Rodrigo >> Eu penso mais na conta da previdência, ela arrecada R$ 700 bilhões e gasta R$ 1 trilhão.
Para gastar menos do que se arrecada, a sua sugestão é pagar a aposentadoria somente se a arrecadação conseguir pagar?
William >> Porque pra você o único corte possível é o da previdência!?
Já expliquei que em um cenário de responsabilidade fiscal a taxa Selic baixa e cada ponto percentual que baixar, a divida a ser paga referente aos juros diminui bilhões.
Veja um caso entre tantos passiveis de corte.
Em 2002 o número de ocupantes de cargos de confiança (comissionados) era em torno de 20 mil.
Em 2018 chegou a 31 mil.
Em 2022 chegou a 46 mil.
(Embora o gasto individual com as funções e cargos comissionados tenha subido (pela expansão das FCEs e incorporação de gratificações em autarquias), a folha total do funcionalismo ativo federal ficou praticamente estagnada em termos reais no período 2019–2022.)
Em 2026 são aproximadamente 50 mil.
(Aumento Geral dos Servidores de 9% concedido a todo o funcionalismo federal em maio de 2023 incidiu também sobre os valores das funções comissionadas
Cargos de alta direção tiveram aumentos progressivos de até 69%)
Sou contra aumento para servidores públicos?
Claro que NÃO.
Mas para quem não sabe, funções comissionadas recebem uma gratificação a mais (geralmente).
Nove por cento depois da Pandemia ficou meio a nível de reposição, mas 69% ... dá para suspeitar de aparelhamento, essas coisas custam caro e não melhora em nada a eficiência "geralmente" são apadrinhados políticos.
Em uma máquina pública enorme como a nossa, de certo há muita coisa onde pode fazer cortes.
Mas se o povo acha que a gastança pode continuar indefinidamente ai sim aposentados correm sérios riscos ... a maioria dos votos válidos preparam um "presente de grego".
Os aposentados gregos não deixaram de receber totalmente seus benefícios, mas sofreram cortes severos.
Durante a crise de dívida (2010–2018):
➽ O sistema de previdência passou por mais de 12 reformas consecutivas.
➽ As aposentadorias sofreram reduções acumuladas entre 30% e 50%em seus valores.
➽ O 13º salários dos pensionistas foram totalmente eliminados.
➽ A idade mínima de aposentadoria subiu para 67 anos.
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Resumo:
1. Meu ponto não é só previdência: Quando me perguntam sobre o déficit de R$ 700 bi de arrecadação vs R$ 1 tri de gasto, eu respondo questionando por que o ÚNICO corte possível que enxergam é sempre na previdência.
2. Responsabilidade fiscal baixa juros e economiza bilhões: Defendo que com responsabilidade fiscal a Selic cai. Cada ponto percentual a menos na Selic significa bilhões a menos de juros da dívida pública a pagar.
3. O Estado inchou nos cargos de confiança: Mostro a escalada que ninguém discute: 20 mil comissionados em 2002 > 31 mil em 2018 > 46 mil em 2022 > aproximadamente 50 mil em 2026. É um exemplo entre tantos passíveis de corte.
4. A folha não inchou, o aparelhamento inchou: Ressalto que entre 2019-2022 a folha total do funcionalismo ativo federal ficou estagnada em termos reais. O que subiu foi o gasto individual com funções comissionadas, via expansão das FCEs e gratificações.
5. Aumentos desiguais denunciam aparelhamento: Não sou contra aumento de servidor. Os 9% gerais em maio de 2023 após a pandemia foram reposição. Mas os cargos de alta direção tiveram até 69% de aumento. Isso não melhora eficiência, é apadrinhamento político e custa caro.
6. Se a gastança continuar, quem paga é o aposentado: Meu alerta é que existe muita gordura para cortar numa máquina pública enorme como a nossa. Se o povo achar que a gastança pode ser indefinida, quem corre risco real são os aposentados.
7. O "presente de grego" já aconteceu na Grécia: Os gregos não deixaram de receber, mas sofreram mais de 12 reformas entre 2010-2018, com cortes de 30% a 50% no valor, fim total do 13º dos pensionistas e idade mínima elevada para 67 anos. É o presente que a maioria dos votos válidos está preparando.
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