domingo, 7 de abril de 2013

Tripas Lotadas

  “Professores da Universidade de Cambridge (Inglaterra), estão debatendo a realização de antidoping nos estudantes antes das provas.
  O motivo é a alta no uso de medicamentos que supostamente turbinam a inteligência, como Ritalina e Modafinil.”





  Se Ritalina e Modafinil não fossem eficientes não teriam tantos usuários.

  O efeito de drogas produzidas em laboratórios não são tão subjetivos quanto orações e atos de Fé.

  Sabemos que as drogas variam de organismo para organismo, mas creditar todo esse sucesso ao efeito placebo é forçar muito a barra.
  É igual o Viagra, eu nunca usei, mas já ouvi relato de colegas que se arrependeram de comprar no camelô porque não surtiu efeito.
  Quer dizer que o camarada sabe diferenciar organicamente quando a droga atua ou não.

  Duas coisas me incomodam a respeito do uso dessas drogas da inteligência:

1 - A desvantagem de quem não usa. ​​

  Em testes/concursos cada resposta certa tem um peso muito grande, pode ser a diferença entre passar e não passar.
  Alguém que está com o cérebro turbinado consegue uma vaga que poderia ser sua.

2 - Se a droga realmente aumenta sua atenção sem grandes efeitos colaterais porque proibir?

  Porque deixa-las disponíveis só para os que não respeitam as regras!?
☠ 

  Muitos não entendem meu posicionamento a respeito das drogas.
  Meditem comigo.
  Só agora os caras planejam fazer antidoping, imagine quantos já se beneficiaram.
  Seu médico, advogado, engenheiro, gerente da empresa... podem ter feito uso de drogas e só por isso estão em um cargo melhor que você.
  A química é algo infinito como a matemática, os mais endinheirados sempre terão acesso a drogas que podem não ser detectáveis.
  Detectar o uso de substancias no geral não é um processo barato, a coleta precisa ser feita pouco antes das provas, precisa de muitos laboratórios e uma logística muito boa para que o material chegue em segurança, claro que isso vai aumentar o custo e quem paga é o candidato, não tem outro jeito.
  Quero dizer os testes encarecerão bastante sem atingir os objetivos pretendidos.

 As drogas estão aí e é para ficar é melhor nos adaptarmos a elas aproveitar seus benefícios e amenizar seus malefícios.

 Senão criamos esse ambiente onde os “desonestos” se dão melhor que os honestos.

  As aspas no desonesto é porque as leis foram feitas para o homem e não o homem para as leis.
 
 Se uma droga me traz benefícios com efeitos colaterais suportáveis eu não posso usa-la só porque o legislador não quer que eu use?

  Os cientista tem que nos informar as indicações, os benefícios e nos alertar sob os possíveis malefícios o resto é do livre arbítrio de cada um.

  É evidente que se uma droga tem efeitos muito perigosos não deve nem ser fabricada.
  Qual o critério para definir isso?
  Por hora nem compensa o debate, enquanto as pessoas viverem essa utopia que podemos eliminar o uso de drogas qualquer debate sobre limites é perda de tempo.

  Veja um exemplo singelo que não deve irritar muita gente, imagine que limpar seu intestino te faça se sentir melhor.
 Você tem um compromisso no dia seguinte, mas sua digestão não está satisfatória, a prisão de ventre vai atrapalhar seu bom humor e desempenho.
  Você sabe que se tomar um laxante tipo Lacto Purga, depois de 6 ou 8 horas, conseguirá se livrar do incomodo das “tripas lotadas”.
  Sabe também que o uso continuo de laxantes pode acabar com sua flora intestinal o tornando dependente desse tipo de droga.
  O bom senso manda você usar laxantes em situações que realmente precise dele.
  O que você acha de proibir laxantes porque muitos não farão bom uso deles?


  Vamos a algo mais profundo...

  A Fé traz conforto e ânimo a muita gente, o que você acha de proibir cultos por supostamente explorarem a Fé?

  Se a Fé não desse resultados (fosse só placebo) como conseguiria atrair tanta gente?

  “Decifra-me ou te Devoro!” 



  "Meu Deus, porque que todo mundo ca#a menos eu?
  Será que vou viver desse jeito pro resto de minha vida, meu Deus tem misericórdia de mim."






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