custo” logístico, tem também o custo do CONVENCIMENTO.

  Lembram do plebiscito sobre armas?
  É preciso grandes campanhas para esclarecer a população, campanhas custam dinheiro, sempre tem o grupo pró ou contra, os políticos são obrigados a tomar posição.

  Sem contar que o plebiscito é um pensamento linear SIM/NÃO.

  Pensamentos lineares são insatisfatórios com relação a situações complexas.

  O caso das armas é um ótimo exemplo.
  O NÃO para desarmamento “ganhou”. 
  No entanto, na pratica é como se o SIM para desarmamento tivesse ganho.
  O governo petista que queria o SIM, encheu de burocracia a aquisição de armas pelo “cidadão comum”.
  Claro que querer ter armas não significava um “liberou geral”, mas o Governo exagerou na exigências.
  Tente adquirir uma arma legalmente e veja quantas restrições, se os marginais ligassem para lei nenhum andaria armado. 😉

  Por vezes me pergunto, aquele plebiscito sobre armas foi feito para quê?


  Essa questão da revista Veja deixa muito a desejar quando diz “Democracia de Verdade”.

O que é Democracia de Verdade?

  Sabemos o que não é Democracia.

  Sem liberdade de expressão, eleições honestas, sigilo no voto e abrangência do eleitorado entendemos que não há Democracia.

  Satisfeita essas condições básicas a Democracia pode assumir inúmeras formas o importante é que seja PRAGMÁTICA, traga bons resultados para a população em geral e respeite as minorias.
  Entenda “abrangência do eleitorado” como sendo permitido o voto a todo cidadão com mais de 14 anos independente de sexo, cor, raça, religião ou ideologia.
  O voto deve ser permitido e não obrigatório, eu democraticamente poderia me abster de votar.

  Plebiscitos podem satisfazer essas condição básicas e serem “extremamente democráticos”.
  O problema está aí ... extremo, excesso.
  Até Democracia demais pode ser um perigo.

  Para inúmeras decisões é preciso conhecimento técnico e a “massa” se guia mais pela emoção, pelo impulso.

  É importante que o indivíduo ao se sentir preparado para um cargo eletivo se candidate ... se essa for sua vontade.

  Mais importante ainda é [caso ele não se sinta preparado ou não seja “popular” o bastante para competir] votar em alguém que ele acredite que esteja preparado e tenha boa aceitação entre a população.

  A qualidade política/administrativa está ligada a capacidade da “massa” [entenda como maioria] de eleger bons representantes.

  A “Democracia Representativa” é mais eficiente que a “Democracia Plebiscitaria”.

  O importante nesse texto é você meditar se a vontade popular tecnicamente é realmente sempre o melhor para o país.

  Essa ideia “talvez” venha de um DOGMA:

“A voz do povo é a voz de Deus.”

  Como “teoricamente” Deus está sempre certo, o povo estaria sempre certo.
  Não vou desviar o texto para crenças religiosas.
  Apenas digo que a massa não está sempre certa, muitas vezes age emocionalmente movida por achismos, o efeito “manada”.

  Se Deus está sempre certo nem sempre o povo o ouve .😉

  Quer uma ilustração mental?

  Qual o resultado de um plebiscito que elevasse o salário mínimo para 3 mil reais?

  É bem provável que o SIM para esse salário sairia vencedor.
  O povo acredita piamente que só não é estabelecido esse salário porque Governo e Empresários não querem.
  Não dá nem para explicar que é impossível porque não é, basta o Governo imprimir mais dinheiro.

  Quantas pessoas da massa sabem da história do “padrão ouro” ou o que é “Lastro Monetário”?

  Para um grupo populista basta o slogan: 3 mil reais já!
  Para um grupo PRAGMÁTICO passar conceitos básicos de economia não seria nada fácil, passar conceitos complexos...prefiro nem comentar, a massa é “medíocre” ... no sentido de ter pouco conhecimento técnico sobre economia.

  Vamos para o cenário onde o Sim para salário mínimo de 3 mil reais ganha.
 
  Pense agora que você é dono de uma padaria.
  O salário mínimo estava em 700 reais e passou para 3 mil.
  Você vai dar um aumento de 420% a balconista.
  Claro que o padeiro com todo seu conhecimento técnico não vai aceitar ganhar o mesmo que um profissional menos qualificado.
  O padeiro ganhava 3 mil.
  Para manter a proporção o padeiro passaria a ganhar cerca de 12 mil.
  Sua folha salarial aumenta 420%.

  Tudo que você compra para a padaria sobe na mesma proporção, lembre-se que o fabricante de farinha de trigo também será obrigado a pagar o mínimo de 3 mil aos funcionários dele e os técnicos ganharão mais.

  [Estou fazendo cálculos bem toscos para facilitar o entendimento.]

  O pão que você paga 40 centavos passaria a custar 1,65.
  Teria um aumento de 420%.

  Você lembrou do plebiscito/referendo das armas onde gastamos uma dinheirama para ficar onde já estávamos ou pior?

  Ah garota, ah muleque ...então fica mais fácil continuar...



   Porque não podemos imprimir dinheiro sem lastro?


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