sábado, 1 de outubro de 2011

Professores Reféns

"Quando pagar o bem com o bem, então o povo será encorajado a praticar o bem.
  Quando pagar o mal com o mal, então o povo ficará prevenido de fazer o mal."
[Confúcio]




  Sei que tenho a antipatia de muitos quando escrevo sobre Educação, mas é um tema tão essencial para eu que vez ou outra tenho que comentar.
  Faz pouco tempo escrevi um texto sobre o enlouquecimento da virtude "tolerância" e todo mal que ela tem produzido em nossa sociedade, este é só mais um triste caso a ser OBSERVADO.
  Como um garoto é muito desobediente e molesta outros alunos pacíficos a Diretora de uma escola aqui em Campinas decidiu não permitir que ele participasse de um passeio e claro a mãe do garoto, o jornalismo e toda sociedade Freudiana já falam da Diretora cruel e despreparada perseguindo um pobre e indefeso garotinho. 

  Dá até vontade de chorar, mas como eu conheço as "engrenagens" só me resta dar toda razão a diretora e desejar-lhe sorte! Dá vontade de chorar pela Diretora.


  A vida não é exata e uma pessoa estar pronta fisicamente para ter filhos não significa que esteja amadurecida mentalmente e sinto muito em lhes dizer talvez algumas não fiquem nunca. 
  Assim como temos pessoas que dirigem muito mal, não têm boa noção espacial ou civilidade no volante, mas tem dinheiro para comprar o carro, conseguiu tirar habilitação então não podemos negar seu direito de ir e vir, mas para NOS PROTEGERMOS criamos leis e estabelecemos punições.
  Mas não quero entrar hoje por esta brecha da paternidade irresponsável, também não quero analisar a mente do menino, vamos nos manter no enlouquecimento da tolerância.
  Não sei qual passeio foi realizado, mas para quem tem contato com crianças sabe que uma desobediente dá um trabalho danado em qualquer ambiente.


 A gente que é pai ainda pode dar um beliscão meio escondido, ameaçar tirar a Internet, falar que a criança irá ficar de castigo em casa, mas e o professor?

  Senhoras e senhores o professor não pode fazer absolutamente NADA, nem ponto negativo na nota adianta porque nossas crianças dificilmente são reprovadas.
  Reclamar para os pais? Se os pais forem pessoa amadurecidas para paternidade tudo bem, se não forem...o professor ficará em maus lençóis, vou no popular: "Tá fu#i#o!"


 
Porque nós enquanto sociedade somos tão tolerantes com crianças que desde cedo apresentam um péssimo comportamento?


  Porque transformamos nossos professores reféns de alguns alunos?
  Reforço para que lembrem que são ALGUNS alunos, a maioria de nossas crianças são bem pacificas e não deveríamos permitir que fossem molestadas pelas crianças brigonas.
  A mãe do garoto diz que a punição de não ir ao passeio é muito dura para seu "anjinho" então que tipo de punição ela sugere!

  Porque ela em casa não dá nenhuma e a professora se falar mais alto com a criança já pode ter um processo criminal baseado em algum parágrafo do Estatuto da Criança e Adolescente.
  Como sempre o jornalismo pede a opinião de "especialistas" em educação que dizem que a Diretora nunca poderia ter tomado tal atitude sem o consentimento dos responsáveis pela criança.
  Pelo depoimento da mãe dá para perceber que na pratica nenhuma punição será permitida
.



  É triste porque voltamos para aquele texto sobre "barraqueiros" onde desde cedo a criança já percebe que pode ser bastante indisciplinada que não sofrerá nenhuma punição nem será privada de nenhum beneficio como os passeios escolares por exemplo.
  A criança que tem mais mal 
em sua natureza, [falta de consciência, não se colocar no lugar dos outros]  com um ambiente tão tolerante, tão propicio a ela conseguir as coisas mais fáceis usando seu lado mal é lógico que ela dê mais vazão a este lado.
  Aquela criança mais pacifica observa que seu amigo apronta as piores travessuras e até fica famoso aparecendo na TV como um coitadinho, começa a perceber que ser bom é ser otário, sinceramente não é o tipo de mensagem que gostaria de passar para minhas filhas.
  Sempre falo para elas serem boas não bobas.
  Lembrei agora que o Geny Rodrigues, a escola onde estudei, recebeu convites limitados para o Circo Thiany que visitava Campinas.
  Não dava nem para levar 10% dos alunos, então foi decidido pela diretoria e professores que os 4 melhores alunos de cada classe receberiam este prêmio os demais ficariam em um dia de festa na escola com distribuição de sorvetes e cachorro quentes.
 
Bons tempos aquele em que se podia fazer esta "discriminação positiva" premiando os melhores, minha tão queria MERITOCRACIA.
  Hã? É claro que eu fui escolhido...





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2 comentários:

turbilhão 823 disse...

Olá "de novo",sr.William.

Fiz(agora) uma tréplica ao senhor,no texto "Novo Olhar".
Ontem,vi a resposta,mas não pude fazer comentários.

Concordo com esse texto de hoje.
Não somos tão novos,mas convivemos,quando crianças, com "valentões"-e sabemos o que isso significa.
Nossos pais então- diziam que se "apanhássemos na rua",levaríamos outra sova,em casa.
Certa vez,eu- baixinha, me defendi de uma menina grandona,e ela não me perseguiu mais.
Anos depois, perdi a paciência com um garoto invasivo e implicante-e disse a ele "umas verdades".
Esse adolescente continuou procurando briga com outros colegas,mas não mais comigo.

Pelo que ouço falar sobre o descontrole de algumas crianças,hoje em dia,suponho que a diretora mencionada pelo senhor, não foi arbitrária.
Inclusive,esse menino corre o risco de apanhar da turma-e ela o protegeu desse risco.

Pior que (eu sei) não adianta alertar a certos pais e mães.
Nem com o intuito de recomendar-lhes levar a criança ao médico.
Sei dessas histórias,e ...
... nunca vou me arrepender da série Turbilhão escrita no gd do Terra.
Eu me ocupei com a mesma,numa boa hora, e os que acompanharam(se houve mais que uns dois leitores), aprenderam a prestar uma atenção mais "humana" aos conhecidos.
(ao menos,valeu minha intenção)
Filhos não são pimpolhos,nem pets de estimação,mas são "outras pessoas"- com suas mentes,suas reações,seus organismos- e se não são "extensões elétricas" dos progenitores,tem que ser orientados ,tratados,e educados como entes individuais em seus contextos.

Sempre houveram(isso é mais velho do que percebemos) alguns para os quais os filhos são apenas o "espelho".
Esses -dificilmente tem uma educação a dar(e quando tem,se tornam opressores).
Jamais acreditam em algo ruim-ou bom- que ouvem sobre os jovens que um dia-eles(os pais) trouxeram "à vida",e portanto, não fazem nada a respeito.

Me preocupa saber que uma população de pessoas descontroladas,se encontra em crescimento numérico.
O que será o bastante para por em risco nossas comunidades,posteriormente.

Contudo,será bom tentar um otimismo,porque mesmo a Alemanha sobreviveu aos nazistas- fabricados ali na Alemanha mesmo.
A existência provisória deles, indicou que elementos assim,também formam grupos,tem seus "mitos" e "cultura" e fazem história-ainda que o resultado seja uma calamidade.
A muitas pessoas adultas,talvez fôsse ótimo estudar o passado.

Um bom dia,sr.William.
Por enquanto,estou na web.
Não- não vou brigar com as operadoras,tal e qual os chatos em número crescente,no mundo,fariam.
Amanhã,voltarei à loja matriz da TIM- para revalidar a reclamação feita na semana anterior.(veja minha tréplica ao texto "Novo Olhar")

Até breve.

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William Robson disse...

“Nossos pais então- diziam que se "apanhássemos na rua", levaríamos outra sova, em casa. Certa vez, eu- baixinha....”
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Eu entendo, mas observo que nem todos valentões recuam pelo simples fato de serem enfrentados por suas vitimas, a maioria fica ainda mais irritado e o tormento passa a ser maior.
Pessoas morrem em assaltos porque acreditam que ao se imporem o marginal irá ficar intimidado ele fica é irritado e se lhe der apenas uma coronhada se dê por satisfeito.
Na minha infância já vi crianças muito grandes apanharem e não fazerem absolutamente nada porque são pacificas por NATUREZA.
Outras até tinham coragem de se rebelar contra a agressão, mas o oponente valentão era tão mais forte que não seria coragem, seria burrice, melhor sair correndo, evitar o confronto.
A grande utilidade da Filosofia para a vida em sociedade é esta sua abrangências analisando as SITUAÇÕES.
Se for possível consertar a “engrenagem” tudo bem, não devemos desistir de tentar, mas sacrificar toda a malha social...é BURRICE!
Preservar e proteger os cidadão de natureza pacifica deve ser a prioridade para quem gosta da paz...u gosto! Não escolhemos o que sentir.