quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Olhar a Direita

 





Post no Face :"Desde o início do governo Javier Milei, a Argentina perdeu 32.290 empresas empregadoras, uma queda de 6,3%. 
  Em julho, o país tinha 480.067 empresas com trabalhadores formais, segundo a Superintendência de Riscos do Trabalho."

William >> Milei pegou a Argentina em situação catastrófica, demora para se recuperar, aconteceu aqui depois do governo Dilma.
  A nação próxima que tem inspirado os brasileiros é outra.
  No mesmo período de tempo que Milei é presidente da Argentina, de acordo com dados oficiais e levantamentos recentes sobre o regime da Lei de Maquila, 66 empresas brasileiras abriram ou transferiram operações para o Paraguai de 2022 até meados de 2026.
  Ao todo, mais de 230 indústrias de origem brasileira operam no país vizinho, impulsionadas principalmente por benefícios fiscais e menores custos trabalhistas.

  Outro dado interessante é que nesse mesmo período (dezembro/23 a meados de 2024), o Brasil encerrou entre 2,1 e 2,4 milhões de empresas. 
  No âmbito judicial, foram registrados cerca de 1.000 pedidos de falência e um recorde de mais de 2.200 recuperações judiciais no país, impulsionadas pelo endividamento e pelos juros elevados.

  Ou seja, petistas (principalmente) pinçam dados da Argentina que podem desestimular o eleitor brasileiro  a optar por um governo mais a direita.
  Acontece que em tempos de Internet é fácil pinçar dados de mais quase 4 anos de governo petista desestimulado o eleitor a votar na esquerda.
  E o "desempate" a favor da direita é o eleitor olhar para países como Paraguai e Chile.
  Não são nenhuma maravilha, porém estão em situação econômica bem mais sustentável que o Brasil.

Nota: Vi varias manchetes dizendo que no terceiro mandato do Lula o saldo de criação de empresas foi positivo e muito.
  Entretanto são aqueles números que temos que olhar com cautela, sem euforia.
  A maioria não são empresas naquele sentido mais tradicional, alugar ou construir um espaço, adquirir equipamentos, contratar funcionários.
  Cerca de 75%  das novas aberturas de "empresas) no Brasil são MEIs (pessoas físicas trabalhando por conta própria, como pejotizados, influencers e prestadores de serviços).
  É aquela empresa de uma pessoa só e "talvez" algum ajudante informal.
  Sim, é melhor que nada ou ficar no negativo.
  Entretanto tem o "detalhe" do PIB induzido.
  Não é que o Brasil esta crescendo em produtividade.
  O Governo vai injetando dinheiro contraindo empréstimos, é como estar devendo até as calças, mas passar a imagem de prosperidade para os outros.



   O que o Brasil e a Rússia têm em comum em Outubro 2026?    
   O crescimento do PIB.

   Acontece que  isoladamente o PIB não mede prosperidade.
  O que importa é a qualidade, riqueza gerada por produtividade real não aquela sustentada por endividamento e gastos estatais.
   Exemplo:
   Imagine que o PIB é o valor de tudo o que você tem em casa (R$ 200 mil).

  Crescimento saudável: Você trabalha, economiza e compra mais coisas (vai para R$ 220 mil).

   Crescimento artificial: Você está sem grana, pega empréstimo no banco e enche a casa de móveis novos.
  O valor de tudo que você tem em casa (patrimônio) sobe, mas você contraiu dívidas e paga juros.
  É exatamente o que acontece no Brasil, o governo gasta adoidado no crédito rotativo, não acontece aumento real de produtividade.

   Em 2025, o PIB da Rússia cresceu apenas 1%, desacelerando após anos de forte impulso com gastos militares na Ucrânia.
  Para sustentar a economia (com inflação alta e juros básicos entre 16% e 21%), o Banco Central russo exigiu controle de capitais e que exportadores repatriassem receitas.

   A Rússia está muito pior que o Brasil, embora tenha PIB  maior.
   A diferença é que no Brasil, a gastança vai para consumo interno, auxilios, máquina pública e “corrupção” (infelizmente).
  Na Rússia, a grana é "explodida" na guerra, não tem retorno social para os russos.

  E se a Rússia ganhar a guerra?
  A Ucrânia estará mais destruída do que já está.
  Será como os russos “herdarem” uma mansão caindo aos pedaços após gastar uma fortuna com advogados.
   Por décadas vai dar um prejuízo danado.




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Resumo:

•  Contexto de Herança Econômica (Argentina vs. Brasil): A perda de empresas na Argentina reflete a grave crise herdada por Javier Milei, exigindo tempo para recuperação — um processo de transição semelhante ao vivido pelo Brasil após o governo Dilma.

•  O Exemplo Paraguaio e a Fuga de Capitais do Brasil: O verdadeiro modelo de inspiração para investidores brasileiros na região é o Paraguai, que atraiu dezenas de empresas brasileiras em busca de benefícios fiscais e menores custos trabalhistas via Lei de Maquila.

•  Métricas Reais do Mercado Empresarial Brasileiro: Enquanto a esquerda pinça dados pontuais da Argentina para desestimular o eleitorado de direita, omite que o Brasil encerrou mais de 2 milhões de empresas no mesmo período e registrou recorde de recuperações judiciais devido a juros e endividamento.

•  Qualidade da "Abertura de Empresas" no Brasil: O alardeado saldo positivo de CNPJs no governo atual deve ser visto com cautela: cerca de 75% das novas aberturas são MEIs (trabalho autônomo, pejotização e freelancers) e não empresas tradicionais geradoras de empregos formais com espaço físico e equipamentos.

•  A Ilusão do Crescimento Via Endividamento (PIB Induzido): O crescimento econômico brasileiro não decorre do ganho de produtividade real, mas sim da injeção contínua de dinheiro via endividamento público e gastos estatais — criando uma falsa sensação de prosperidade sustentada no "crédito rotativo".

•  Comparativo Brasil x Rússia e o PIB de Baixa Qualidade: Embora Brasil e Rússia mostrem avanços pontuais no PIB, o indicador isolado não mede riqueza real. Ambos sofrem com crescimento artificial impulsionado pelo Estado (no Brasil via máquina pública e consumo; na Rússia via indústria de guerra).

•  Inviabilidade do Modelo de Sustentação Estatal: Tanto o gasto público desenfreado para simular consumo quanto o esforço de guerra destruidor da produtividade são insustentáveis no longo prazo, pois geram prejuízos estruturais para a população.



  

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