quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Deuses Imperfeitos

  Sabem o que acho interessante no átomo? É que o elétron pode até "fugir" mas tem que receber energia para que isto aconteça.
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  O que impede que o elétron se choque com o núcleo é sua velocidade, então se tirarmos energia do elétron o esfriando ele tem uma orbita mais próxima do núcleo, chegando a grudar nele se conseguirmos chegar ao zero absoluto.
  Isto me faz imaginar que aquela matéria inicial anterior ao Big Bang estava sem movimento, sem energia, estava em um zero absoluto.
  A medida que você vai tirando o átomo do resfriamento vai ampliando o movimento e os elétrons realizam suas orbitas cada vez mais distantes. Dependendo da quantidade de energia recebida ele gira tão distante do núcleo que acaba escapando, fugindo.
  Foi o que nosso amigo Tales de Mileto acidentalmente observou, fornecendo energia através do atrito entre os átomos da pedra de âmbar e a lã de carneiro, alguns elétrons giram tão distante do núcleo que escapam da lã e saltam para a pedra de âmbar que fica "eletrificada", com excesso de elétrons.


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  Percebem que eu não falei em explosão, mas é certo que em dado momento ela inevitavelmente ocorreu. 
  Com elétrons girando cada vez mais distantes do núcleo o choque entre eles é inevitável, ocorre uma fissão nuclear.
  Mas será que a explosão poderia ocorrer também com a perda de energia?
  Aí fora pode parecer um paradoxo, mas aqui no Abismo a principio me parece simples.
  Imagine que você tenha uma casa bem alicerçada, segura, mas resolve fazer um segundo andar. 

  Se o alicerce foi projetado para um andar construir o segundo é um risco, se você construir o terceiro ou quarto piso fatalmente em algum momento esta estrutura se romperá na base, em seu "núcleo."
  Oras, sem energia a matéria vai se compactando [sem entrar em detalhes] pense que ela vai se compactando de maneira esférica e a pressão em seu centro, seu núcleo, vai ficando cada vez maior, em dado momento, dependendo dos elementos que estão compondo esta grande bola de matéria sem energia que por isto mesmo vai "grudando", "caindo em si mesma" ocorre uma fusão nuclear que em uma reação em cadeia provoca uma imensurável explosão, jogando matéria energizada para tudo que é lado.
  Como não sabemos o quão grande é o Universo podemos dizer que observamos um Big Bang ocorrido em nosso quadrante sem compreender que no Universo os Big Bangs são cíclicos e que há outras forças envolvidas alem do simples explodir e contrair.
  Alem daqui não dá para prosseguir, seria ininteligível, então vamos fechar o texto.
  Imagine agora que o Sol seja como o núcleo de uma átomo e os planetas a sua volta sejam elétrons, onde cometas são elétrons que fogem se chocando com outros planetas ou errando pelo cosmos.
  Me parece que a dinâmica atômica explica muito mais o que vemos no Universo com nossos super telescópios que a teoria simplória da grande explosão explicando tudo.
  Pela própria dinâmica do Universo grandes explosões acontecem a todo momento, mas são conseqüências , efeitos colaterais.
  As orbitas, as galáxias, a velocidade que nos afastamos de outra galáxia, a erraticidade dos cometas...tudo desafia a lógica.[do jeito que aprendemos na escola]
  Não conseguimos explicar satisfatoriamente como os átomos funcionam, quais são as forças envolvidas alem das vagas forças centrifugas e centrípetas. 

  É algo como dizer que um carro usa combustível sem sabermos definir que tipo de combustível é este, observamos que o carro se move, mas não temos a menor noção da duração deste combustível ou sua composição.

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  Imagine só mais esta situação: Houve uma FUSÃO do espermatozóide e do ovulo e a reação em cadeia produziu você que vai expandindo até não caber mais na barriga de sua mãe. 
  Você cresce, se estabiliza, contrai, desentrega, todas suas células entram em colapso e explodem.
  Para uma bactéria que vive em seu corpo, você é o Universo dela, ela nem imagina que fora dali exista outros corpos, outros "universos".
  Mesmo um vírus da gripe que através de um espirro saia do seu corpo e entre no meu, não conseguirá ter a percepção de que "mudou de universo".
  Lembram quando eu falei que temos uma visão tridimensional e não conseguimos enxergar um universo quadridimensional mesmo que ele exista?
  Oras, um vírus é tão pequeno, sua visão alcança um ponto, ele não tem como enxergar um sujeito tridimensional como eu ou você e de certo sabemos que existimos.
  Também lembre-se que eu disse que aqui não existe o Tempo, mas este "não existir" o que significa...isto é muito complexo...significa que vivemos sempre o tempo presente. No caso do tempo somos como os vírus, só enxergamos o ponto que estamos.
  Então para enxergarmos outros Universos, outros Big Bangs, [caso eles existam], uma opção seria desenvolver algum equipamento que nos permitisse enxergar em 4D, sua base de funcionamento pode estar no estudo profundo do movimento de spin, quem sabe com estes modernos aceleradores de partículas consigamos alguma coisa...
  Talvez com a morte biológica nossa mente atinja naturalmente esta característica de enxergar em 4D e se deslocar no Tempo, mas são só brechas que se abriram no Abismo, só sei que nada sei.
  O dia que compreendermos estas forças e manipula-las estaremos muito perto de sermos quase deuses, imperfeitos, mas com grande poder.
  Eu já disse que se existir um Deus nada obriga que ele seja perfeito, mas de certo deve ter grande poder...



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